::Perfil::



Nome:...Jessica Walter
Idade:...31...
Cidade:...Belo Horizonte...
Gosto:...Dar aula e dançar Flamenco...
Odeio:...Falta de solidariedade...
Filmes:...Volver...
Músicas:...Tanto mar...



Estamos pagando um preço muito alto pelo descaso com a educação e aprendendo da pior maneira possível a diferença entre criar e educar. Nossas crianças estão perdidas, sem parâmetros de certo e errado, sem consciência de sua missão na vida. É hora de abandonar a atitude de impotência e trilhar um novo/velho caminho - a educação pautada por valores universais!










MARIO SERGIO CORTELLA

NÓS,HUMANOS E HUMANAS,SOMOS PORTADORES DE UM "DEFEITO" NATURAL QUE ACABA POR SER TORNAR NOSSA MAIOR VANTAGEM:NÃO NASCEMOS SABENDO! POR ISSO,DO NASCIMENTO AO FINAL DA EXISTÊNCIA INDIVIDUAL,APRENDEMOS E (ENSINAMOS)SEM PARAR;O QUE CARACTERIZA UM SER HUMANO É A CAPACIDADE DE INVENTAR,CRIAR,INOVAR E ISSO É O RESULTADO DO FATO DE NÃO NASCERMOS JÁ PRONTOS E ACABADOS.APRENDER SEMPRE É O QUE MAIS IMPEDE QUE NOS TORNEMOS PRISIONEIROS DE SITUAÇÕES QUE,POR SEREM INÉDITAS NÃO SABERÍAMOS ENFRENTAR. AQUELES ENTRE NÓS QUE IMAGINAREM QUE NADA MAIS PRECISAM APRENDER OU,PIOR AINDA,NÃO TEM MAIS IDADE PARA APRENDER,ESTÃO-SE ENCLAUSURANDO DENTRO DE UM LIMITE QUE DESUMANIZA E,AO MESMO TEMPO,TORNA FRÁGIL A PRINCIPAL HABILIDADE HUMANA:A AUDÁCIA DE ESCAPAR DAQUILO QUE PARECE NÃO TER SAÍDA. A EDUCAÇÃO É VIGOROSA QUANDO DÁ SENTIDO GRUPAL ÀS AÇÕES INDIVIDUAIS,ISTO É, QUANDO SE COLOCA À SERVIÇO DAS FINALIDADES E INTENÇÕES DE UM GRUPO OU UMA SOCIEDADE;UMA EDUCAÇÃO QUE SIRVA APENAS AO ÂMBITO INDIVIDUAL PERDE IMPULSO NA ESTRUTURAÇÃO DA VIDA COLETIVA,POIS,AFINAL DE CONTAS,SER HUMANO É SER JUNTO,E , AQUILO QUE APRENDEMOS E ENSINAMOS TEM DE TER COMO META PRINCIAPAL TORNAR A COMUNIDADE NA QUAL VIVEMOS MAIS APTA E FORTALECIDA. COMPETÊNCIA É NOS TEMPOS ATUAIS,UMA CONDIÇÃO COLETIVA;ATÉ ALGUM TEMPO ATRÁS,A COMPETÊNCIA ERA ENTENDIDA COM ALGO INDIVIDUAL,A TAL PONTO QUE SE FALAVA QUE " A MINHA COMPETÊNCIA ACABA QUANDO COMEÇA A DO OUTRO";EM OUTRAS PALAVRAS,EM UM GRUPO,EQUIPE OU ORGANUZAÇÃO,SE ALGUÉM PERDE OU DIMINUI A SUA COMPETÊNCIA,TODOS NO GRUPO A PERDEM OU DIMINUEM.O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA COLETIVA É,HOJE,O FATOR DIFERENCIAL QUE EXPRESSA A INTELIGÊNCIA DAS PESSOAS E DOS GRUPOS. QUEM NÃO ESTIVER ABERTO A MUDANÇAS E COMPROMETIDO COM QUESTÕES DE NOVOS APRENDIZADOS ESTARA FADADO A O INSUCESSO PROFISSIONAL E PESSOAL.VALE SEMPRE LEMBRAR A FRASE DO FICTÍCIO DETETIVE CHINÊS CHARLIE CHAN"MENTE HUMANA É COMO PÁRA QUEDAS;FUNCIONA MELHOR ABERTA"...

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Inserindo a Matemática na Educação Infantil

A Educação Infantil brasileira passou por diversas transformações nos últimos 20 anos. Desde o final da década de 1980, universidades, movimentos sociais, partidos políticos, associações profissionais e mães têm debatido o modelo de Educação Infantil pretendido para as crianças brasileiras, influenciando as diretrizes estabelecidas na legislação do país.

 

A matemática e o projeto não-escolarizante de Educação Infantil

A Educação Infantil brasileira passou por diversas transformações nos últimos 20 anos. Desde o final da década de 1980, universidades, movimentos sociais, partidos políticos, associações profissionais e mães têm debatido o modelo de Educação Infantil pretendido para as crianças brasileiras, influenciando as diretrizes estabelecidas na legislação do país.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB -, aprovada em 1996, estabelece, em seu artigo n. 29, que a Educação Infantil tem como finalidade “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. Tal afirmação é resultado de uma nova maneira de compreender a criança que é vista como um ser ativo, competente, agente, produtor de cultura, pleno de possibilidades atuais e não apenas futuras.

Mas como trabalhar, no dia-a-dia da Educação Infantil, a partir de tais concepções? O quê ensinar para as crianças? Essas podem ser algumas dúvidas comuns de muitas professoras. Para respondê-las é importante compreender que as crianças estão inseridas no mundo e que, desde o seu nascimento, esforçam-se para compreendê-lo, reinventando e interagindo com ele a cada momento. Dessa forma, o papel do professor não seria tanto ensinar-lhes conteúdos, mas propiciar-lhes momentos e oportunidades para que explorem e descubram esse mundo.

Ao invés de apenas ensinar a matemática, poderíamos organizar o ambiente e disponibilizar para as crianças jogos e materiais que permitam desenvolver noções e conceitos matemáticos, que vão muito além de ensinar a contar.

Possibilitando às crianças um encontro com a matemática.

Existem muitas formas de conceber e trabalhar com a matemática na Educação Infantil. A matemática está presente na arte, na música, em histórias, na forma como organizo o meu pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. Uma criança aprende muito de matemática, sem que o adulto precise ensiná-la. Descobrem coisas iguais e diferentes, organizam, classificam e criam conjuntos, estabelecem relações, observam os tamanhos das coisas, brincam com as formas, ocupam um espaço e assim, vivem e descobrem a matemática. Contudo, é importante pensarmos que tipo de materiais podemos disponibilizar para as crianças a fim de possibilitar-lhes tais descobertas.

Existem no mercado diversos materiais que podem ser utilizados pelos professores para enriquecer o contato com o universo matemático. São músicas, livros de histórias infantis, encartes de revistas, brinquedos e jogos pedagógicos, que podem ser facilmente encontrados e que permitem à criança o contato com os números, com as formas, com as quantidades, seqüências, etc. Além desse material, é possível que o professor crie seu próprio material de trabalho, confeccionando quebra-cabeças, seqüências lógicas, desenvolvendo atividades com ritmo, oferecendo palitos e outros materiais, propondo jogos e brincadeiras e possibilitando a criação das crianças.

Se uma criança, ao mostrar 8 dedos para a professora, pergunta quantos dedos têm ali, ela pode receber a resposta ou ser estimulada a desenvolver o seu pensamento lógico-matemático. Posso responder que tem 8 dedos, como posso desafiá-la, dizendo que ali só tem um dedo e mostrar: 1, 1, 1, 1, 1, 1,1 e1. Diante da contestação da criança, posso então dizer que me enganei e que acho que ali tem 5 e 3, ou 4 e 4, fazendo com que ela descubra que os números são mais que eles mesmos, podendo ser um conjunto de outros números.

O importante é que o professor perceba que pode trabalhar a matemática na Educação Infantil sem se preocupar tanto com a representação dos números ou com o registro no papel, pode colocar em contato com a matemática crianças de todas as idades, desde bebês. Podemos pensar a matemática a partir de uma proposta não-escolarizante, que permita à criança criar, explorar e inventar seu próprio modo de expressão e de relação com o mundo. Tudo o que temos que fazer é criar condições para que a matemática seja descoberta, oferecer estímulo e estar atentos às descobertas das crianças.

Gabriela Guarnieri de Campos Tebet é Professora de Educação Infantil da Prefeitura Municipal de São Carlos; Pedagoga e Mestre em Educação pela UFScar. É co-autora do livro Trabalhando a diferença na educação infantil pela Moderna.



Escrito por Jessica às 23h06
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REDE OU ESCADA

Nesta semana, em dois debates nos EUA – na Universidade do Texas, Austin, e na Universidade de Harvard, Boston – pude perceber como a idéia da Bolsa-Escola se espalhou pelo mundo, chamada genericamente de Transferência Condicionada de Renda, mas mantendo o registro do seu primeiro nome, iniciado em Brasília. Tive a oportunidade de notar que o programa tem sido decisivo para a criação de uma Rede de Proteção Social para atender a população pobre. E essa rede está surtindo resultados.
Os dois palestrantes principais em Austin – o ex-presidente Zedillo, que começou o projeto no México em 1997, e eu próprio, que iniciei no Distrito Federal em 1995 – apresentamos a origem, a lógica e o papel dos programas de transferência condicionada de renda. Todos os apresentadores de diversos países mostraram os resultados positivos na redução da pobreza no continente. Com dados rigorosos, o professor brasileiro Ricardo Paes de Barros mostrou que, no Brasil, a renda dos mais pobres vem crescendo em ritmo muito maior do que a renda dos mais ricos e, segundo ele, a principal causa disso tem sido a Bolsa-Escola, ou Bolsa Família.

É gratificante ver a idéia consolidada internacionalmente, com resultados positivos e com sua origem brasiliense reconhecida.

Os dados mostram com clareza uma redução na concentração da renda. Mas não mostram o fato de que, muito provavelmente, esteja aumentando a desigualdade no acesso aos serviços públicos de saúde, educação, habitação, segurança, e também na perspectiva de futuro. Mesmo que essas variáveis estejam melhorando para os pobres, estão melhorando muito mais para os ricos. Uma criança pobre vai à escola – o que é uma melhora, pois seus pais não iam. Mas os ricos vão à escola, fazem estágios no exterior, aprendem idiomas, ficam mais tempo na escola, dispõem de equipamentos modernos, fazem pós-graduação. O mesmo vale para os cuidados com a saúde, para o conforto na habitação. Estão melhorando para os pobres, mas para os ricos melhoram mais. O resultado é que, mesmo com menor desigualdade na renda, os pobres enfrentam hoje uma brecha maior na qualidade de vida em relação aos ricos.

Esses resultados permitem uma reflexão sobre o duplo significado de “redução da pobreza”: por um lado, redução nas necessidades essenciais dos pobres, especialmente comida; por outro, redução no número de pobres. Mesmo reconhecendo o valor na redução da tragédia em que vivem os pobres, o propósito deve ser reduzir o número dos que vivem na pobreza e não apenas o tamanho da penúria que sofrem.

A primeira opção é a da “rede” de proteção, mantendo os pobres em situação de pobreza protegida. A segunda é da “escada”, oferecida para que os pobres saltem de uma situação de exclusão para a de inclusão social. O desafio está em saber como evoluir da necessidade da rede de proteção para a oferta de uma escada de ascensão.

O mundo tem, hoje, quase 20 milhões de famílias protegidas pela rede de proteção do tipo Bolsa-Escola, mas elas não têm acesso a educação de qualidade: única forma de trocar a rede pela escada. Por isso, a mudança da política de rede para a política de escada deve se basear na garantia de educação com a mesma qualidade para todos. Só essa revolução vai permitir enfrentar com seriedade, ética e dignidade o problema da pobreza. A Bolsa-Escola, no seu início, tinha essa perspectiva. Era Bolsa (uma rede baseada na transferência de renda) e era Escola (uma escada baseada na educação).

Os seminários nas universidades americanas mostraram que o programa se consolidou, mas sofreu mudanças que o descaracterizaram, se concentraram na transferência de renda, contentando-se com a busca de uma rede de proteção, abandonando a busca de uma escada de ascensão. É possível que a escada surja como simples evolução da rede. Afinal, há até pouco tempo a própria idéia da Bolsa-Escola era repudiada, como política compensatória. Mas é possível que a tentação de ficar no mais simples dificulte o salto que vai ser necessário: da “rede” para a “escada”.

Fonte: Artigo publicado no jornal O Globo de sábado, 25 de abril.



Escrito por Jessica às 11h10
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SENADO HOMENAGEIA DOM HELDER CAMARA

Dom Hélder Câmara será homenageado pelo Senado durante período do expediente que antecede a sessão plenária deliberativa marcada para quarta-feira (29), às 14h, pelo transcurso do centenário de seu nascimento. A solicitação para a realização da sessão foi feita em requerimentos dos senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cristovam Buarque (PDT-DF).

 

Nascido em Fortaleza (CE), no dia 7 de fevereiro de 1909, Hélder Pessoa Câmara, mais tarde Dom Hélder Câmara, foi consagrado como bispo auxiliar do Rio de Janeiro em 1952, mesmo ano em que foi nomeado bispo. Contribuiu para revigorar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde foi secretário-geral e atuou em defesa do ajuste dos ideais da Igreja Católica a padrões mais modernos, principalmente no que se referia à defesa da justiça e da cidadania.

Foi também arcebispo de Olinda e Recife, de março de 1964 a abril de 1985, onde fundou a Comissão de Justiça e Paz de Pernambuco e consolidou as chamadas Comunidades Eclesiais de Base, entre outras entidades. Ficou conhecido por lutar pelos direitos humanos e contra o autoritarismo, tendo, por esse motivo, entrado em choque com o regime militar.

Nos anos 90, inaugurou, com auxílio de organizações filantrópicas, na Fundação Joaquim Nabuco, a campanha intitulada "Ano 2000 Sem Miséria". Teve também participação ativa no Concílio Ecumênico Vaticano II, que, entre outras mudanças importantes, reformou a liturgia, a constituição e a pastoral da Igreja Católica, além de ser uma das fontes de influência para a formulação da Teologia da Libertação, adotada nos países mais pobres e em desenvolvimento.

Autor de 12 livros traduzidos para diversos idiomas, Dom Hélder morreu no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, aos 90 anos de idade.

Helena Daltro Pontual / Agência Senado

Filme sobre Dom Helder será exibido quarta-feira no Senado



Escrito por Jessica às 11h09
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 Estes mosquitos da dengue foram feitos pela minha colega Aline. Tomei a liberdade de compartilhar com vcs!!! Para colocar na agenda dos  alunos, ela usou a idéia da Jacira.
Um beijão!!
Vamos abraçar essa idéia e levar aos outros, para quem sabe então, acabarmos com esse grande problema!



Escrito por Jessica às 10h04
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SUPERDOTADOS PARA O PROGRESSO DO BRASIL

Nelson Valente

O ingresso do Brasil ao Primeiro Mundo não pode se cingir a um exercício de retórica. Deve ser algo muito mais consistente, que passa pelos cuidados com a educação, a ciência e a tecnologia.

Se investirmos apenas 0,5% do Produto Interno Bruto em Ciência aí está o sintoma claro de que nos distanciamos de nações mais desenvolvidas, como é o caso da Coréia do Sul, que hoje coloca 2% do seu PIB em pesquisa científica e tecnológica. Com um pormenor notável: 70% desses recursos são oriundos da iniciativa privada, que acredita nesse investimento, o que infelizmente não ocorre entre nós. A quase totalidade dos nossos fracos investimentos na área são devidos a recursos federais, colocados à disposição das universidades.

Não se deve desconsiderar o valor dos recursos hoje aplicados no Brasil aos setores de desenvolvimento científico e tecnológico. São 2,4 bilhões de dólares, resultado das muitas campanhas realizadas e da aquisição de uma consciência generalizada a respeito da sua importância. Mas é também claro que estamos muito longe dos recursos ideais. Veja o caso dos EUA: as universidades americanas disporão este ano um orçamento de 158 bilhões de dólares, mais da metade para projetos de pesquisa básica. Por aí se entende porque cientistas americanos venceram 207 dos 528 Prêmios Nobel distribuídos desde 1901.

Quando se coloca a questão da inserção do Brasil no clube do Primeiro Mundo, gostaria de deixar claro o meu ponto de vista: entrar no Primeiro Mundo não significa vencer a corrida tecnológica, mas acompanhá-la. Um país pertence ao Primeiro Mundo quando contribui para o desenvolvimento da humanidade como um todo.

O Brasil poderia estar dedicando maior atenção ao desenvolvimento de vacinas contra a meningite do tipo B e o dengue. No primeiro caso, temos importado vacinas de Cuba, gastando milhões de dólares, quando isso poderia estar sendo feito em nossos próprios laboratórios, com economia e eficiência. O mesmo pode ser dito em relação à genética. O nosso país tinha resultados apreciáveis, em nível mundial, nas décadas de 50 e 60, mas por falta de apoio a nossa presença foi definhando, tornando-se hoje secundária.

A origem da falha encontra-se no sistema escolar (“a escola está preocupada em ensinar – e não fazer o aluno aprender”). A escola quer formar os cidadãos médios, mas é preciso valorizar os bons alunos, aqueles que irão compor as elites científica e intelectual, de onde são extraídos os elementos capazes de sustentar a liderança em setores determinados do conhecimento ou do pensamento.

Há exemplos internacionais do que deve ser feito, como é o caso da Bronx School of Science (NY), que trabalha com alunos superdotados para o ensino de Ciências. Eles são estimulados, por mestres competentes, em laboratórios devidamente apetrechados, para que se ampliem as suas possibilidades de acesso a outros patamares da ciência moderna. As nações desenvolvidas agem dessa forma. Não temos outra saída senão seguir os seus passos.



Escrito por Jessica às 22h35
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A APRENDIZAGEM NO CONSTRUTIVISMO

Sebastiana Fátima Palermo Mendes

RESUMO
Existe certo consenso de que a educação deva promover o desenvolvimento integral das pessoas e sobre a aprendizagem de determinados conteúdos da cultura necessários para que elas sejam membros da abordagem sócio-cultural de referência.Mesmo assim, problemas aparecem quando se trata de explicar o que se entende por desenvolvimento e aprendizagem e quais são as relações entre os dois processos.A psicologia da aprendizagem trata do modo como as pessoas percebem aprendem, recordam e pensam sobre a informação.O construtivismo,é uma teoria que tenta explicar esse processo de aprendizagem estudando as relações entre o individuo e o meio.

UNITERMOS:  Construtivismo, aprendizagem, escola

SUMMARY
There is a general agreement that education ought promote personal complete development as well as promote the development of certain areas of knowledge, so that people can be prepared do assume their papers as reference members in regard to social and cultural affairs. Even though, there is some difficulties when it’s supposed to explain the meaning of learning and development and the relations concerning these two affairs. Learning Psychology studies the mechanism by which people understand, learn, recall, and think about the information. Constructionism is a theory which tries to explain the process of learning through the investigation of the relationship between the individual and the environment.

KEY WORDS:. Constructionism, Learning,  School.

INTRODUÇÃO
Construtivismo é uma das correntes empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do principio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o individuo e o meio (Carretero, 2002). A idéia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob  a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento de forma cada vez mais elaborada (Taille, Oliveira e Dantas, 1992). Dessa forma pode-se dizer que o conhecimento consiste numa reestruturação de saberes anteriores, mais que na substituição de conceitos por outros. A passagem de uma didática centrada na transmissão do conhecimento para outra baseada na sua construção não nasce de um dia para outro. Assim, as abordagens construtivas para qual contribuíram os trabalhos de Piaget, Ausubel, Vygotsy e Bruner tem denominado a investigação nos últimos anos sobre o construtivismo e a aprendizagem. Fonost 1999, salienta que Piaget deu sua contribuição para o construtivismo, ao salientar o processo dinâmico e auto- regulador de que se reveste o equilíbrio que permite adaptação e organização, crescimento  e mudança. Existe certo consenso de que a educação deve promover o desenvolvimento integral das pessoas e sobre a aprendizagem de determinados conteúdos da cultura necessários para que elas sejam membros da abordagem sócio-cultural de referência..
Primeiramente, é necessário considerar que o processo de aprendizagem se inscreve na dinâmica da transmissão da cultura, que constitui a definição mais ampla da palavra educação , e que não diz respeito só à criança, mas também a família e as instituições que ensinam. Mesmo assim, problemas aparecem quando se trata de explicar o que se entende por desenvolvimento e aprendizagem e quais são as relações entre os dois processos.
Segundo Piaget 1978, o equilíbrio oscila entre dois pólos: assimilação e acomodação, portanto, a assimilação e a acomodação são, pois, os motores da aprendizagem. A adaptação intelectual ocorre quando há o equilíbrio de ambos. Franco 1998,  destaca  a necessidade de substituir um saber estático por um conhecimento dinâmico realçando o papel da contradição e do erro na construção do conhecimento. Enquanto Ausubel 1980, baseia-se na idéia de que para que ocorra a aprendizagem, é  necessário partir daquilo que o aluno já sabe. Ele preconiza que os educadores devem criar situações didáticas  com a finalidade de descobrir esses conhecimentos, que foram designados de conhecimentos prévios.
Isso evidencia que em sua teoria Ausubel investiga e descreve o processo de cognição segundo uma perspectiva construtivista. Esta teoria ficou conhecida como teoria da aprendizagem verbal significativa, por investigar o papel da linguagem verbal.
A partir desse contexto, observa-se que no construtivismo a noção central é a de que a compreensão e a aprendizagem são processos ativos, construtivos, generativos e de reorganização. As palavras do professor não ficam simplesmente gravadas diretamente na mente dos alunos, pois elas agem depois de serem implementadas por eles ( Franco , 1998).
A contemporânea teoria construtivista da aprendizagem reconhece que as crianças são agentes ativos que se comprometem com a construção do seu próprio conhecimento, integrando a nova informação no seu esquema mental e representando-a de uma maneira significativa O paradigma construtivista conduz a compreender como a aprendizagem pode ser facilitada através da realização de determinados tipos de atividades atraentes de construção. Segundo Gardner 2000, uma forma de integrar os princípios construtivistas nas salas de aula é através da realização de projetos. O seu desenvolvimento, envolve a observação da vida extra-escolar, propiciando aos alunos a oportunidade de organizar os conceitos e habilidades previamente estabelecidas, utilizando-os ao serviço  de um novo objetivo ou empreendimento. Um elemento crucial da participação ativa de atividades colaborativas é o dialogo nas experiências partilhadas, indispensável para suportar a negociação e a criação da significação e da compreensão.

CONCLUSÃO
Pode –se concluir que para  alguns teóricos como Piaget, Vygotsy, bruner e Ausubel construtivismo é uma teoria, que procura descrever os diferentes estágios pelos quais passam os indivíduos, no processo de aquisição de conhecimentos, de como se desenvolve a inteligência humana e de como o individuo se torna autônomo. Em busca de descobertas feitas pelas teses construtivistas, muito se tem escrito sobre como se poderia ser o processo de ensino fundamentado nessa teoria, há várias críticas sobre o construtivismo que advêm de uma tradução feita por alguns educadores para a pedagogia, objetivando justificar a adoção de determinados procedimentos no ensino.
Assim, essa teoria não é remédio miraculoso, nem instancia normativa pedagógica para os problemas que afetam o ensino, de modo que a introdução de novas tecnologias como o uso de computadores nas escolas, não resolvem por si a situação da educação. Nesse sentido, tem-se que recordar a existência de diferentes posturas teóricas sobre um mesmo objeto de conhecimento e que a ação-reação deve sempre estar baseada em um processo de reflexão fundamentado criticamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.AUSUBEL, David Paul, Novak, Joseph e Hanesian, Helen. Psicologia Educacional, Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.
2.BRUNER, Jerome. Uma nova teoria de Aprendizagem. Rio, Bloch; Brasilias, INL, 1975.
3.FIALHO, Francisco ª P. Introdução ao estudo da Consciência. Curitiba: Gêneses, 1998.
4.FOSNOT, C.T. Construtivismo e educação.Lisboa:Instituto Piaget.1999.
5.GARDNER, H. Estruturas da Mente: A teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul 1994. In: Inteligência : Um Conceito reformulado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
6.PIAGET, J. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro: Zahar. 1978.
7.VYGOTSKY, L.S.A> A formação social da mente. 6? edição. São Paulo: Martins Fontes. 1998.



Escrito por Jessica às 22h34
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O grave é ser legal
Artigo publicado no jornal O Globo, no dia 25/02/2008
Cristovam Buarque*
www.cristovam.org.br



Durante quase 400 anos, a escravidão foi legal no Brasil. Mesmo sendo vergonhoso e sem qualquer lei que desse a algumas pessoas o direito de escravizarem outras, a escravidão era legal. Porque a imoralidade era legal. Como hoje está legalizada a maior parte das falcatruas.

Como acontece com gastos dos cartões corporativos, com o mobiliário do reitor da UnB e com os palácios construídos pelo setor público. Construir um palácio para o Judiciário, o Legislativo ou qualquer órgão do governo ao lado de favelas sem água nem saneamento, ao lado de crianças fora da escola, é imoral, mas perfeitamente legal. É uma corrupção nas prioridades, mas é legal. O grave é ser legal.

Quando, durante a construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, dezenas de milhões de reais saíram do orçamento público para os bolsos privados, foi ilegal. Os culpados foram punidos: um perdeu o mandato enquanto outro ficou preso. Mas foi legal colocar no orçamento centenas de milhões de reais para construir o prédio luxuoso do TRT, mesmo que esse dinheiro fizesse falta para escolas, saúde, transporte público, universidades. Só vai preso e perde o mandato quem tira de projetos do Estado para pôr no próprio bolso; mas continua solto quem, legalmente, tira do orçamento do pobre para gastar em projetos que beneficiam os ricos. Porque isso é legal.

Isto é o mais grave: legalizar a falta de ética das prioridades que não atendem às necessidades da população pobre. Nos últimos anos, houve desvio de recursos da educação de base, inclusive da alfabetização, para outros setores, como o ensino superior, e isso foi legal.

Seria ilegal tirar esse dinheiro para colocar no bolso do reitor, mas comprar mobília cara e lixeira de luxo está dentro da lei. Isso é grave.

A comunidade acadêmica da UnB está corretamente indignada com o fato de que, no lugar de investimentos em ensino, pesquisa e atividades de extensão, foram feitos gastos no apartamento funcional destinado ao reitor. Em vez de discutir a moralidade dos gastos públicos no Brasil, opta por denunciar apenas a ilegalidade grave de um gasto específico. Como resultado, o processo pode demorar anos e a Justiça ainda pode dizer que foi legal.

Em nome da legalidade, a população acadêmica abre mão de sua responsabilidade, e fica conivente com a corrupção nas prioridades.

Por olhar apenas do ponto de vista interno do campus, deixa de criticar o fato muito mais grave de que a administração da UnB pode ter agido legalmente; não percebe que o mais grave é que isso é legal. Ao concentrar-se na legalidade, as elites brasileiras evitam mudar as leis, e assim mantêm o poder de interpretá-las.

Porque se torna ilegal comprar lixeira, mas continua legal abandonar a educação de base, deixar 16 milhões de adultos analfabetos.

Por trás das mordomias, dos salários altos, das obras suntuosas e do abandono das prioridades do povo, está o fato de a legalidade ser definida não por valores ou objetivos nacionais, mas pelo poder de grupos de pressão. Na ditadura, era legal o que os militares queriam; na África do Sul, era legal toda a maldade do apartheid. Na Alemanha nazista, Hitler definia o que era legal; no apartheid social brasileiro, é tão legal não aplicar o dinheiro necessário para erradicar o analfabetismo de 16 milhões de adultos quanto comprar lixeiras caras com dinheiro público, para o apartamento do reitor ou para os gabinetes do Judiciário, do Legislativo e do Executivo. Ao nos concentrarmos na lixeira do reitor, evitamos olhar para todas as lixeiras caras espalhadas pelas repartições públicas no Brasil, enquanto falta giz nas escolas e remédios nos hospitais.



Escrito por Jessica às 22h29
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Todas as lixeiras
Artigo publicado no Jornal do Commercio, no dia 22/02/2008
Cristovam Buarque *
www.cristovam.org.br


Desde sua criação por Darcy Ribeiro, a UnB tem servido de exemplo. Deu início a diversas mudanças na estrutura e no funcionamento do sistema universitário brasileiro. Iniciou a eleição direta para reitor, foi a primeira a implantar o sistema multidisciplinar como prática corrente, criou o sistema de avaliação seriada que substitui o vestibular, está implantando um campus na periferia de Brasília. Foi pioneira na instituição de cursos noturnos entre as federais. A atual administração do reitor Timothy Mulholland estava dando continuidade a essa história, até tomar a decisão equivocada de montar um apartamento funcional para o reitor, e desperdiçar recursos para mobiliar esse apartamento.

Mesmo que nenhum ato ilegal tenha sido cometido, houve falta de ética nas prioridades, ao se canalizar recursos para o apartamento funcional, em detrimento de gastos mais urgentes e comprometidos com as atividades fins e o bem-estar da comunidade. Além das prioridades equivocadas, a decisão feriu gravemente a imagem da instituição e ofuscou feitos positivos de uma história que vem trazendo importantes mudanças na UnB, inclusive as realizadas pelo reitor Timothy.

Mas além de dar crédito à atual administração da UnB pelo que vem fazendo, não podemos deixar de reconhecer o grave erro cometido e suas conseqüências, e a necessidade  que a instituição tem de solucionar a situação, defendendo sua autonomia ameaçada pelo desprestígio e pela presença da polícia e de interventores no campus, como acontecia durante a ditadura.

Além disso, a comunidade acadêmica do Brasil inteiro precisa reconhecer que esses fatos decorrem da omissão de professores, alunos e servidores diante da administração de suas instituições. Desde que começaram a eleger os reitores, eles têm sido tolerantes com o que as administrações fazem. Ainda mais grave, concentram suas críticas aos aspectos legais, e não aos morais.

O grave é que grande parte das falcatruas ficaram "legais". Como era legal a escravidão, como é legal abandonar a educação de base. Como, muito provavelmente, no final serão inocentados os mensaleiros e os usuários de cartão corporativo.

O único caminho para retomar o prestígio da UnB e garantir sua autonomia é recolocar sua condução nas mãos da comunidade, debatendo as denúncias que pesam sobre a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos - Finatec e sobre os gastos com o apartamento do reitor.

O que aconteceu na UnB deve provocar a reflexão de toda a comunidade acadêmica, para saber o que acontece dentro de suas instituições. Não permitir que uma comunidade com uma bela história de militância saiba de fatos tão graves pelos jornais, graças ao Ministério Público.

Refletir sobre outros absurdos legais: a existência de 16 milhões de analfabetos e de 4,5 milhões de universitários, e de somente um terço dos jovens concluindo o Ensino Médio; o pagamento de salários tão baixos aos professores da educação básica; os gastos luxuosos com prédios públicos do Judiciário, Legislativo e Executivo. Enquanto denuncia o erro do reitor, a comunidade acadêmica não pode se omitir perante órgãos públicos cheios de lixeiras luxuosas; porque o comportamento dos dirigentes e das comunidades é o de olhar para suas instituições como se o mundo não existisse além dos seus limites.

O debate da comunidade não deve se limitar ao que acontece dentro do campus. Nem a debater a legalidade ou não dos fatos. Precisa apurar a falta de ética nas prioridades de todas as lixeiras caras espalhadas nos órgãos públicos brasileiros.



Escrito por Jessica às 22h29
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Você, Educacionista
Artigo publicado no jornal O Globo, no dia 16/02/2008
Cristovam Buarque *
www.cristovam.org.br


"Navio negreiro" foi escrito por Castro Alves em 1868, anos antes de Joaquim Nabuco escrever "O Abolicionista". Foi o poeta quem despertou o Brasil e divulgou a mensagem dos abolicionistas. Durante o regime militar, foram os poetas e cantores que nos acordaram para a democracia. Na semana passada, 120 anos depois da Abolição, os poetas voltaram às ruas com outra bandeira: o educacionismo.

A escola de samba "Vai Vai", de São Paulo, cantou a educação como saída para o futuro do Brasil. No desfile das campeãs, carregou uma imensa bandeira do Brasil com o lema "Educação é Progresso", no lugar de "Ordem e Progresso".

O Thobias Nascimento e os passistas da "Vai Vai" não são os únicos educacionistas no cenário brasileiro. O desfile foi inspirado no empresário Antonio Ermírio de Moraes, um educacionista que defende a educação como saída para o Brasil. Seu livro tem um título que lembra Castro Alves: "Educação, pelo amor de Deus".

Jorge Gerdau é outro empresário educacionista, que há anos investe parte de seus recursos em educação. É um dos promotores do "Compromisso de Todos pela Educação", que mobiliza a consciência nacional e de nossos dirigentes para a importância da educação.

Milu Vilela é uma educacionista que faz companhia ao Gerdau na direção do "Compromisso de Todos pela Educação". E a isso tem se dedicado há anos, usando sua energia e influência, procurando apoio, incentivando bons professores, bons secretários estaduais e municipais.

Viviane Senna é outra educacionista. Usa obstinadamente seu prestígio para lutar pela educação. Não só pressionando politicamente nossos dirigentes, e investindo, por meio da Fundação Ayrton Senna. Tive o privilégio de visitar sua experiência na Zona da Mata pernambucana e assistir a recuperação de crianças que tinham ficado para trás, abandonadas pelo governo, pelas famílias e por si próprias, como casos perdidos do ponto de vista educacional. Já começavam a constituir o contingente de analfabetos adultos, quando seu programa trouxe-as de volta à esperança.

Xuxa, uma das mais conhecidas artistas brasileiras, é quase desconhecida no que se refere ao seu trabalho como educacionista na Fundação Xuxa Menegel, onde atende 350 crianças, desde a primeira infância, e suas famílias, em um total de 2 mil pessoas. Rodrigo Baggio é um educacionista que se dedica desde a adolescência à tarefa de promover a inclusão digital que deveria ser feita dentro das escolas. Denise Valente dirige uma rede de 40 escolas da maior qualidade mantidas gratuitamente pela Fundação Bradesco, que atende mais de 109 mil alunos anualmente. Antônio Oliveira Santos, presidente da Confederação Nacional do Comércio, inaugura, no Rio de Janeiro, dia 19, a ESEM, a Escola Sesc de Ensino Médio, uma instituição com internato de alunos e professores.

Jorge Werthein, José Roberto Marinho, Severiano Alves, Cláudio de Moura e Castro, Nizan Guanaes ¿ o Brasil está cheio de "educacionistas", adjetivo que ainda não existe nos nossos dicionários; militantes do "educacionismo", substantivo que os nossos dicionários ainda não adotaram, mas já tem significado: a doutrina que considera a educação como vetor fundamental do progresso, defende que a utopia não vem da desapropriação do capital dos patrões para os empregados, mas sim de colocar os filhos dos empregados na mesma escola dos filhos do patrão.

A enorme bandeira do Brasil que os integrantes da "Vai Vai" carregaram no sambódromo paulista, com o lema "Educação é Progresso", mostrou que o movimento educacionista começa a crescer, no século XXI, como no século XIX, um movimento inicialmente muito pequeno cresceu, com o nome de abolicionista. Eles queriam que todos brasileiros fossem livres da escravidão; nós queremos que todos os brasileiros tenham acesso a uma escola de qualidade, único caminho para serem livres.

Falta fazer com que os educacionistas de hoje se transformem em um exército. Por isso, seja um educacionista, você também.



Escrito por Jessica às 22h29
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País Ameaçado
Artigo publicado na Folha de S. Paulo, no dia 31/01/2008
Cristovam Buarque *
www.cristovam.org.br

O Brasil está ameaçado pela "invasão" de um exército de 72 milhões de adultos. São os eleitores sem o ensino fundamental completo. Adultos que aqui nasceram e, sem nenhuma culpa, serão agentes da desagregação nacional nas próximas décadas. Por causa dessa "invasão", dentro de 30 anos estaremos ainda mais mergulhados na violência, na corrupção, na baixa produtividade, na falta de capacidade para criar capital/conhecimento, nas desigualdades social e regional.

Não foi a Abin, nem as Forças Armadas, nem a Polícia Federal que identificou a ameaçadora "invasão" que o Brasil sofre: foi o TSE, ao mostrar que são 104 milhões os eleitores sem o ensino médio completo, dos quais 28,8 milhões são analfabetos ou apenas sabem ler e 72 milhões não concluíram o ensino fundamental.
E esses dados não mostram que raros dos que concluíram o ensino médio tiveram cursos com a qualidade que os tempos atuais exigem, para a pessoa e o país. Mesmo que os dados não sejam exatos (são do momento do cadastramento do eleitor, sem estudos continuados posteriores), eles confirmam uma realidade conhecida.

Se algum país quisesse dominar o Brasil no século 21, não teria estratégia melhor do que abandonar a educação de nosso povo, como nossos próprios dirigentes fizeram ao longo de décadas. Nas próximas, essa situação vai trazer conseqüências catastróficas para o país.

Na democracia: o eleitor sabe votar corretamente, independentemente do grau de instrução, mas, sem educação, não tem alternativas de emprego ou renda, precisa de soluções imediatas para seus problemas. Em vez de votar em um candidato que propõe mudar o quadro futuro da saúde, vota naquele que lhe oferece uma caixa com o remédio para resolver sua doença atual. É um voto inteligente, mas que leva à fragilidade da democracia e ao aumento da corrupção.

Corrupção: a eleição democrática por um eleitorado sem alternativa induz à compra e à venda de votos, daí ao descompromisso do eleito com o eleitor e ao uso do cargo em benefício próprio. O eleitor não tem qualificação e perde o direito de cobrar do seu representante.

Economia: não há futuro para a economia sem mão-de-obra altamente qualificada, com trabalhadores preparados para usar instrumentos modernos. Também não há futuro para a economia que não é capaz de criar capital-conhecimento. Se toda a população jovem não estiver bem educada para fornecer quadros competentes às universidades, estas não desenvolverão o capital-conhecimento com base na ciência e nas técnicas de nível superior que o mundo moderno exige.

Emprego: a economia está trocando operários por operadores. Em vez de formar um operário com um simples curso, é preciso formar um operador de ferramentas inteligente, usando computadores. Isso exige um bom segundo grau completo, idiomas estrangeiros, inclusão digital.

Segurança: é possível que a maldade seja uma característica mais comum entre os educados do que entre os iletrados. Mas, sem alternativas de emprego, estes últimos ficam sem renda para sobreviver e mais facilmente caem na tentação de pequenos crimes - se ficarem impunes, terão incentivo à criminalidade; se forem presos, cairão nas universidades do crime que são as cadeias.

Desigualdade: os dados do TSE não mostram a desigualdade entre o nível de educação do eleitor pobre e o do eleitor rico, mas mostra a desigualdade regional no acesso à educação. O aumento da desigualdade entre as pessoas e entre as regiões será uma das conseqüências previsíveis dos dados divulgados. Alguns conseguem educar-se, têm alternativas, empregos, renda. Outros ficam excluídos.

O pior é que os educados não despertam para os riscos que o país corre. Uma parte nem deseja mudanças, outra defende o voto dos analfabetos sem defender a erradicação do analfabetismo; defende que o capital do patrão deve passar às mãos dos trabalhadores, mas não defende que a escola do filho do operário seja tão boa quanto a escola do filho do patrão, como venho defendendo. O governo Lula continua essa tradição da esquerda generosa, mas não transformadora.

Aos eleitores sem alternativas por falta de educação devemos perdoar suas opções eleitorais, aos eleitores educados não há perdão pela imoral tolerância com a mãe de todos os problemas: o abandono da educação.

Talvez a "CPI do Apagão Educacional" que o presidente do Senado, Garibaldi Alves, se comprometeu a implantar neste primeiro semestre possa servir para acordar o Brasil do risco que nos ameaça.



Escrito por Jessica às 22h27
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Região em Risco
Artigo publicado no Jornal do Commercio, no dia 25/01/2008
Cristovam Buarque *
www.cristovam.org.br

O Tribunal Superior Eleitoral prestou um grande serviço ao Brasil, especialmente ao Nordeste, ao divulgar a análise do nível educacional dos eleitores brasileiros. Mesmo que os dados não sejam exatos, já que se referem ao momento do cadastramento do eleitor, sem necessariamente captar estudos continuados posteriormente, eles confirmam uma realidade conhecida. Os dados são assustadores, e mostram os riscos que enfrenta o Brasil.

Com os milhões de adultos sem Ensino Médio completo, o Brasil não conseguirá dinamizar sua economia, porque este é o tempo da economia baseada no conhecimento. Estamos deixando para trás o potencial intelectual da nossa população adulta. Não vamos criar emprego, porque emprego exige qualificação; não vamos fortalecer nossa democracia, porque, sem qualificação, os eleitores têm ficam reféns de suas necessidades, forçados a dar o voto em troca de um remédio, de uma camisa. E a conseqüência é a corrupção do eleito sem compromisso, porque já pagou pelo voto recebido.

O Brasil é um país ameaçado e sem futuro, se não fizer uma revolução na educação.

O mais grave nos dados do TSE, porém, é a perspectiva de aumento da desigualdade entre pessoas e regiões. Eles mostram um Brasil dividido entre uma minoria educada e a maioria sem educação. Os primeiros terão várias opções, seus filhos serão ainda mais bem educados, e a desigualdade vai se ampliar.

O Sudeste tem 19,8% de eleitores que declaram ter completado Ensino Médio, uma taxa baixa para uma região rica. Mas no Nordeste, apenas 8,25% declaram ter concluído o mesmo nível. Não é difícil imaginar o que vai acontecer no futuro, uma taxa tão catastrófica. O Nordeste se distanciará cada vez mais na capacidade de competir, de assegurar qualidade de vida, dinamizar a economia, e de reduzir a desigualdade social dentro da região.

Lamentavelmente, os dados do TSE não despertarão a opinião pública. A imensa maioria - os eleitores que não estudaram - não vai sequer tomar conhecimento deles, e os que estudaram não se sensibilizarão. Não perceberão que estamos condenados a um futuro que inviabilizará nossas cidades por causa da violência, da miséria, da ineficiência. Não despertarão para a necessidade de fazer uma revolução pela educação, garantindo escola de qualidade para todos - com escolas para os filhos dos pobres tão boas quanto as dos filhos dos ricos -, como venho defendendo.

Se, há 50 anos, a Sudene tivesse iniciado essa revolução, em vez de perseguir a velha obsessão por uma industrialização forçada, o nível educacional do Nordeste não estaria tão defasado com relação ao Sul. A população educada atrairia investimentos, a igualdade de oportunidades reduziria a violência e a miséria. O Nordeste não estaria tão desigual em relação às demais regiões do País.

Pena que a seca da terra tenha sido visível nos anos 50, provocando a criação da SUDENE, mas que a seca da mente seja invisível e não sensibilize. Porque, aparentemente, os 4,47% dos eleitores nordestinos que declararam ter concluído o Ensino Superior são entendem a realidade diante dos seus olhos.

A contribuição do TSE foi valiosa. Não veio da Abin, nem do Ministério da Defesa, mas do órgão que fiscaliza e contabiliza as eleições. Esperemos que os eleitores entendam, e na próxima eleição o TSE possa contabilizar votos por uma revolução na educação.

Para colaborar com isso, o novo presidente do Senado, Garibaldi Alves, se comprometeu a levar adiante uma CPI diferente: a CPI das causas do apagão educacional no Brasil e no Nordeste.



Escrito por Jessica às 22h26
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Pobre Dicionário
Artigo publicado no jornal O Globo, no dia 19/01/2008
Cristovam Buarque *
www.cristovam.com.br

Nesta semana, o Canal Brasil exibiu o clássico filme "Jango", de Silvio Tendler. Nele, percebe-se que as forças progressistas defendiam o voto do analfabeto, mas não a erradicação do analfabetismo. O voto do analfabeto era parte das reformas de base; as outras diziam respeito à propriedade dos meios de produção e à intervenção do Estado na economia. São poucas as referências a transformações sociais diretas: saúde, moradia, água e saneamento, transporte público, educação. A falha não era de Jango, mas da visão importada pela esquerda brasileira, segundo a qual o progresso era efeito direto da economia, e a emancipação do povo e o atendimento das necessidades dos pobres eram conseqüência do crescimento econômico.

Até Lula chegar ao poder, as reformas defendidas pela esquerda eram as mesmas: controlar o sistema financeiro, opor-se a todo tipo de privatização e ampliar a intervenção do Estado na economia, combater o FMI e o Plano Real, distribuir terra, mesmo que produtiva, e defender o fim de programas como a Bolsa-Escola, chamados de política compensatória. >

Mas quando assumiu o governo, a esquerda deu uma guinada: adotou integralmente a política econômica do governo Fernando Henrique e desvirtuou a Bolsa-Escola, transformado-a em programa puramente assistencial, com o nome de Bolsa Família. O discurso tornou-se conservador, e passou a defender políticas compensatórias como carro-chefe e símbolo do discurso progressista. Trocou revolução por generosidade.

Abandonou as bandeiras anteriores e não adotou novas. Continuou sem perceber que a verdadeira revolução possível e necessária está na garantia de acesso de todos à escola de máxima qualidade. A revolução não está mais em garantir ao operário a propriedade do capital do patrão, mas sim em assegurar que o filho do operário estude na mesma escola que o filho do patrão.

Além de estar presa ao discurso economicista, nossa esquerda considera esse sonho utópico, impossível. Ela prefere os pequenos gestos políticos e econômicos às decisões fortes, com impacto direto na realidade social. Nos anos 60, garantir voto ao analfabeto era um ato politicamente progressista; mas a erradicação do analfabetismo seria um gesto socialmente emancipador. Hoje, em vez de escola com qualidade para todos, uma política transformadora e emancipadora, prefere-se a política da generosidade, enquanto o crescimento econômico não chega a todos.

A esquerda já foi abolicionista, desenvolvimentista, socialista, comunista, reformista, nacionalista e internacionalista, mas nunca se assumiu educacionista, como venho propondo. Jamais viu a educação como vetor da transformação social. Palavras como educacionismo e educacionista nem sequer constam dos dicionários.

A realidade socioeconômica de hoje exige a adoção destes termos: educacionismo, para definir o progresso e a transformação social com base em uma revolução na educação que assegure a máxima qualidade, para todos; e educacionista, para definir aqueles que defendem a necessidade de uma revolução social pelo educacionismo.
Educador é o especialista em educação que usa seu conhecimento para formar e transmitir conhecimento; educacionista é o militante político que luta para que todos os habitantes do País tenham educadores competentes em escolas com a máxima qualidade. >

O desenvolvimentismo e o socialismo de hoje consistem no educacionismo: assegurar a mesma chance para todos, por meio de uma revolução educacional no País. Esse é o caminho possível.

Mas faltam os educacionistas. Faltam os cidadãos, como foram os abolicionistas, capazes de se unir, independentes de sigla partidária, para defender que a revolução é necessária, possível, e que o caminho é a escola igual para todos. Mas como criar uma consciência educacionista, quando o educacionismo nem está nos dicionários?

Talvez a culpa seja dos pobres dicionários, e não dos líderes sem imaginação que, há 50 anos, preferem defender o voto dos analfabetos a defender a erradicação do analfabetismo.

* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT / DF. 


Escrito por Jessica às 15h13
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Yunus, Xuxa,
Baggio, Pierino
Artigo publicado no Jornal do Commercio, no dia 11/01/2008
Cristovam Buarque *
> www.cristovam.com.br

No ano passado, Yunus recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho. Deveria ganhar outro prêmio por sua história. Concluído o doutorado que fez nos EUA, decidiu regressar para Bangladesh, um dos mais pobres países do mundo e talvez o mais novo, que acabava de ser criado ao se separar do Paquistão. Durante anos, Yunus fez o trajeto de sua casa ao campus da Universidade de Dacca, sem dar atenção a uma favela que havia no caminho. Um dia, sugeriu a seus alunos um estudo sobre o modo de produção usado pelas  mulheres da favela que faziam cestas de palha e vendiam nas estradas. Descobriram que a maior parte do dinheiro voltava para as mãos do agiota que emprestava dinheiro para as mulheres comprarem a palha.

Não ficaram só no estudo. Ele e seus alunos juntaram cerca de US$ 30 e emprestaram a 40 mulheres. Nascia ali uma das maiores experiências sociais do século XX, o Grameen Bank, que hoje empresta milhões de dólares a dezenas de milhões de famílias. Em 2000 estive por sete dias em Dacca e vi a dimensão do trabalho iniciado pelo Yunus porque um dia ele olhou para aquelas mulheres e quis mudar a vida delas.

Rodrigo Baggio, com pouco mais de 20 anos de idade, trabalhava no setor de informática. Conheci-o em 1999, em Paris, durante um evento promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e ouvi sua história: um dia, durante o sono, sonhou que deveria montar escolas de informática nas favelas do Rio de Janeiro.

Baggio criou o Comitê para Democratização da Informática (CDI).  Hoje, há 642 escolas no Brasil e 198 no exterior. Mais de 100 mil pessoas saíram da exclusão digital graças a Baggio que levou adiante um sonho que teve. >

Xuxa Meneghel é uma das artistas mais conhecidas do Brasil. Poucos conhecem um outro lado. Em 1987, ao sair de uma apresentação, na Pavuna, Xuxa foi convidada por uma criança para visitar sua família. Quando viu as condições da casa decidiu ajudar crianças pobres.

Assim foi criada a Fundação Xuxa Meneghel. Hoje, quase 350 crianças de 3 a 12 anos são atendidas em uma extensa área na cidade de Guaratiba. No total 2 mil pessoas são beneficiadas entre jovens e adultos. Em dezembro de 2007, fui conhecer a obra da Fundação Xuxa e saí surpreso com a força do movimento, com o carinho e a preocupação de sua criadora com o futuro das crianças que atende. É surpreendente o que a visita a uma casa provocou de mudanças na vida de tantas famílias, graças à ação de uma pessoa: uma artista que decide usar sua fortuna e sua energia para levar adiante uma missão.

Don Pierino é um padre italiano. Em 1998, em Brasília, ouvi dele sua história. Quarenta anos atrás, era um jovem sacerdote no Vaticano. Era perfeitamente possível estimar em quanto tempo chegaria a cardeal. Um dia, passava pela Piazza Navona quando viu um homem com um chapéu virado e algumas moedas dentro. Quando Pierino abaixou-se para depositar as moedas, o homem agarrou o braço do jovem padre e disse: "não quero dinheiro, quero um abraço".

Pierino se agachou, conversou, escutou a história de uma vida perdida pela droga, levou-o para sua casa e ali começou, graças a Alfredo -- o pedinte -- uma entidade social que hoje está espalhada por dezenas de países na luta de apoio para livrar pessoas da droga.

> Essas quatro histórias têm em comum um fato motivador, um ser humano capaz de despertar, reorientar sua carreira e usar sua energia para servir aos outros. O nome pode ser Yunus, Xuxa, Baggio ou Pierino, mas as qualidades humanas são as mesmas: sensibilidade, audácia, persistência e sobretudo um profundo amor à humanidade. 
 

* Professor da Universidade de Brasília, senador pelo PDT / DF


Escrito por Jessica às 15h13
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Verdade Silenciosa
Artigo publicado no jornal O Globo, no dia 05/01/2008
Cristovam Buarque *
www.cristovam.com.br

Não há verdade silenciosa. Coberta pelo silêncio, a verdade é uma mentira. O Brasil é um país de verdades silenciosas: um país de costas para sua história.

 Até hoje, não sabemos tudo o que aconteceu durante a guerra contra o Paraguai, 150 anos atrás. Os documentos oficiais estão escondidos sob o manto do sigilo. Como brasileiro do século XXI, não tenho qualquer culpa por crimes cometidos por brasileiros do século XIX. Mas o silêncio das gerações atuais nos faz cúmplices de crimes do passado. Enquanto tudo da guerra da Paraguai não for exposto à luz, nós brasileiros estamos contaminados. Porque a história escondida contamina através do tempo. >
 
Da mesma forma, nossos militares de hoje não têm qualquer responsabilidade com crimes de há 30, 40 anos. Mas, se não aceitam a apuração e divulgação dos fatos históricos, as Forças Armadas continuam contaminadas com a culpa da geração anterior. A esquerda do século XXI também continua contaminada por possíveis crimes cometidos pela guerrilha, ainda não expostos à luz da verdade.

A opção pela "verdade silenciosa" contamina todo o tecido social. O silêncio sobre a verdade termina sendo um das causas da falta de princípios na política e um vetor para a corrupção. Inclusive a corrupção do silêncio. A política fica com aversão à história. Olha-se mais o poder pelo poder hoje, do que o nome em uma placa de rua no futuro. Justificando o Congresso a julgar secretamente senadores e deputados acusados de falta de ética.

Os intelectuais optam pelo silencio reverencial diante dos erros dos políticos correligionários. Como desprezam o que a história dirá, ou não dirá, ficam quietos e calados diante dos erros dos governantes que eles apóiam. Os próprios guardiões da história seqüestram a história. Alguns não criticam o decreto assinado por Fernando Henrique prorrogando os prazos de sigilo dos fatos históricos, outros não criticam que o governo Lula nada fez para mudar esta parte do "conluio do silêncio", como chamou a jornalista Miriam Leitão neste jornal, em sua coluna da última terça-feira.

É este conluio que nos fez conviver 400 anos com a escravidão. E tentar apagar o crime que ela representou: os documentos da escravidão foram queimados para impedir que os donos-de-escravos pedissem indenizações e com isso eles foram anistiados de suas maldades. O "conluio do silêncio" é antigo. E nos faz também tolerar sem constrangimento a concentração de renda, a miséria, a deseducação, todos calados ou apenas cochichando, mas tolerando, sem julgar os culpados históricos. Neste conluio, aceitou-se não punir torturadores e indenizar torturados. Aqueles que se recusaram a fazer esta troca, provavelmente ficarão sem dinheiro, sem justiça contra seus opressores,  nem nome de rua, em um país onde a história é escondida no sigilo ou no esquecimento. >

Sem história aberta -- feita por políticos com compromissos com a história, estudada por historiadores com acesso a toda verdade -- não surge o sentimento de nação e sua perspectiva histórica. O país-não-nação fica apenas uma rede de pessoas e suas corporações prisioneiras do presente.

A verdade é a base da história, e a história é a base da política séria. Por isso, não é para julgar os que foram anistiados pela lei da Anistia, é para salvar a honra das Forças Armadas e do Brasil, dos partidos que fizeram a luta armada, é para trazer o ar puro da verdade dentro da vida nacional, para ilustrar e conscientizar os jovens e as futuras gerações, é para comprometer a política com a história que tudo deve vir a público. Os crimes da Operação Condor e todos os demais cometidos durante os anos de chumbo devem ser conhecidos.

Aproveitemos que um juiz italiano quer apurar o que aconteceu com dois de seus compatriotas, para rompermos o "conluio do silêncio" apurando tudo que aconteceu com todos os nossos compatriotas e com os estrangeiros que aqui sofreram violências.

Libertemos a verdade histórica, sem a qual a verdade democrática é uma farsa.

* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT / DF.  


Escrito por Jessica às 15h12
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Projeto

 

 

Professora: Jessica Costa                                                 Turma: 2º período

 

I-Tema: Mala mágica, a magia dos contos de fadas.

 

II-Justificativa:

         Os alunos do 2º período estão embarcando numa viagem cultural com a “Mala Mágica”. Essa mala, a cada final de semana, irá para a casa de um aluno, juntamente com um livro de literatura. Ao retornar à escola, o aluno traz a mala e dentro dela a fantasia do personagem principal da história e o registro dos momentos mais importantes desta construção. Dessa forma, o aluno desenvolve a oralidade e a criatividade, numa atividade dinâmica de incentivo à leitura.

         Cada vez que a criança ouve histórias de faz-de-conta, dá vazão às próprias emoções e pode ensaiar diversos papéis, pois a linguagem simbólica, não verbal dos “Contos de fadas”, comunica-se diretamente com o imaginário da criança, fazendo-a perceber que os problemas existem, mas que eles devem ser enfrentados e podem ser sempre solucionados.

         Através da fantasia a criança compensa as pressões de sua vida e por serem otimistas e transmitirem uma mensagem de felicidade e realização, se aproximam da realidade das mesmas. As histórias educam e estimulam o desenvolvimento da atenção, da imaginação, observação, memória, reflexão e linguagem.

         Contar histórias é a mais antiga das artes, sendo uma fonte maravilhosa para ampliar o horizonte da criança e de aumentar seu conhecimento de mundo que a cerca.

 

IV-Objetivos:

 

Conceituais

- desenvolver a linguagem oral com maior estruturação da fala;

- ler e interpretar imagens;

- ampliar o vocabulário;

- adquirir hábitos de trabalhar em grupo;

- conhecer diferentes versões da mesma história;

- reconhecer palavras;

- perceber a seqüência lógica dos acontecimentos.

 

Procedimentais

- produzir trabalhos de artes;

- explorar textos a partir do auto conhecimento;

- desenvolver a capacidade criadora;

- estimular a criatividade;

- registrar experiências vividas pelo grupo;

- recontar histórias lidas pela professora;

- desenvolver atividades escritas;

- produzir histórias coletivas.

- vivenciar a representação da história através da construção da fantasia.

 

Atitudinais

- respeitar e valorizar o próximo;

- ampliar o conhecimento de mundo;

- desenvolver capacidades expressivas;

- confrontar realidade e fantasia;

- interagir com o outro e ampliar seu conhecimento de mundo;

- saber escutar.

 

V - Janelas:

Linguagem oral e escrita

Matemática

Natureza e sociedade

Artes

Movimento



Escrito por Jessica às 13h32
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