::Perfil::



Nome:...Jessica Walter
Idade:...31...
Cidade:...Belo Horizonte...
Gosto:...Dar aula e dançar Flamenco...
Odeio:...Falta de solidariedade...
Filmes:...Volver...
Músicas:...Tanto mar...



Estamos pagando um preço muito alto pelo descaso com a educação e aprendendo da pior maneira possível a diferença entre criar e educar. Nossas crianças estão perdidas, sem parâmetros de certo e errado, sem consciência de sua missão na vida. É hora de abandonar a atitude de impotência e trilhar um novo/velho caminho - a educação pautada por valores universais!










MARIO SERGIO CORTELLA

NÓS,HUMANOS E HUMANAS,SOMOS PORTADORES DE UM "DEFEITO" NATURAL QUE ACABA POR SER TORNAR NOSSA MAIOR VANTAGEM:NÃO NASCEMOS SABENDO! POR ISSO,DO NASCIMENTO AO FINAL DA EXISTÊNCIA INDIVIDUAL,APRENDEMOS E (ENSINAMOS)SEM PARAR;O QUE CARACTERIZA UM SER HUMANO É A CAPACIDADE DE INVENTAR,CRIAR,INOVAR E ISSO É O RESULTADO DO FATO DE NÃO NASCERMOS JÁ PRONTOS E ACABADOS.APRENDER SEMPRE É O QUE MAIS IMPEDE QUE NOS TORNEMOS PRISIONEIROS DE SITUAÇÕES QUE,POR SEREM INÉDITAS NÃO SABERÍAMOS ENFRENTAR. AQUELES ENTRE NÓS QUE IMAGINAREM QUE NADA MAIS PRECISAM APRENDER OU,PIOR AINDA,NÃO TEM MAIS IDADE PARA APRENDER,ESTÃO-SE ENCLAUSURANDO DENTRO DE UM LIMITE QUE DESUMANIZA E,AO MESMO TEMPO,TORNA FRÁGIL A PRINCIPAL HABILIDADE HUMANA:A AUDÁCIA DE ESCAPAR DAQUILO QUE PARECE NÃO TER SAÍDA. A EDUCAÇÃO É VIGOROSA QUANDO DÁ SENTIDO GRUPAL ÀS AÇÕES INDIVIDUAIS,ISTO É, QUANDO SE COLOCA À SERVIÇO DAS FINALIDADES E INTENÇÕES DE UM GRUPO OU UMA SOCIEDADE;UMA EDUCAÇÃO QUE SIRVA APENAS AO ÂMBITO INDIVIDUAL PERDE IMPULSO NA ESTRUTURAÇÃO DA VIDA COLETIVA,POIS,AFINAL DE CONTAS,SER HUMANO É SER JUNTO,E , AQUILO QUE APRENDEMOS E ENSINAMOS TEM DE TER COMO META PRINCIAPAL TORNAR A COMUNIDADE NA QUAL VIVEMOS MAIS APTA E FORTALECIDA. COMPETÊNCIA É NOS TEMPOS ATUAIS,UMA CONDIÇÃO COLETIVA;ATÉ ALGUM TEMPO ATRÁS,A COMPETÊNCIA ERA ENTENDIDA COM ALGO INDIVIDUAL,A TAL PONTO QUE SE FALAVA QUE " A MINHA COMPETÊNCIA ACABA QUANDO COMEÇA A DO OUTRO";EM OUTRAS PALAVRAS,EM UM GRUPO,EQUIPE OU ORGANUZAÇÃO,SE ALGUÉM PERDE OU DIMINUI A SUA COMPETÊNCIA,TODOS NO GRUPO A PERDEM OU DIMINUEM.O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA COLETIVA É,HOJE,O FATOR DIFERENCIAL QUE EXPRESSA A INTELIGÊNCIA DAS PESSOAS E DOS GRUPOS. QUEM NÃO ESTIVER ABERTO A MUDANÇAS E COMPROMETIDO COM QUESTÕES DE NOVOS APRENDIZADOS ESTARA FADADO A O INSUCESSO PROFISSIONAL E PESSOAL.VALE SEMPRE LEMBRAR A FRASE DO FICTÍCIO DETETIVE CHINÊS CHARLIE CHAN"MENTE HUMANA É COMO PÁRA QUEDAS;FUNCIONA MELHOR ABERTA"...

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ENSINAR O QUE JAMAIS SE ENSINA

                            Celso Antunes*

 

  Imagine que você está sentado calmamente em um lugar público, que ao seu lado existem diferentes pessoas, jovens e velhas, obesas e magras, calmas e agitadas, e que um imprevisto impõe a todos a necessidade premente de sair correndo.
  Será que alguém argumentaria que não sabe correr? Informaria ao vizinho atônito que tem pernas e músculos em ordem, mas não pode sair correndo porque jamais aprendeu? Isso é possível? Claro que não.   Todas as pessoas “sabem” correr e, gostando ou não disso, sairão correndo se for necessário. Correr, assim como andar, falar, respirar, comer ou beber, constitui uma ação do cotidiano que ‘não se aprende de forma específica’ com um professor previamente preparado. Se indagarmos a essas pessoas como aprenderam a fazer isso, certamente nos responderão que “aprenderam aprendendo”, afinal a vida “nos ensina uma porção de coisas” e, sem mais papo, encerrarão o assunto.
  Entretanto, não vamos encerrar este artigo assim tão depressa e, por esse motivo, insistimos e indagamos: será que uma pessoa que “sabe correr” não teria “coisas” a aprender sobre isso? Não é possível aprender a “correr melhor”? Será que um professor de Educação Física ou um especialista em treinamento, olhando uma pessoa correndo, nada teria a lhe ensinar? Será que a postura usada na corrida está correta? Será que a pessoa sabe dar a passada de maneira a aproveitar o potencial dos seus músculos?   O que deve colocar antes no chão, a ponta dos pés ou o calcanhar? O corredor eventual sabe respirar durante a corrida? Respira-se pela boca, pelo nariz ou alternando-se os dois?
Não é difícil saber aonde se pretende chegar com essas considerações. Muito do que não se ensina hoje e, mesmo assim se aprende, seria mais bem aprendido se fosse devidamente ensinado por um profissional atento, observador e, sobretudo, eficiente e competente. Chega-se, assim, a questões cruciais da educabilidade humana, sobretudo na infância.
  Quanto se investe para ensinar uma criança a falar? E para descobrir o sentido das palavras e a expressão dos conceitos? Com que idade desenvolvemos sua sensibili­dade tátil, ensinando-lhe a ler em braile? Existe um programa para ensinar os pequenos a pensar? E a atenção deles, de que maneira é trabalhada?   Como podemos educar as memórias e, devagarinho, treiná-las para que se tornem mais abrangentes, como mais fortes se tornam os músculos que, pouco a pouco, vão sendo treinados?
  Qual a melhor idade para se ensinar a beleza? Beleza não se ensina? Se fosse possível acreditar nessa tolice, seríamos capazes de imaginar que o olhar de Picasso, de Monet e de Portinari seria igual ao nosso e que, portanto, a arte é uma mentira, uma convenção, uma simplória ilusão. A beleza se ensina, como se ensinam bondade, justiça, verdade etc. É possível treinar o pensamento, as memórias e a atenção da mesma maneira que se treina a criatividade e a sensibilidade para diferenciar o simples “olhar” do abrangente “ver”. Ensinar não é apenas transformar informações em conhecimento, mas aguçar a sensibilidade para o som, a acuidade para o tato e libertar o olfato.
  Quanto tempo seus professores gastaram para educar seus sentimentos, ensinando-o a perguntar, responder, investigar, procurar encantamento, decodificar símbolos, fazer amigos, solidificar relações, identificar o espanto, libertar os movimentos, compreender o imenso significado da carícia, suplantar os estreitos limites do conhecimento, acordando toda a onisciência que dorme dentro de você?   Provavelmente, tempo nenhum. Você nasceu numa época em que não se ensinavam essas “coisas”, posto que a própria vida o faria. Lamente esses tempos e crie novos. Não deixe de levar a seus alunos o que, por desconhecimento ou descaso, na vida lhe faltou. Ninguém precisa nos ensinar a correr, mas alguém com essa meta por certo vai nos levar aonde sozinhos jamais chegaríamos.

*Celso Antunes é bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo; Especialista em Inteligência e Cognição; Mestre em Ciências Humanas; autor de mais de 180 livros; e consultor de revistas especializadas em Ensino e Aprendizagem.
E-mail: celso@celsoantunes.com.br
Site: www.celsoantunes.com.br
Ilustrações: Luiz Cláudio

 



Escrito por Jessica às 14h09
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GAGUEIRA: COMO AJUDAR SEU ALUNO A SE EXPRESSAR MELHOR

O jeito como você trata a criança gaga é decisivo para que ela fale com mais fluência, se relacione com os colegas e se sinta bem em classe. A primeira coisa a fazer é deixar a ansiedade de lado.

A pergunta é simples: onde você guardou o seu caderno? O aluno começa, então, a bater o pé no chão, a mexer nos cabelos e a repetir uma mesma sílaba. Ele vai ficando cada vez mais nervoso ao tentar, sem sucesso, responder à sua questão. Você percebe o mal-estar e fica na dúvida: espero ou ajudo o menino a completar as palavras? Lidar com um estudante gago traz insegurança mesmo. Não é para menos. Algumas atitudes até agravam o problema – que, se não for tratado, afeta também a auto-estima, a socialização e a aprendizagem. Por isso, sua atuação positiva em sala pode contribuir para a melhora ou a cura no futuro.

As causas da gagueira, chamada por especialistas de disfluência da fala, são um verdadeiro mistério. Várias pesquisas sugerem que ela pode ser genética, decorrente de disfunções fisiológicas ou de origem psicológica. Mas nenhuma é conclusiva. “Não há provas de que uma emoção forte desencadeie a gagueira. Mas emoções provocadas por críticas ou humilhações pioram o quadro”, diz a fonoaudióloga Leila Nagib, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A falta de fluência é muito comum na pré-escola. Nessa fase, os pequenos estão aprendendo a falar e é natural que cometam alguns errinhos ao pronunciar palavras e frases – o que não é considerado gagueira. “O ato de falar exige precisão, e a criança nessa idade está adquirindo a linguagem e conhecendo seus movimentos e o próprio corpo”, afirma Leila. É normal que ela hesite, faça pausas longas e repita palavras, pois é o ensaio da fala. “Em crianças na pré-escola, é aceitável, no máximo, 10% da fala disfluente. A partir dos 8 anos, isso deve diminuir progres­sivamente”, explica a especialista em gagueira Cláudia Regina Furquim Andrade, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema só é preocupante quando o aluno repete sons e sílabas, demonstra esforço para falar, faz movimentos repetidos – como piscar os olhos, bater a mão ou o pé ou mexer nos cabelos – e não olha para a pessoa com quem conversa.

Respeito e incentivo: as melhores atitudes

Além da gagueira, o aluno também tem de lidar com a tensão e a ansiedade que surgem com as críticas. “Ao censurar a criança, o adulto mostra insatisfação com o modo de ela falar. O professor precisa pesquisar sobre como agir e encaminhar os casos a um especialista”, afirma a fonoaudióloga Liliane Campos Stumm, professora da Universidade do Sagrado Coração, em Bauru (SP). Ela entrevistou 15 professores de 1.ª a 4.ª série de uma escola pública da cidade. No início, muitos confundiam gagueira com outros problemas da fala e, apesar da boa vontade, a atitude deles até aumentava a dificuldade. Com o tempo, os professores foram orientados e a maioria dos estudantes passou a fazer terapia. “Eles melhoraram muito não só na fluência, mas também na socialização”, conta Liliane.

A insegurança e o medo do ridículo geram tanta pressão que as conseqüências são terríveis: a gagueira se agrava, o aluno se isola e seu rendimento cai. Portanto, a atitude positiva dos adultos e dos colegas de classe é essencial. Todos devem ter paciência e evitar interromper o aluno ou chamar a atenção dele. Quando muito pequeno, ele se importa mais com o que quer falar do que como fazer isso. Como não percebe se está se expressando corretamente, não se sente rotulado nem deixa de conversar. Mas, se o adulto ressaltar os seus “erros”, a criança começa a dar muita importância ao jeito de falar e fica com medo de abrir a boca outra vez. Isso pode transformar o que seria algo natural da idade em gagueira. “É possível que o problema não se agrave e acabe com o tempo, mas a baixa auto-estima, a dificuldade de se socializar e a insegurança ficam”, alerta Leila. Enfrentar isso na infância pode tornar o jovem frustrado e inseguro no futuro. “Um adolescente já me disse que era melhor passar por burro do que por gago”, conta Leila.

Fingir que o problema não existe também não resolve. Você é um modelo para a turma. Portanto, se agir espontaneamente com o aluno gago, respeitá-lo e incentivar os colegas a fazer o mesmo, vai ajudá-lo a se sentir aceito e à vontade. Para ensinar a turma a lidar com as diferenças, você pode elaborar atividades ligadas à linguagem em que todos digam o que pensam e sentem, sempre trabalhando o respeito às peculiaridades de cada um. Brincadeiras com rimas, músicas e instrumentos musicais também são úteis. Além disso, olhe sempre nos olhos do aluno. “Manter contato visual e até físico com a criança, como segurar a mão dela, demonstra apoio, e não pena”, sugere Leila.



Escrito por Jessica às 14h06
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GAGUEIRA: COMO AJUDAR SEU ALUNO A SE EXPRESSAS MELHOR

Você tem um aluno gago?

No livro Bibliotecoterapia, a fonoaudióloga Cláudia Regina Furquim Andrade, da Faculdade de Medicina da USP, lista atitudes positivas e negativas dos adultos que convivem com crianças ou jovens gagos. Confira.

O que fazer

– Tratar a criança como as demais durante uma conversa.

– Dar atenção ao que ela diz, e não à maneira como se expressa. Se ela estiver ansiosa, diga que você tem tempo e não a interrompa.

– Incentivar a participação dela nos dias em que apresentar mais facilidade para falar.

– Repetir, de forma espontânea, o que ela disse, tornando a conversa natural. Ao ver que foi compreendida, ela dará menos importância ao modo como se expressa.

– Reduzir a velocidade de sua fala ao conversar com ela, marcando bem as pausas e olhando em seus olhos.

– Fazer perguntas que possam ser respondidas com poucas palavras até que ela se sinta à vontade na classe.

– Pedir aos alunos para ler em conjunto e em duplas. A maioria dos gagos torna-se fluente ao ler acompanhada, pois o ritmo da leitura é demarcado e previsível.

– Falar com a turma, sem a presença da criança, sobre como é ruim gaguejar e que chacotas só pioram o problema do colega.

O que evitar

– Falar para a criança parar de gaguejar.

– Pedir para pensar ou respirar antes de falar (isso atrapalha porque o pensa­mento, a respiração e a fala ocorrem naturalmente).

– Responder por ela ou terminar suas palavras.

– Propor que pare a frase no meio e recomece.

– Demonstrar impaciência, irritação ou desconforto em relação a como ela fala.

– Passar a sensação de que sente pena dela.

– Sugerir que mude o tom da fala.

– Pedir para evitar palavras compridas ou difíceis de pronunciar.


Obs.: Matéria cedida pela Revista Nova Escola.
Colaboradora: Meire Cavalcante
(Edição n.º 183)
Ilustrações: Luiz Cláudio



Escrito por Jessica às 14h05
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ALFABETIZAR BRINCANDO

Simone Garrafiel

Alfabetizar é participar da fase mais importante e fascinante da vida de uma criança: a descoberta da leitura e da escrita. Esta descoberta deve ocorrer de maneira natural e prazerosa. É necessário que se elaborem métodos criativos que estimulem a criança a buscar o conhecimento. Assim ocorre na Escola Carolina Patrício, em São Conrado, onde o processo de alfabetização parte do pressuposto de que brincar é a melhor forma de aprender.

“Costumo dizer para os meus alunos: ‘Vamos aprender a ler e a escrever? OK! Mas não acabaram as brincadeiras!’. Então, apresento-lhes uma sucessão de jogos que os auxiliam na ampliação do vocabulário e na aquisição da escrita” - explica a professora Helena Carijó Chaffim.

Para os pequenos, os jogos são pura diversão e a brincadeira acaba virando uma aula inesquecível. “Pelo método, as crianças aprendem sem que precisem escrever muitas vezes as palavras ou decorá-las para fazer um ditado. Elas passam a escrever espontaneamente, e o resultado é muito bom” - argumenta Helena. Segundo a professora, brincando com as palavras e seus elementos silábicos, criando frases e realizando atividades de análise, síntese, substituição e acréscimo as crianças ganham uma base sólida de conhecimentos e o processo de alfabetização flui naturalmente.

Inicialmente, a professora Helena trabalha com o padrão silábico consoante-vogal e as vogais, para que possam surgir palavras simples, como “macaco”, “cavalo” ou “ema”. A partir daí, os alunos passam a identificar as palavras e procurar outras que tenham elementos silábicos semelhantes. “Fazemos jogos orais e de interpretação quando as crianças ainda não dominam a escrita e, à medida que evoluem neste sentido, partimos para exercícios nos quais elas escrevem, com giz, no quadro-negro ou na quadra de esportes, e com os dedinhos molhados, no papel e na areia, por exemplo. Quando se lida com o lúdico, a aprendizagem fica mais prazerosa” - garante a professora.

Como usar os Jogos nas Classes de Alfabetização.

 

Jogo de formação de palavras:

Montagem: cortar pequenos retângulos de cartolina e, com pilot preto, escrever sílabas e vogais neles, em letra de forma. Plastificar o material para melhor conservação.

Como jogar: cada aluno recebe diversos pedacinhos de cartolina com sílabas e vogais. O jogo é embaralhado. Em seguida, a professora dita, uma a uma, as palavras que os alunos deverão formar utilizando os conjuntos dados e pede a todos que digam, em voz alta, qual a palavra formada. Com este jogo, aprendem-se os elementos silábicos. Outra atividade que pode ser realizada é pedir às crianças que invertam as sílabas da palavra que foi composta e digam se ocorreu, ou não, a formação de uma outra palavra. Exemplo: Formar a palavra “capa” e inverter as sílabas para formar a palavra “paca”.

“Bingo” Educativo:

Montagem: cortar uma cartolina no formato de um tabuleiro de xadrez e escrever, com letra de forma, em cada quadrado desenhado na cartolina, palavras que sejam do conhecimento das crianças. É necessário comprar dados ou montá-los em cartolina.

Como jogar: Cada criança recebe um tabuleiro e alguns dados. A professora dita, uma a uma, palavras que os alunos deverão encontrar em seu tabuleiro. Ao encontrarem alguma, devem marcá-las com os dados, como se faz em um bingo. Nas turmas mais adiantadas, os dados são trocados por cartelas nas quais estão escritas palavras em letra cursiva. Neste caso, a criança lê a palavra que está na cartela e a procura no tabuleiro, no qual ela estará escrita em letra de forma. É um jogo de fixação e identificação visual



Escrito por Jessica às 14h00
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ALFABETIZAR BRINCANDO

Jogo de identificação de palavras e interpretação:

Montagem: escrever, em letra de forma, em pedaços de cartolina, palavras que pertençam a diversas categorias (animais, flores, brinquedos, etc.).

Como Jogar: mostrando as “plaquinhas”, uma a uma, aos alunos, a professora lhes pede que identifiquem, por exemplo, quais palavras são nomes de animais. Para incrementar a brincadeira, as crianças imitam o animal que acabam de identificar. Em outro momento, a professora espalha as placas no chão e pede a cada aluno que procure palavras iguais. (ex: pegar todas as palavras “rosa”).

Jogo de formação de frases:

Montagem: faça várias cartelas em cores diferenciadas, contendo: os substantivos, ações, conectivos e pontuação, separadamente. (ex: substantivos em rosa, conectivos em azul, etc.).

Como jogar: a professora entrega a uma dupla de alunos cartelas contendo palavras, vogais e pontuação embaralhadas. Em seguida, pede a ela que forme as frases corretamente. Em outro momento, pergunta-lhe se é possível trocar elementos frasais com as demais duplas. Assim, os alunos treinam, de maneira lúdica, a comparação entre frases e entre elementos que estruturam uma frase, sem preocupar-se com nomenclatura.     Em momento algum, a professora comenta a divisão de cores dos elementos. Ela deixa o aluno descobrir as diferenciações, instigando-o a reparar as diferenças. Outra forma de brincar é fazer com que uma criança monte a frase e a outra a leia em voz alta.

Jogo das Sílabas:

Montagem: colar, em um pedaço de cartolina, um papel com uma sílaba, de forma que fique fixada de um lado. Ao lado desta sílaba, grampear diversos papéis com outras sílabas que, unidas a ela, formem palavras.

Como jogar: os alunos recebem as cartelas com a sílaba fixa e as móveis. O jogo consiste na leitura e no reconhecimento das palavras. O elemento fixo pode ser, por exemplo, a sílaba “sa.”. A partir daí, brinca-se com os outros elementos que as crianças já conhecem. Encontra-se o “cá”, substituível por “pi”, “me”, e assim por diante, formando-se as palavras “casa”, “pisa” e “mesa”, respectivamente. No jogo, o professor pode mostrar aos alunos as cartelas, para que o grupo as leia, ou dividir a turma em grupos, cada um trabalhando com sua cartela. Os exemplos dados são apenas sugestões de como utilizar os jogos. Existem, porém, diversas formas de jogá-los na escola. Basta usar a criatividade. “Depois de cada jogo, fazemos uma atividade de escrita e ilustração, para complementar o estudo e fazer com que os alunos aperfeiçoem a escritura” - explica Chaffim. Concomitantemente, a escola trabalha com um livro-base, chamado “livro muito especial”, elaborado de acordo com o andamento do processo de alfabetização, à medida que os alunos conhecem frases e palavras. As crianças lêem pequenos textos dos livros e fazem exercícios de ilustração. Apesar de todo o trabalho ser baseado em jogos e brincadeiras, as crianças não deixam de participar de atividades de artes plásticas e recreação no pátio da escola. “É importante que elas tenham tempo de lazer. Não é porque estão na classe de alfabetização que só vamos fazê-las aprender a escrever, ler e contar” - explica Helena. Os resultados são satisfatórios, as crianças adquirem vocabulário e, têm uma certeza: é brincando que se aprende, para nunca mais esquecer!

 

Escola Carolina Patrício Professora Helena Chaffim Tel: 322 0021 / 322 1794

 



Escrito por Jessica às 13h59
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BRINCANDO COM OS NÚMEROS


CONTRIBUIÇÃO DA NOSSA COLEGA ALESSANDRA.

MUITO OBRIGADA!!!

Professora do Ensino Fundamental prova, através de brincadeiras, que número também serve para contar a história do mundo.

    A Matemática sempre está presente em nosso cotidiano, no estudo da História, da Geografia, da Ciência ou de quaisquer outras disciplinas. Também nos cálculos domésticos ou do troco da passagem aplica-se a matéria. Assim, tendo em vista a importância da Matemática, a professora Célia Regina da Silva Loreiro, coordenadora de Literatura do Ensino Fundamental do Colégio Pedro II, unidade Humaitá, buscou, através do projeto “Brincando com os Números”, mostrar que os números, além de significar quantidade, funcionam como uma narrativa e são capazes de revelar histórias.     O projeto foi criado tendo por base o livro “Brincando com os Números”, da editora  Companhia das Letrinhas e foi direcionado a alunos que cursam do C.Aà 4ª série.  Concretizá-lo foi muito simples. Através de brincadeiras infantis, como “zerinho ou um” e amarelinha; perguntas como “o que fazer com o valor do prêmio da megasena”, adivinhações como “quem de 20 tira 5?” e provérbios populares que envolviam números, Célia abandonou a idéia do número encarado como meio de efetuar contas e provou que ele também diverte e serve para resgatar a memória popular e a narrativa da história humana

  A professora ainda pediu aos alunos que transformassem os números de 0 a 10 em personagens. O algarismo 2, por exemplo, tornou-se em um belo pato e o cinco em um homem de barbicha e gorro. E, ainda, propôs a eles que confeccionassem uma nova certidão de nascimento, já que para as crianças a data em que aniversariam é muito significativa. A relação com os números tornou-se mais prazerosa e os alunos passaram a prestar mais atenção em cada algarismo. “Muitas brincadeiras já eram conhecidas pelos alunos. No entanto, eles nunca haviam notado que o número fazia parte delas”, explica Célia Regina.

 

O trabalho desenvolvido alcançou seu objetivo: transformou os números em vivências. Segundo a professora, só assim os alunos se sentem cidadãos que participam da história construída dia-a-dia.

CESO

Profª Elaine M. P. de Andrade Tel. (21) 642-3152 Ramal 205

Colégio Pedro II - Unidade Humaitá
Profª Célia Regina da Silva Loreiro
Tel. (21) 286-8691

 

 

 



Escrito por Jessica às 11h18
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DIFERENÇAS ENTRE OS MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO

CYNARA MENEZES
free-lance para a Folha de S.Paulo

Fônico
Enfatiza as relações símbolo-som. Há duas "correntes". Na sintética, o aluno conhece os sons representados pelas letras e combina esses sons para pronunciar palavras. Na analítica, o aluno aprende primeiro uma série de palavras e depois parte para a associação entre o som e as partes das palavras. Pode utilizar cartilhas.

Linguagem total ("whole language")
Defende que os sistemas linguísticos estão interligados, e que a segmentação em imagens ou sons deve ser evitada. Os estudantes são apresentados a textos inteiros, já que acredita-se que "se aprende lendo". Em sala de aula, o professor lê textos para os alunos, que acompanham a leitura com o mesmo texto, assim se "familiarizando" com a linguagem escrita. A partir dessa familiarização, vão aprendendo palavras e, depois, as sílabas e as letras. Não utiliza cartilhas.

Orientação dos PCNs
Diagnóstico prévio do aluno antes de optar por qualquer método. Algumas crianças entram na primeira série sabendo ler. O professor lê textos em voz alta e é acompanhado pela classe, que tem em mãos os mesmos textos. Os alunos são estimulados a copiar textos com base em uma situação social pré-existente: por exemplo, eles ouvem poesias e compõem, por cópia ou colagem, seus cadernos de poemas favoritos. A leitura em voz alta por parte dos estudantes é substituída por encenações de situações que foram lidas, desenhos que ilustram os trechos lidos etc. As crianças aprendem a escrever em letra de forma; a consciência fônica é uma consequência. Não utiliza cartilhas.

Alfabético
Os alunos primeiro identificam as letras pelos seus nomes, depois soletram as sílabas e, em seguida, as palavras antes de lerem sentenças curtas e, finalmente, histórias. Quando os alunos encontram palavras desconhecidas, as soletram até decodificá-las. Pode utilizar cartilhas.

Analítico
Também conhecido como método "olhar-e-dizer", começa com unidades completas de linguagem e mais tarde as divide em partes. Exemplo: as sentenças são divididas em palavras, e as palavras, em sons. O "Orbis Sensualium Pictus" é considerado o primeiro livro escolar importante. Abaixo das gravuras estavam os nomes impressos para que os estudantes memorizassem as palavras, sem associá-las a letras e sons. Pode utilizar cartilhas.

Sintético
Começa a ensinar por partes ou elementos das palavras, tais como letras, sons ou sílabas, para depois combiná-los em palavras. A ênfase é a correspondência som-símbolo. Pode utilizar cartilhas.

Escrito por Jessica às 11h15
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O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA SUA VIDA

 

Karen Jardzwski

  Será que eles vão gostar de mim? E se me odiarem? O que fazer se o tempo não for suficiente para passar todo o conteúdo, ou se sobrar muito tempo? O que eu digo se um aluno me fizer uma pergunta e eu não souber responder? E se eu tropeçar no meu próprio sapato e cair de cara no chão? Ou tiver um acesso de dor de barriga, ai meu Deus, por que fui pensar nisso? Alguém me diz onde fica o banheiro por favor...?!
  — Bom dia crianças! Esta é a nova professora de vocês. Sejam gentis, é o primeiro dia de aula dela!
  Se não foi exatamente assim, é bem provável que tenha sido semelhante a sua, e a da maioria dos professores, primeira experiência em sala de aula. Mãos trêmulas, pernas bambas, coração a mil. A única saída é encarar a situação e torcer para não ter um dia daqueles. Já percebeu que sempre que fazemos uma coisa pela primeira vez, parece que existe uma rede de conspiração fazendo com que dê tudo errado? Papéis e livros esquecidos, soluço, molho no jaleco branco, tombos típicos de videocassetada, etc.
  Algumas recomendações
  Se não é possível prever, pode-se ao menos caprichar na preparação e tomar alguns cuidados para evitar situações constrangedoras logo no primeiro dia de aula, e por que não, em cada nova aula, a cada turma ou ano diferente. A experiência pode até diminuir a insegurança, mas os medos continuam os mesmos e aquele friozinho na barriga, para muitos profissionais, é eterno.
  "Tem de imaginar que cada aula é um novo espetáculo e é bom sentir esse ´friozinho na barriga`, ele faz com que o professor busque a melhor preparação sempre", explica a professora Lucia Maria Silva Kremer, professora desde 1986 e formadora de professores de português-inglês há quatro anos. De acordo com ela, alguns dos medos dos professores são em relação ao tempo da aula, o domínio do conteúdo e da turma. "O primeiro dia de aula é um grande desafio. A insegurança o faz ficar nervoso porque não conhece os alunos e sabe que precisa conquistá-los, por isso surgem os medos", diz.
  Para a professora Ivone Baldan, que leciona há 45 anos, a preparação é fundamental, mas há situações em que só o bom senso pode ajudar. "Às vezes, toda a metodologia, didática ou técnica não nos socorre. Temos de agir conforme o momento exige", comenta. As duas professoras concordam que não existe uma receita, mas algumas recomendações podem ajudar nas novas experiências do professor:

  • Planejamento – Prepare seu conteúdo da melhor maneira possível, ninguém é obrigado a saber tudo, mas o professor é obrigado a pesquisar e a se comprometer a trazer a resposta na próxima oportunidade, quando não souber alguma coisa.
  • Gerenciamento do tempo –Não fale muito rápido ou devagar demais e tenha sempre uma atividade extra, caso sobre tempo.
  • Não demonstre insegurança – Não fale alto ou muito baixo e evite dar as costas para turma ou focalizar seu olhar em apenas um aluno, isso pode coagi-lo.
  • Cuidado com os "micos" – Não se encoste em mesas ou cadeiras e procure caminhar normalmente para evitar tombos e escorregões.
  • Humildade – Essa característica ajuda o professor a não subestimar seus alunos e a buscar sempre a melhor preparação.
  • Formação contínua – A vida do professor deve ser um processo contínuo de aprendizado.
  • Naturalidade e felicidade – Ter bom senso e bom humor para se adaptar às situações inesperadas. "Se cair, levante-se e não faça disso uma tragédia, o tombo faz parte da condição de ser humano", diz a professora Lucia. Coloque-se no lugar de seu aluno para saber o que eles desejam e reproduza felicidade. "Prepare sua aula como se fosse a aula que você mais desejasse assistir e garanto que vai se sair muito bem", afirma a professora Ivone.

  E não esqueça que grande parte dos medos e inseguranças são criados por nossa mente. “Se você vê a situação como um monstro de ´sete cabeças´, algo inatingível, ou mesmo se não é isso exatamente o que quer, começa a criar mais obstáculos dos que os naturais”, explica a professora Lucia.



Escrito por Jessica às 11h12
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A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NOS DIAS DE HOJE

CONTRIBUIÇÃO MUITO IMPORTANTE DA NOSSA COLEGA ELIANA.
VALEU!!!
BEIJOS
 

Nos dias de hoje, a avaliação da aprendizagem não é algo meramente técnico. Envolve auto-estima, respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político. Embora essas dimensões não sejam perceptíveis a todos os professores, observa-se, por exemplo, que um professor que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o raciocínio desse educando e rever sua prática docente, e, se necessário, reformulá-la, possui uma posição bem diversa daquele que apenas atribui zero àquela questão e continua dando suas aulas da mesma maneira. Do mesmo modo, o educador que faz uso de instrumentos de avaliação diversos para, ao longo de um período, acompanhar o ensino-aprendizagem, é diferente daquele que se restringe a dar uma prova ao final do período.

Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão. Desse modo, três elementos se fazem presentes no ato de avaliar: a realidade ou prática julgada, os padrões de referência, que dão origem aos critérios de julgamento, e o juízo de valor.

Através desses elementos, constata-se que a avaliação não é um processo apenas técnico. O educador deve refletir acerca de algumas questões: Quem julga? Por que e para que se julga? Quais os aspectos da realidade que devem ser julgados? Deve-se partir de que critérios? Esses critérios se baseiam em quê? A partir dos resultados do julgamento, quais são os tipos de decisões tomadas?

Como foi dito, a avaliação não é um processo apenas técnico, é um procedimento que inclui opções, escolhas, ideologias, crenças, percepções, posições políticas, vieses e representações, que informam os critérios através dos quais será julgada uma realidade. A avaliação do aproveitamento de alunos, por exemplo, pode basear-se em critérios reduzidos, apenas à memorização de conteúdos, ou pode basear-se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização crítica e cidadã. Esses critérios se originam de opiniões acerca do que se entende por educação, e vão direcionar o julgamento de valor acerca do desempenho daqueles alunos.

O Projeto Político-Pedagógico da escola deve ser elaborado coletivamente, e expor a visão acerca da missão da unidade escolar, direcionando os critérios através dos quais as práticas docentes que estão sendo desenvolvidas sejam avaliadas. A avaliação da aprendizagem não é um julgamento de valor apenas acerca do aluno, mas também acerca da prática docente, que tem como resultado o desempenho do aluno. Segundo Paulo Freire, a avaliação não é um ato pelo qual A avalia B, mas sim um processo pelo qual A e B avaliam uma prática educativa.

Quando um professor dá uma explicação sobre um conteúdo, e, no entanto, nos instrumentos de avaliação que ele elabora, propõe exercícios que abordam aspectos e habilidades referentes à matéria que não foram trabalhados, o aluno sente-se “perdido”, sem ter um caminho a seguir, uma reflexão que possa fazer acerca daquela matéria.

O educador deve ter uma posição de não neutralidade envolvida na escolha dos critérios para o julgamento de valor e na escolha daquilo que se deseja julgar, a avaliação, como dissemos anteriormente, envolve mais do que uma simples contemplação. Ela requer tomada de decisão. Conforme Luckesi (1996), sendo o juízo satisfatório ou insatisfatório, temos sempre três possibilidades de tomada de decisão: continuar na situação em que nos encontramos, introduzir mudanças para que o objeto ou situação se modifique para melhor ou suprimir a situação ou objeto.

Infelizmente, algumas tomadas de decisão partindo de critérios que limitam o processo educativo a aulas expositivas, de linguagem pouco clara para os educandos, e, que restringem a avaliação a apenas um momento final, partindo de um único instrumento, homogêneo, tendem a optar pela “supressão” do educando direta ou indiretamente, através de sua reprovação.

Desse modo, o educador de hoje, deve repensar acerca dos seus critérios de avaliação, acerca da necessidade de construir políticas e práticas que considerem essa diversidade e que estejam comprometidas com o sucesso e não o fracasso escolar.

Para isso, faz-se necessário um retorno as formas pelas quais a avaliação foi planejada.

Cássia Ravena Mulin de Assis Medel
Professora e Orientadora Pedagógica do CIEP 277 João Nicoláo Filho “Janjão” e da E.M. Prof. Ewandro do Valle Moreira, localizadas no município de Cantagalo-RJ
Contatos pelo ravenamedel@yahoo.com.br
 
 


Escrito por Jessica às 11h27
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ATIVIDADES PARA DIAS DE CHUVA


Essas atividades são próprias para espaços fechados, sendo muito úteis naquele dia chuvosos.
Lembrem-se sempre de adequar a faixa etária com quem vão trabalhar.
Essas atividades podem ser perfeitamente adaptadas em outros espaços.

1. O enigma da Ilha
Há uma ilha no centro do salão (a "ilha perdida"). E nela um tesouro! Haverá equipes que devem desvendar charadas, pistas, responder perguntas, estafetas, qual é o animal? , forcas de palavras não tão complicadas e outras coisas mais... Para alcançarem a "ilha perdida".
A cada resposta certa de uma equipe, esta ganhará um pedaço de uma ponte, que será um grande quebra-cabeça - comprido - da cor da equipe. A equipe que completar a ponte primeiro e pegar o tesouro vence o jogo.
Material: ilha, tesouro, ponte (quebra-cabeça), material no geral para estafetas, jogos de perguntas, etc.

2. Caos
Divisão por 4 equipes (cada uma representada por uma cor).
É um jogo de tabuleiro numerado de 1 a 50 casas, desenhado no chão e utiliza-se um dado para se locomover.
Pelo espaço, estarão espalhados 50 papéis com números e palavras, exemplo: 1-vida; 27-calor; 43-garfo; etc. E mais alguns monitores (o nº de monitores é igual ao nº de equipes) que estarão com uma lista numerada de 1 até 50, com as suas respectivas palavras (1-vida, 27-calor) e na frente de cada combinação destas, uma tarefa relâmpago para a equipe cumprir.
Primeiramente todas as equipes jogam o dado e já posicionam seu "pino" (da cor da sua equipe) no tabuleiro. Logo em seguida é dado o sinal de início e todas saem para encontrar o papel que corresponde ao número em que estão no TABULEIRO e encontrando, observarão a palavra que está relacionada a ele, por exemplo "06-CARRO".
Tendo a palavra, a equipe corre até um dos monitores que passará a tarefa daquela palavra. Cumprindo-a, a equipe joga novamente no tabuleiro e sai para encontrar outro número, com outra palavra relacionada a ele. E assim por diante até a prova final (nº. 50).
Para ganhar, a equipe deve chegar primeiro ao 50, caindo exatamente nesta casa, ou seja, se a equipe estiver na casa 48 e tirar 5 no dado, voltará para a
casa 47, pois irá até o 50 (com 2) e volta até o 47 (com 3) somando 5, tirado no dado.

Material: tabuleiro gigante com peças, senhas número-palavra (de 1 a 50), listas número-palavra-tarefa (para os monitores), dado gigante.

3. Estourar Bexigas ou Explosão
Crianças terão amarradas em seus pés bexigas (uma em cada perna). Ao início da brincadeira o objetivo é estourar os balões dos colegas e ao mesmo tempo proteger as suas (dentro de um espaço mais reduzido, como uma quadra de vôlei). O último que sobrar com bexigas, mesmo uma só no pé não estourada, vencerá.
Uma variação deste jogo é transformá-lo num "mini-caça", como por exemplo, fazer com que os monitores sejam fugitivos pelo espaço (sendo este maior no caso) com suas bexigas na cintura e as crianças sejam os pegadores.
Material: bexigas e linha.
4. Caçadores de ursos
Divisão por duas equipes de número igual de integrantes. Queimada onde há um espaço em círculo no centro onde ficam os ursos. Os caçadores ficarão do lado de fora do círculo, tendo em mãos algumas "bolas". Num determinado tempo (pré-estabelecido pelo monitor) os caçadores terão que acertar todos os ursos, se o fizerem vencerão. Caso sobre apenas um urso, estes serão os vencedores.
Material: bolas.
5. Númerobol
Crianças sentadas paralelamente às linhas laterais da quadra formando uma fileira, divididas em 2 equipes de número de integrantes igual. Cada criança receberá uma numeração, na ordem da fileira, de "1" até "10" por exemplo. O mesmo para a outra equipe.
No centro haverá uma bola e ao sinal do monitor, que gritará um número, por exemplo "7", as duas crianças - uma de cada equipe - devem sair da fileira e ambas tentarão marcar um gol ou fazer uma cesta, etc. E assim por diante.
Pode-se utilizar também panos e as crianças, com cabinhos de vassoura, devem tentar marcar um "gol" por entre as pernas de uma cadeira, por exemplo.

6. Pega o rabo do Macaco
Cada criança possuirá um rabinho feito de fita ou papel. Tendo o objetivo de arrancar o rabinho do colega e ao mesmo tempo proteger o seu (dentro de um espaço restrito, como um salão). Não é permitido qualquer tipo de toque, como agarrar partes do corpo do colega, fora o rabinho ou mesmo esconder este com as mãos, no bolso, etc.
A crianças que tiver o seu rabinho pego, formará um círculo para diminuir o espaço dos participantes.
Material: rabinho de fita ou papel.

7. Corrida das Estátuas
Todas as crianças ficam de um lado do espaço (seja este uma quadra, salão, etc) e um monitor do outro lado, de costas para eles.
O monitor explica que ele realizará uma contagem de 1 a 10 e, neste espaço de tempo, as crianças poderão se mover (correndo) para tentar chegar até o monitor - já que este é o objetivo.
No momento em que ele disser: "DEZ!", as crianças devem parar em estátua, e quem se mover, volta para o início, sem que saia do jogo. Os monitores ficarão fazendo graça e tentando fazer com que as crianças se movam. O monitor realizará várias contagens, caso uma criança não se mova numa contagem, na próxima, continuará correndo de onde estava.
O vencedor (a) será quem conseguir encostar-se ao monitor dentro da contagem, e esse, tornar-se-á o comandante (que faz a contagem).


8. O Caçador, o Pardal e a Abelha.
Todas as crianças fazem um círculo de mãos dadas, com exceção de 3 participantes, que serão o caçador, a abelha e o pardal.
Dado o sinal de início, o caçador deve perseguir o pardal. O pardal deve perseguir a abelha. E a abelha deve correr atraz do caçador.
Podendo correr por dentro ou por fora do círculo.
Quando alguém for pego, troca-se o caçador, o pardal e a abelha.

9. A Caçada
Nos quatro cantos de uma quadra existiram quatro tipos de animais e ao centro está o caçador, como mostra o esquema:

leão  
caçador
 
cobra
 
gato  
foca

Um dos jogadores será escolhido para ser o caçador, os outros divididos em quatro grupos de animais, sendo que cada animal tem o seu canto. O caçador permanece ao centro.
Dado o sinal de início, um monitor, gritará o nome de dois bichos e todos representantes desta espécie deverão trocar de lugar. O caçador irá persegui-los e todos que forem pegos terão pontos a menos para sua equipe!
Faremos isso várias vezes, algumas com mais de um caçador, e ao final contaremos os pontos de cada equipe.



Escrito por Jessica às 10h45
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MÚSICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

1. FORMIGUINHA
Fui ao mercado comprar café
Veio a formiguinha e subiu no meu pé
EU sacudí, sacudí, sacudí
Mas a formiguinha não parava de subir
(trocar as palavras sublinhadas por objetos e partes do corpo que rimem. Ex: panela/canela; espelho/joelho. A cada parte do corpo devemos mexer ao cantarmos "sacudi").

2. BARCO LIGEIRO (PRÁ FRENTE, PRÁ TRÁS)
Prá frente, prá traz (4 vezes)
Meu barco é bem ligeiro e vai
Correndo pelo mar
Trazendo mil peixinhos que eu
Pesquei pro meu jantar
Prá frente, prá traz (4 vezes)

3. AH!HUM! FAZ UM LINDO SAPINHO
Ah!Hum! Faz um lindo sapinho (3 vezes )
Mexe seus olhinhos e faz AH!HUM! HUM! (esse último arregalando os olhos e mostrando a língua)

4. PIRULITO
_ Mamãe, acho que vou dar um grito!
_ Não grita não, que eu te dou um pirulito.
_ Mamãe o que é um pirulito?
_ É uma bala enfiada num palito.
_ Mamãe o que é um palito?
_ É um "pauzinho" que segura o pirulito.
_ Mamãe o que é um pirulito?
_ Ai!Ai!Ai! Acho melhor cê dá um grito!!!

5. TCHIBUM! TCHIBUM!
Tchibum! Tchibum! Chalalalalalalala (2 vezes )
Eufridia, Eufridia é uma "braboleta" azul (2 vezes)
Ela é azul e voa assim
Mexe as anteninhas piscando para mim!
Mas eu amo! (se amo!)
E gosto dela assim:
De asas abertas, de asas fechadas sorrindo para mim!
( trocar o nome da "braboleta" e fazer uma rima com ele. Ex. Eufrélha/ braboleta velha; Eufresca/braboleta fresca)

6. SOM DO MOSQUITINHO
Para ouvir o som do mosquitinho
E as batidas do coraçãozinho
Pego fecho a chave e fecho minha boquinha
HUMHUMHUM HUM HUM HUM HUM .....

7. MARRECO
Eu tenho um marreco lá em casa
Que me ensinou a dançar
Um passinho prá lá um passinho prá cá
Um bamboleio e um Tchá Tchá Tchá QÜEIM QÜEIM! REFRÃO
Tchá Tchá Tchá QÜEIM QÜEIM!
O meu marreco eu não vendo
Não empresto e não dou
Repetir refrão

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Músicas de Memorização

1. MEU BURRO
Meu burro, meu burro ficou com dor de cabeça
Mamãe mandou comprar... Chapéu para a cabeça
Chapéu para cabeça e tem sapato azul
(bate duas palmas )
Meu burro, meu burro ficou com dor nos olhos
Mamãe mandou comprar... Colírio para os olhos
Colírio para os olhos e tem sapato azul (bate duas palmas e vai acrescentando outras partes do corpo e os remédios correspondentes)

2. POLENTA
Quando se planta la bela polenta
La bela polenta se planta cosi
Se planta cosi ô ô ô
La bela polenta cosi tchá tchá pum, tchá tchá pum
Tchá tchá pum pum pum pum!
(acrescentar o que vai acontecendo com a polenta. EX. brota, flore, cresce, etc).

3. LOJA DO MESTRE ANDRÉ
Foi na loja do Mestre André que eu comprei um violão
Blão! Blão! Blão! Um violão
Aiolè! Aiolè! Foi na loja do mestre André REFRÃO
Foi na loja do Mestre André que eu comprei um pianinho
Plin! Plin! Plin! Um pianinho
Blão! Blão! Blão! Um violão
Repetir REFRÃO
( ir acrescentando instrumentos e seus sons. Ex.: Corneta/Fon! Fon! Fon!; Pandeirinho/Pan! Pan! Pan! )

4. A MOSCA NA VELHA
Estava a velha em seu lugar duas vezes
Veio a mosca lhe atentar
A mosca na velha e a velha a fiar
Estava a mosca em seu lugar duas vezes
Veio a aranha lhe atentar
A aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
(ir acrescentando animais na música)

----------------------------------
Músicas para Coordenação Motora

(todas as músicas envolvem gestos)

1.TÓKI PATOKI
Toki Patoki
Patoki Taki
Tikete Tikete Tumba! Tumba! Tumba! Tumba!

2. CABEÇA BOCA MELO 1 2 3
Cabeça boca melo 1 2 3 ( duas vezes )
Mano colo melo 1 2 3 ( duas vezes )
(Junta tudo) Cabeça boca mano colo melo 1 2 3
Pé rodília melo 1 2 3 ( duas vezes )
(Junta tudo) Cabeça boca mano colo pé rodília melo 1 2 3
(acrescentar meio passo, passo inteiro, etc).

3. TIO DE PARIS
Quando meu tio
Chegou de Paris
Trouxe prá mim......
(colocar objetos realizando movimentos. EX. lindo leque; uma tesoura; etc).

4. CRUZANDO O PÉ NA FRENTE
Cruzando, o pé na frente ( três vezes, na última vez cantar: )
e não cruzando mais.
Pulando prá direita ( três vezes, na última vez cantar: )
E não pulando mais
Prá cima e prá baixo ( três vezes, na última cantar: )
E não descendo mais
Prá frente e prá traz ( três vezes, e na última cantar: )
Parando no lugar

5. CHAPÉU TEM TRÊS PONTAS
O meu chapéu tem três pontas
Tem três pontas o meu chapéu
Se não tivesse três pontas
Não seria o meu chapéu

6. JIBÓIA
Tava de bota passeando numa bóia
Tava jóia, tava jóia
Aí apareceu uma jibóia
Não ficou jóia, não ficou jóia
Aí eu bolei uma tramóia
Peguei um pau e dei nos zóio da jibóia
Agora que a jibóia já não zóia
Ficou jóia, ficou jóia

----------------------------------
Músicas para grandes grupos

1. ROCK POP
Eu danço Rock Pop REFRÂO ( três vezes )
Rock Pop que legal!
Eu ponho a mão direita dentro,
Eu ponho a mão direita fora,
Eu ponho a mão direita dentro,
E balanço assim agora!
Refrão
(acrescentar partes do corpo).

2. RAICH
Raich! Raich!
OHHH! OHHH!
Tchem! Tchem! Cole!
Tchem! Coliza!
Alisa alisa mantchem!
Ô mantchem tchem!

3. DANÇA TROPICAL ( TCHUTCHUAU )
Tchutchuau Tchutchuau
É uma dança tropical
Tchutchuau Tchutchuau
Ela é muito legal.

4. SAPO NA LAGOA
OH! Que coisa boa
A gente ver o sapo
na beira da lagoa
Batendo com o papo!
Foi Foi Não Foi
Foi Não Foi
Foi Foi Não Foi!

 



Escrito por Jessica às 10h42
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MAIS LIVROS

ANA PAULA MANDOU ESSAS DICAS PRA PODERMOS APROVEITAR AS FÉRIAS!!!!

VALEU DEMAIS!!!!!

  1. Apaixão de conhecer o mundo Madalena Freire
  2. Pedagogia da Autonomia. Paulo Freire
  3. Quem Me Educa?a familia e a escola diante da (in)disciplina. Dante Donatelli
  4. Grupo: individuo, saber e parceria:malhas do conhecimento. Madalena Freire
  5. Avaliação e Planejamento a prática educativa em questão.Madalena freire
  6. Observação Registro Reflexão .Juliana Davini
  7. Rotina:construção do tempo na relação pedagogica. Madalena Freire
  8. Adaptação pais,educadores e crianças enfrentando mudanças. Juliana Davini
  9. Tarefa e a construção do conhecimento. Madalena Freire
  10. Didática do Ensino de Arte a lingua do mundo. Mirian Celeste Martins
  11. O poder dos Projetos. Judy Harris Helm Sallee Beneke
  12. Melhor na Escola como ajudar seu filho a ter um bom aproveitamento escolar. Reynold Bean
  13. Compreender e Ensinar por uma docência da melhor qualidade. Terezinha Azerêdo Rios
  14. Professora sim Tia não. Paulo Freire


Escrito por Jessica às 16h10
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Sobre pensar, aprender, conhecer.

 

Madalena Freire

 

            Para pensar e aprender tem-se que admitir e aceitar, em certos momentos, que se está “perdido”. Ver-se numa avalanche de dúvidas, hipóteses e ignorâncias. Pensar envolve construir hipóteses inadequadas “erradas” e ter que refazer, ou inventar outro percurso em busca da adequada “certa”.

            Para pensar e aprender tem-se que perguntar. E para perguntar é necessário existir espaço de liberdade e abertura para o prazer e sofrimento inerente a todo processo de construção de conhecimento.

            A pergunta é um dos sintomas do saber. Só pergunta quem sabe e quer aprender. Ninguém pergunta no vazio. Pergunta porque constata que, do que sabe, algo não sabe e só a pergunta desvelará o caminho possível a ser seguido.

            O que não sabe, quem sabe é o outro. O outro que, de um outro lugar, aponta, retrata e alimenta o que nos falta. Toda pergunta se dirige ao outro, ao grupo. A pergunta revela o nível de hipótese em que se encontra o pensamento e a construção do novo conhecimento. Revela também a intensidade da chama do desejo, da curiosidade da vida.

            Para perguntar, pesquisar, conhecer, é necessário aprender a conviver com a curiosidade, o deparar-se com o inusitado, a capacidade de assombrar-se, o enfrentar-se como o caos criador, a ansiedade e o medo do encontro com o novo.

            Para tanto, temos que educar a flexibilidade e a imaginação, para trabalhar a organização e o planejamento, que são ingredientes básicos da disciplina, sem a qual não se constrói conhecimento [...]

            Ansiedades, confusões e insegurança são constitutivos do processo de pensar e aprender. Assim como também o imaginar, o fantasiar e o sonhar. Não existe pensamento criador sem esses ingredientes.

            Educador ensina a pensar. Mas somente pensar não basta. Educador ensina a pensar e a agir, segundo o que se pensa, enquanto se faz [...]

            Mas não existe processo de autonomia – libertação – sem criação e apropriação do pensamento, dos desejos e dos sonhos de vida. É através da reflexão (no desenvolvimento de suas hipóteses) que o educador se apropria de seu pensamento, no contato com o pensamento dos outros – iguais e teóricos.

            Para pensar, conhecer um objeto é necessário recriá-lo, reinventá-lo. Nesse processo ocorrem mudanças não somente no objeto, mas também no sujeito que atua.

            O processo de aprendizagem é constituído por esses movimentos de mudança. Aprender significa mudar, transformar.

Ensinar significa acompanhar e instrumentalizar com intervenções, devoluções e encaminhamentos esse processo de mudança de apropriação do pensamento, dos desejos e sonhos de vida. Educador ensina, enquanto ensina aprender a pensar (melhor) e a construir seus sonhos de vida.

 

(trecho extraído de Martins, M. Pocosque, G. & Guerra, M. Didática do ensino de Arte. São Paulo: FTD, 1998)



Escrito por Jessica às 11h56
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LIÇÃO DE CASA


Algumas dicas aos pais e professores  

 

 

 

Eliane Pisani Leite

  Para muitos pais esse momento chega a causar um verdadeiro desgaste emocional, pois algumas crianças apresentam enorme resistência para lidar com o assunto.
  A função da lição de casa é aprimorar os conhecimentos aprendidos em sala de aula e reforçar a assimilação dos conteúdos trabalhados, mas ao mesmo tempo significa lidar com a matéria nova, e tudo que é novo assusta num primeiro momento, porque as pessoas em geral, ao lidar com o novo, não têm domínio da situação ou do conhecimento que está por adquirir.
Finalizando essa primeira etapa, fica mais fácil passar para a próxima, que constitui em absorver e registrar o novo conteúdo, e fazer uso posterior das informações já adquiridas.
  Para facilitar esses momentos o professor pode passar algumas instruções aos pais para que tomem algumas medidas, que irão contribuir para que os estudos sejam mais proveitosos.

1- Propiciar um ambiente calmo, longe da movimentação de pessoas entrando, saindo e passando por perto. Isso distrai a atenção da criança;
2 – Criar horários de rotina, toda criança precisa ter uma organização de seu tempo, isso ajuda a própria aprendizagem além de desenvolver a disciplina;
3 – Alguns pais gostam que seus filhos façam a lição logo que chegam da escola, pois a memória ainda esta ativa com os conteúdos estudados, essa pode ser uma boa medida a tomar, mas se isso fica difícil, pela dinâmica de compromissos familiares pode ser realizada posteriormente;
4 – O local deve ser bem arejado e iluminado, utilizando uma cadeira anatômica, os pés devem alcançar o chão ou dispor de um apoio para descansá-los, evitando assim problemas nas lombares;
5 – Os pais que trabalham fora podem monitorar as lições por telefone, isso é melhor que nada. Quando houver dúvidas a esclarecer, a criança deve fazer o que souber e deixar as dúvidas para resolver quando os pais chegarem.

  Atualmente existem estudos avançados sobre a influência das cores em nossas vidas, sendo assim acho inteligente usar também esses recursos.
  A cromoterapia indica as cores marrom e amarelo no ambiente para auxiliar nos estudos. A cor marrom serve para ancorar, ou seja, para trabalhar a atenção e concentração durante as atividades. Essa cor pode ser usada tanto no tampo da mesa de estudos como em objetos. O amarelo estimula o intelecto, promovendo as funções intelectuais, porém deve ser usada com moderação pois pode cansar a vista uma vez que se trata de uma cor forte.
  Outra ciência que esta trazendo novidades é a Aromaterapia, a utilização de aromas estimulam sensações e sentimentos, os antigos já sabiam disso e utilizavam. Essências como Bergamota e Lavanda estimulam a atenção, além da Lavanda possuir um componente que promove a tranqüilidade.
Essas seriam medidas paliativas. Como estamos falando de crianças, é muito importante os pais antes de fazerem uso dessas medidas, verificarem se a criança não possui nenhum tipo de alergia, pois o resultado ao invés de ser satisfatório, será prejudicial.
  Quando peço para dar uma olhada no material dos meus clientes, tenho notado que muitas vezes não sabem sequer utilizar a agenda e tão pouco o dicionário.Os pais precisam ficar atentos a esses detalhes, uma agenda corretamente preenchida é uma ótima aliada para não esquecer os compromissos e tarefas.
  A utilização do dicionário, além de contribuir para aprimorar habilidades do raciocínio, pois existem regras para ser consultado, como por exemplo a seqüência das letras do alfabeto na extensão da palavra, auxilia também na construção de textos.
  Associar os estudos a um momento desagradável, não é nada eficaz, devemos sim associar inclusive ao lazer, como fazer leituras e incentivar os jogos e tarefas que requerem esforço mental, como todos os jogos de regras que existem no mercado, principalmente o xadrez, que a meu ver deveria ser inserido no programam de toda escola.
  Solicitar aulas de reforço, pode contribuir muito para tirar dúvidas específicas, desde que essa solicitação não se torne freqüente e para várias matérias ao mesmo tempo, pois nesse caso poderíamos estar diante de um aluno com dificuldades de aprendizagem.
  Para cumprir todas as responsabilidades exigidas pela escola o aluno deve desenvolver a disciplina e organização, porém o melhor exemplo é o modelo dos pais, estes precisam estar muito conscientes de suas atitudes para ajudar na formação dos filhos.

Eliane Pisani Leite

Psicóloga – Psicopedagoga

Assessoria Escolar

E-mail: pisani.leite@terra.com.br



Escrito por Jessica às 11h54
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O QUE É O DÉFICIT DA ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE


  O déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema de saúde que tem três
características fundamentais: a desatenção, a agitação e a impulsividade.
  A desatenção: pode apresentar-se em situações escolares, profissionais ou
sociais. As pessoas que possuem “déficit de atenção” podem não prestar muita
atenção a detalhes ou podem cometer erros por falta de cuidados nos
trabalhos escolares ou outras tarefas. Os indivíduos com freqüência têm
dificuldade para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas e
consideram difícil persistir em tarefas até seu término. Eles freqüentemente
dão a impressão de estarem com a mente em outro local, ou de não escutarem o
que recém foi dito. Pode haver freqüentes mudanças de uma tarefa inacabada
para outra. Eles freqüentemente não atendem a solicitações ou instruções e
não conseguem completar o trabalho escolar,  ou outros deveres.
  A hiperatividade: pode manifestar-se por inquietação ou remexer-se na
cadeira, por não permanecer sentado quando deveria, por correr ou subir
excessivamente em coisas quando isto é inapropriado, por dificuldade em
brincar ou ficar em silêncio em atividades de lazer, por freqüentemente
parecer estar "a todo vapor" ou "cheio de gás" ou por falar em excesso. A
hiperatividade pode variar de acordo com a idade e nível de desenvolvimento
do indivíduo, devendo o diagnóstico ser feito com cautela em crianças
pequenas. Os bebês e pré-escolares com este transtorno diferem de crianças
ativas, por estarem constantemente irrequietos e envolvidos com tudo à sua
volta; eles andam para lá e para cá, movem-se "mais rápido que a sombra",
sobem ou escalam móveis, correm pela casa e têm dificuldades em participar
de atividades sedentárias em grupo durante a pré-escola (por ex., para
escutar uma estória). Com freqüência se levantam da mesa durante as
refeições, enquanto assistem televisão ou enquanto fazem os deveres de casa;
falam em excesso e podem fazer ruídos demasiados durante atividades
tranqüilas.
  A impulsividade: manifesta-se como impaciência, dificuldade para protelar
respostas, responder precipitadamente, antes de as perguntas terem sido
completadas, dificuldade para aguardar sua vez e interrupção freqüente ou
intrusão nos assuntos de outros, ao ponto de causar dificuldades em
contextos sociais, escolares ou profissionais. Outros podem queixar-se de
dificuldade para se expressar adequadamente. Os indivíduos com este
transtorno tipicamente fazem comentários inoportunos, interrompem demais os
outros, metem-se em assuntos alheios, agarram objetos de outros, pegam
coisas que não deveriam tocar e fazem palhaçadas.

Critérios Diagnósticos para Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
  Considerar que seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção
persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente
com o nível de desenvolvimento:
  Desatenção:
(a) freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por
descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras
(b) com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou
atividades lúdicas
(c) com freqüência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra
(d) com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares
(e) com freqüência evita,  ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam
esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa)
(g) com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por
ex., brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais)
(h) é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa
(i) com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias
Considerar que seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade
persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente
com o nível de desenvolvimento:
  Hiperatividade:
(a) freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira
(b) freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações
nas quais se espera que permaneça sentado
(c) freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é
inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações
subjetivas de inquietação)
(d) com freqüência tem dificuldade para brincar ou se envolver
silenciosamente em atividades de lazer
(e) está freqüentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a
todo vapor"
(f) freqüentemente fala em demasia 
  Impulsividade:
(g) freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem
sido completadas
(h) com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez
( I)freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros 


Elaine Andréia de Souza Rocha
Terra Boa, maio de 2005



Escrito por Jessica às 10h00
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A CRIANÇA HIPERATIVA



  Parece que a hiperatividade virou moda. Todas as crianças agitadas e
ansiosas são classificadas como hiperativas, o que não é algo tão comum e
corriqueiro assim. É muito difícil fazer este diagnóstico, mesmo porque a
hiperatividade pode ser oriunda de uma condição neurológica ou ser
transmitida geneticamente.
  A hiperatividade, hoje em dia, é chamada de DDA, distúrbio de déficit de
atenção. Existem vários tipos de DDA: sem hiperatividade, com ansiedade, com
depressão, com outros distúrbios de aprendizagem, com agitação ou mania, com
abusos de substâncias, na pessoa criativa, com comportamento de alto risco,
com estímulos fortes, com estados dissociativos, com características de
personalidades limítrofes, com distúrbio de conduta ou de oposição, com
distúrbio obsessivo-compulsivo.
  Um transtorno de déficit de atenção inicia-se antes dos sete anos de idade e
apresenta, por no mínimo seis meses, pelo menos oito dos seguintes itens:
•A criança mexe incessantemente as mãos ou pés, ou se contorce no assento
de maneira inquieta.
•Tem dificuldade em permanecer sentada quando lhe pedem.
•É facilmente distraída por estímulos externos.
•Tem dificuldade em esperar sua vez em situações de jogos de grupo.
•Freqüentemente responde a perguntas de forma abrupta, sem esperar que o
interlocutor termine a pergunta.
•Tem dificuldades de acompanhar as instruções dadas pelos outros.
•Tem dificuldades em sustentar a atenção nas tarefas que realiza ou nas
atividades que pratica.
•É comum que mude de uma atividade incompleta para outra
•Tem dificuldade em brincar em silêncio.
•É freqüente que fale demais.
•Muitas vezes interrompe ou invade a fala dos outros.
•É comum não prestar atenção ao que está sendo dito.
•Costuma perder coisas que são necessárias à realização de tarefas ou
atividades na escola ou em casa.
•Envolve-se com freqüência em atividades físicas perigosas, sem levar em
consideração as possíveis conseqüências

  Ajuda se você:
•Contar-lhes a verdade. Como são mais esquecidas, precisam escrever
lembretes, seguir rotinas, fazer jogos de atenção e memória.
•Usar e abusar de elogios.
•Buscar a ajuda de um professor para ajudá-Ias na organização das tarefas
escolares.
•Ajudar na organização de seu tempo. Um despertador costuma ser um bom
auxílio.
•Reservar um dia da semana para ficar de papo pro ar. Saia com o seu filho
só para fazer besteiras. Ou fique em casa para brincar.
•Seguir uma rotina. É fundamental ter uma constância, inclusive
educacional.
•Valorize a rotina, pois ela deixa as crianças mais seguras
•Permita que elas compensem os erros: sutilmente, faça-as pedir desculpas
•Repita individualmente todo comando que for dado em grupo
•Dê uma função oficial ás crianças, como a de ajudante do professor
•Mostre os limites de forma segura e tranquila, sem entrar em atrito
•Caixa com gibis e caixa com livros de histórias infantis, a criança
hiperativa, quando faz uma atividade do começo ao fim, geralmente termina
antes dos outros, deixe que ela leia revistinhas e livros. Mas certifique-se
que o aluno está realmente lendo, de á ele atividade com responsabilidade.
Peça pra ele contar aos outros alunos o que ele leu.
  Palavras cruzadas, jogos de trilha, atividades com figuras ( jogos dos
sete erros, ligue os pontos, encontre as figuras escondidas).
•Atividades que estimulem as quatro operações
•Aparelho de som  com cd´s de música erudita.



Escrito por Jessica às 09h58
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"O ANALFABETO DO SÉCULO XXI NÃO SERÁ AQUELE QUE NÃO CONSEGUE LER E ESCREVER, MAS AQUELE QUE NÃO CONSEGUE APRENDER, DESAPRENDER, E REAPRENDER."
                                                                               ALVIN TOFFLER



Escrito por Jessica às 09h54
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ADAPTAÇÃO ESCOLAR

  O momento ideal para a criança ingressar numa escola é visível, as avós comentam, os vizinhos questionam e principalmente os pais percebem que só a companhia dos adultos já não satisfaz todas as necessidades de descobertas, do contato com outras crianças, a exigência de mais espaço, de brincadeiras novas. É quando o muro de casa se torna um limite evidente...

  O início da vida escolar é um acontecimento significativo para toda a família, que terá dois grandes desafios pela frente: o ambiente desconhecido e a separação da mãe. Os pais podem e devem ajudar seus filhos neste momento tão importante.

  A criança precisará ser preparada para começar a freqüentar a escola. Existem alguns cuidados básicos que facilitam o processo.

  Visitar a escola, conhecer o espaço, se possível em época de aulas para ver as outras crianças brincando e interagindo entre elas e com as professoras, ajuda a formar a cena para sua imaginação.

  O ingresso na escola não deve jamais coincidir com algum outro acontecimento importante na vida da criança, como uma mudança de casa ou cidade, uma doença grave, a separação dos pais, a morte de alguém próximo, ou mesmo o nascimento de um irmão. Nesses episódios ela necessita de um tempo de recuperação, adaptando-se primeiro à nova situação para depois adaptar-se à nova escola, é melhor esperar.

  Quanto à escolha do período, é bom que se faça em função da criança. Se ela dorme até mais tarde, deveria ser matriculada no período da tarde. Se dorme depois do almoço, o período preferível é o da manhã. Para as mães que trabalham fora, o melhor é que o período coincida com o do trabalho.

  De preferência, a separação deve se dar aos poucos. Existem escolas que permitem uma separação gradual, deixando a mãe ficar com o filho na sala de aula ou na escola, nas primeiras semanas. É importante que a mãe deixe claro que não o está abandonando e voltará para levá-lo para casa, fazendo o possível para buscá-lo na hora exata da saída, sendo honesta com a criança, despedindo-se dela quando for sair. Só assim ela poderá se concentrar nas atividades propostas, e deixar de olhar todo o tempo para porta para saber se sua mãe já desapareceu.

  A possibilidade da separação materna dependerá muito da atitude emocional da mãe. Não é possível compreender os sentimentos de uma criança sem pensar nos sentimentos que envolvem os pais. O sentimento de uma mãe, que leva seu filho na escola no primeiro dia de aula, é muito similar àquele vivido pela criança.

  A mãe que tem que deixar o seu filho para trabalhar, pode se sentir culpada por não estar com ele o tempo todo e acaba se achando a última dos mortais. Essa experiência é vivida com dor. Na verdade, qualquer separação causa dor mental. O fato é que somente através da falta da mãe, e da necessidade da criança sair em busca de suas necessidades, por seu próprio esforço, é que se dará seu desenvolvimento emocional. O sentimento de culpa é uma emoção natural deste momento, pois ao mesmo tempo que ter que separar-se pode parecer impossível, algumas vezes é um alívio.

  Há uma grande ambivalência dos pais que por um lado desejam cuidar e proteger os filhos, e por outro também querem descansar e retomar suas vidas. Este sofrimento poderia ser menor se lembrassem que ser boa mãe ou bom pai não significa estar interagindo o dia inteiro com a criança. O que conta é a qualidade da relação quando estão perto. Uma mãe que se dispõe a refletir sobre suas emoções, sem medo, poderá ensinar seu filho a fazer o mesmo e repartir seus anseios, o que acabaria por unir ao invés de separar.

  As crianças mais independentes muitas vezes são parte de uma família numerosa, ou filhos de pais que trabalham fora e que aprenderam a se organizar sozinhos, o que não garante que sua adaptação seja mais tranqüila. É comum filhos únicos terem mais dificuldades, por estarem acostumados a ter todos os problemas solucionados pelos adultos, o que os torna despreparados para lidar com fortes emoções. A melhor maneira de ajudar a criança é deixá-la, sempre que possível, encontrar seu caminho para a independência.

  A pré-escola é uma oportunidade que a criança tem de se desenvolver intelectual e emocionalmente, enfrentando as dificuldades sozinha, começando a lidar com outros adultos que não seus pais nem seus familiares. Por isso, ela deve sentir que o ambiente lhe oferece carinho, afeto e segurança, semelhante ao que sente em casa. Se a mãe constatar realmente um olhar triste na criança, que abarque todo o seu estado geral, deve falar novamente com a professora. Ela é uma pessoa fundamental na vida da criança e pode diminuir a importância da mãe, que deverá estimular seu filho quando ele estiver com medo, e mostrar-se o mais confiante possível. Evitar chacotas em torno dos temores infantis é algo que deve ser cumprido à risca. Tais temores desaparecerão por si só, quando a criança tiver experiência bastante para enfrentar as vicissitudes da vida.

  Graças à educação em grupo, a criança desenvolve a receptividade e a sensibilidade ao mundo exterior; aprende a vencer a timidez e insegurança, a colaborar e trabalhar em equipe, aprende a trocar e emprestar brinquedos; a conviver com outras crianças, a defender-se, se comunicar e se expressar melhor.

  O mundo da criança com sua família está apoiado em bases sólidas e confiáveis. Um mundo mais amplo a espera para acrescentar sua parte ao que ela já construiu como modelo de vida. A partir daí, os pais podem então observar seu filho tornar-se uma criança como qualquer outra. A coisa mais importante que existe terá sido conquistada: uma outra pessoa.



Escrito por Jessica às 13h17
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MEU FILHO LEVOU UMA MORDIDA DO AMIGO

Seu pequeno já deu - ou levou - uma bela mordida no coleguinha da escola? Descubra por que muitas crianças adoram morder

  Imagine chegar em casa e ver a bochecha do seu filho roxa, com uma bela marca de dentes! Ou então ir buscar o seu pequeno na escola e descobrir que ele mordeu uma outra criança. Essas situações já fizeram ou fazem parte da vida de muitos pais, que ficam incomodados e perdidos na hora de resolver o caso ou colocar limites nas atitudes dos pestinhas. 
  Uma boa maneira de lidar com a questão é entendê-la melhor. Seu filho não morde por falta de educação, por excesso de agressividade ou, muito menos, por ser uma pessoa má. Em contrapartida, se ele foi agredido e não se defendeu, também não significa que ele seja bobo ou que adora provocar os outros.
  Só para lembrar, estamos tratando de crianças menores - por volta dos quatro anos de idade - uma fase em que morder tem uma determinada conotação. Se seu filho já for grande, a história é outra!

Experimentando o mundo... Com a boca!

  A criança se desenvolve principalmente pela inter-relação com as outras pessoas. Uma de suas principais fontes de aprendizagem é o exemplo e, desta forma, quando começam a conviver em grupo influenciam-se mutuamente. Então, você pode se perguntar: e as crianças que nunca viram ou receberam uma mordidinha? Fazem isso por ruindade?
  De jeito nenhum! Os pequenos não têm intencionalidade, isto é, não planejam o que estão fazendo e geralmente vivem uma fase em que passam tudo o que podem das mãos para a boca, experimentando o mundo por meio dos vários sentidos. E essa descoberta inclui, também, o "morder".
  O ato torna-se mais presente - e indesejado - quando eles começam a participar de um grupo e se deparam com outros significados desta atitude, além da exploração do ambiente. A mordida recebe uma carga negativa que, de acordo com o encaminhamento, pode se transferir para a criança, que corre o risco de ser malvista. Ela precisa, sim, saber que não pode machucar o outro, no entanto depende da intervenção dos adultos para aprender essa "lição".

Agindo por impulso

  É preciso ressaltar que os menores ainda não conseguem dominar suas emoções e, por isso, reagem impulsivamente a algo que os incomoda. Eles agridem ou tratam bem com a mesma naturalidade.
  Nossa experiência tem mostrado que existem situações desencadeadoras da mordida, ou ainda do empurrão ou do tapa: acontece quando a criança percebe que outra quer pegar o seu brinquedo, sentar-se em sua cadeira, abraçar a professora, pegar o seu lugar na roda, escorregar primeiro, comer o seu chocolate e por aí vai... Enfim, ela reage de acordo com impulsos e emoções imediatas.
  Mas, então, como agir? Se você não souber o porquê da agressão, deve apenas impedi-la; se não houver tempo e a mordida acontecer, diga com ações e poucas palavras que "morder não pode". Se descobrir o motivo, mostre outras formas de solucionar o problema. Por exemplo, se a criança mordeu para ter seu brinquedo de volta, estenda a mão e ensine-a a pedir pelo objeto. Da mesma forma, se ela mordeu porque deseja o brinquedo do amiguinho, ajude-a a pedir emprestado, mostrando que, mesmo se o colega não ceder na hora, logo mais ele emprestará, pois também gosta de brincar.
  Com o passar do tempo, ao observar os outros a expressarem o que sentem e o que desejam com palavras, a criança criará recursos comunicativos que substituirão sua impulsividade, indicando uma ampliação de seu universo.


*Lindiane Moretti é professora de Educação Infantil. Renata de Oliveira é orientadora educacional da Play Pen / Escola Cidade Jardim, em São Paulo



Escrito por Jessica às 17h03
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ALFABETIZAÇÃO

Por que trabalhar com os nomes próprios?
  As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas
a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe. Estas
atividades permitem aos alunos as seguintes aprendizagens:
•Diferenciar letras e desenhos;
•Diferenciar letras e números;
•Diferenciar letras, umas das outras;
•A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais,
registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc;
•Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
•Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
•O nome das letras;
•Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa
mesma sala);
•Habilidades grafo-motoras;
•Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
  O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez
aprendido, mesmo o aluno com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não
escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as
restrições do modelo apresentado.
  As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que
possibilitem as aprendizagens mencionadas acima.
  Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores
e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em
atividades para nível 1, nível 2, nível 3...
  É preciso considerar:
•Os conhecimentos prévios dos alunos.
•O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.
•As características concretas do grupo.
•As diferenças individuais.
Seqüência de atividades:
1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns
exemplos:
•Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos
(pedir que os alunos distribuam tentando ler os nomes).
•Lista de chamada da classe.
•Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para
saber, quem são os ajudantes do dia, etc.
2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.
3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual
o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar
material do aluno, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou
papel craft.
4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito,
onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc 5. Peça a escrita dos
nomes: com e sem modelo.
  Ao final das atividades, o aluno deve:
•Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para
etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de
aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
•Identificar a escrita do próprio nome. • Escrever com e sem modelo o
próprio nome.
•Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
•Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
•Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver
outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras,
ordem da letras etc e interpretação de escritas.
Recursos Didáticos:
•Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos
•Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)
•Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3
Organização da sala:
Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:
•Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a
sala toda.
•Identificação do próprio nome: individual.
•Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.
  Procedimento:
Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes
  Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever
nomes.
  Situação 1- Recolhendo material. Questione os alunos como se pode fazer para
que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua
etiquetas para os alunos e peça que cada um escreva seu nome na sua
presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a
quantidade de letras, etc.
  Situação 2 - Construindo um crachá Questione os alunos como os professores
podem fazer para saber o nome de todos os alunos nos primeiros dias de aula.
  Ajude-os a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com
a escrita do nome de cada um que deverá ser copiado nos crachás. Priorize
neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de
reprodução pelo aluno). Solicite o uso do crachá diariamente.
  Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos
fazer para não esquecer quem falta na aula?
  Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que os alunos
recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do
cotidiano.
  Identificação do próprio nome
•Dê para cada aluno um cartão com o nome do aluno.
•Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes
com letra de imprensa maiúscula. Este tipo de letra é mais fácil para o
aluno grafar e os limites de uma letra (quando a criança deve contar o
número de letras) é mais observável.
•Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa
lista pode ser grande e ser fixado em local visível.
•Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem
ser adquiridas ou confeccionadas). Inicialmente realize esta atividade a
partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo
para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe
  Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe.
  Cada aluno poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista
grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas
listas: as individuais e a coletiva.
  Atividade 1- Ditado
  Dite um nome da lista. Cada aluno deverá encontrá-lo na lista que tem em
mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a um aluno que escreva aquele nome na
lousa. Peça aos alunos que confiram se circularam o nome certo.
  Para que essa atividade seja possível a todos é importante fornecer algumas
ajudas. Diga a quantidade de letras, a letra inicial e final, por exemplo.
  Atividade 2 - Fazendo a chamada
  Entregue a lista de chamada dos alunos da sala. Peça que as crianças digam
os nomes dos alunos ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas
orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a
realização da tarefa.
  Atividade 3 - Separando nomes de meninas e meninos
  Apresente a lista da chamada da classe. Peça para os alunos separarem em
duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.
  Obs.: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem
alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do
alfabeto é importante para ajudar o aluno a buscar a letra que necessita
para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o
alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados.
  Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da
letra e o respectivo traçado.


Escrito por Jessica às 16h54
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"AQUELE QUE É CAPAZ, FAZ. AQUELE QUE NÃO É, ENSINA."
                             George Bernard Shaw



Escrito por Jessica às 09h51
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DISCIPLINA: TORTURA OU ATO DE AMOR?


Clóvis Roberto Benedetti Lourenço 

  A menção da palavra disciplina nos traz à mente imagens
amedrontadoras: crianças chorando diante de pais munidos de chinelos, cinto
ou varinha de marmelo; alunos ajoelhados sobre o milho ou grão de feijão; em
pé diante dos colegas sob olhares risonhos ou ainda, diante de um
coordenador ou diretor carrancudo, arrancando lágrimas de uma pobre criança
indefesa! 
  Essa associação negativa à palavra disciplina vem dos horrores
cometidos aos jovens ao longo da história, no intuito de “corrigir” atitudes
e reações consideradas inadequadas. 
  Por este e outros motivos, educadores e outros profissionais
ligados à educação (exceto raras exceções) deixaram de até mesmo mencionar a
palavra disciplina, permitindo que ações e atitudes inoportunas se
banalizassem. 

  Mas será que disciplinar envolve uma ação física dolorosa ou
humilhante? Afinal, o que significa disciplina? Deve-se fazer uso dela? 
  No dicionário Michaelis (2000) disciplina é definida como
obediência à autoridade, bem como ensino, instrução e educação. 
  Em outras palavras, cabe à autoridade, isto é, aquele que tem o
poder de influenciar outros, promover ao disciplinado, o ensino, a instrução
e a educação. 
  “Ninguém pode respeitar os seus semelhantes se não aprender
quais são os seus limites – e isso inclui compreender que nem sempre se pode
fazer tudo que se deseja na vida”, diz a educadora Tânia Zagury (2003),
confirmando a necessidade dos educadores deixarem claro aos jovens que a
adversidade e a contrariedade fazem parte da vida e devemos aprender a lidar
com elas da melhor maneira possível, para que possamos estabelecer relações
interpessoais satisfatórias. 
  Imagine o que seria de nós, se nossos pais não tivessem
reservado tempo para nos orientar como comer, sentar, andar, ou ainda,
dar-nos noções de higiene? Se não tivessem delineado limites, até onde
poderíamos atingir com nossas travessuras? Se não nos lembrassem que sem
tomar banho e sem escovar os dentes, ninguém iria para a cama? 
  Quem não levou palmada (ou chineladas, ou varadas) no traseiro
ou nas pernas quando insistíamos em jogar pedras no telhado do vizinho ou
quando brigávamos com os colegas durante a “pelada” na rua? 
  Vale ressaltar que disciplinar, não significa açoitar, mas sim
corrigir o rumo; envolve orientação, explicação. É necessário, acima de
tudo, amor (e tempo também), pois o objetivo da correção é primariamente
evitar que o erro seja repetido e fazer com que os nossos jovens não percam
de vista que atos e ações praticados geram conseqüências nem sempre
agradáveis. 
  O filósofo e matemático grego, Pitágoras (592 a 510 a.C.) há
muito já dizia: “Eduque as crianças, para que não seja necessário punir os
adultos”. 
  Portanto, disciplinar está longe de ser sinônimo de tortura, mas
é sim um ato praticado por alguém que ama aquele que o recebe, pois seu
desejo é evitar que o educando sofra conseqüências mais tarde. Quem de nós
ficaria estático ao observar um cego caminhando para um precipício? Com
certeza, nossa reação imediata seria tentar evitar o acidente. Da mesma
maneira, é necessário mantermos uma atitude proativa: não podemos fingir
ignorância, nem nos esquivar. Quer seja você pai, amigo e/ou professor,
“gaste” seu tempo em orientar, corrigir, raciocinar, indicar caminhos.
Mostre a beleza de amar o próximo e a si próprio; exalte a satisfação em ter
uma consciência tranqüila resultante do convívio social pacífico e
responsável; procure fatos de conhecimento público e os utilize como
exemplos enfatizando suas conseqüências positivas ou negativas, e
finalmente, elogie muito, abundantemente, todo o esforço sincero, por menor
que pareça ser, pois isso servirá de estímulo para se fazer o que é correto. 
  “Quem refreia a sua vara odeia o seu filho, mas aquele que ama
está à procura dele com disciplina” diz no livro bíblico de Provérbios,
13:24. O mesmo livro, no capítulo 15:5 nos exorta: “Quem é tolo desrespeita
a disciplina de seu pai, mas quem considera a repreensão é argucioso”. 
  Por fim, adotar e praticar a disciplina é proceder correto, pois
embora no princípio possa parecer amarga, ajuda-nos a agir sabiamente e
colher frutos saudáveis no futuro.

 
Publicado em 31/05/2005 13:29:00 -
http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=681
Clóvis Roberto Benedetti Lourenço - Graduação: Administração de Empresas
pela ITE - Bauru - SP.Especializando em Educação Escolar pela FECAP. Atua
como Diretor Geral do Colégio Fênix - Bauru - SP



Escrito por Jessica às 08h58
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AS HISTÓRIAS INFANTIS COMO FORMA DE CONSCIÊNCIA DE MUNDO

  É no encontro com qualquer forma de Literatura que os homens têm a
oportunidade de ampliar, transformar ou enriquecer sua própria experiência
de vida. Nesse sentido, a Literatura apresenta-se não só como veículo de
manifestação de cultura, mas também de ideologias.
  A Literatura Infantil, por iniciar o homem no mundo literário, deve ser
utilizada como instrumento para a sensibilização da consciência, para a
expansão da capacidade e interesse de analisar o mundo. Sendo fundamental
mostrar que a literatura deve ser encarada, sempre, de modo global e
complexo em sua ambigüidade e pluralidade.
  Até bem pouco tempo, em nosso século, a Literatura Infantil era considerada
como um gênero secundário, e vista pelo adulto como algo pueril (nivelada ao
brinquedo) ou útil (forma de entretenimento). A valorização da Literatura
Infantil, como formadora de consciência dentro da vida cultural das
sociedades, é bem recente.
  Para investir na relação entre a interpretação do texto literário e a
realidade, não há melhor sugestão do que obras infantis que abordem questões
de nosso tempo e problemas universais, inerentes ao ser humano.
  "Infantilizar" as crianças não cria cidadãos capazes de interferir na
organização de uma sociedade mais consciente e democrática.
  Fases normais no desenvolvimento da criança.
  O caminho para a redescoberta da Literatura Infantil, em nosso século, foi
aberto pela Psicologia Experimental que, revelando a Inteligência como um
elemento estruturador do universo que cada indivíduo constrói dentro de si,
chama a atenção para os diferentes estágios de seu desenvolvimento (da
infância à adolescência) e sua importância fundamental para a evolução e
formação da personalidade do futuro adulto. A sucessão das fases evolutivas
da inteligência (ou estruturas mentais) é constante e igual para todos. As
idades correspondentes a cada uma delas podem mudar, dependendo da criança,
ou do meio em que ela vive.
Primeira Infância: Movimento X Atividade (15/17 meses aos 3 anos)
•Maturação, início do desenvolvimento mental;
•Fase da invenção da mão - reconhecimento da realidade pelo tato;
•Descoberta de si mesmo e dos outros;
•Necessidade grande de contatos afetivos;
Explora o mundo dos sentidos;
•Descoberta das formas concretas e dos seres;
•Conquista da linguagem;
•Nomeação de objetos e coisas - atribui vida aos objetos;
•Começa a formar sua auto-imagem, de acordo com o que o adulto diz que ela
é, assimilando, sem questionamento, o que lhe é dito;
•Egocentrismo, jogo simbólico;
•Reconhece e nomeia partes do corpo;
•Forma frases completas;
•Nomeia o que desenha e constrói;
•Imita, principalmente, o adulto.
Segunda Infância: Fantasia & Imaginação (dos 3 aos 6 anos)
•Fase lúdica e predomínio do pensamento mágico;
•Aumenta, rapidamente, seu vocabulário;
•Faz muitas perguntas. Quer saber "como" e "por quê ?";
•Egocentrismo - narcisismo;
•Não diferenciação entre a realidade externa e os produtos da fantasia
infantil;
•Desenvolvimento do sentido do "eu";
•Tem mais noção de limites (meu/teu/nosso/certo/errado);
•Tempo não tem significação - não há passado nem futuro, a vida é o momento
presente;
•Muitas imagens ainda completando, ou sugerindo os textos;
•Textos curtos e elucidativos;
•Consolidação da linguagem, onde as palavras devem corresponder às figuras;
•Para Piaget, etapa animista, pois todas as coisas são dotadas de vida e
vontade;
•O elemento maravilhoso começa a despertar interesse na criança.
Dos 6 aos 6 anos e 11 meses, aproximadamente
•Interesse por ler e escrever. A atenção da criança esta voltada para o
significado das coisas;
•O egocentrismo está diminuindo. Já inclui outras pessoas no seu universo;
•Seu pensamento está se tornando estável e lógico, mas ainda não é capaz de
compreender idéias totalmente abstratas;
•Só consegue raciocinar a partir do concreto;
•Começa a agir cooperativamente;
•Textos mais longos, mas as imagens ainda devem predominar sobre o texto;
•O elemento maravilhoso exerce um grande fascínio sobre a criança.

Fonte: CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. LIVROS E INFÂNCIA [online]
Disponível na internet via WWW URL:
http://www.graudez.com.br/litinf/livros.htm




Escrito por Jessica às 08h54
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HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS (FAIXA ETÁRIA / ÁREAS DE INTERESSE / MATERIAIS / LIVROS

1 a 2 anos:
  A criança, nessa faixa etária, prende-se ao movimento, ao tom de voz, e não
ao conteúdo do que é contado. Ela presta atenção ao movimento de fantoches e
a objetos que conversam com ela. As histórias devem ser rápidas e curtas. O
ideal é inventá-las na hora. Os livros de pano, madeira e plástico, também
prendem a atenção. Devem ter, somente, uma gravura em cada página, mostrando
coisas simples e atrativas visualmente. Nesta fase, há uma grande
necessidade de pegar a história, segurar o fantoche, agarrar o livro, etc..


2 a 3 anos:
  Nessa fase, as histórias ainda devem ser rápidas, com pouco texto de um
enredo simples e vivo, poucos personagens, aproximando-se, ao máximo, das
vivências da criança. Devem ser contadas com muito ritmo e entonação. Tem
grande interesse por histórias de bichinhos, brinquedos e seres da natureza
humanizados. Identifica-se, facilmente, com todos eles. Prendem-se a
gravuras grandes e com poucos detalhes. Os fantoches continuam sendo o
material mais adequado. A música exerce um grande fascínio sobre ela. A
criança acredita que tudo ao seu redor tem vida e vivência, por isso, a
história transforma-se em algo real, como se estivesse acontecendo mesmo.


3 a 6 anos:
  Os livros adequados a essa fase devem propor "vivências radicadas" no
cotidiano familiar da criança e apresentar determinadas características
estilísticas.
Predomínio absoluto da imagem, (gravuras, ilustrações, desenhos, etc.), sem
texto escrito, ou com textos brevíssimos, que podem ser lidos, ou
dramatizados pelo adulto, a fim de que a criança perceba a inter-relação
existente entre o "mundo real", que a cerca, e o "mundo da palavra", que
nomeia o real. É a nomeação das coisas que leva a criança a um convívio
inteligente, afetivo e profundo com a realidade circundante.
As imagens devem sugerir uma situação que seja significativa para a criança,
ou que lhe seja, de alguma forma, atraente.
A graça, o humor, um certo clima de expectativa, ou mistério são fatores
essenciais nos livros para o pré-leitor.
As crianças, nessa fase, gostam de ouvir a história várias vezes. É a fase
de "conte outra vez".
Histórias com dobraduras simples, que a criança possa acompanhar, também
exercem grande fascínio. Outro recurso é a transformação do contador de
histórias com roupas e objetos característicos. A criança acredita,
realmente, que o contador de histórias se transformou no personagem ao
colocar uma máscara, chapéu, capa, etc..
Podemos enriquecer a base de experiências da criança, variando o material
que lhe é oferecido. Materiais como massa de modelar e argila atraem a
criança para novas experimentações. Por exemplo, a história do "Bonequinho
Doce" sugere a confecção de um bonequinho de massa, e a história da "Galinha
Ruiva" pode sugerir amassar e assar um pão.
Assim como as histórias infantis, os contos de fadas têm um determinado
momento para serem introduzidos no desenvolvimento da criança, variando de
acordo com o grau de complexidade de cada história.
Os contos de fadas, tais como: "O Lobo e os Sete Cabritinhos", "Os Três
Porquinhos", "Cachinhos de Ouro", "A Galinha Ruiva" e "O Patinho Feio"
apresentam uma estrutura bastante simples e têm poucos personagens, sendo
adequados à crianças entre 3 e 4 anos. Enquanto, "Chapeuzinho Vermelho", "O
Soldadinho de Chumbo" (conto de Andersen), "Pedro e o Lobo", "João e Maria",
"Mindinha" e o "Pequeno Polegar" são adequados a crianças entre 4 e 6 anos.

 
6 anos a 6 anos e 11 meses:
  Os contos de fadas citados na fase anterior ainda exercem fascínio nessa
fase. "Branca de Neve e os Sete Anões", "Cinderela", "A Bela Adormecida",
"João e o Pé de Feijão", "Pinóquio" e "O Gato de Botas" podem ser contadas
com poucos detalhes.
___________________________________________________________________________________________________________
Fonte: CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. LIVROS E INFÂNCIA [online]
Disponível na internet via WWW URL:
http://www.graudez.com.br/litinf/livros.htm

 

 



Escrito por Jessica às 08h50
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ROTINA


Significado de Rotina

 
  É bastante comum associar a rotina a ações ou costumes enfadonhos e
desinteressantes de nossa vida. Porém esta é uma idéia preconceituosa. Para
Piaget, os indivíduos tendem a buscar uma organização interna, criando um
modo próprio de agir em seu meio, pois é inerente à natureza humana a
ritualização de determinados procedimentos, a fim de internaliza-los e
aperfeiçoa-los. 
  Portanto, nem tudo que realizamos habitualmente constitui-se em uma
atividade passiva e alienante. Ao contrario, alguns hábitos, como aqueles
relativos ao estudo e à aprendizagem, exigem ações, conceituação e reflexão
constante. 
  Tradicionalmente, o estabelecimento da rotina de atividades na pré
escola tem sido imposto pelo professor. Isso faz dele o único responsável
pelo planejamento, desenvolvimento e avaliação das tarefas educativas. A
rotina rígida, então, desconsidera a criança, que precisa adaptar-se a essa
estrutura artificial, e também o adulto, pois tende a tornar seu trabalho
monótono, repetitivo e pouco participativo. 
  A rotina em uma classe de educação pré escolar não deve ser uma
simples repetição de atividades dirigidas pelo professor, mas a estruturação
de uma seqüência de atividades previamente combinadas com as crianças.

Proposta de rotina participativa 


  A criança é ativa e participativa no seu processo de
desenvolvimento. É através das interações com os adultos, com outras
crianças e com o meio que ela se desenvolve e vai construindo seus esquemas
perceptuais, motores, cognitivos, lingüisticos e sua afetividade, como nos
informa Haddad. 
  Uma proposta educacional voltada para a formação de um cidadão
autônomo e transformador precisa considerar a criança como agente. O
primeiro passo a dar nessa direção é estruturar junto com os alunos a rotina
de trabalho e realizar o planejamento cooperativo. A rotina organizara os
diversos momentos do dia-a-dia e o planejamento possibilitara a escolha das
atividades que farão parte de cada momento.

Estruturação da rotina 

  A rotina se constitui em uma seqüência de varias ações e trabalhos
de adultos e crianças. Algumas dessas ações envolvem diversos profissionais
e turmas da escola e, por isso, necessitam do acerto de um horário pré
estabelecido. Outras envolvem apenas um professor e sua turma de alunos,
podendo ser estruturadas de forma flexível e diferenciadas das demais
classes da escola. 
  A definição da ordem das atividades e do tempo necessário para
realiza-las deve fazer parte de uma combinação entre o professor e seus
alunos e revista sempre que necessário. 
  A estruturação e compreensão da rotina da escola é importante para
crianças pequenas e se efetuará através da familiaridade progressiva com o
ambiente escolar e as possibilidades que ele oferece, sabendo de antemão o
que ira acontecer desde o inicio ate o fim da aula, a criança tende a
tornar-se progressivamente mais independente do professor, podendo agir com
mais liberdade e autonomia. 
  A compreensão da rotina pode ser ampliada através do emprego de
imagens. As imagens podem ser visuais( fotografia, figuras e desenhos),
auditivas( musicas e sons) e de ação( evocação do movimento). A
representação das imagens de cada momento do dia de trabalho auxiliará no
cumprimento daquilo que foi combinado. 
  As imagens podem ser representadas por símbolos. Os símbolos
ilustram as combinações, diferenciam as atividades e facilitam a
visualização da ordem em que elas irão ocorrer. A criação e escolha dos
símbolos deve ser feita pelo grupo de alunos. O melhor símbolo será aquele
em que os alunos reconhecem com facilidade a atividade que representa. 
  A representação gráfica das atividades nem sempre é possível. Nas
turmas de crianças de 2 e 3 anos, que ainda estão garatujando, a organização
da rotina pode ser feita através de fotografias da própria turma
trabalhando. estes são afixados em mural, sempre acompanhadas da palavra
correspondente. 
  Já nas classes de crianças de 3 e 4 anos, em que o desenho esta se
desenvolvendo, as fotos são substituídas por figuras. 
  Nas turmas de crianças de 4 e 5 anos e 5 e 6 anos a maior parte das
crianças já conseguem representar graficamente elementos do real. Desta
forma, usar os próprios desenhos das crianças na simbolização da rotina
torna-se mais indicado. 
  Todas as atividades de ensino podem ser simbolizadas, mas uma de
cada vez. Se no primeiro dia cia-se o símbolo da chegada, no segundo dia
retorna-se o símbolo da chegada e inventa-se outro para a rodinha. No
terceiro dia retoma-se os dois símbolos já criados e idealiza-se o próximo.
Assim, o processo continua até que as atividades possíveis tenham a sua
representação.

Planejamento cooperativo


  O planejamento cooperativo é a combinacao diaria das atividades de
rotina e das atividades de livre escolha. É uma circunstancia importante,
onde as criancas dizem e combinam entre si o que querem fazer e registram
suas escolhas. Através dele o professor mostrará às crianças que existem
momentos de livre escolha onde se fazem opções e que, em outros momentos, é
a professora que propõe o que deve ser feito. É a divisão de
responsabilidades- hora do professor, hora dos alunos, hora de ambos. 
  O planejamento cooperativo inicia-se juntamente com a estruturação
da rotina. Quando as crianças já experienciaram e simbolizaram o desenho com
lápis de cor e com giz de cera o professor oferece os dois materiais para
serem utilizados ao mesmo tempo. O processo segue acrescentando-se um
material de cada vez. 
  Muitas atividades podem acontecer simultaneamente em uma sala de
aula quando o professor pergunta à criança: cm qual material você quer
trabalhar hoje? A criança faz sua opção e reúne-se com os colegas por
identidade. Juntos buscam na estante o material que necessitam e realizam o
trabalho a que se propuseram. 
  O tempo de cada criança é diferenciado. Nem sempre todos permanecem
todo o tempo na atividade que escolheram. Assim, quem terminou seu trabalho
pode reiniciar outro trabalho, com outro material e em outra mesa. O
respeito ao indivíduo é fundamental: se as crianças sentem-se respeitadas,
elas aprendem a respeitar. 
  A presença do educador nessa circunstancia é indispensável. Ele
deve aproveita-la para observar as crianças, perceber seus interesses e,
sempre que possível, lançar-lhes desafios relativos ao tema gerador. Também
será o horário indicado para se trabalhar individualmente com os alunos, uma
vez que grande parte do grupo trabalhara sem requisitar o auxilio do
professor.

Organização do espaço


  Espaço físico e proposta não podem ser pensados separadamente. Uma
concepção educacional que se propõe a favorecer o desenvolvimento de uma
criança autônoma necessita de um ambiente que proporcione as condições para
que isso aconteça. Todo o espaço da sala deve ser organizado de forma a
garantir um convite ao trabalho. 
  A sala de aula é um local de vida e aprendizagem que deve ser
criado, ocupado e habitado. As crianças precisam familiarizar-se com este
ambiente e reconhece-lo como seu. É tarefa do educador rearranjar,
reorganizar os espaços, a fim de possibilitar a livre circulação entre os
vários ambientes e o acesso facilitado a todos os materiais de ensino.



Escrito por Jessica às 08h45
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OPORTUNIZANDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA



Professora Bruna Renata Cantele

  A prática educativa possui as mais variadas situações, surpreendendo
diariamente educadores e educandos. A postura diante de tantas surpresas,
êxitos e dificuldades pode ser a estagnação – quando cessa a busca pelo
conhecimento – ou a evolução, que traz consigo a criatividade e a aventura
das descobertas. 
  Foi demonstrado pelos pedagogos que a aprendizagem não se dá pelo acumulo de
informações mas por um processo de constante reelaboração do corpo de noções
ou informações, que o educando assimilou. Nessa reelaboração, os
conhecimentos ganham novos significados e novas dimensões. Noções e dados
novos alteram qualitativamente o conhecimento anterior do aluno. Dessa
forma, a aprendizagem se dá pelo esforço em integrar as novidades do seu
universo de conhecimentos anteriores.
  Um mesmo conceito pode ser compreendido em vários níveis de complexidade e
de abstração.
  Acredita-se que, o ensino e a aprendizagem escolar, deve ser um processo
acumulativo de experiências educativas, que se relacionam entre si, segundo
uma hierarquia de aprendizagem previamente requerida para uma outra de ordem
superior.
  Assim sendo, as aprendizagens que assentam no domínio de outras
pré-requeridas devem ser organizadas com base na identificação dos
pré-requisitos de cada uma delas, integrando-se eficazmente umas nas outras.
Deste modo se pode evitar a fragmentação e incoerência das aprendizagens que
se propõem.

Reflexões Pedagógicas
  A aprendizagem de fatos ou conhecimentos específicos, quando feita sem ser
integrada em idéias fundamentais ou princípios organizadores, não se
transfere com facilidade para novas situações e não permanecem durante muito
tempo. A transferência e aplicabilidade, da aprendizagem a novas situações,
aumentam na medida em que se promove a aquisição e compreensão de idéias e
princípios gerais, em que fatos e exemplos particulares se integram.
  As predisposições afetivas para novas aprendizagens condicionam a sua
consecução, nomeadamente no que se refere a fatores motivacionais de
expectativas de sucesso ou insucesso na tarefa proposta, percepção positiva
ou negativa.
  De igual modo, a natureza e ritmo dos mecanismos de feedback e reforço da
aprendizagem efetuada constituem elementos afetivos importantes na
aprendizagem escolar. Daí, em termos de objetivos do Ensino Fundamental II,
é importante referir a relevância crescente de objetivos afetivos e
“atitudinais” sobre os objetivos cognitivos, não só enquanto condicionantes
do processo de aprendizagem como também atendendo ao contexto de um mundo
desumanizado de alta tecnologia dificilmente controlável.
  No nosso entender, o processo de aprendizagem é o movimento global que visa
estimular a expressão de conhecimentos, atitudes, valores e habilidades,
numa continuidade progressiva.
  O ser humano não pode ser avaliado pelo número de habilidades e atitudes que
possui. O seu valor consiste na verdade toda que é, que pode, pretende e que
virá a ser.
  Oportunizar a aceitação de si com os valores, estimulando o desenvolvimento
de outros, considerados importantes, como vencer na vida, saber se defender,
ser independente, tornar-se capaz de fazer, traçar o seu próprio caminho,
desenvolver habilidades, são meandros que podem levar a um desenvolvimento
significativo, através do processo de ensino-aprendizagem.
  Devemos, sempre que possível, solicitar o aluno, chamando-o à iniciativa
pessoal, à autocrítica, à autodeterminação, permitindo e criando,
propositalmente, condições para desenvolver a autonomia, durante sua vida.
Portanto, não é só falando com “ele”, mas fazendo-o conviver e vivenciar
esta experiência. O desenvolvimento de habilidades é um motivo intrínseco
que encontra na prática tanto a fonte como a recompensa.
  A aprendizagem é basicamente uma modificação que ocorre por motivos
intrínsecos naturais e a fé, a crença nestas capacidades, e mesmo o respeito
pelas habilidades de todas as áreas do desenvolvimento humano, elementos
básicos que substituem os esforços externos de outras teorias.
  Compete a nós, educadores, através dos recursos que dispomos, desenvolver a
capacidade de expressão do jovem.
É importante motivar aulas, assumir atitudes e comportamentos conscientes,
ministrar conteúdos com dose de segurança, para que o aluno obtenha uma
aprendizagem eficiente.
  A aprendizagem é principalmente uma resposta de natureza interna e não uma
conseqüência de fatos meramente externos.
Embora a vontade de aprender seja um motivo intrínseco, ela precisa ser
estimulada através de incentivos pedagógicos que sempre devem ser coerentes
com os fins da educação e do ser humano.
  Desta caminhada solidária – pelo sentir, pensar, planejar e agir em
conjunto, em torno de objetivos comuns – surgirão, certamente as
alternativas de que precisamos, e que poderão nos auxiliar a descobrir as
possibilidades que estão além dos limites do horizonte que fixamos
ativamente e almejamos ultrapassar, descobertas estas responsáveis pelo
nascimento de uma nova aurora para o educador e, conseqüentemente, para a
educação.



Escrito por Jessica às 08h40
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“NÃO HÁ SABER MAIS OU SABER MENOS. HÁ SABERES DIFERENTES.”
                   
PAULO FREIRE



Escrito por Jessica às 17h24
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DICAS DE LIVROS

DEIXAREI AQUI, DICAS DE LIVROS QUE ACHO QUE VALEM A PENA LER. ESPERO QUE GOSTEM E QUEM QUISER DAR UMA DICA, POR FAVOR ENTREM EM CONTATO COMIGO, TEREI O MAIOR PRAZER EM ESTAR COLOCANDO NO BLOG.

BEIJOS

- O CAÇADOR DE PIPAS (KHALED HOSSEINI)

- CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA EM CRIANÇAS PEQUENAS (MARYLIN JAGER ADAMS/BARBARA R. FOORMAN)

- VALORES HUMANOS NA EDUCAÇÃO UMA NOVA PRÁTICA NA SALA DE AULA (MARIA FERNANDA NOGUEIRA MESQUITA)

- HISTÓRIAS DE PROFESSORES QUE NINGUÉM CONTOU (GABRIEL CHALITA)

- A CURA DE SHOPENHAUER (IRVIN.D.YALOM)

- JESUS O MAIOR PSICÓLOGO QUE JÁ EXISTIU (MARK BAKER)

- O MONGE E O EXECUTIVO (JAMES.C.HUNTER)

- QUANDO NIETZSCHE CHOROU (IRVIN.D.YALOM)

- O INOCENTE (JOHN GRISHAM)

- OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO (EDGAR MORIN)

- PROFESSOR REFÉM (TANIA ZAGURY)



Escrito por Jessica às 13h44
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PROJETO ANIMAIS QUE DESPERTAM NOSSA CURIOSIDADE

Professora: Jéssica Walter da Silva Costa                     Turma: 2 Período


I-Objeto detonador e problematização

Tema: Animais que despertam nossa curiosidade

        A vontade de estudar estes animais surgiu do nosso colega Gabriel
Barbosa. Ele estava louco para conhecer melhor o morcego, por isso,
resolvemos escolher de uma coleção de livros que temos em nossa sala, oito
animais que mais nos encantam e despertam nossas curiosidades.
         Escolhemos a coruja e o morcego da coleção animais noturnos, a
cobra e o jacaré dos répteis, a moréia e o tubarão das criaturas marinhas e
o tamanduá e a preguiça do livro vida na selva.
         Com certeza iremos aprender muito.

II-Justificativa

         As crianças nutrem um verdadeiro facínio pelos animais, que na
visão delas são irresistíveis como os brinquedos, mas com atrativos a mais:
são seres animados, com vida, sentimentos e algumas necessidades semelhantes
às do homem. O estudo dos animais traz associações concretas entre o ser
humano, o mundo animal e a natureza. A criança sai do conceito eu para
conhecer o outro, o que é muito saudável.
         Ao estudar os animais, os alunos aprendem sua própria natureza, as
particularidades do outro, o meio ambiente, a cidadania e a
responsabilidade.

III-Perfil do grupo

         Crianças de 5 anos de idade em processo de alfabetização,
participativas e com grande interesse em aprender.

IV-Objetivos

Conceituais

- comparar os tipos de animais através da observação;
- refletir sobre as características individuais de cada animal e risco de
extinção;
- identificar as características específicas de cada grupo de animais;
- ampliar o vocabulário;
- identificar os nomes dos animais estudados.


Procedimentais

- coletar dados por meio de pesquisas e observações;
- elaborar sucatas;
- associar escrita de nomes, letras e textos;
- produzir trabalhos de artes;
- desenvolver a memória;
- classificar os animais;
- elaborar painéis.

Atitudinais

- preocupar-se com a preservação dos animais;
- classificar diferentes animais pelas suas características;
- socializar as informações que os alunos possuem sobre o tema;
- apresentar atitudes de cuidado e respeito com os animais.
- fazer cópias

V-Janelas

Linguagem oral e escrita;
Movimento;
Matemática;
Natureza e sociedade;
Artes visuais

VI-Etapas

1-Organizar as crianças em roda. Conversar sobre o nosso projeto. Pedir para
cada criança trazer de casa figuras dos animais para confeccionarmos um
mural. Pedir para a criança fazer um pergunta sobre um animal para fazermos
uma pesquisa.
2-Ilustrar o texto da coruja
“A coruja tem olhos muito grandes que não se mexem, por isso sua cabeça fica
balançando para ver tudo a sua volta. Tem um ouvido muito desenvolvido o que
permite que encontre sua presa no meio da escuridão.”
3-Montar com letras encontradas em revistas os nomes dos animais (jacaré,
moréia, morcego).
4-Cruzadinha com o nome de todos os animais.
5-Ligar os animais a seus nomes. (tamanduá, naja, jacaré)
6-Ligar os nomes dos animais com as palavras que rimam.(jacaré-pé,
tubarão-coração, moréia-geléia, naja-viaja).
7-O que é o que é dos animais
8-Colocar em ordem as frases dos animais.
9-Desembaralhar os nomes dos animais (moréia, naja, morcego).
10-Completar os nomes dos animais com as letras que estão faltando.
11-Procurar no texto sobre morcegos as palavras em destaque.
“Os morcegos passam o dia pendurado de cabeça para baixo em árvores e grutas
a dormir. Eles gritam quando voam. Saem todas as noites das grutas ao mesmo
tempo. A maioria dos morcegos comem insetos.”
12-Copiar a história da moréia.
“A moréia é um peixe parecido com uma serpente. Tem uns dentes muito
aguçados e alimenta-se de pequenos peixes. Passa o dia escondida e só sai à
noite para alimentar-se.”
13-Fazer o morcego de sucata
14-Depois da leitura sobre o texto do tamanduá, fazer uma história coletiva.
“O tamanduá é um bicho diferente. Os tamanduás não têm dentes, eles usam
suas garras para abrirem os formigueiros e depois usam sua língua comprida e
pegajosa para chegar lá dentro. Ele pode apanhar 500 formigas só com uma
lambida.”
15-Mostrar uma foto de um morcego, de uma naja e de um tubarão e pedir para
as crianças reproduzirem os desenhos.
16-No texto sobre o tubarão procurar:
“Os tubarões comem animais de qualquer tipo. Eles são muito velozes. Possuem
um bom sentido do olfato, por isso, encontram seus alimentos. Eles precisam
estar nadando o tempo inteiro senão afundam”.
Uma palavra que comece com s
Uma palavra com 9 letras
Uma palavra com 7 letras
17-Fazer um texto coletivo sobre a naja
“A naja não tem ouvidos. É a cobra famosa que os encantadores de serpentes
exibem nas praças. Seu veneno é muito violento. Ela se alimenta de roedores,
anfíbios e as vezes de passarinhos.”
Aproveitar e explicar o que é um anfíbio.
18-Fazer a cobra de sucata.
19-Copiar a história da preguiça.
“A preguiça é o animal mais vagaroso do mundo. Passa a maior parte do seu
tempo pendurada nas árvores de cabeça para baixo dormindo. Só acorda à noite
e muito pouco. A preguiça não tem dentes e só come folhas de embaúba”.
20-Procurar em revistas palavras que iniciem com as mesmas letras dos nomes
dos animais.
21-Caça palavras com todos os nomes dos animais.
22-Ilustrar o texto sobre o jacaré.
“Os jacarés passam a maior parte do seu tempo na água. São muito ferozes.
Eles conseguem flutuar de maneira que seus olhos e narinas fiquem na
superfície da água. Por isso os outros animais não conseguem ver os
jacarés.”
23-Fazer o jacaré de sucata.
24-Apresentação final: exposição de todas as sucatas

VII-Avaliação

         Observação do comportamento das crianças. Hábitos de trabalho,
relacionamento com os colegas e professora, cumprimento das atividades,
atitudes positivas e negativas com relação às atividades escolares,
capacidade de cooperação e aproveitamento de tempo.

 

                                                                                           




Escrito por Jessica às 11h31
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PROJETO LINGUAGEM MUSICAL

Professora: Jessica Walter da Silva Costa              2 Período


I-Tema: Linguagem Musical

II-Justificativa 

  A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos e cognitivos,
assim como                      a programação de integração e comunicação
social, conferem caráter significativo à linguagem musical. Esta é uma das
formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua
presença no contexto da educação, principalmente na educação infantil.

III-Perfil do grupo 

  Crianças de 5 e 6 anos em pleno desenvolvimento do brincar, dançar
e cantar, levando-se em conta as necessidades do contato corporal e os
vínculos afetivos.

IV-Objetivos:
    CONCEITUAIS

-Discriminar eventos sonoros diversos;
-Explorar e identificar elementos da música para se expressar;
-Reconhecer a música, como linguagem cujo conhecimento se constrói;
-Improvisar, compor e interpretar músicas;
-Integrar experiências que envolvem a vivência, a percepção e a reflexão;
-Identificar ritmos na natureza, no meio ambiente, no próprio corpo.

PROCEDIMENTAIS

-Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais;
-Desenvolver a memória;
-Entender e respeitar como as crianças se expressam musicalmente em cada
fase, para a partir daí, fornecer meios necessários( vivências, informações,
materiais) ao desenvolvimento de sua capacidade expressiva;
-Desenvolver recursos técnicos para confecção de instrumentos;
-Participar de jogos e brincadeiras com dança e improvisação musical;
-Escutar diferentes obras, de diversos gêneros e estilos, marcha, valsa,
rock, hinos, rep, etc.;

ATITUDINAIS

-Interagir com os outros;
-Ampliar conhecimento de mundo;
-Conhecer instrumentos musicais;
-Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos;
-Fazer música e apreciar música;
-Desenvolver capacidades expressivas;
-Aprender a ouvir música com satisfação e a gostar dela.

V-Janelas

-Linguagem oral e escrita;
-Matemática;
-Natureza e sociedade;
-Artes;
-Música;
-Movimento.

VI-Etapas

1-Apresentar para as crianças a parlenda:
“ Mandei fazer um barquinho
  Na casca do camarão
  O barquinho saiu pequeno
  Só coube meu coração.”
Escreve em uma folha grande e deixar exposto na sala.
2-Entregar para cada criança a parlenda cortada em pedaços( palavras) e
deixar as crianças montarem sozinhas sem olhar. Colocar a folha com a
parlenda no quadro e deixar que elas confiram.
3-Iniciar a construção do livro gigante da música Aquarela de Toquinho.
“Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo.” Pintar um sol gigante. 
3.1- “E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.” Passar giz
de cera sobre o molde de um castelo e completar com canetinha. 
3.2- “Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva.” Contornar a
mão e completar.
4-Trabalhar com a bandinha da escola, repetir vários tipos de músicas.
5-Escolher três instrumentos musicais que serão estudados mais
profundamente. Junto com as crianças, fazer uma pesquisa e procurar saber
tudo sobre os instrumentos.
3.3- “E se faço chover com dois riscos tem um guarda-chuva.” Fazer um guarda
chuva com palitos de picolé.
6-Apresentar um ritmo de musica para as crianças e pedir que elas façam
desenhos conforme o ritmo. Descrever e registrar em palavras o que cada uma
sente ao ouvir a música.
7-Apresentar outra parlenda:
“ O pato casou com a pata
  Depois perdeu a esperança
  Pois tinha os dedos grudados
  Não podia usar aliança.”
Seguir os mesmos passos da etapa 1 e 2. 
3.4- “Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel num
instante imagino uma linda gaivota voar no céu.”  Com conta gotas pingar
varias gotas e fazer o desenho da gaivota. 
3.5- “Vai voando contornando a imensa curva Norte Sul. Vou com ela
viajando Havai, Pequim ou Istambul.” Colar um mapa mundi, pintar o fundo da
folha.
8-Entregar uma folha com a música da dona aranha, faltando partes da letra.
A criança completará. É o ditado musical.
9-Dançar ao som de diversas músicas, respeitar a coreografia de cada.
3.6- “ Pinto um barco a vela branco navegando, é tanto céu e mar num beijo
azul.” Desenhar uma boca gigante azul e dento dela colar um barco feito de
papel.
10-Ditar o trava língua:
“O peito do pé do Padre Pedro é preto”
Trabalhar a escrita espontânea, fazer o desenho.
3.6- Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grena. Tudo em volta
colorindo, com suas luzes a piscar. Basta imaginar que ele está partindo,
sereno e lindo e se a gente quiser, ele vai pousar.” Fazer um avião de papel
e colorir o fundo da folha. Colar papel brilhante.
3.7- “Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida com alguns bons
amigos bebendo de bem com a vida.” Recortar um molde de navio em uma revista
com a folha bem colorida. Colocar na folha do livro e passa de dentro para
fora o bombril. Tirar o molde e completar com canetinha. 
8.1- Fazer o mesmo procedimento da etapa 8, só que com a música Marcha
Soldado. 
3.9- “De uma América a outra eu consigo passar num segundo. Giro um
simples compasso e num circulo eu faço o mundo.” Colar um circulo grande e
colar pedaços de papel dentro, fazer mosaico. 
3.10-“ Um menino caminha  e caminhando chega no muro e ali logo em
frente a esperar pela gente o futuro está.” Fazer um menino de papel para as
crianças colarem, completarem com desenhos. 
8.2- Fazer o mesmo procedimento da etapa 8, só que com a música Perdi
meu anel no mar. 
3.11- “E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo nem
piedade nem tem hora de chegar.” Fazer o molde de um foguete e com bucha e
tinta passar pela folha. Completar com canetinha. 
3.12- “Sem pedir licença muda a nossa vida, depois convida a rir ou
chorar.” Colar dois círculos grandes e pedir que as crianças façam as
fisionomias de riso e choro. 
3.13- “Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá o fim dela
ninguém sabe bem ao certo o que vai dar.” Pintar uma estrada e colar figuras
variadas. 
3.14- “Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim
descolorirá.” Fazer o desenho de muitas pessoas de uma cor só.
11-Construir um instrumento musical de sucata. O Maracas.
12-Finalizar o projeto com a apresentação das três musicas do ditado
musical, tocada pelas crianças com a bandinha da escola.

VII-Avaliação 

  A avaliação ocorrerá a partir das manifestações dos alunos ao
demostrarem que estão interessados e envolvidos com a pragmática do projeto.

VIII-Duração

  Aproximadamente um bimestre.





Escrito por Jessica às 11h22
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“MESTRE NÃO É QUEM ENSINA, MAS QUEM, DE REPENTE, APRENDE...”

                                        GUIMARÃES ROSA



Escrito por Jessica às 11h17
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LETRA CURSIVA X LETRA DE FORMA




         A letra de forma é socialmente mais utilizada: em anúncios,
outdoors, livros, placas, embalagens, etc. isto faz com que a criança não
tenha problema em reconhece-la.
         O traçado da letra de forma é simples e não exige grandes
habilidades motoras( falo aqui das maiúsculas, pois as minúsculas têm um
difícil traçado).
         Escrever com a letra de forma, para a criança que está sendo
alfabetizada é mais fácil. Como já foi dito, por causa da presença social
dela e do traçado simples.


          POR QUE E QUANDO ENSINAR A LETRA CURSIVA

         A letra cursiva está presente em situações cotidianas que a criança
vivência algumas vezes: cartas, bilhetes, recados, etc.
         Seu traçado é mais elaborado e complexo e exige maior controle
motor da criança.
         O que normalmente causa ansiedade na criança para aprender a letra
cursiva, na maioria das vezes, é a família.
         Apesar de mais trabalhosa, sua escrita é mais rápida, porque não é
preciso tirar o lápis do papel diversas vezes, isto agiliza a escrita, e por
ser mais rápida, o pensamento também é melhor expresso nesta forma.
         O que não pode ser ignorado e precisa ser conhecido por pais e
professores é que o tipo de letra é apenas um recurso da alfabetização e,
assim como a aquisição da leitura e da escrita é um processo construtivo,
cheia de etapas encadeadas, também o é a apropriação da letra cursiva.
         Para que a criança possa preocupar-se com uma questão de cada vez,
a sugestão é que o professor inicie a alfabetização com a letra de forma e
quando a turma estiver no nível alfabético da escrita, ele proponha a letra
cursiva.
         Para que esse processo se dê de forma tranqüila, é aconselhável que
as crianças tenham contato com a letra cursiva em cartazes espalhados pela
sala, para que possam fazer a correspondência de uma com a outra. Também é
prudente que se inicie com escritas significativas, como o próprio nome, uma
frase por dia, uma adivinha... sem massacres. Quando a criança for escrever
textos, ela deve faze-lo com a letra que lhe oferece segurança, no inicio,
provavelmente de forma.
         Outro cuidado importante é o traçado da letra, para que a criança
aprenda de forma correta.
         Enfim, neste processo é fundamental que os limites e possibilidades
da criança sejam respeitados. Desta forma, aprender a letra cursiva
acontecerá com tranqüilidade e de acordo com  o limite de cada um.



Escrito por Jessica às 10h06
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CONTAR HISTÓRIAS- UMA LINGUAGEM DE AFETO

 

Laerte Vargas

  O processo de formação de um leitor começa bem antes dele aprender a
decodificar a leitura a partir do texto escrito. O início deste caminho e a
sedução para o mesmo se dão ainda no berço, através dos acalantos e
parlendas e, claro, da ambiência de afeto que este momento propicia.
  A partir das cantigas de ninar, a criança vai criando ferramentas para se
tornar leitor e identificar a espinha dorsal de uma narrativa.
No entanto, é errada a idéia que comumente se tem de que contar histórias é
privilégio dos pequenos. O ofício de contador de tem me mostrado que contar
e ouvir histórias é uma arte sem idade, o que confirma a máxima popular que
diz que “de uma boa história ninguém escapa”.
  As histórias não só ensinam como também nos convidam a olhar para dentro,
pois apresentam os percalços e deleites que a vida nos reserva. Algumas
linhas de psicologia, inclusive, defendem a idéia de que crianças que ouvem
histórias na infância se tornam adultos mais seguros e profissionais bem
sucedidos. Isso porque o texto ouvido na infância fica ecoando em nossa
memória afetiva e serve de alicerce para o processo de individuação;
internalizamos a idéia de que a vida não é exclusivamente um mar de rosas e
que temos muitos dragões e bruxas a vencer nesta trajetória de crescimento.
  Mas, afinal, o que conta o conto?
  As histórias populares mostram sempre, num primeiro plano, um personagem
sendo compelido a um processo de transformação: ele é expulso de casa ou tem
que fugir; enfim, sair do âmbito familiar para cumprir uma tarefa essencial
para sua sobrevivência ou de um ente querido. Muitos contos iniciam
mostrando a morte da mãe “perfeita demais” para que possa dar lugar a um
indivíduo único e inimitável. A partir disso, ele se confrontará com
impasses morais, terá que discernir o bem do mal, atravessar florestas
escuras ( seus medos ) para fazer jus ao “ser feliz”.
Na verdade, são questões que não fazem parte unicamente do repertório
infantil e, sim, norteadores para uma vida com mais qualidade e expressão.
  As histórias nos acordam dos nossos encantamentos, abrem espaço para outros
e se tornam fiéis parceiras em nossos processos de transformação.
  “Mas, já temos tudo pronto... A televisão não é o mais prático contador de
histórias?”, perguntarão alguns.
  Sem dúvida, a televisão hoje em dia é uma janela para o mundo. Mas, quanta
poluição entra quando resolvemos abrir a janela de nossa casa?
  Simplesmente apertamos um botão, selecionamos um canal e não nos preocupamos
(e nem temos tempo) para filtrar o que é servido às nossas crianças... E
quanto da capacidade imaginativa cerceamos quando damos as imagens já
prontas e num ritmo industrial que nunca conseguirá suprir a afetividade que
o contar histórias proporciona! Cada ouvinte imaginará a história do seu
jeito, ele mesmo será o pintor desta tela e elegerá as cores que usará.
  E, o melhor de tudo, terá os olhos do contador como porto seguro para sua
viagem.
  Tudo isso faz do contar histórias uma linguagem única e que pode ser
desenvolvida por qualquer um que tenha no coração um ninho aconchegante para
recebê-las e compartilhá-las.

Laerte Vargas é contador de histórias, pesquisador, fundador do Confabulando
- Contadores de Histórias, Dinamizador de Oficinas de contadores de
histórias
Site:
http://www.contadoresdehistorias.pro.br/
Email: spaco@easynet.com.br


Escrito por Jessica às 09h27
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PROJETO IDENTIDADE

Professora: Jessica Walter da Silva Costa        Turma: 2 Período


I- Objeto detonador e problematização:

Tema: IDENTIDADE

    O projeto tem o objetivo de fazer com que a criança de um modo global
conheça seu corpo, descubra que o indivíduo está presente em todas as
comunidades, relacionando-se com outros seres e com todo o ambiente em que
vive. Trabalhar os cuidados com o corpo e a interação da criança com sua
comunidade escolar, familiar, enfim, a sociedade é de suma importância.

II- Justificativa:

    Nessa fase é importante que os alunos adquiram, aproveitem todas as
oportunidades para valorizar a vida, o meio onde vivem e todas as pessoas
que fazem parte desta história.
    Conhecendo-se de maneira global, a criança poderá não só vivenciar
situações reais, mas integrar-se como ser crítico, autônomo, questionando
mudanças, atitudes e valorizando-se no seu desenvolvimento.

III- Perfil do grupo:

    Crianças de cinco anos de idade, participativas, com grande interesse
nas atividades propostas. Estão começando a descobrir o processo de
construção da escrita e da leitura.

IV- Objetivos:

Conceituais

_ Conhecer as partes do corpo e órgãos do sentido;
_ Nomear as partes do corpo e os órgãos do sentido;
_ Reconhecer a existência de diferentes formas, tamanhos e funções dos
órgãos do nosso corpo:
_ Ampliar o vocabulário;
_ Ler e interpretar imagens;
_ Estabelecer relações de família e moradia;
_ Conhecer as relações entre o homem e o ambiente em que vive.

Procedimentais

_ Explorar textos a partir do auto conhecimento;
_ Coletar dados por meio de pesquisas e observações;
_ Produzir textos;
_ Observar e analisar fatos, situações de forma a garantir a boa qualidade
de vida;
_ Confeccionar bonecos;
_ Registrar experiências vividas pelo grupo.

Atitudinais

_ Respeitar e valorizar seu corpo, sua família, seu lar e todas as
diferenças;
_ Apreciar e ler vários tipos de textos;
_ Possibilitar a integração com as pessoas e o ambiente;
_ Trocar efetivas experiências onde se estabelecerá características
diferentes em termos de cor, raça, físico, pessoal, cultural, social;
_ Desenvolver o auto conceito.

V- Janelas:

Linguagem oral e escrita;
Matemática;
Movimento;
Música;
Artes visuais;
Natureza e sociedade

VI- Etapas:

1-Organizar as crianças na rodinha de forma que todas possam olhar-se e
interagir. Conversar sobre a evolução das crianças. Mostrar fotos de bebes,
crianças, adolescentes, adultos e velhos.
2-Colocar uma música clássica, em dupla, as crianças deverão ficar de olhos
fechados, tocando cada parte do corpo do colega. Conversar sobre cada parte
do corpo e questionar para que cada uma serve.
3-Dar início ao portifólio. “Bilhões de pessoas vivem no planeta Terra e
fazem parte dele. Todas elas são importantes, inclusive você.” Desenhe você
no quadro.
4-Visão- Mostrar figuras coloridas pequenas, médias e grandes, figuras
preta e brancas, mostrar de longe e de perto, sempre perguntando o que estão
vendo.
5Audição- Brincar de identificar sons de instrumentos, vozes , da
natureza, barulhos em geral, falar alto e baixo. Através dessas brincadeiras
provocar para que percebam a importância da audição.
6-Olfato- Distinguir diferentes cheiros com os olhos vendados. Dizer os
cheiros que agradam e desagradam, provocando-os até perceberem a importância
do olfato.
7-Paladar- Provar diferentes tipos de alimentos com os olhos vendados,
perceber a importância do paladar.
8-Tato- Sentir diferentes texturas. Criar uma caixa fechada onde só a mão
caiba, dentro dela devem conter diferentes materiais. Perceber a importância
do tato.
9-Procurar em revistas figuras dos sentidos e montar no portifólio.
10-“Quando nascemos, recebemos nome e sobrenome. Nosso nome geralmente é
escolhido por nossos pais. Nosso sobrenome é igual ao de nosso pai, ao de
nossa mãe ou ao dos dois.” Responder as perguntas.
11-Pedir a cópia da certidão de nascimento. “Hoje é meu aniversário, um dia
sem igual! Eu queria que hoje fosse feriado nacional!” Desenhe uma de suas
festas de aniversário. Pedir para as crianças trazerem fotos de um
aniversário. Responder as perguntas.
12-“Somos diferentes um dos outros. Cada um tem seu jeito de agir e de
pensar.” Completar o boneco. No teatro, fazer a brincadeira da boneca de
lata( Bia Bedran )
13-Cole sua foto no quadrinho e depois ligue-as as suas características.
Cortar tiras de papel kraft para medir mensalmente as crianças.
14-Desenhe algumas atividades que você realiza diariamente, na seqüência
que elas acontecem.
15-“Toda criança tem o direito de brincar e de se divertir bastante.”
Escreva e desenhe seu brinquedo preferido e com quem você gosta de brincar.
16-“Toda criança tem o direito de ter uma família e de receber proteção e
cuidados especiais, para crescer e se desenvolver com saúde.” Desenhe sua
família.
17-Mostrar os trios familiares ( revista guia prático para professoras da
educação infantil). Escolher um rio e montar uma história coletiva, para as
crianças fazerem a cópia.
18-“As famílias são diferentes umas das outras, e o modo como se organizam
também é diferente. Cada família tem suas regras.” Pesquisa para casa.
Responder as perguntas.
19-Pesquisa para casa. Pedir para os pais completarem a árvore genealógica,
se possível, colocar a foto de cada familiar. Expor no cantinho do projeto.
20-“Todas as pessoas necessitam de um lugar para morar e no qual se
protegem do frio, do calor, da chuva e do vento. Há diversos tipos de casas,
ou moradia. As casas são construídas em locais diferentes, com diversos
tipos de material.” Cole figuras de vários tipos de moradias.
21-“Toda criança tem o direito de uma casa digna para morar.” Desenhe sua
casa e responda às perguntas.
22-“Sou muito importante em sua vida. Aqui você aprende a ler, a escrever,
a cantar, a calcular, a conviver com pessoas diferentes. Aqui você também
pode desenhar, praticar esportes, brincar e criar. Sou sua escola!!” Desenhe
sua escola.
23-“Ajude a manter a sala de aula sempre limpa e arrumada.” Responda as
perguntas de acordo com a legenda.
24-Responda as perguntas e desenhe. Desembaralhe as letras dos nomes de
seus colegas.
25-Caminhe pela escola e responda as perguntas.
26-Desenhe nos quadros as pessoas indicadas, cada uma realizando seu
trabalho.
27-“Toda criança tem o direito de ir à escola.” Preencha a cruzadinha.
28-Construir os bonecos de meia calça e jornal.
29-Finalizar o projeto com uma apresentação musical com os bonecos.

VII- Duração:

Aproximadamente um bimestre.

VIII- Avaliação:

Observar o comportamento dos alunos; hábitos de trabalho, relacionamento com
os amigos e professora, cumprimento das tarefas escolares, atitudes
positivas ou negativas com relação às atividades, capacidade de cooperação.
Trabalhos escritos ou de outra natureza qualquer produzidos espontaneamente.



Escrito por Jessica às 09h25
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PROJETO EM BOCA SAUDÁVEL NÃO ENTRA CÁRIE

Professora: Jéssica Walter da Silva Costa     Turma: 2 período



I-Objeto detonador e problematização

Tema: Em boca saudável não entra cárie!

Visando a conscientização e a valorização da saúde bucal, começando já na
educação infantil onde se mostra uma maior capacidade de absorção de
informações, são propostas às crianças, neste trabalho, ações educativas e
preventivas para que possam incorporar em seus hábitos de vida, os cuidados
relativos à boca e aos dentes.

II-Justificativa

Grande número de pessoas desconhece que cuidar dos dentes desde a infância
tem um efeito muito importante, Atitudes e hábitos adquiridos na infância
relativos aos dentes são críticos para uma boa saúde oral e de todo o
organismo no decorrer da vida.

III-Perfil do grupo

Crianças de cinco anos de idade, participativas e com grande interesse nas
atividades propostas.

IV-Objetivos

Conceituais
-Nomear os dentes;
-Reconhecer a existência de diferentes formas, tamanha e funções dos
dentes;
-Ampliar o vocabulário;
-Ler e interpretar imagens;
-Reconhecer o que faz bem e o que faz mal para os dentes.

Procedimentais
-Produzir trabalhos de artes;
-Explorar textos a partir do auto conhecimento;
-Coletar dados por meio de pesquisas e observações;
-Produzir textos;
-Desenvolver a capacidade criadora;
-Estimular a criatividade;
-Confeccionar: boca gigante, boca maluca, livro emborrachado, personagens
da história;
-Registrar experiências vividas pelo grupo.

Atitudinais
-Respeitar e valorizar a saúde bucal;
-Apreciar e ler vários tipos de textos;
-Desenvolver o auto conceito;
-Apresentar atitude de higiene.

V-Janelas

Linguagem oral e escrita;
Matemática;
Artes visuais;
Música.

VI-Etapas

1-Organizar as crianças em roda. Conversar sobre como cada uma cuida da sua
boca. Anotar uma pergunta de cada criança que será feita à dentista que virá
dar uma palestra.
2-Construir a boca gigante, onde iremos pintar, colar a língua e os dentes
nos devidos lugares. Fazer o registro
3-Levar às crianças até o espelho, pedir que abram a boca e, percebam
diferenças e semelhanças. Registrar.
4-Montar um cartaz com o que faz bem e o que faz mal para os dentes.
Procurar figuras em revistas para colar no cartaz. Expor na sala.
5-Visita da Dra. Eliane. Fazer o registro.
6-Mostrar para as crianças um molde de uma boca de adulto, dizer os nomes
dos dentes e suas funções. Perceber diferenças e semelhanças. Atividade de
liga ponto.
7-Atividade em folha: Observar o dente do colega e responder às perguntas.
8-Atividade em folha: Marcar com um x as afirmativas que dizem do que o
dente precisa para ficar sadio. Artes: Pintura com escova de dente.
9-Atividade em folha: Desenhar como os dentes ficarão se não cuidarmos
deles.
10-Atividade em folha: Responder às perguntas.
11-Atividade em folha: Música do dentinho. Ensinar para as crianças, fazer
a leitura com as crianças. Circular todas as palavras que rimam e copiá-las.
12-Atividade em folha: Cobrir os pontilhados dos objetos que usamos para
escovar os dentes. Colorir.
13-Atividade em folha: Procurar as palavras no caça palavras.
14-Atividade em folha: Procurar palavras que rimam com: BOCA, ALIMENTAÇÃO,
SAUDÁVEL.
15-Atividade em folha: Ligar às palavras aos seus desenhos.
16-Atividade em folha: Levar a pasta de dente até a escova, seguindo os
números na ordem crescente.
17-Atividade em folha: Ler o poema e responder às perguntas.
18-Atividade de observação em folha: As crianças irão observar suas bocas e
responder às perguntas,
19-Atividade em folha: Responder algumas perguntas.
20-Fazer a leitura da história do Zezeca e começa a produzir o livro.
21-Atividade em folha: Resolver a cruzadinha.
22-Pesquisa para casa: Procurar em casa e levar para a escola o rótulo do
creme dental que é usado pela família. Atividade em folha: Copiar o nome e
procurar em revistas as letras que formam o nome do produto.
23-Atividade em folha: Procurar em revistas as letras para formar as
palavras: CÁRIE, DENTES, MOLAR.
24-Atividade em folha: Responder à pergunta, Para que serve cada dente e
fazer a comparação.

25-Atividade em folha: Resolver os probleminhas matemáticos.
26-Confeccionar o quebra cabeça e montar.

27-Jogar dominó.
28-Confeccionar os personagens da história (teatro de fantoche)
29-Atividade em folha: Comparar a dentição dos animais e escrever qual se
parece com a nossa. Contar a história Dente( gente tem, animal também)
30-Atividade em folha: Pintar as figuras que mostram o que é bom para os
dentes.
31-Atividade em folha: Ligar as figuras às respectivas frases.
32-Jogo da trilha.
33-Confeccionar a história do livro emborrachado. Fazer a cópia.
34-Atividade em folha: Texto sobre a cárie, fazer o registro.
35-Atividade em folha: Formar frases com as palavras: BOCA, FIO DENTAL.
GENGIVA, MAU HÁLITO. Fazer a cópia.
36-Atividade em folha: Copiar as frases que indicam os cuidados com os
dentes.
-Escovar os dentes após as refeições, na hora que acordar e antes de
dormir;
-Usar o fio dental;
-Visitar o dentista a cada seis meses;
-Não usar escovas estragadas.
37-Finalizar o projeto com a apresentação do teatro.

VII-Avaliação

Ao longo de todo o processo, através das atividades desenvolvidas, das
brincadeiras e conforme o interesse de cada criança.

VIII-Duração

Aproximadamente um bimestre.




Escrito por Jessica às 09h22
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