::Perfil::



Nome:...Jessica Walter
Idade:...31...
Cidade:...Belo Horizonte...
Gosto:...Dar aula e dançar Flamenco...
Odeio:...Falta de solidariedade...
Filmes:...Volver...
Músicas:...Tanto mar...



Estamos pagando um preço muito alto pelo descaso com a educação e aprendendo da pior maneira possível a diferença entre criar e educar. Nossas crianças estão perdidas, sem parâmetros de certo e errado, sem consciência de sua missão na vida. É hora de abandonar a atitude de impotência e trilhar um novo/velho caminho - a educação pautada por valores universais!










MARIO SERGIO CORTELLA

NÓS,HUMANOS E HUMANAS,SOMOS PORTADORES DE UM "DEFEITO" NATURAL QUE ACABA POR SER TORNAR NOSSA MAIOR VANTAGEM:NÃO NASCEMOS SABENDO! POR ISSO,DO NASCIMENTO AO FINAL DA EXISTÊNCIA INDIVIDUAL,APRENDEMOS E (ENSINAMOS)SEM PARAR;O QUE CARACTERIZA UM SER HUMANO É A CAPACIDADE DE INVENTAR,CRIAR,INOVAR E ISSO É O RESULTADO DO FATO DE NÃO NASCERMOS JÁ PRONTOS E ACABADOS.APRENDER SEMPRE É O QUE MAIS IMPEDE QUE NOS TORNEMOS PRISIONEIROS DE SITUAÇÕES QUE,POR SEREM INÉDITAS NÃO SABERÍAMOS ENFRENTAR. AQUELES ENTRE NÓS QUE IMAGINAREM QUE NADA MAIS PRECISAM APRENDER OU,PIOR AINDA,NÃO TEM MAIS IDADE PARA APRENDER,ESTÃO-SE ENCLAUSURANDO DENTRO DE UM LIMITE QUE DESUMANIZA E,AO MESMO TEMPO,TORNA FRÁGIL A PRINCIPAL HABILIDADE HUMANA:A AUDÁCIA DE ESCAPAR DAQUILO QUE PARECE NÃO TER SAÍDA. A EDUCAÇÃO É VIGOROSA QUANDO DÁ SENTIDO GRUPAL ÀS AÇÕES INDIVIDUAIS,ISTO É, QUANDO SE COLOCA À SERVIÇO DAS FINALIDADES E INTENÇÕES DE UM GRUPO OU UMA SOCIEDADE;UMA EDUCAÇÃO QUE SIRVA APENAS AO ÂMBITO INDIVIDUAL PERDE IMPULSO NA ESTRUTURAÇÃO DA VIDA COLETIVA,POIS,AFINAL DE CONTAS,SER HUMANO É SER JUNTO,E , AQUILO QUE APRENDEMOS E ENSINAMOS TEM DE TER COMO META PRINCIAPAL TORNAR A COMUNIDADE NA QUAL VIVEMOS MAIS APTA E FORTALECIDA. COMPETÊNCIA É NOS TEMPOS ATUAIS,UMA CONDIÇÃO COLETIVA;ATÉ ALGUM TEMPO ATRÁS,A COMPETÊNCIA ERA ENTENDIDA COM ALGO INDIVIDUAL,A TAL PONTO QUE SE FALAVA QUE " A MINHA COMPETÊNCIA ACABA QUANDO COMEÇA A DO OUTRO";EM OUTRAS PALAVRAS,EM UM GRUPO,EQUIPE OU ORGANUZAÇÃO,SE ALGUÉM PERDE OU DIMINUI A SUA COMPETÊNCIA,TODOS NO GRUPO A PERDEM OU DIMINUEM.O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA COLETIVA É,HOJE,O FATOR DIFERENCIAL QUE EXPRESSA A INTELIGÊNCIA DAS PESSOAS E DOS GRUPOS. QUEM NÃO ESTIVER ABERTO A MUDANÇAS E COMPROMETIDO COM QUESTÕES DE NOVOS APRENDIZADOS ESTARA FADADO A O INSUCESSO PROFISSIONAL E PESSOAL.VALE SEMPRE LEMBRAR A FRASE DO FICTÍCIO DETETIVE CHINÊS CHARLIE CHAN"MENTE HUMANA É COMO PÁRA QUEDAS;FUNCIONA MELHOR ABERTA"...

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PERCORRENDO OS CAMINHOS DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR

Maria Auxiliadora Rodrigues da Silva

  O professor é fruto do processo educativo vivenciado ao longo da história da educação brasileira, trazendo em sua prática muito das práticas existentes ao longo da sua formação escolar.
  Hoje, a preocupação em torno da formação deste profissional tem-se mostrado mais presentes tornando-se motivo de discussões, análise, estudos e profundas reflexões, isto porque, a formação passou a ser entendida como processo contínuo, adquirido ao longo da prática educativa. Nesta perspectiva se faz necessária uma retomada histórica da formação deste profissional, pois a realidade atual tem como pano de fundo o processo histórico-educacional, vigente no país, desde sua colonização até os nossos dias.
  Na retrospectiva histórica as mudanças pelas quais passou a formação do professor, articulada à expansão do ensino primário. Em 1833, quando foi criada a 1a escola normal do Brasil, até 1050, tendo se expandido de forma elitista, a sua clientela era exclusivamente feminina, “profissão de status” mas dispensável de remuneração.
  Todas eram escolas públicas, por falta de uma organização nacional, foram regidas por legislações estaduais específicas. Neste período a formação do professor tomou novo impulso, havia a difusão dos ideais liberais, que questionava o império e defendia o individualismo, a prosperidade, a igualdade e a expansão do ensino. A interferência que existe entre o ensino e a formação do professor, a qual se revelava, apenas no aspecto quantitativo.
  A escola norma, se amplia gradativamente no século XX, embora ainda esteja longe de atender à demanda.
  No período de 1930 a 1960, o país passou por profundas transformações econômicas, políticas e sociais.
  “Com a crise internacional da economia, a sociedade que pautava no modelo agrário-rural se urbaniza e se industrializa, configurando a celebração do capitalismo industrial. O avanço do capitalismo, introduzindo novas formas de produção, gera cada vez mais a necessidade de que os operários tenham um mínimo de instrução (e qualificação) para operar máquinas”. PIMENTA e GONÇALVES (1992, p.97).
Neste contexto, a população trabalhadora se organiza e reivindica por escola, por ela ser considerada uma condição de acesso ao mercado de trabalho e de sobrevivência, a qual tem resposta política no período da ditadura de Vargas (1937 a 1945). Estes e outros fatores para o estado brasileiro têm necessidade de organizar, de forma única e centralizada, a educação do país. Foram criadas as Leis Orgânicas do     Ensino (1942 a 1946), as quais defendiam claramente o ensino profissionalizante e a preparação dos professores passou a ser organizada por diretrizes e normas de caráter nacional.
  De 1946 até o golpe militar de 1964, neste período houve lutas acirradas dos intelectuais educadores pela expansão da escola. De um lado tínhamos os pioneiros da educação nova, que lutavam por uma escola pública, gratuita e básica para todos, uma vez que o predomínio na manutenção das escolas era o das ordens religiosas, que mantinham escolas particulares.
  “Neste sentido os pioneiros foram militantes políticos no aparelho de estado e na criação de entidades de educadores ABE (Associação   Brasileira de Educação). Lutas esta que valorizava a democracia das relações entre professor e aluno, pautada em métodos novos e participativos. “Baseada nos pressupostos da educação liberal-tradicional, a professora, tinha em mente um aluno ideal”. Construídos a partir do modelo da classe média alta, dotadas dos pré-requisitos que favorecia a aprendizagem. Sua tarefa, enquanto professora, consistia em traduzir nos planos de aula os conteúdos a serem assimilados pelos alunos. Aqueles que não conseguissem aprender iam sendo “naturalmente” excluídos da escola”. PIMENTA e GONÇALVES (1992, p.110).
  Embora os cursos de extensão e aperfeiçoamento para os professores, constituíssem a elite das escolas normais, incorporavam novas experiências didático-metodológicas, as quais incorporam mudanças de âmbito social e político.
  No período de 1960 a 1970, a formação de professores continuou sendo realizada pelas escolas normais e pelos Institutos de Educação.     A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei no 4024/61, não alterou de forma significativa o ensino normal visto que os cursos oferecidos eram os mesmos da legislação anterior, na qual foi acrescentada a possibilidade de habilitar professores para ministrar aulas em escolas normais. Havendo, porém, neste período a expansão de escola normal de forma a atender à classe média


Escrito por Jessica às 12h19
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PERCORRENDO OS CAMINHOS DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR

  O aumento das necessidades econômicas e sociais levou o professor a aumentar sua carga-horária de trabalho, levando-o à acomodação e à relativa passividade em face da degradação simultânea de sua renda, prestígio e de sua responsabilidade em ensinar de modo que os alunos aprendam, o que levou à deteriorização do ensino como um todo, no qual se faziam presentes altíssimos índices de evasão e repetência mostrando a ineficiência da escola o que é perigoso para a estabilidade do capital social.
  Com a edição da Lei de Diretrizes e Bases, Lei no 4024/61 através da Lei no 5692/71, para ensino de 1o e 2o graus e, a reforma do Ensino Superior – Lei no 5540/68, o curso de Pedagogia passa por mudanças significativas, inclusive passando a formar professor no técnico relacionando assim o fazer docente e um fazer técnico e instrumental.
  O parecer do Conselho federal de Educação que versava sobre a habilitação Específica para o magistério (parecer no 349/72) estabelecia que:
  “O currículo um núcleo comum, obrigatório em âmbito nacional, e uma parte de formação especial que representa o mínimo necessário a habilitação Profissional”. Este trecho demonstra a dicotomia entre os dois elementos que deveriam ser indissociáveis. PIMENTA e GONÇALVES (1992, p.106).
  Com a Lei no 5692/71 foi dado um novo aspecto aos cursos de formação de professores, no entanto, não foram alterados de forma substancial os conteúdos não direcionados para as reais \necessidades de forma um professor capaz de ensinar de forma eficiente os alunos das camadas pobres, o ensino era transmitido de forma superficial, não havendo nenhuma articulação entre a realidade e o ensino.
  A nova Lei de educação nacional Lei de Diretrizes e Bases, nº. 9394 sancionada em dezembro de 1996, destaca pela primeira vez o papel da escola e a importância dos docentes no sistema educacional, quando nela se afirma que os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica, administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros, articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola, informar os pais e responsáveis sobre o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. Aos docentes fica garantida a participação na elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, colaborar com as famílias e comunidade.
  No que se refere à formação profissional para os educadores, temos avanços e recuos.
  No artigo 62 está dito que:
  “A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, e oferecida em nível médio, na modalidade normal”.
  O artigo seguinte (63) garante a formação, em nível superior, dos docentes que atuarão nesta mesma faixa de ensino, quando diz: “Os institutos superiores de educação manterão; I Cursos formadores de profissionais para educação básica, inclusive o curso normal superior, destinado à formação de docente para a educação infantil e para as primeiras séries no ensino fundamental”.
  O magistério deixa de ser patamar mais elevado para o ensino fundamental de 1a a 4a série, sendo mais valorizado o curso de pedagogia, exigindo uma graduação para todos os professores, independentemente de ser o ensino fundamental ou médio, isto caracteriza, portanto, o avanço desta lei.
  Porém a falta de prestígio da profissão, os baixos salários, o descaso com a educação continua sendo motivo de insatisfação, promovendo resistência por parte dos docentes para inserir-se no processo de transformação social e educacional, até mesmo porque o piso salarial profissional garantido no artigo 67 não foi implantado de fato, deixando descrédito com relação ao futuro, da profissão.
Publicado em 11/01/2007 15:15:00

Maria Auxiliadora Rodrigues da Silva - Especialista em Metodologia do Ensino Superior; Professora contratada do Centro de Ensino Superior de Arcoverde, CESA; Professora da Graduaçao em Introdução à Educação e Prática de Ensino; Professora Titular em regime de dedicação exclusiva do Centro de Ensino Superior de Arcoverde, CEEA; Professora de Ensino Médio em Química.


Escrito por Jessica às 12h18
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PROJETO SUPER HERÓIS, SUPER AMIGOS



Professora: Jéssica Costa                       Turma: Maternal III

I-Tema: Super Heróis, Super Amigos

II-Justificativa:

  Toda geração tem heróis e super heróis. Defensores do bem no mundo real
e na fantasia, esses personagens são importantes para o imaginário infantil.
Os super-heróis foram criados a partir de uma necessidade do homem de
imaginar que existe alguém que seja forte o suficiente para acabar com o mal
do mundo.
“No inconsciente de toda criança, os primeiros heróis são os pais. Elas
acreditam que eles são os mais fortes e bonitos. Essa necessidade de
encontrar um herói acontece porque a criança se sente importante, daí ela
procura um herói com o qual se identifique”.
Muitas vezes a ficção parece ser bem mais interessante do que a vida
real. Afinal, nos desenhos animados, nos quadrinhos e nos filmes há muita
gente com poderes físicos especiais.
Nessa determinada fase da vida (três anos de idade), a criança
realmente acredita que os super heróis e os poderes de ficção existem. Isso
só será deixado de lado à medida que ela for crescendo e percebendo que a
realidade é diferente.
A identificação com super-heróis é muito comum, o poder de herói dá a
criança a coragem para lutar contra as dificuldades internas e externas.

III-Perfil do grupo:

  Toda a criança tem um conhecimento sobre o assunto, todos os dias
elas levam histórias sobre os super heróis, nas brincadeiras do recreio, do
parquinho e até na rodinha, o assunto está presente.

IV-Objetivos:

Conceituais

_Identificar a primeira letra do nome de cada super herói;
_Reconhecer os nomes dos super heróis, através de jogos e brincadeiras;
_Reconhecer a quantidade de letras de cada nome;
_Identificar semelhanças e diferenças entre os personagens;
_Confrontar a realidade e a fantasia;
_Enumerar as músicas trabalhadas;

Procedimentais

_Identificar as características específicas de cada super herói;
_Descrever as funções de cada super herói;
_Registrar filmes e brincadeiras;
_Abordar conceitos do tipo: bem/mal; certo/errado...;

Atitudinais

_ Reconhecer a importância dos super heróis, como parte da imaginação;
_Desenvolver as habilidades de observar, comparar e classificar;
_Conhecer a história de cada personagem;
_Desenvolver a formação de hábitos e atitudes sociais e morais;
_Inventar músicas a partir dos super heróis trabalhados;
_Trabalhar o estreitamento de laços de amizade.

V-Janelas:

  Linguagem oral e escrita, matemática, artes visuais, movimento, música,
natureza e sociedade.

VI - Etapas:

 

 1) Apresentar na roda, as figuras dos super heróis que trabalharemos ao
longo do projeto, junto com os nomes.
2) Na roda, propor uma maneira de escolher o super herói que será o primeiro
a ser trabalhado, cada criança irá falar o que sabe do super herói, a partir
daí, montar uma história coletiva, registrar através de desenho.
3) Junto com as crianças inventar músicas para cada personagem. Antes disso,
combinar com as crianças qual o ritmo das músicas e as palavras que podemos
usar para rimar.
4) Registrar a cada momento, com desenhos, as músicas, colar as letras das
músicas
5) Escrita espontânea do nome dos super heróis, colar a figura do super
herói e pedir que a criança escreva o nome.
6) Para trabalhar matemática, colar o nome do personagem, pedir para as
crianças colarem bolinhas de papel, palitos de picolé ou tampinhas, em cada
letra do nome, fazer a contagem oral e registrar da maneira que a criança
quiser (números, bolinhas, tracinhos).)
7) Colar em uma folha, o nome do super herói, pedir que cada criança copie
este nome da maneira que ela conseguir.
8) Pesquisa: Pedir para que os pais de cada aluno façam um desenho do super
herói que eles mais gostavam quando eram crianças. As crianças irão expor as
pesquisas pela sala e apresentarão, fazendo uma comparação dos super heróis.
9) Confeccionar com as crianças os bonecões de meia calça e jornal,
fantasia-los com as roupas dos super heróis e expô-los pela sala de aula (·super homem e Batman voando, homem aranha escalando a parede, etc.)
10) Ao final do estudo de todos os personagens, montar uma história em
quadrinhos individual, cada criança montará com os personagens que
escolherem.


11) Brincar com os quebra cabeças, jogar memória e bingo. Todos esses
materiais foram confeccionados pela professora e pelos alunos. Os materiais
foram recolhidos da Internet e materiais de festa de aniversário.
12) Passar filmes dos super heróis, conversar sobre as histórias e
registra-los com desenhos.
13) Receberemos a visita super herói super amigo Batman, onde ele conversará
com as
crianças sobre o respeito, a educação e a vida dele. As crianças farão
perguntas que irão
ser colhida durante todo o projeto.
14) Finalizar o projeto com um baile de fantasias, onde haverá a
participação de toda a escola.

VII-Avaliação:

Observar diariamente a participação e o desempenho dos alunos na
realização das tarefas.
Em outro momento, a avaliação acontece no grupo onde as crianças e a
professora se apóiem nos objetivos inicialmente levantados.
Registro de observações, impressões, fotos, documentos variados que
constatem resultados.

VII-Duração:

Aproximadamente dois meses.



Escrito por Jessica às 12h13
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O TRABALHO COM LEITURA NO PRÉ III:MÉTODOS UTILIZADOS EM SALA DE AULA

MAYSA CLÁUDIA MORI

RESUMO
Esta monografia traz uma pesquisa participante, cujo tema é verificar como é o trabalho com a literatura no Pré III e tem por objetivo geral refletir sobre como as práticas pedagógicas despertam o interesse nas crianças da pré-escola. Os objetivos específicos são: assistir a aulas de literatura infantil, para observar como o professor trabalha com a literatura junto a seus alunos; entrevistar professores, para apreender seus objetivos e crenças relativas ao estudo da literatura e contrapor a prática realizada em sala com o discurso do professor, a fim de detectar coerência e/ou discrepância entre teoria e prática. O trabalho procura responder a seguinte pergunta de pesquisa: Como são as metodologias apropriadas para despertar o interesse pela literatura nas crianças do Pré- Escola? A justificativa dessa monografia encontra-se na importância da literatura infantil, que tem função educativa, por fazer as crianças crescerem com um amplo conhecimento sobre costumes, regras, além de criar sentimentos, convicções, expectativas, criatividade, atenção e disciplina. Todas essas características são essenciais para a boa educação de uma pessoa e melhor ainda, quando impostas na infância. Mas, quando se trata de crianças na escola, a existência de métodos de ensino é indispensável. Para a coleta de informações constituinte do corpus de análise, foi observada a aula de um professor de literatura infantil, de uma Escola Municipal, com crianças entre cinco e seis anos de idade, analisando como este professor trabalha a literatura junto a seus alunos e quais as metodologias aplicadas. Ele respondeu a um questionário com perguntas abertas, na ausência do entrevistador.
Palavras-chave: Literatura infantil; práticas pedagógicas; criança; pré-escola.
INTRODUÇÃO
A presente monografia tem como tema o trabalho com a literatura no Pré III, pois é nesse período que a personalidade da criança começa a consolidar-se, precisando que seus professores estejam preparados para educá-la. Tendo o propósito de verificar a metodologia apropriada para despertar o interesse pela literatura nas crianças de pré-escola.
 Um trabalho dessa natureza justifica-se pelo fato de ser necessário o uso de métodos apropriados para despertar o interesse das crianças pela literatura, o que contribui para o enriquecimento teórico e prático dos futuros professores do curso de letras.
A fim de direcionar esta pesquisa, traçamos como objetivo geral refletir sobre como as práticas pedagógicas com a literatura no Pré III incentivam na criança o gosto pela literatura. Como objetivos específicos, o pesquisador assistirá à aula de literatura infantil, com alunos entre cinco e seis anos de idade do pré III, em uma Escola Municipal da cidade de Ivatuba-Paraná, para observar como o professor trabalha com a literatura junto a seus alunos. Além disso, será realizada uma entrevista com um professor para apreender seus objetivos e crenças relativas ao estudo da literatura e contrapondo a prática realizada em sala com o discurso do professor, será detectada coerência e/ou discrepância entre teoria e prática.
Espera-se que um trabalho dessa natureza contribua como fonte de pesquisa para educação, não só da área da alfabetização, mas para educadores que estão dispostos a utilizarem recursos como a literatura infantil para o desenvolvimento de sua prática escolar.


Escrito por Jessica às 13h09
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O TRABALHO COM LEITURA NO PRÉ III:MÉTODOS UTILIZADOS EM SALA DE AULA

CAPÍTULO I
A LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA
A Literatura infantil guarda a função formadora de uma pessoa e é o primeiro passo para se atingir a continuidade do ensino com produção e eficiência desejáveis, “e é muito importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, é ter caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo”, Fanny Abramovich (1997, p.16). Além de estar voltada toda a cultura- “a de conhecimento do mundo e do ser” - como sugere Antônio Candido (1972, p. 806), “Sua atuação dá-se dentro de uma faixa de conhecimento, não porque transmite apenas informações e ensinamentos morais, mas porque pode outorgar ao leitor a possibilidade de descobrimento de suas capacidades intelectuais”, afirma a autora Regina Zilbermam (2003,p.46). Para desenvolver o conhecimento, precisa-se da colaboração do professor, com o uso de seus métodos de ensino para que as crianças se interessem, aprendam e estudem a literatura, de modo que tenham prazer em aprendê-la, “pois ela amplia e enriquece a nossa visão de realidade”, diz Anatol Rosenfelld (1976,p.53-5). “Quando se vai ler uma história -seja qual for- para a criança, não se pode fazer isso de qualquer jeito, pegando o primeiro volume que se vê na estante...”, Fanny Abramovich(1997,p.18). “A preocupação imediata do professor, em função da alienação, é ‘dar o seu conteúdo’ e ’defender sua sobrevivência’ devido a falta de interessa dos alunos”, escreve Celso Vasconcelos (1999,p.12), para que estes saibam trabalhar com essa função, usando práticas apropriadas de ensino, o aluno pode se motivar ainda mais a estudar literatura.
Segundo a autora Regina Zilbermam (2003,p.25) “A atuação da Literatura Infantil sobre o recebedor é sempre ativa e dinâmica de modo que este não permanece indiferente a seus defeitos”, por esse motivo, os professores devem estar preparados para trabalhar a literatura com crianças, pois elas são o início de um mundo.
CAPÍTULO II
AS ATIVIDADES COM A LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA
Neste capítulo, será apresentado a análise do corpus.
2.1 UMA AULA DE LITERATURA INFANTIL PARA PRÉ III
Respondendo ao primeiro objetivo específico, que foi assistir a aulas de literatura infantil, para observar como o professor trabalha a literatura junto a seus alunos, foi observada  uma aula na Escola Municipal Afrânio Peixoto em Ivatuba-Paraná, com alunos entre cinco e seis anos de idade, para verificar se os métodos de ensino da professora despertavam interesse nas crianças.
 A aula começou às sete horas da manhã, mas as crianças já estavam eufóricas. Todos fizeram uma oração e cada aluno fez uma prece para o dia. Depois disso, todas se sentaram em seus lugares e a professora iniciou a aula.
Esta explicou sobre o assunto escolhido para estudar e leu a história da coleção Zum Zum, com o texto elaborado por Eunice Braido - A joaninha diferente. (Ver ANEXO B).
A professora leu o livro pausadamente, para que todos os alunos pudessem entender a história. Durante a leitura, os alunos ficavam atentos para saber o que poderia acontecer com a joaninha. Depois de lido o texto, a professora pediu para que um dos alunos contasse a história. O aluno contou corretamente o que havia acontecido com a joaninha e, no final, fez um comentário dizendo que “não podemos ficar tristes por que somos diferentes um dos outros, temos que ficar felizes!”.
Depois de lido o texto, desenharam a joaninha que imaginaram durante a leitura da história e mostraram para toda a turma seus desenhos já prontos.


Escrito por Jessica às 13h08
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O TRABALHO COM LEITURA NO PRÉ III:MÉTODOS UTILIZADOS EM SALA DE AULA

2.1.1 Do que fala o livro?
O livro trabalhado em sala de aula com as crianças recebe o título A joaninha diferente. Com o texto de Eunice Braido, DA COLEÇÃO Zum Zum e editado pela FTD, apresenta figuras em todas as paginas relatando o que acontece com os personagens, as ilustrações foram feitas por Mingo e Maria Donizate .É um livro com dezesseis páginas e com letras caixa-alta, sendo assim, os alunos que estão começando a ler, como os do Pré III, não sentem tanta dificuldade para compreender as palavras.
O tema do livro diz respeito à diferença que existe em cada ser humano, mas que cada um faz algo de melhor. A história se passa em uma vila de joaninhas, onde Petipoá, personagem principal, é a única joaninha que não possui pintinhas. Sua mãe tenta conformá-la dizendo que nem todos são iguais em uma família e, mesmo assim, Petipoá continua descontente. Se sente assim, até uma praga atacar a plantação, era uma multidão de pulgões. Os rapazes da vila receberam uma convocação para defenderem e salvarem sua plantação. Todas as joaninhas ficaram em suas casas. Mas Petipoá se alistou junto aos rapazes e provou ser muito valente, defendendo a plantação dos pulgões. Assim, ao invés de ter pintinhas, tinha muitas medalhas, que ganhava ao fim de cada batalha.
O foco narrativo é em terceira pessoa, “Poá ficava cada vez mais isolada, sentia-se rejeitada e pra fazer não tinha nada” (Eunice Braido, p.8). O tempo cronológico não é determinado, pois não existe no texto, marcador temporal indicando quanto tempo durou toda a história. Para crianças, esse livro é de fácil compreensão, com um tema muito apropriado para se trabalhar com os alunos, para que aceitem as próprias diferenças e façam o que melhor sabem fazer.
2.2 A PROFESSORA ENTREVISTADA: TEORIA E PRÁTICA COM A LITERATURA INFANTIL
O segundo objetivo específico desta monografia era entrevistar professores para apreender seus objetivos e crenças relativas ao estudo da literatura. É claro que cada professor tem seus objetivos a serem alcançados. Entretanto, foi realizada uma entrevista com o mesmo professor observado em sala de aula, para entendermos os seus objetivos. 
Esta professora, formada em Pedagogia, no ano de 1995, é pós-graduada em Administração, Supervisão e Orientação Educacional e em Educação Especial, atua há cinco anos em sala de aula, atualmente leciona para o Pré III. Acredita que a Literatura desenvolve as idéias de forma organizada, criativa e a oralidade. Além disso, acredita que o próprio professor contribui para que as crianças se interessem pela literatura, pois um professor leitor, que sempre conta história, incentiva a leitura como algo bom e gostoso.
A professora trabalha com a leitura, a contagem de histórias, interpretação de ilustrações, dramatizações. Faz leitura desde contos de fadas a textos informativos. Depois de usar todos esses métodos, a professora entrevistada percebe que alcançou seus objetivos quando há melhora da expressão oral das crianças, no aumento do vocabulário e na compreensão dos conteúdos apresentados.


Escrito por Jessica às 13h07
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O TRABALHO COM LEITURA NO PRÉ III:MÉTODOS UTILIZADOS EM SALA DE AULA

2.3 PRÁTICA EM CONSONÂNCIA COM A TEORIA
E por fim, devemos cumprir o terceiro objetivo específico, que é contrapor a prática realizada em sala com o discurso do professor, a fim de detectar coerência e/ou discrepâncias entre teoria e prática.
É importante que o professor ou a professora do pré-escolar esteja preparada para enfrentar as necessidades da criança. A adaptação da criança está na dependência da orientação educadora, que deve conhecer cada fase da criança, para usar os métodos apropriados para a idade.
A professora analisada deixou os alunos concentrados na história pela forma que fez a leitura do livro, mas poderia ter comentado mais sobre a lição que o livro passou, para que, durante a vida das crianças, não veja as pessoas diferentes como pessoas sem valor.  Os alunos ficaram interessados para saber o que poderia acontecer com a personagem principal, estes ficavam atentos a leitura da professora que era muito prazerosa. Assim que acabou de ler a história, a professora questionou estes se haviam gostado da história, todos responderam de uma só vez que sim. Realizaram a atividade proposta pela professora atentos ao que desenhavam.
Para desenvolver melhor a leitura, poderia ter realizado uma atividade em que todos os alunos usassem seus conhecimentos, como, por exemplo, deixar os próprios alunos lerem a história para fixarem as palavras e melhorar sua leitura. Depois, fazer com que alunos criassem um outro tipo de história, elaborassem um texto não - verbal, como uma historia em quadrinhos, e depois explicassem para a sala seus desenhos, contando a historia que fez.. E por fim, fazer uma atividade, como foi realizada pela professora, de recreação, desenhar como imaginaram os personagens da história.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a pesquisa realizada, percebemos a importância que a literatura infantil tem na formação de uma pessoa desde cedo, visto que no Pré III, os alunos começaram a ter um contato escolar agradável com esta arte, ouvindo, comentando, desenhando. Por esse motivo, nosso tema foi o trabalho com a literatura no Pré III.
Todos os objetivos específicos propostos foram atingidos. Foi assistida à aula de literatura infantil, para observar como o professor trabalha com a literatura junto a seus alunos, em uma escola municipal na cidade de Ivatuba - Paraná, com alunos entre cinco e seis anos de idade. Notamos, com isso, que realmente os professores precisam de metodologias para dar aula para crianças, para que o conhecimento do professor seja transmitido para o aluno. O segundo objetivo específico se realizou com a entrevista feita com um professor de literatura infantil, para apreender seus objetivos e crenças relativas ao estudo da literatura (ver ANEXO A). Percebe-se que a professora que respondeu ao questionário solicitado gosta de literatura, pois, é através dessa que é possível desenvolver as idéias de forma organizada e criativa. Além de acreditar que o próprio professor contribui para que as crianças se interessem pela literatura fazendo com que os alunos tendem a se expressar melhor oralmente e sentirem prazer em ler. E por fim, o último objetivo específico alcançado foi contrapor a prática realizada em sala com o discurso do professor, que detectou coerência entre a teoria e a prática no estudo da literatura infantil com as crianças. A professora deveria ter comentado mais sobre a lição da história lida com seus alunos e fazer com que as crianças desenvolvessem a leitura para fixarem as palavras e assim, produzirem um texto sobre um tema relacionado.


Escrito por Jessica às 13h06
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O TRABALHO COM LEITURA NO PRÉ III:MÉTODOS UTILIZADOS EM SALA DE AULA

  Todo esse trabalho aconteceu pela justificativa de que a literatura, como já foi mencionado, é muito importante, porque tem função educativa, amplia o conhecimento de quem lê, além de criar sentimentos, convicções, expectativas, criatividade, atenção e disciplina nos leitores. Essas são características essenciais para a formação de uma pessoa e melhor quando aplicada na infância.
  Por serem crianças, os professores necessitam de metodologias apropriadas para despertar o interesse pela literatura nos super-jovens leitores da pré-escola. Mas quais são essas metodologias apropriadas que despertam o interesse nas crianças? Respondendo a essa pergunta, a qual foi a pergunta de pesquisa deste trabalho, estes métodos estão ligados ao professor, mas não na perspectiva de ficar apenas nele, o docente é apenas os mediador, as crianças têm que estar concentradas no que ele explica. Por isso, o professor tem de provocar, colocar o pensamento do educando em movimento, propiciar que o aluno pense sobre o assunto estudado. Propor atividades de conhecimento, por exemplo, após a leitura de um livro infantil, fazer uma busca de todas as palavras desconhecidas e, novamente ler o livro, para que as crianças fixem o significado da palavra. Assim, estará dispondo de elementos e situações novas, isso possibilita uma melhor interpretação da obra. Mas também, é necessário que o professor, saiba interagir com as crianças. Ao solicitar uma atividade, o educador deve acompanhar o percurso de construção da atividade, para que ele possa ajudar o aluno com alguma dificuldade, o professor se junta a ele, para estabelecer novas explicações sobre os elementos que o aluno não conseguiu captar.
  No cotidiano da sala de aula, estes métodos podem se realizar com diversas estratégias que tenham coerência com os objetivos do professor, como a técnica de seminário, apresentação.
Pela observação realizada, percebemos que o professor observado mostra-se capacitado para atuar como professor de literatura infantil no Pré III, pois soube escolher uma história para sua turma, ler de forma a despertar o interesse dos alunos, além de pedir atividades pertinentes à idade dos jovens e ao livro lido. Embora sua metodologia pudesse ser aprimorada, ela foi pertinente.
  Esperamos que este trabalho, resultante de pesquisas e observações, possa facilitar aos professores a busca dos métodos apropriados para se trabalhar a literatura com os alunos do Pré III, além de contribuir para o enriquecimento teórico e prático dos futuros professores do curso de Letras.
 
REFERÊNCIAS:
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997.
CANDIDO, Antônio. A Literatura e a formação do homem. In:_______.Ciência e cultura. São Paulo, SBPC, vol. 24, setembro, 1972.
ROSENFELD, Anatol. Estrutura e problemas da obra literária.São Paulo: Pespectiva, 1976.
ZILBERMAM, Regina. A Literatura infantil na escola. 11.ed. São Paulo :Global, 2003.
BRAIDO, Eunice. A joaninha diferente. Ed. FTD.
Publicado em 11/01/2007 15:17:00

MAYSA CLÁUDIA MORI - 1º ano do curso de Letras-Português/Espanhol, Centro Universitário de Maringá - CESUMAR
 


Escrito por Jessica às 13h04
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LEITURA ORAL?!!

Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro

  Segundo Buhler (1950), “a fala serve como instrumento de representação, de expressão e de apelo”, aliás, todo tipo de comunicação lingüística constitui um “empreendimento cooperativo” (Clark & Haviland, 1977). Aderimos a certas convenções, ao utilizarmos a língua – seja na fala, seja na escrita ou em sua decodificação. Grice (1967) encaixa essas convenções sob o rótulo de “Princípio Cooperativo”. Assim considerando, a comunicação lingüística (oral ou escrita) é regida por um contrato social, por regras sociais tácitas entre falante e ouvinte bem como entre escritor e leitor. Com base nessas regras, um escritor produz um texto da maneira como ele acha que o leitor o lerá; igualmente, um leitor deve ler o texto da maneira como o escritor o escreveu, isto é, deve colocar-se no lugar do escritor (Smith, 1983) para compreender o texto da maneira como o escritor quis que ele fosse compreendido. A partir daí, percebemos que a compreensão é a razão de ser de todo ato de comunicação.
  Na leitura, a construção do sentido, realiza-se com base em dados expressos no texto (explícitos), em dados omitidos no texto (implícitos), e em dados não pertencentes ao texto, mas relativos à produção, (metaplícitos), segundo Poersch (1991).
  Entendemos por leitura oral a atividade que engloba, além da recodificação, outros aspectos ligados especificadamente à compreensão do texto e que servem de orientação ao ouvinte para construir informação dada pelo texto escrito: ritmo e entonação. Esses aspectos são parte integrante da fala e são de forma parcial indicados no texto escrito.
  Assim, leitura oral não é somente uma mera recodificação, a passagem de um signo verbal gráfico para um signo verbal oral, já que o alvo dessa leitura é um terceiro sujeito, distante do leitor e do escritor, efetivamente presente representado pelo ouvinte, que é o próprio leitor.
 
  Percebe-se assim que, o leitor que faz uma leitura oral, na realidade, exerce uma função de mediador entre o escritor e o ouvinte, visto que esse ouvinte só tem contato com o texto do escritor mediante signos orais e prosódicos produzidos e captados pelo leitor.
  Portanto podemos deduzir que uma das mais variadas maneiras de falar é a leitura oral, logo, por que não utilizá-la, com mais freqüência em sala de aula?
  O professor que se interessa pela leitura em voz alta deve utilizá-la nos mais variados momentos das atividades escolares, porém, a fim de que consiga maior proveito, deve ficar atento a alguns pontos.
  Primeiramente em seu objetivo. A leitura oral deve ser utilizada organizadamente, isto é, com objetivo específico, treinando assim os educandos nas mais diversas habilidades. Depois, disponibilizar-se a trabalhar a leitura oral com os alunos é não se esquecer dos desafios que poderão ser enfrentados, como as dificuldades físicas (audição, órgãos fonadores..); emocionais (depressão, excitação...); sócio-culturais (gírias, diferenças lingüísticas...), além de “pistas não verbais” como expressões faciais e certos movimentos que podem servir de empecilho no processo de tal leitura.
  Assim trabalhar a leitura em sala de aula, ajuda o leitor a desenvolver bons padrões lingüísticos como a pronúncia certa das palavras, a boa articulação, o timbre de voz e a entonação adequada, a pausa, a pontuação, entre outros. Além, é claro, de se trabalhar habilidades como a de ouvir e se fazer ouvir.
  E quanto à freqüência?! O fato desta modalidade de leitura não está sendo tão praticada hoje em sala de aula quanto a silenciosa, faz com que o aluno vá esquecendo a prática da oralidade tão importante para sua formação. Como resultado temos a inibição, perceptível em alguns alunos, no início de tais leituras. Deve o professor, portanto, ser muito cauteloso na correção e aproveitar para começar a acostumá-los a se levantarem, colocarem-se diante dos outros e lerem com mais desembaraço.
  Os alunos podem se auto-avaliarem, ou uns aos outros, como por exemplo: o que dificultou a compreensão dessa leitura? Em que o colega pode melhorar (voz?, entonação?, pronúncia?)?. Oferecer conceito para estimular o aluno ou, até mesmo, gravar a leitura desse aluno para que ele mesmo observe suas próprias falhas poderão ajudar no desenvolvimento dos mais variados aspectos da leitura oral.
  Trechos de textos, histórias acontecidas nos finais de semana, experiências diversas, textos levados para a sala de aula servem para, além de trabalhar a oralidade, recrear ou informar.
Pensemos nisso.
 
Bibliografia
BUHLER, Karl.Teoria Del linguaje.Traduzido por Julián Marías.
Madrid:Ver. De Ocidente,1950.
GRICE,H.P.Logic and consersation. In P.Cole & J.L. Morgan(eds.),New York.
POERSCH, José Marcelino e AMARAL, Marisa Porto do.(1989). Como as categorias textuais se relacionam com a compreensão da  leitura.
Veritas.
CLARK,Herert H. &HAVILAND,Susan E.Discurse prodution and comprehension.1977.
Publicado em 11/01/2007 15:27:00


Escrito por Jessica às 13h03
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MATEMÁTICA LÚDICA

Desde que o mundo é mundo e mesmo sem saber que calculava, o homem já calculava.
Contudo, a matemática passa de geração em geração como uma neurose em algumas famílias e até permeada por uma certa fobia, em outras. Não raras vezes, pacientes com discalculia, problemas de aprendizagem relacionados à matemática, entre outros, chegam aos consultórios pscicológicos e psicopedagógicos ou com queixas claras ou subliminares sobre esse fenômeno: o temor frente à matemática.
Um livro envolvendo matemática e que vem sendo consumido com frenética avidez por escolares, há gerações, O HOMEM QUE CALCULAVA, de Malba Tahan, foi reeditado pela Editora Record e a avidez tem se tornado mais tímida, muitas vezes por conta da concorrência com a Internet. Mas, para os aficcionados dos algarismos e jogos matemáticos O HOMEM QUE CALCULAVA – uma pequena obra-prima da literatura infanto-juvenil –  é uma oportunidade se deliciarem com os vários capítulos lúdicos da obra. Isso mesmo, lúdicos.
Muitos pais e terapeutas me procuram e reclamam a presença constante do computador na vida de seus filhos e pacientes, ao que lhes questiono: “O que o computador tem de encantador?” e, depois de muitas alternativas levantadas, chegamos ao consenso: o computador é um aparato lúdico.
A matemática recreativa apresentada pelo computador é, certamente, mais encantadora que a fria e calculista ensinada nos colégios; tem servido, inclusive, como estímulo em salas de aula e consultórios. Alguns conceitos, contudo, são esuqecidos pelos próprios professores e terapeutas, sobre os quais Malba Tahan nos alerta em sua obra. Saão eles:

I - As Partes que compõem a Matemática :

Em suas aulas à filha do cheique Iezid, Beremiz, o homem que calculava, ensina-lhe sobre as pates que formam a matemática e que todas se auxiliam mutuamente, se apóiam e se confundem (pp. 57-59).

1. A Aritmética (1ª a 4ª séries/ Ensino Fundamental I)

  • estuda os números,
  • suas propriedades,
  • suas transformações

2. A Álgebra e as Relações (5ª a 8ª séries/ Ensino Fundamental II)
Aplica os números na avaliação das grandezas que variam ou que são desconhecidas,
Sua apresentação é expressa por meio de relações e fórmulas (incógnitas)
3. A Geometria e as Formas (Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio)

Os valores são apresentados por corpos materiais ou símbolos
São dotados de três atributos:

  • Forma
  • Tamanho
  • Posição


Escrito por Jessica às 18h51
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MATEMÁTICA LÚDICA

4. A Mecânica (Ensino Médio, Ensino Superior)
Estuda as leis que regem os movimentos e as forças
5. Astronomia
Todos os preciosos recursos da matemática são colocados a serviço da Astronomia, ciência que eleva a alma e engrandece o homem. 
Partindo desse suposto aprendizado sobre as Partes que compõem a Matemática, podemos nos questionar como algo tão “simples” pode amedrontar alguém, um ser pensante e lógico. É que além de ser lógico, ele é psicológico e, portanto, carrega em si, medos e dilemas, que muitas vezes bloqueia o raciocínio chamado lógico. 

II- Maneiras para se trabalhar de forma lúdica:
Trabalharemos, aqui, a parte 3 da divisão da Matemática: Geometria e Formas, não só por ser nuclear para o aprendizado dos demais conteúdos como por permear todas as modalidades da Educação Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Muitos conhecem o Tangram, um quebra-cabeça chinês, de origem milenar. Seu nome original é: Tch´ i Tch´ iao Pan, significa as sete tábuas da argúcia. Ao contrário de outros quebra-cabeças ele é formado por apenas sete peças com formas geométricas resultantes da decomposição de um quadrado, são elas:

  2 triângulos grandes;

  2 triângulos pequenos;

  1 triângulo médio;

  1 quadrado;

  1 paralelogramo



Escrito por Jessica às 18h51
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MATEMÁTICA LÚDICA


 
O professor pode iniciar a apresentação deste jogo-material pedagógico contando uma lenda sobre o Tangram, assim:Um jovem chinês despedia-se de seu mestre, pois iniciaria uma grande viagem pelo mundo. Nessa ocasião, o mestre entregou-lhe um espelho de forma quadrada e disse:
Com esse espelho você registrará tudo o que vir durante a viagem,

para mostrar-me na volta.
O discípulo surpreso, indagou:
Mas mestre, como, com um simples espelho, poderei eu lhe mostrar tudo o que encontrar durante a viagem?
No momento em que fazia esta pergunta, o espelho caiu-lhe das mãos, quebrando-se em sete peças.
Então o mestre disse:
Agora você poderá, com essas sete peças, construir figuras para ilustrar o que viu durante a viagem.
Com o uso do tangram o professor pode trabalhar:

  • identificação,
  • comparação,
  • descrição,
  • classificação,
  • desenho de formas geométricas planas,
  • visualização e representação de figuras planas,
  • exploração de transformações geométricas através de decomposição e composição de figuras,
  • compreensão das propriedades das figuras geométricas planas,
    representação e resolução de problemas usando modelos geométricos
    noções de áreas
  • frações

Esse trabalho permite o desenvolvimento de algumas habilidades – IMPORTANTES PARA A AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO S EM OUTRAS ÁREAS –  tais como:

  • VISUALIZAÇÃO / DIFERENCIAÇÃO
  • PERCEPÇÃO ESPACIAL,
  • ANÁLISE / SÍNTESE
  • DESENHO,
  • RELAÇÃO ESPACIAL
  • ESCRITA E
  • CONSTRUÇÃO


Escrito por Jessica às 18h48
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MATEMÁTICA LÚDICA

Por último, o professor precisa se conscientizar que este quebra-cabeça tem sido utilizado como material didático nas aulas de Artes e precisa estar cada vez mais presente nas aulas de Matemática. O trabalho com o Tangram deve iniciar visando a exploração das peças e a identificação das suas formas.
Logo depois, se passa à sobreposição e construção de figuras dadas a partir de uma silhueta, nesse caso, cabe ao aluno reconhecer e interpretar o que se pede, analisar as possibilidades e tentar a construção. Durante todo esse processo, a criança precisa analisar as propriedades das peças do Tangram e da figura que se quer construir, se detendo ora no todo de cada figura, ora nas partes.
A filosofia do Tangram é de que um todo é divisível em partes, as quais podem ser reorganizadas num outro todo, cmo a própria concepção de Malba Tahan sobre a matemática. As regras do principal jogo proposto no trabalho com Tangram consistem em usar as sete peças em qualquer montagem de reprodução de figuras, apresentadas em silhueta, utilizando as sete peças, colocando-as lado a lado sem sobreposição.
Atualmente, se tem trabalhado bastante com o Ovogran, um QCG - Quebra-cabeças Geométrico - mais complexo, de construção complicada, cuja construção transcrevo do livro "Quebra-cabeças Geométricos e formas planas" de Ana Maria M. F. Kaleff:
"sobre uma folha de papel cartão, desenha-se um triângulo retângulo isósceles (com os catetos medindo, por exemplo, quatro centímetros). A seguir, traça-se um segmento de reta contendo a hipotenusa desse triângulo do seguinte modo: marca-se, a partir de cada vertice da hipotenusa, um segmento com medida igual à do lado do cateto do triângulo retângulo construído. Desenha-se uma semicircunferência tendo este segmento por diâmetro. Então traça-se a mediatriz deste diâmetro no semiplano que não contém a semicircunferência. Sobre a mediatriz traça-se um ponto cuja distância ao diâmetro seja igual á metade do cumprimento do diâmetro. A seguir, une-se este ponto às extremidades do diâmetro da semicircunferência, formando-se um triângulo retângulo cuja hipotenusa é o diâmetro. Então, constrói-se um arco centrado em uma das extremidades do diâmetro cuja medida do raio é igual à medida deste. Prolonga-se um dos catetos do triângulo retângulo cuja hipotenusa é o diâmetro até que encontre o arco traçado. Então deve-se repetir este traçado para a outra extremidade do diâmetro. Com centro no vértice do ãngulo de 90º deste triângulo retângulo e raio igual à medida do segmento que une este vértice ao arco considerado, traça-se um arco unindo os dois últimos arcos desenhados. A seguir, traça-se um segmento de reta perpendicular ao diâmetro da semicircunferência, ligando o vértice do ângulo reto do primeiro triângulo construído à semicircunferência."

Parece complicado para professores polivalentes, então, para facilitar, você pode tirar uma cópia do diagrama abaixo e, simplesmente, imprimir, ampliar, colar em cartolina ou papel cartão, plastificar e dar asas à imaginação de sua garotada! Outra alternativa, são os modelos em EVA, vendidos em lojas de brinquedos pedagógicos. Seus alunos vão adorar se aventurar.

 

III - Considerações Finais:
Decálogo do ensino de matemática:

1.Devemos problematizar o cotidiano, superar o pronto e acabado


Escrito por Jessica às 18h47
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MATEMÁTICA LÚDICA

2.Diariamente enfrentamos problemas que nos obrigam a pensar e organizar informações na busca de soluções. É aquela que exige uma maneira matemática de pensar, isto é, uma situação em que são aplicados os conhecimentos matemáticos para encontrar a solução.

3.Uma das finalidades de estudar matemática é aprender como se resolvem problemas, indo além da simples busca de uma resposta. É uma atividade motivadora, criativa e desafiadora.

4.Os erros e as dúvidas dos alunos devem ser encarados como um momento de construção do conhecimento e não como incapacidade. Para o aluno, o erro fornece informações sobre o seu conhecimento, desenvolvimento e raciocínio. Para o professor, a análise do erro é um ponto de partida para a avaliação das estratégias adotadas e para a escolha de novas atividades.

5.Muitas vezes o erro na Matemática está atrelado à dificuldade de interpretação do texto ou por falhas na compreensão do sistema de numeração decimal.

6.Quando o erro acontecer devemos evitar confrontar o verdadeiro e o falso e sim pedir ao aluno para justificar o raciocínio usado na resolução do problema. Mais importante que a criança acertar é saber justificar como chegou a um resultado.

7.Os jogos, pelo seu aspecto lúdico, podem motivar e despertar o interesse do aluno, tornando a aprendizagem mais atraente. a partir de erros e acertos e da necessidade de análise sobre a eficiência de cada estratégia, construída para alcançar a vitória no jogo, estimula-se o desenvolvimento do raciocínio reflexivo daqueles que jogam.

8.O Tangram, como jogo ou como arte, possui um forte apelo lúdico e oferece àquele que brinca um envolvente desafio. Cada vez mais presente nas aulas de Matemática, as formas geométricas que o compõem, permitem que os professores vejam neste material a possibilidade de inúmeras explorações.

9.Que a matemática é subdividida por "partes" como: aritmética, álgebra, geometria, mecânica e astronomia.

10.Todas essas partes se confundem, se apóiam e se auxiliam mutuamente, assim, não há necessidade para ansiedades e fobias em seu aprendizado ou ensino.

Bibliografia:
Kaleff, Ana Maria; Monteiro Rei, Dulce; Garcia, Simone dos Santos. Quebra-cabeças Geométricos e formas planas. Editora da Universidade Federal Fluminense – Niterói/RJ,  2002.
Toledo, Marília e Mauro. Didática da Matemática: como dois e dois: a construção da matemática. São Paulo: FTD, 1997. 

Publicado em 11/01/2007 15:52:00


Marilene Lima - Mestre em Educação, Psicóloga e Coordenadora da Edukaleidos Consultoria, Estudiosa dos Contos de Fadas

Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=907

                                                                                           



Escrito por Jessica às 18h45
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ERRO X APRENDIZAGEM (Artigo publicado, escrito por mim)

Jessica Walter da Silva Costa

Pedagoga e Professora com Pós Graduação em Educação Infantil



                  Antigamente o erro era visto como algo que deveria ser
riscado e apagado da memória, pois, sua persistência levaria o aluno a
fixá-lo e repeti-lo pela vida a fora. Como forma de punição aos erros
apareciam a palmatória, as cópias de mais ou menos mil vezes cada palavra
errada ou até mesmo os joelhos machucados pelos bagos de milho. Atualmente,
pela evolução de nossa sociedade, não temos mais presentes nas escolas os
castigos corporais, mas o erro continua sendo visto como culpa, uma vez que
se perde décimos a cada palavra escrita de forma incorreta independente do
conteúdo.
              Alguns professores alfabetizadores defendem com unhas e dentes
que, evitando e memorizando uma determinada quantidade de palavras a criança
termina a fase de alfabetização escrevendo bem.
              Numa visão construtivista, o resultado dessas ações e de
outras bem parecidas não é exatamente o esperado pelas escolas que tentam
acabar com o erro através da punição. Um sistema escolar que persiste, em
sua quase totalidade, como espaço privilegiado da norma e da mesmice, não
ensina a escrever bem e tão pouco incentiva o prazer de descobrir ou o
desejo de conhecer.
              Diante de uma postura tão tradicional, temos como conseqüência
alunos que aprendem que o melhor é não questionar e ousar menos ainda.
Postura artificial que na aprendizagem da leitura e escrita resulta mais
tarde nos inúmeros casos de jovens e adultos que não dominam os códigos da
língua, escrevem mal e tem horror dos livros e da leitura.
              Para o educador democrático, a escola primeiro precisa deixar
a criança exercitar suas dúvidas, cometer toda a sorte de errar, para só
depois, sabendo quais são os tipos de dificuldades dos alunos, iniciar as
interferências necessárias. Mas é justamente nesse ponto, o de saber como e
quando interferir, que defrontamos com mais um problema. São muitos os que,
ainda presos a idéia de que seu papel é ensinar o certo e corrigir o errado,
recusam-se a trabalhar com o aluno que erra. Como conseqüência, esses
professores acabam paralisados, sem conseguir elaborar uma nova conduta que
pudesse representar um passo adiante do velho processo.
Toda decisão que nós professores tomamos está explícita sobre uma idéia que
temos de criança, de conhecimento, portanto, de ensino e de aprendizagem.
Nessa maneira de encadear as situações pedagógicas, está subentendido que a
apropriação do conhecimento se dá por meio da repetição, da insistência
sobre um mesmo tema. Ou talvez prevaleça a idéia de que o aluno aprende na
primeira vez, mas, se não fixar aquele conhecimento, corre o risco de
perde-lo.
              Pode ser que a ansiedade em estar fixando o conhecimento tenha
ainda, a suspeita de que há um erro por desabrochar e que a inclinação ao
erro é mais forte do que a tendência a se manter no caminho certo.
              As crianças aprendem uma quantidade enorme de informações
diariamente, mas existem escolas que tratam as crianças como se tivessem
muita dificuldade em assimilar informações.

Escrito por Jessica às 16h38
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ERRO X APRENDIZAGEM (Artigo publicado, escrito por mim)

              Existem tipos de exercícios escolares que são válidos, o que
deixa a desejar, são propostas pedagógicas que transformam em principal um
trabalho mecânico, no qual a idéia central está na de que a criança “absorve
conhecimentos” através da repetição.
              Sozinha, a criança não consegue superar as dificuldades de uma
língua tão complexa como a nossa, por mais recursos e empenho que tenha. Há
momentos em que a ajuda do adulto é indispensável.
              É do educador a tarefa de distinguir e identificar para a
criança se sua dúvida é de natureza etimológica( tem a ver com a origem da
palavra), ou de natureza morfológica ( tem a ver com a função da palavra).
Se ele simplesmente assinala os erros, manda que ela escreva as formas
certas três ou mais vezes ou, então, inunda a classe com ditados sem
significados, pode estar pensando que está corrigindo e ensinando. Na
verdade,, porém, está apenas fazendo uma abordagem mecânica dos erros.
              Com dificuldades de natureza morfológica, o trabalho em sala
de aula só dá resultados quando o professor discuti isso com os alunos e lhe
propõe atividades que levam em conta as regras já estabelecidas e também
permitam que a turma vá desenvolvendo suas próprias lógicas de aprendizado.
              A primeira vista esta sugestão é irrealizável, no entanto, ela
se torna possível sempre que a escola desloca o eixo do processo de ensino,
dando liberdade aos alunos de errar.
                  Normalmente, a análise dos erros conduz logo a uma
explicação clara e correta. Outras vezes há dificuldades mais ou menos
sérias em saber exatamente as razões pelas quais um aluno fez tal coisa e
não outra. Tudo o que o aluno faz ou deixa de fazer tem uma razão de ser
para ele, e o professor precisa descobri-la para poder ensinar
adequadamente.
              Nem sempre um comportamento errado está associado  à uma
interpretação errada da realidade. Há alunos relaxados que acompanham muito
bem o processo escolar, e há alunos bem comportados que apresentam sérias
dificuldades de aprendizagem.
              O erro deve ser trabalhado e não evitado, pois é ele que vai
nortear o trabalho em sala de aula. É tentando ou levantando hipóteses (e
checando-as), que a criança percorre seu caminho até o conhecimento.
              Ao trabalhar com a língua escrita a criança começa a levantar
hipóteses que a ajudam a fazer a transferência do sistema fonológico para o
sistema ortográfico, já que nossa escrita é alfabética. E, tentando essas
hipóteses ela comete erros.
              A interação grupal entre os alunos é uma forma muito
interessante de se trabalhar o erro, uma vez que durante as atividades em
grupo haverá, com certeza, o conflito entre as diferentes hipóteses
elaboradas por cada criança, forçando-as a remodelarem as mesmas. No
aparecimento de conflitos é indispensável a presença do educador.
              O erro construtivo tem a função primordial no processo
cognitivo, mas, nem todo erro cometido pelas crianças pode ser considerado
erro construtivo, ele só faz sentido em um processo de elaboração cognitiva.
              Descobrir as idéias dos alunos é entrar num mundo fascinante e
surpreendente. É uma experiência intelectual e humana maravilhosa.
              O professor deve trabalhar acreditando que seu aluno é capaz e
encorajando-o sempre.



            Referências Bibliográficas


MACEDO, L. Para uma visão construtivista do erro no contexto escolar.       
           São Paulo, Casa do Psicólogo, 1994.

WINNICOTT,T.º O diagnóstico. In:_ . A criança e seu mundo. Rio de Janeiro,
Zahar, 1957.

FARACO, C. ª A escrita e a alfabetização: características do sistema gráfico
do português. São Paulo, Contexto,1992.

GOODMAN,Y.M( ORG). Como as crianças constróem a leitura e a escrita:
perspectivas piagetianas. Porto Alegre, Artes Médicas, 1985.
     

                                                                                            



Escrito por Jessica às 16h37
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FRACASSOS E SUCASSOS DA ALFABETIZAÇÃO (Artigo publicado, ecrito por mim)

Jessica Walter da Silva Costa

              Os instrumentos de trabalho de um alfabetizador são abstratos e incluem
alguns conhecimentos básicos sobre sons da fala, letras do alfabeto e
língua.
              O alfabetizador deve ter respeito pelos alunos, evitar o papel de cúmplice
de um sistema interessado em manter esmagada uma grande parte de seu povo,
confiar na capacidade de desenvolvimento dos alunos e ter a criatividade,
inventividade, iniciativa, combatividade e fé em sua capacidade em tornar
este mundo melhor. 
             Para que uma pessoa possa aprender a ler e a escrever, há alguns
saberes que ela precisa atingir e algumas percepções que ela deve realizar
conscientemente. 
             A primeira coisa que a criança precisa saber é o que representam
aqueles risquinhos pretos em uma página branca. Para entender que os
risquinhos pretos no papel são símbolos de sons da fala, é necessário
compreender o que é um símbolo. 
             Uma criança que ainda não consiga compreender o que seja uma relação
simbólica entre dois objetos não conseguirá aprender a ler. 
             As letras para quem não se alfabetizou são risquinhos preto na página
branca. O aprendiz precisa ser capaz de entender que cada um daqueles
risquinhos vale como símbolo de um som da fala. O aprendiz deve poder
discriminar as formas das letras. A criança que não leva em conta
conscientemente percepções visuais finas não aprende a ler. 
             Conscientização da percepção aditiva é outro problema para o aprendiz.
Se as letras simbolizam sons da fala, é preciso saber ouvir diferenças
lingüisticamente relevantes entre esses sons, de modo que se possa escolher
a letra certa para simbolizar cada som. 
             Só será capaz de escrever aquele que tiver a capacidade de perceber as
unidades sucessivas de sons da fala utilizadas para enunciar as palavras e
de distingui-las conscientemente umas das outras. 
             Não se aprende a ler e a escrever espontaneamente. Ninguém o faz sem
que lhe seja ensinado intencional e explicitamente. 
             Uma das funções capitais da escola é, justamente a função de
alfabetizar a população, ou seja, possibilitar o acesso à cultura escrita.
             Isso significa que o saber espontâneo infantil embora surpreendente não
basta. Em primeiro lugar, nem todos os alunos dispõe das mesmas idéias
prévias em relação à língua escrita. Tais idéias nasceram da reflexão sobre
experiências.
            Ensinar a ler e a escrever é a tarefa da escola: o que ela vem fazendo
ao longo dos anos. No entanto, o pensamento infantil sobre a escrita, tal
como descrevi, gera uma grande quantidade de questões sobre os conteúdos
escolares e as maneiras de ensinar a linguagem escrita.


Escrito por Jessica às 16h31
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FRACASSOS E SUCASSOS DA ALFABETIZAÇÃO (Artigo publicado, escrito por mim)

            Dificuldades de aprendizagem na alfabetização: perspectivas do aprendiz
            Segundo a concepção organicista, o aprendiz já nasce com a responsabilidade
instalada em seu cérebro: é um problema do nível físico. Conforme a
concepção instrumental, a responsabilidade se desloca do nível físico
(hereditário ou neurológico) e se estabelece no campo psicológico: a
inteligência do aprendiz estará comprometida. A concepção dos transtornos
afetivos da personalidade aponta como fatores determinantes da não
aprendizagem as perturbações afetivas e características da personalidade,
indicando que tais sintomas podem afetar o campo cognitivo do aprendiz.
    Outro aspecto comum às explicações para o fracasso escolar diz respeito
à maturidade. Indícios de que este seja um fator determinante nos processos
de aprendizagem escolar. Na teoria organicista, a maturidade se apresenta
como de natureza físio-neurológica;  na concepção cognitivista, é indicada
como pertencendo ao campo de percepções e do intelecto; na concepção dos
transtornos afetivos da personalidade, refere-se aos estados maturacionais
dos aspectos afetivo-emocionais da criança fracassada.
    A escola opera com o princípio de que o problema está nos alunos e que
somente eles próprios poderão resolvê-lo. É possível afirmar que há uma
enorme dificuldade da escola em inserir determinados alunos no processo de
ensino-aprendizagem
    Um dos grandes problemas enfrentados por educadores na sala de aula é a
dificuldade de certas crianças em aprender o que é ensinado, apesar dos
esforços e recursos empregados para promover a aprendizagem.

            Justificando o fracasso escolar
            Instalou-se na escola uma cultura do fracasso, que tem sido justificada sob
diferentes perspectivas: falta de prontidão da criança, carência cultural,
diferença cultural, reprodução das desigualdades sociais, diferentes níveis
de compreensão da natureza simbólica da escrita, distância entre a variedade
escrita e a variedade oral das crianças, diferentes funções atribuídas à
leitura e à escrita pelos diversos setores sociais, conflito entre o
contexto cultural familiar e a cultura da escola, dificuldades para definir
com clareza o que uma criança deve adquirir e dificuldades para trabalhar na
sala de aula, com a diversidade cultural e de ritmos de aprendizagem.
    Uma das explicações para o fracasso escolar baseia-se no estado de
prontidão da criança. A constatação ou ausência da prontidão pode ser
verificada a partir de testes psicométricos, que estabelecem os
pré-requisitos necessários à aprendizagem da leitura e da escrita e avaliam
o estado de prontidão da criança.
    A constatação de que a criança é imatura para a alfabetização é quase
sempre de nível socioeconômico baixo possibilitou a elaboração de uma outra
explicação para o fracasso escolar, denominada teoria da carência cultural.
Essa perspectiva aponta, nas crianças das camadas populares, as mais
variadas deficiências: de alimentação, de habitação, de bens materiais, de
prestígio social, de afetividade, de estimulação verbal.
    A teoria da carência cultural responsabiliza a criança pobre e sua
família pelo insucesso na alfabetização. Não questiona o papel da escola na
produção do fracasso, apenas sugere uma mudança curricular, a fim de ajustar
a criança “carente” à sociedade e apresenta como soluções programas
especiais que busquem compensar as suas deficiências.
    As pesquisas desenvolvidas por Ferreiro e Teberosky (1986) estudam,
principalmente, as hipóteses construídas pelas crianças no sentido de se
apropriar da língua escrita. Assim, a aquisição da escrita é entendida como
produto de uma construção ativa do sujeito em interação com o objeto de
conhecimento. O fracasso e o sucesso na alfabetização, segundo Ferreiro e
Teberosky (1986, p. 277) dependem:


Escrito por Jessica às 16h31
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FRACASSOS E SUCESSOS DA ALFABETIZAÇÃO (Artigo publicado, escrito por mim)

                     (...) das condições em que se encontra a criança no  momento de receber o ensino.
                      As que se encontram em momentos bem avançados de conceitualização são as únicas
                      que podem tirar proveito do ensino tradicional e são aquelas que aprendem o que
                      o professor propõe ensinar-lhes. O resto são as que fracassam, as quais a escola
                      de incapacidade para a aprendizagem ou de "dificuldade de aprendizagem", seguindo  uma 
                      terminologia ai classica.Porém, atribuir as deficiências do método à incapacidade
                      da criança é negar que toda aprendizagem supõe um processo é ver défic ali onde somente  
                      existem diferenças em relação ao momento de desenvolvimento comceitual que se situam

     Nessa perspectiva, sucesso e fracasso na alfabetização são explicados a
partir de características individuais de desenvolvimento cognitivo e da
inadequação da escola em identificar e considerar essas características na
apropriação da leitura e da escrita pela criança. 
             Além de mudar o discurso, o educador precisa, principalmente, alterar
sua prática a fim de garantir uma aprendizagem de qualidade para sus alunos.
Essa alteração é processual e depende de discussão e avaliação das
concepções que tem sustentado a prática do professor, da capacidade do
coletivo escolar para apontar acertos e equívocos e buscar superar os
problemas surgidos.

            Eles estão aprendendo cedo demais?
            A alfabetização precoce tem rendido um grande bate boca entre os
pesquisadores. Gente gabaritada chama a atenção para certo exagero na dose e
começa a suspeitar que toda essa precocidade no aprendizado pode desajustar
o relógio biológico do desenvolvimento infantil.
    Desde o começo do século XX, convencionou-se que os alunos devem
aprender a ler e a escrever a partir dos sete anos. Nessa fase, o cérebro da
criança já desenvolveu habilidades como o poder de concentração e a
coordenação visual e motora, entre outras. Está preparado, portanto, para
absorver uma carga maior de ensinamento dentro da sala de aula. As escolas
que subverteram essa regra argumentam que, hoje, o mundo e as crianças são
muito diferentes. “Os alunos não são mais inteligentes que os de
antigamente, mas chegam às escolas mais cedo e estão expostos a uma
quantidade maior de informações, o que aguça numa idade mais precoce sua
curiosidade pelas letras”, afirma Elisa Pereira, diretora pedagógica do
Pueri Domus, uma das melhores escolas de São Paulo. Segundo o raciocínio da
diretora, não faria sentido “congelar” o desenvolvimento da criança durante
dois anos se ela demonstra interesse pelos livros.
    O novo sistema, de ler cada vez mais cedo, já é adotado em escolas na
Argentina, na Espanha e, numa escala mais reduzida, na Inglaterra. Pedagogos
dos Estados Unidos e de outros países de Primeiro Mundo ainda não chegaram a
um consenso sobre a conveniência da mudança. No Brasil, há uma divisão. A
rede pública continua seguindo a regra antiga, ou seja, alfabetização
somente aos sete anos – idade obrigatória para o ingresso dos alunos do
primeiro ano do Ensino Fundamental. Já a maioria dos estabelecimentos
particulares resolveu antecipar o aprendizado do bê-á-bá.
    As crianças de cinco ou seis anos não recebem cartilhas, muito menos
são obrigadas a fazer provas para comprovar seus avanços lingüísticos. O
contato com o mundo das letras ocorre na forma de brincadeiras na sala de
aula, como escrever com a ajuda da professora os ingredientes da receita de
um bolo ou colar numa cartolina as letras iniciais do nome da mãe e do pai.



Escrito por Jessica às 16h26
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FRACASSOS E SUCESSOS DA ALFABETIZAÇÃO (Artigo publicado, escrito por mim)

             Segundo os especialistas, existe uma hora certa para a criança
desenvolver cada habilidade. Esses períodos foram batizados de “janelas de
oportunidades”. Na área da alfabetização, os pesquisadores ainda não
chegaram a um acordo. Os que defendem a manutenção do sistema tradicional,
ou seja, aos sete anos, lembram que ainda não há estudos comprovando
possíveis benefícios da iniciação precoce. Além disso, o colega da escola
pública que tomou contato com as letras aos sete anos vai desenvolver mais
rapidamente nesse campo, anulando rapidamente a suposta vantagem da criança
educada aos cinco anos. “Nessa fase, é importante deixar algum espaço livre
na agenda da criança para que ela não faça absolutamente nada. E muito
espaço para ela brincar”, afirma Abram Topczewski, neuropediatra do hospital
Albert Einstein. 
             Os menos radicais não vêem grandes problemas no processo de
alfabetização precoce, desde que seja guiado pelo bom-senso. Em primeiro
lugar é preciso que os pais reduzam suas expectativas em relação a esse
aprendizado. “Não há motivos para achar que uma criança é problemática só
porque um colega está mais adiantado”, afirma o neuropediatra Mauro Muzkat,
da Universidade Federal de São Paulo. Em segundo, não é preciso aparecer com
um livro de gramática quando a criança surge com alguma dúvida. As questões
devem ser respondidas na medida certa, assim como o estímulo à leitura –
nada de comprar livros que tragam dificuldades maiores que aquelas com que a
criança está familiarizada. Por fim, é importante discutir o assunto com a
escola. Se os benefícios da leitura precoce são duvidosos, os problemas
provocados por uma iniciação mal conduzida já começam a aparecer nos
consultórios pediátricos. Nesses locais, são cada vez mais comuns os casos
de crianças que se queixam de dor de cabeça ou têm dificuldades de se
expressar. Segundo os especialistas, são sintomas clássicos de stress
causado pelo maior problema do processo de formação dos pequenos. É a
super-agenda, que contém escola, natação, inglês e a exagerada cobrança dos
pais em tentar garantir, desde cedo, um futuro melhor para os filhos.

Referências bibliográficas:
BRAGGIO, Silvia Lúcia Bigonjal. Leitura e alfabetização. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1992.
___. Aprendendo sem o ba-be-bi-bo-bu. São Paulo: Scipione, 1998.
FERREIRO, Emilia e TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1986.
FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. São Paulo,:Cortez Editora.
___. Com todas as letras, São Paulo: Cortez Editora, 1992.
KATO, Mary. A concepção da escrita pela criança. Campinas: Pontes, 1988.
PIAGET, J. e INHELDER, B. A psicologia da criança. Rio de Janeiro, Bertrand
Brasil, 1989
SOARES, Magda. Letramento- um tema em três gêneros. Belo Horizonte:
Autêntica



Jessica Walter da Silva Costa
Pedagoga e Professora com Pós-Graduação em Educação Infantil

                                                                                     



Escrito por Jessica às 16h19
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FREUD E A EDUCAÇÃO

Todo sujeito humano é lacunar, ou seja aberto a novos desejos e necessidades. Nesse sentido Freud teoriza a tarefa de educar como uma das profissões impossíveis. No entanto, para o autor, impossível não quer dizer irrealizável.  

  Freud, no final de sua vida, concluiu que, um homem do povo não poderia compreender a Psicanálise, nem aceitar a hipótese da existência ativa de um inconsciente. O que Freud pretendia, era ensinar, exatamente como um pedagogo clássico. Queria dar uma aula e depois pedir aos alunos que demonstrassem através de uma prova que haviam entendido e assimilado corretamente seu pensamento. Freud percebeu que isso era impossível.
  Talvez por estar pensando como um mestre clássico, Freud ao fazer essa afirmação, tenha deixado de lado uma posição mais propriamente psicanalítica. A realidade do inconsciente nos ensina que não temos controle total sobre o que dizemos, e muito menos sobre o efeito de nossas palavras sobre nossos ouvintes. Não sabemos o que ele fará com aquelas idéias, a que outras as associará, que movimentos do desejo o farão gostar mais disso ou menos daquilo.
  O educador inspirado por idéias psicanalíticas, renuncia a uma atividade excessivamente programada, instituída, controlado com rigor obsessivo. Aprende que pode organizar seu saber, mas não tem controle sobre os efeitos que produz sobre seus alunos. Não conhece as muitas repercussões inconscientes de sua presença e de seus ensinamentos.
  Pode-se dizer então, que a Psicanálise pode transmitir ao educador (e não à Pedagogia, como um todo instituído), uma ética, um modo de ver as coisas e de entender sua prática educativa.
  Da visão Psicanalítica decorrem as seguintes posições:
  Ao professor, guiado por seu desejo, cabe o esforço imenso de organizar, articular, tornar lógico seu campo de conhecimento e transmiti-lo a seus alunos.
  A cada aluno cabe desarticular, retalhar, ingerir e digerir aqueles elementos transmitidos pelo professor, que se engancham em seu desejo, que fazem sentido para ele, que, pela via de transmissão única aberta entre ele e o professor, a via de transferência, encontram eco nas profundezas de sua existência de sujeito do inconsciente.
  Pela via de transferência, o aluno passará por ele, usá-lo-á, por assim dizer, saindo dali com um saber do qual tomou verdadeiramente posse e que constituirá a base e o fundamento para futuros saberes e conhecimentos.


Referências Bibliográficas:

MEZAN, Renato. Freud: a trama dos conceitos. São Paulo, Perspectiva, 1981.

_______.Freud, pensador da cultura. São Paulo, Brasiliense, 1984.

                                                                                      



Escrito por Jessica às 13h07
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DESENVOLVIMENTO PROXIMAL

Descreva a importância do desenvolvimento proximal e o papel do professor no processo de mediação da aprendizagem. 

  Para Vygotsky, a zona de desenvolvimento proximal representa o espaço entre o nível de desenvolvimento real, ou seja, aquele momento onde a criança era apta a resolver um problema sozinha e o nível de desenvolvimento potencial, onde a criança o fazia com a colaboração de um adulto ou companheiro. A referencia da zona de desenvolvimento proximal implica na compreensão de outras idéias que completa a idéia central, tais como:

1) O que a criança consegue hoje com a colaboração de uma pessoa mais especializada, mais tarde poderá realizar sozinha.
2) A criança consegue autonomia na resolução de problemas, através da assistência e auxilio de adultos, ou por outra criança mais velha, formando dessa forma uma construção dinâmica entre aprendizagem e desenvolvimento.
3) A capacidade acelera processos superiores internos que são capazes de atuar quando a criança encontra interagida com o meio ambiente e com outras pessoas. É importante que esses processos sejam internalizados pela criança.

  A educação escolarizada e o professor têm um papel singular no desenvolvimento dos indivíduos. Fazendo junto, demonstrando, fornecendo pistas, instruindo, dando assistência, o professor interfere no desenvolvimento proximal de seus alunos, contribuindo para a emergência de processos e elaboração e de desenvolvimento que não ocorreriam espontaneamente. O professor será o construtor da ponte entre o que o aluno já sabe e o que ele pode aprender.
  A escola é o lugar onde a intervenção pedagógica intencional desencadeia o processo ensino-aprendizagem.
Ela, possibilitando o contato sistemático e intenso dos indivíduos com os sistemas organizados de conhecimento e fornecendo a eles instrumentos para elaborá-los, tem o papel então, de mediar seu processo de desenvolvimento.
  O aluno não é tão somente o sujeito da aprendizagem, mas aquele que aprende junto ao outro o que seu grupo social produz.
  O professor não é mera figura decorativa do processo. Sua participação é direta, sempre atuando na zona de desenvolvimento proximal. Quanto melhor preparado for este professor, melhor será sua interferência no processo e melhores alunos poderá formar.

Referencia Bibliográfica

VYGOTSKY, L.S. LURIA, A.R. LEONTIEV, A.N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone Editora da Universidade de São Paulo, 1988.

                                                                           



Escrito por Jessica às 13h05
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EPISTEMOLOGIA GENÉTICA

Qual a contribuição da epistemologia genética (Teoria Piagetiana) para o entendimento da produção do conhecimento como um processo contínuo (espiral)?

  Do estudo das concepções infantis de tempo, espaço, casualidade física, movimento e velocidade, Piaget criou um campo de investigação que denominou epistemologia genética, isto é, uma teoria do conhecimento centrada no desenvolvimento natural da criança.
  As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, mas, de certa forma, demonstraram que a transmissão de conhecimento é uma possibilidade limitada. Por um lado não se pode fazer uma criança aprender o que ela ainda não tem condição de absorver. Por outro, mesmo tendo essa condição, ela não vai se interessar a não ser por conteúdos que lhe façam falta em termos cognitivos.
Isso porque, para Piaget, o conhecimento se dá por descobertas que a própria criança faz. Vem dele a idéia de que o aprendizado é construído pelo aluno. Em determinado momento, o aluno impulsionado pela experiência ativa e pela busca por equilibração, encontra-se em uma situação em que seu saber prévio torna-se insuficiente, desequilibrado. Esse desequilibrio aparece como momento de construção da motivação para a aprendizagem.
  O professor precisa valorizar o saber prévio do aluno para que ele não se sinta desmotivado para aprender. E precisa tomar cuidado para não supervalorizar, pois não se desequilibra o saber se ele já está totalmente pronto.
  As crianças não raciocinam como os adultos e apenas gradualmente se inserem nas regras, valores e símbolos da maturidade psicológica. Essa inserção se dá mediante dois mecanismos: assimilação e acomodação.
  O primeiro consiste em incorporar objetos do mundo exterior a esquemas mentais preexistentes. Já a acomodação se refere a modificações dos sistemas de assimilação por influencia do mundo externo.
Piaget preocupou-se com o conhecimento-estrutura, isto é, o conhecimento construído que funciona como condição de assimilação de qualquer conteúdo.
  Uma concepção de conhecimento gera, necessariamente, uma concepção de aprendizagem. Porém, se o conhecimento é, desde o início, uma capacidade construída, cuja estruturação básica demora aproximadamente 15 anos e que se prolonga, por regulações ativas, pela vida afora, então a concepção de aprendizagem deve contemplar não só a capacidade de assimilar conteúdos, mas a capacidade de construir as formas ou estruturas capazes de assimilar conteúdos.
  O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo, aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola.


Referências Bibiográficas

Piaget, J, (1987) O Nascimento da inteligência na criança. 4a. ed. Rio de Janeiro. Editora Guanabara

_____, J.(1976) A Equilibração das Estruturas Cognitivas. Rio de Janeiro: Zahar Editora.

 

                                                                                       



Escrito por Jessica às 13h04
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DESEQUILIBRIO COGNITIVO

A partir da teoria Piagetiana, como poderíamos trabalhar o momento do desequilíbrio cognitivo numa perspectiva em que os alunos se sentissem seguros e motivados a reelaborar seus saberes?  

  O processo de desenvolvimento depende, na perspectiva piagetiana, de fatores internos ligados à maturação, da experiência adquirida pela criança em seu contato com o ambiente e, principalmente, de um processo de auto-regulação que denomina equilibração.
Para Piaget, a equilibração é uma propriedade intrínseca e constitutiva da vida mental. Por meio dela é que se mantém um estado de equilibração ou de adaptação ao meio.
  Quando por exemplo, uma criança tenta pegar um brinquedo pendurado sobre o berço, o mesmo pode oferecer alguma resistência a seu esquema de pegar, que, em desequilibrio, obriga-o a modificá-lo ou a coordená-lo com outro esquema, como o de puxar. Essa atividade da criança, a acomodação de seus esquemas de ação, é desencadeada graças à sua capacidade de auto-regulação, com o objetivo de compensar a resistência oferecida pelo objeto e alcançar um novo estado de equilíbrio.
  Quando falo em alcançar um novo estado de equilíbrio, quero destacar que o processo de equilibração não consiste numa volta ao estado anterior, mas leva a um estado superior em relação ao inicial.
  Trabalhar com o lúdico, viabiliza ao professor valorizar, motivar e reelaborar os saberes dos alunos, deixarem que criem regras para um bom andamento dos trabalhos, para jogar-se um jogo, para tomar decisões e para que desenvolvam autonomia.
Conforme Piaget (1998), " a primeira linguagem que a criança compreende é a linguagem do corpo, a linguagem da ação".
  Na base dos conceitos espontâneos e científicos há a possibilidade de estabelecer relações. Essas relações não são estanques. Elas se notificam com o tempo e dão origem a novas relações.
  O professor deve também, verificar o que de fato as crianças aprenderam. Tal procedimento possibilita ainda a chance de eliminar dúvidas, vencer desafios e transferir para novas situações aquilo que foi aprendido.
  A falta de oportunidade que os alunos têm de se envolverem em momentos que privilegiem o conflito cognitivo é uma questão que a escola pouco estimula.
  Segundo Piaget, " possibilitar os conflitos cognitivos no decorrer do trabalho pedagógico é fornecer informações, visando a reorganização das idéias já existentes, favorecendo também o saber a ser ensinado".(CASTORINA,2001,p,25)
  O mais indicado seria que o professor criasse constantemente situações nas quais as crianças( que se encontram em diferentes níveis de desenvolvimento), interagissem umas com as outras e com ele próprio, ocasionando conflitos cognitivos.
Desta forma, acredito que a mediação feita tanto pelo professor como por um colega que se encontra num estágio de desenvolvimento mais avançado, seria muito eficaz.

Referências Bibliográficas

AZENHA, Maria da Graça. Construtivismo- de Piaget a Emília Ferreiro. São Paulo: Ática, 1994.

EVANS, R. Jean Piaget- o homem e suas idéias. Rio de Janeiro: Forense-Universitária,1980.

CASTORINA, J.A. e alli. Piaget e Vygotsky: Novas contribuições para o debate. São Paulo: editora Ática, 2001.



Escrito por Jessica às 13h02
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SUGESTÃO DE ATIVIDADE: CORPO HUMANO

Disciplina: Ciências

Plano de aula

Objetivos

  • Compreender que alguns fatores que asseguram a saúde da população dependem da sociedade, outros da família e outros dependem de cada um.
  • Relacionar os serviços que o governo deve fornecer à população.
  • Identificar algumas atitudes sociais que contribuem para uma vida saudável.
  • Compreender a integridade do corpo humano e as relações entre os vários processos vitais e destes com o ambiente, a cultura e a sociedade.

Formulação dos problemas
Fazer um debate com os alunos sobre:

  • Quais os principais sistemas do corpo humano?
  • Quais são as suas funções?
  • Que cuidados devemos ter com o corpo?
  • Vocês já ouviram falar em doenças causadas por vermes chamadas verminoses?

Tempo de atividade: 4 aulas

Material a ser utilizado

  • Livro: Puuuummmm... foi você?, de David Roberts, da Companhia Editora Nacional
  • Cartolinas para os jogos, canetas, cola e tesoura para os cartazes.
  • Pesquisa em bibliotecas, internet, jornais, revistas e livros.
  • Uma caixa de papelão, papéis coloridos, folhas de papel sulfite.


Escrito por Jessica às 17h48
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SUGESTÃO DE ATIVIDADE: CORPO HUMANO

Temas transversais

Ética: diálogo, respeito mútuo, solidariedade. Uso e valorização do diálogo como instrumento para esclarecer os conteúdos.
Saúde: participação ativa na conservação de ambiente limpo e saudável em casa, na escola e nos lugares públicos. O desenvolvimento de hábitos saudáveis de higiene.
Meio ambiente: conhecer os ciclos da natureza, animais, plantas e recursos naturais. Conservação do meio ambiente.
Pluralidade cultural: diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas nas diferentes culturas. Relações de amizade, valorizando a liberdade de escolha de vínculos socioafetivos como elemento de liberdade de consciência e de associação. Cidadania: Direitos e deveres individuais e coletivos.


Execução
Sensibilização:

  • Uma das maneiras de iniciar a discussão sobre esse assunto, constrangedor para muitos professores e alunos, é a utilização do jogo, que, de maneira lúdica, coloca o aluno em contato com o conteúdo proposto.
  • O professor deverá propor a confecção de jogos de dominós, sobre formas e funções de órgãos e sistemas: doenças, prevenção, a integração do homem com o meio onde vive.
    Exemplo: Gases intestinais – numa parte do dominó.
    São produzidos no intestino – na outra parte do dominó.
  • Gases intestinais podem causar grande desconforto e constrangimento social.
  • O ar engolido ou os gases formados no sistema digestório podem ser expelidos por via oral (arroto) ou via anal (gases intestinais ou flatos).
  • A maior parte deles, no entanto, é produzida no intestino por carboidratos que não são quebrados na passagem pelo estômago. Como o intestino não produz as enzimas necessárias para digeri-los, eles são fermentados por bactérias que normalmente ali residem.
  • Esse processo é responsável pela maior produção e liberação de gases.
  • Em alguns casos, por fatores genéticos ou porque adotaram uma dieta saudável com pouca gordura, mas rica em fibras e em carboidratos, algumas pessoas podem produzir mais gases. No entanto, a maioria das queixas parte de pessoas que produzem uma quantidade que os gastrenterologistas considerariam normal. Estudos demonstram que, em média, um adulto pode expelir gases vinte vezes por dia.
  • De qualquer modo, há como prevenir a maior formação de gases


Escrito por Jessica às 17h47
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SUGESTÃO DE ATIVIDADE: CORPO HUMANO

Concretização
1ª Aula

  • Faça uma urna de sugestões e dúvidas sobre o tema para a classe. A urna pode ser uma caixa de sapatos.
  • Os alunos deverão depositar na urna suas perguntas e dúvidas sobre “o pum”. A caixinha das curiosidades colocada na classe deverá ser aberta todos os dias pelo professor. Para privacidade dos alunos, informe que eles não precisam assinar as mensagens enviadas.
  • Nas aulas expositivas, explorar assuntos do sistema digestório e seus órgãos: boca, faringe, esôfago, estômago e intestinos. Como os gases são formados? A cada conteúdo aprendido, registrar as conclusões.
  • Ler o livro “Puuuummmm... foi você?, de David Roberts.
  • Preparar uma dramatização da história do livro para os alunos que quiserem participar, sem constranger ninguém.

2ª Aula

  • Depois de trabalhar as características do sistema digestório, discutir com os alunos as questões, dúvidas e sugestões que foram depositadas na urna.
  • Essa aula pode ser dada por um profissional ou médico, convidado antecipadamente.
  • As descobertas poderão ser registradas num quadro comparativo, em sala de aula, ou na confecção de pequenos manuais de prevenção. Esse trabalho pode feito em grupos.

3ª Aula:

  • Pedir uma pesquisa sobre como prevenir a maior formação de gases. Discutir quais são os cuidados que devemos ter para evitarmos constrangimento. A prevenção da formação de gases e cuidados para evitar as doenças intestinais.
    Recomendações:
  • Dieta é a palavra-chave para reduzir a produção de gases, uma vez que é impossível eliminá-la totalmente.
  • Reserve um tempo tranqüilo para as refeições. Mastigue bem os alimentos.
  • Procure não falar muito durante as refeições para diminuir o volume de ar deglutido.
  • Prefira alimentos ricos em fibras e beba bastante líquido, pois isso facilita o trânsito intestinal.
  • Preste atenção, no seu caso específico, aos alimentos que podem estar associados a gases. Algumas pessoas reagem mal a farinha (pães, massas), batata-doce, cebola, rabanete, aipo, berinjela e germe de trigo. Alguns vegetais, como repolho, brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas, acusados de aumentar a produção dos gases, têm seu consumo recomendado pela Sociedade Americana de Câncer.
  • Andar é sempre saudável, pois estimula os movimentos intestinais.


Escrito por Jessica às 17h45
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SUGESTÃO DE ATIVIDADE: CORPO HUMANO

4ª Aula:

  • Procurar saber as doenças intestinais e suas causas.
  • Formar cartazes ilustrando as causas e o tratamento das doenças.
  • Informar as prevenções para o bom funcionamento do intestino.
  • Advertência: Não se automedique. Consulte um médico se os gases intestinais estiverem lhe causando algum constrangimento.

Integração

Artes: confecção de cartazes, história em quadrinhos e jornal. Confecção das caixas e decoração dos jogos.
Matemática: trabalhar com gráficos e tabelas, comparando os dados nos jornais, números da evolução da doença e transformá-los em gráficos.
Português: leitura e produção de textos sobre as descobertas. Elaboração do jornal e de histórias em quadrinhos.
Geografia: estudo da saúde em diferentes regiões do país.
Música: dramatização e elaboração de músicas sobre o tema trabalhado.

Exposição

  • Apresentação dos temas pesquisados e elaborados pelos alunos.
  • Preparar um mural e discutir os resultados.
  • Observação do processo de pesquisa, da exposição dos conhecimentos adquiridos, do interesse pelo assunto e da realização dos jogos propostos.
  • Conclusões sobre as pesquisas, curiosidades e dinâmicas de grupo.

Conclusões e aplicações

  • Participação em todas as atividades, nas exposições, nos trabalhos e nas pesquisas.
  • Interpretar os cartazes e formalizar as conclusões.
  • Avaliação do conteúdo nas diversas áreas.
  • Aplicar na vida diária os ensinamentos sobre a importância do saneamento básico na comunidade e a sua educação.

                                                                                   



Escrito por Jessica às 17h44
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: COMO TRABALHAR COM POEMAS

Disciplina: Língua Portuguesa

Objetivos

  • Valorizar os conhecimentos prévios do aluno, capacitando-o a expressar idéias, sentimentos e opiniões.
  • Estabelecer a comparação direta entre dois tipos de texto: o literário (no caso, o poema) e o informativo, com a impressão causada por eles (cada um deles).
  • Levar o aluno a refletir e entender que a leitura pode ser fonte de informações, de prazer e de conhecimento.
  • Capacitar o aluno a identificar os pontos mais relevantes de um poema.
  • Expressar sentimentos, experiências, idéias e opções individuais.

Formulação dos problemas

  • Quais são as leituras que vocês preferem: gibis, livros de histórias, histórias em quadrinhos, poemas etc.?
  • Vocês conhecem algum poema?
  • O que é rima?
  • Vocês lêem jornais ou revistas? Quais?

Tempo de atividade: 4 aulas

Material a ser utilizado

  • Folhas com textos, livros infantis, livros de poemas, jornais, revistas, gibis etc.
  • Livros e poemas diversos.
  • Folhas para escrita dos poemas e desenhos.
  • Fotos dos próprios alunos ou de lugares conhecidos, ou então fotos de revistas.
  • Lápis, giz de cera, tintas, argila ou papel machê.
  • Lápis e canetas coloridos para desenhos e caderno para as anotações das descobertas.
  • Cartolinas para cartazes.
  • Computador para digitar os poemas criados, papel para impressora.
  • Livro: O Circo – Roseana Murray – Companhia Editora Nacional.


Escrito por Jessica às 17h35
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: COMO TRABALHAR COM POEMAS

Temas transversais

Ética: Diálogo, respeito mútuo, responsabilidade, cooperação, organização, solidariedade. Trabalho coletivo, compartilhar descobertas.
Pluralidade Cultural: educação – diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas e educadores nas diferentes culturas. Cidadania: direitos e deveres individuais e coletivos. Literatura e tradição: línguas, dialetos, variantes e variação lingüística.

Execução Sensibilização:
  • Peça aos alunos que tragam um tipo de poema de que gostam.
  • Forme uma “Biblioteca de Classe” e faça intercâmbio de leitura.
  • Motive as crianças a pôr as emoções para fora, procure aguçar os sentidos e trazer à tona as emoções mais profundas e pessoais, que serão fundamentais para elaborar os poemas.
  • Aproveite períodos especiais com seus alunos para montar poemas coletivos, que exercitam a fluência verbal. Anote no quadro-negro as palavras que eles lembrarem. O poema é feito em seguida, com os termos listados.
  • Propor atividades em que elas possam mexer com giz de cera, tintas, argila ou papel machê.
  • Fazer desenhos ou esculturas de flores, vulcões, animais. O tema é livre.


Concretização:

1ª Aula:

  • As crianças também precisam ler muitas poesias, para apurar a sensibilidade e o senso crítico.
  • Na fase da expressividade, propor aos alunos que escrevam palavras que vêm à mente, inspiradas pelo desenho ou pela escultura.
  • Com base nessa lista, os alunos poderão montar o seu poema.
  • O professor poderá sugerir novas relações entre as palavras ou formas de explorar as sensações sugeridas pelo texto.
  • Os alunos devem se sentir livres para buscar associações incomuns entre as idéias.
  • Vale tudo com o poema. As crianças adoram inventar rimas, enquanto os adolescentes preferem os versos livres. Algumas vezes, mais importante que rimar é buscar a sonoridade das palavras, procurando acentuar o significado e as emoções que se deseja passar. Criar novas rimas é um exercício que faz os alunos ficarem atentos à sonoridade das palavras.
  • Mantenha um verso fixo e peça para as crianças rimarem os seguintes. Elas às vezes buscam palavras que apenas combinam entre si, mas não têm relação de significado com o poema.
  • Desperte por meio da leitura de alguns poemas a imaginação nos ouvintes, pois com esse estímulo a criança vai entender que vale a pena esforçar-se para obter as informações de maneira prazerosa e divertida.


Escrito por Jessica às 17h34
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: COMO TRABALHAR COM POEMAS

2ª Aula:
  • Recorte palavras ou versos e deixe que os alunos os montem como acharem melhor. Eles ficarão surpresos ao verificar que uma mesma poesia pode apresentar muitas combinações diferentes. É uma forma de exercitar a coerência e mostrar que um poema é uma unidade, não um amontoado de palavras.
  • Os alunos podem levar para a sala fotos próprias ou de lugares conhecidos. Ou então fotos de revistas.
  • Peça para contarem à classe as sensações ou lembranças despertadas pelas imagens.
  • Faça a lista de palavras, que servirá de base para os poemas.
  • No laboratório de informática, digite os poemas criados e os imprima.


3ª Aula:

  • Divida a turma em grupos de três ou quatro e distribua a cada equipe um saco plástico com cinco a dez poemas de um autor escolhido pelas crianças.
  • Os alunos deverão ler os poemas e, em seguida, a professora deverá distribuir materiais de desenho para os alunos. Cada estudante escolhe um dos poemas lidos para ilustrar.
  • Depois que todos terminarem seus desenhos, a professora oferece aos alunos livros do autor, que podem ser lidos em casa.


4ª Aula:

  • Peça-lhes para fazerem a revisão da escrita dos poemas, descobrindo erros ortográficos e de pontuação, indicando as correções apropriadas.
  • Usar o dicionário para verificação da escrita das palavras, criando nos alunos o hábito de consultá-lo para esclarecer dúvidas.
  • É importante não mexer no texto assim que achar um erro. A criatividade e a expressividade são mais importantes que a grafia.
  • Encontrado um erro, é melhor perguntar à criança se deve ser mantido ou corrigido: ela é quem dá a palavra final.


Escrito por Jessica às 17h32
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: COMO TRABALHAR COM POEMAS

Integração:

História: Pesquisar poemas de fatos históricos, sobre os quais as crianças farão uma montagem em quadrinhos.
Artes e teatro: Fazer uma dramatização de um poema e confeccionar um livro de poesias pessoal.
Música: Pesquisa de letras de música para ler e ensaiar a melodia.
Informática: Reprodução de poesias, a confecção do livro e da ilustração.
Educação física: Integrar as poesias em brincadeiras.

Exposição:
  • Na etapa final, a avaliação, cada criança lê silenciosamente a poesia que fez. O professor escreve um dos textos no quadro-negro, com a autorização do aluno, e solicita sugestões de palavras ou trechos que possam ser substituídos ou acrescentados.
  • Em seguida, com sua orientação, as crianças reescrevem os próprios textos. A leitura em voz alta de algumas poesias para a classe encerra a atividade.
  • Faça uma exposição na classe ou na escola com o tema: “Varal de Poesias”.


Conclusões e aplicações

  • Veja algumas atividades que poderão ser desenvolvidas com os materiais da “Biblioteca de Classe”: 1 - Roda de leitura: o aluno escolhe um livro, lê em voz alta uma poesia, depois comenta e discute com os colegas que ouviram. 2 - Hora da poesia: a professora lê uma poesia por dia para os alunos. 3 - Encontro com a poesia: leitura de poemas trazidos pelos alunos. 4 - Círculo do livro: empréstimo e troca de livros de poesias.
  • Avaliar o desempenho global do aluno continuamente, a partir de observações, das atividades nas aulas, da participação na construção de novos conceitos; levantamento de hipóteses e manipulação dos materiais.
  • Observação das atitudes de responsabilidade, cooperação e organização.
  • Avaliar o emprego correto das palavras, frases, diálogos, textos, redações etc. como exercícios de fixação.

                                                                                          



Escrito por Jessica às 17h32
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: LEITURA COM PRAZER

Objetivos

  • Valorizar os conhecimentos prévios do aluno, capacitando-o a expressar idéias, sentimentos e opiniões.
  • Propiciar reflexão e análise sobre aspectos da língua e da linguagem, reconhecendo que os mesmos elementos de uma palavra falada podem ter significados diferentes na escrita.
  • Levar o aluno a perceber que a leitura pode ser fonte de informações, de prazer e de conhecimento.
  • Capacitar o aluno a identificar os pontos mais relevantes de um poema.
  • Perceber as propriedades da escrita: letras como representação de fonemas, direção da escrita, combinação das letras, formas e tipos de letras.
  • Identificar a quantidade, relacionando-a com a representação dos números até 10.
  • Expressar sentimentos, experiências, idéias e opções individuais.

Formulação dos problemas

  • Quais são as leituras que vocês preferem: gibis, livros de histórias ou histórias em quadrinhos?
  • Vocês sabem o que é um poema?
  • Vocês gostam de ver revistas? Quais?

Tempo da atividade: 5 aulas
Material a ser utilizado

  • Folhas com textos, livros infantis, jornais, revistas, gibis etc.
  • Livro escolhido para leitura: ... de A a Z, de 1 a 10..., de Darci Maria Brignani – Companhia Editora Nacional.
  • Lápis coloridos para desenhos e caderno para as anotações das descobertas.
  • Cartolinas e canetas para os cartazes.
  • Computador para digitar os poemas e ilustrá-los com desenhos; papel para impressora.


Escrito por Jessica às 17h27
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: LEITURA COM PRAZER

Temas transversais

Ética: Diálogo, respeito mútuo, responsabilidade, cooperação, organização, solidariedade. Trabalho coletivo, compartilhar descobertas.
Pluralidade cultural: Educação – diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas nas diferentes culturas. Cidadania: Direitos e deveres individuais e coletivos. Literatura e tradição: línguas, dialetos, variantes e variação lingüística.

Execução
Sensibilização:

  • Qualquer trabalho motivado por leitura deve ser (estar) adequado ao nível de desenvolvimento, maturidade, interesse e possibilidades da criança ou da classe.
  • Peça aos alunos que tragam um tipo de leitura de que gostam: livros, textos de música, poesias, trava-línguas, histórias em quadrinhos, dicionários, revistas, gibis.
  • Forme uma “biblioteca de classe” e faça intercâmbio de leitura.
  • Depois, solicite aos alunos que contem e desenhem o que leram.

Concretização:
1ª Aula:

  • Emilia Ferreiro afirma: “O texto tem de ser bom e lido com convencimento. Ler em voz alta pelo educador. Esse aluno vai presenciar um ato quase mágico. Essa maneira de trabalhar é muito melhor do que usar as cartilhas e as famílias silábicas”.
  • Para incentivar a leitura e cativar os alunos, primeiramente o professor deve escolher um bom livro. Para a série iniciante é sugerido o livro ... de A a Z, de 1 a 10..., de Darci Maria Brignani, Companhia Editora Nacional.
  • Os alunos devem ter contato com o livro. Desperte o sentido da observação: atenção à capa, tipo de letra, desenhos, cores etc.
  • A análise dos aspectos físicos do livro (tamanho das letras, distribuição do texto pelas páginas, numeração, tamanho da obra, ilustrações, dados sobre o autor) pode ser feita nesse momento.
  • Uma das maneiras de o professor despertar a curiosidade pela leitura é ler para os alunos em voz alta e parar a leitura no auge da narrativa, criando “suspense”.
  • As crianças querem descobrir e aguardam ansiosas para ver o que tem na outra página.
  • Escolha também textos diversificados de jornais, folhetos de propaganda e revistas que sejam interessantes, despertem a curiosidade de seus alunos e que falem sobre o assunto do livro escolhido.
  • Desperte a atenção de seus alunos para os diferentes tipos de textos: para informar, para divertir e como fonte de prazer.
  • Pesquise poesias, contos infantis, histórias em quadrinhos que sejam do cotidiano dos alunos, e que eles mesmos escolham quais ler.
  • Crie a imaginação nos ouvintes, pois assim a criança vai entender que vale a pena esforçar-se para obter as informações de maneira prazerosa e divertida.


Escrito por Jessica às 17h26
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: LEITURA COM PRAZER

 

2ª Aula:

  • Faça da leitura uma diversão: a criança gosta de expressar-se por desenhos.
  • Divida em partes o poema do livro escolhido.
  • Leia a parte de “A a Z”. Peça aos alunos para a reproduzirem com desenhos, em folhas de sulfite ou num programa de computador.
  • Depois eles irão escrever uma frase ou palavras (dependendo do grau de maturidade de cada sala) em cada desenho, expressando o trecho lido.

3ª Aula:

  • Faça o mesmo da aula anterior com a parte “de 1 a 10” do livro, intercalando com leitura individual, coletiva e em grupo.
  • Organize com as crianças cartazes do poema lido. Esses cartazes deverão ser afixados fora da sala de aula para divulgação do trabalho.
  • O cartaz possibilita registrar e divulgar as sínteses feitas pelos alunos no decorrer do trabalho.

4ª Aula:

  • Peça-lhes para revisarem a escrita, descobrindo palavras com erros ortográficos e de pontuação, indicando as correções apropriadas.

5ª Aula:

  • Junte as folhas desenhadas e forme um livro. Numere as páginas.
  • Com a observação do livro original, peça-lhes para criarem uma capa. Pode ser do jeito que está apresentada no livro ou como eles gostariam que fosse.
  • Pedir para escreverem o nome do livro, autor, série, ano e editora.

Integração

História: pesquisar outros poemas e montar em quadrinhos.
Artes e teatro: fazer um jogral do poema.
Música: pesquisar letras de música e ensaiar a melodia.
Matemática: reconhecer os sucessores e antecessores usando os números das páginas do livro. Representar em ordem crescente a paginação do livro pessoal.
Informática: reprodução da história em frases ou palavras na confecção do livro e da ilustração.



Escrito por Jessica às 17h25
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SUGESTÃO DE ATIVIDADES: LEITURA COM PRAZER

Exposição:
Faça uma exposição na classe ou na escola com o tema “feira do livro” ou com o próprio nome da obra.

Conclusões e aplicações
Veja algumas atividades que poderão ser desenvolvidas com os materiais da “biblioteca de classe:”

  • Roda de leitura: o aluno escolhe um livro, lê em voz alta um conto ou um capítulo, depois comenta e discute o texto com os outros colegas.
  • Hora do conto: a professora narra para os alunos histórias infanto-juvenis, folclóricas, fábulas, contos de fadas etc.
  • Encontro com a poesia: leitura de poemas.
  • Círculo do livro: empréstimo e troca de livros.
  • Quem conta um conto, aumenta um ponto: escolha um texto interessante, curto e divertido. Peça para uma parte da turma ler em casa num dia e a outra, no dia seguinte.
  • Em círculo, os alunos irão contar uma parte cada um, e o seguinte deve continuar.

Avaliação

  • Avaliar o desempenho global do aluno continuamente, a partir de observações, das atividades nas aulas, da participação na construção de novos conceitos, do levantamento de hipóteses e da manipulação dos materiais.
  • Observação das atitudes de responsabilidade, cooperação e organização.
  • Avaliar o emprego correto de palavras, frases, textos, como exercícios de fixação.

                                                                                              



Escrito por Jessica às 17h23
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SUGESTÃO DE PLANO DE AULA: HIGIENE PESSOAL

Objetivos

  • Compreender que alguns fatores que asseguram a saúde da população dependem da sociedade como um todo.
  • Identificar algumas atitudes de higiene pessoal que contribuem para uma vida saudável.
  • Reconhecer a importância da vacinação para o controle de diversas doenças.

Formulação dos problemas
Fazer um debate com os alunos sobre alguns fatores que contribuem para:

a) o bem-estar físico:
Você bebe água filtrada? Escova os dentes ao levantar-se, antes de deitar-se e também após as refeições? Toma banho diariamente? Lava as mãos antes e depois das refeições? Faz exercícios físicos?
b) o bem-estar mental: Você dorme cerca de oito horas por dia? Mantém-se sempre bem informado, lendo bons livros, revistas e jornais? Aproveita bem as horas de lazer?
c) o bem-estar social: Mantém um bom relacionamento com as pessoas com as quais convive? Sabe respeitar os outros? Exige os seus direitos e cumpre seus deveres?

Material a ser utilizado

  • Livro: Sujo,eu?!, de David Roberts, Companhia Editora Nacional.
  • Pedir aos alunos que tragam uma cópia de sua carteira de vacinação.
  • Cartolinas, canetas, papel, cola e tesoura para os cartazes.
  • Pesquisa em bibliotecas, Internet, revistas e livros.

Temas transversais

Ética: diálogo, respeito mútuo, solidariedade. Uso e valorização do diálogo como instrumento para esclarecer os conteúdos.
Saúde: participação ativa na conservação de ambiente limpo e saudável em casa, na escola e nos lugares públicos. O desenvolvimento de hábitos saudáveis de higiene. Medidas de práticas de higiene corporal. Reconhecimento das doenças associadas à falta de higiene no trato dos alimentos.
Meio ambiente: conhecer os ciclos da natureza, animais, plantas e recursos naturais. Conservação do meio ambiente.
Pluralidade cultural: diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas e educadores nas diferentes culturas. Relações de amizade, valorizando a liberdade de escolha de vínculos socioafetivos como elemento de liberdade de consciência e de associação. Cidadania: direitos e deveres individuais e coletivos.
Orientação sexual: o respeito ao próprio corpo e ao corpo do outro.


Execução
Sensibilização:
Fazer um levantamento das doenças causadas pela falta de higiene e de saneamento básico.

1ª aula

  • Relacionar as doenças levantadas pela classe. Formar grupos com a classe e pedir para que elaborem e confeccionem um Jogo da Memória. Cada doença deverá ter seu nome numa cartela e, na outra, suas causas e forma de contágio.
  • Utilize o jogo para fixar as informações sobre as doenças. Peça para que registrem as descobertas no caderno. Afixar as descobertas num quadro na sala.

2ª aula

  • Fazer a leitura do Livro: Sujo,eu?!, de David Roberts, da Companhia Editora Nacional.
  • Peça para os alunos trazerem uma cópia de sua carteira de vacinação.
  • Fazer um levantamento das doenças contraídas pelos alunos e comparar com as informações contidas em sua carteira.
  • Dramatizar com os alunos os hábitos de Bebeto.


Escrito por Jessica às 15h02
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SUGESTÃO DE PLANO DE AULA: HIGIENE PESSOAL

3ª aula

  • Outro levantamento pode ser feito sobre as condições de higiene da comunidade e os riscos de contaminação. Fazer uma pesquisa em livros, enciclopédias, na Internet etc... Trazer figuras ou fotos sobre o assunto.
  • Registrar as descobertas na forma de histórias em quadrinhos, integrando a atividade à área de Língua Portuguesa, Artes e Informática.

4ª aula
Fazer, se possível, uma entrevista com uma pessoa da área de saúde, respondendo às perguntas dos alunos. Pesquisar sobre o que perguntar e depois elaborar um jornal com a entrevista.

Integração:


Artes: confecção do jogo da memória, cartazes, dramatização e jornal.
História: descobertas sobre a evolução da cura das doenças através dos tempos.
Matemática: trabalhar com gráficos e tabelas, comparando o desenvolvimento geral na saúde da comunidade.
Português: leitura e produção de textos sobre as descobertas. Elaboração do jornal e da história em quadrinhos.
Geografia: estudo das doenças em diferentes regiões do país.
Educação física: jogos e conscientização da higiene na disciplina.
Música: dramatização e elaboração de músicas sobre o tema trabalhado.



Exposição:

  • Apresentação dos temas pesquisados pelos alunos.
  • Exposição do Jogo da Memória.
  • Preparar um mural e discutir os resultados.
  • Pode-se aproveitar o trabalho para programar uma “Exposição sobre Saúde”.
  • Conclusões sobre as pesquisas, curiosidades e dinâmicas de grupo.




Conclusões e aplicações

  • Participação em todas as atividades, nas exposições, nos trabalhos e nas pesquisas.
  • Interpretar os cartazes e formalizar as conclusões.
  • Avaliação do conteúdo nas diversas áreas.
  • Aplicar na vida diária os ensinamentos sobre a importância da higiene pessoal, do saneamento básico na comunidade e as conseqüências da poluição do ar e da água para a saúde do homem.

                                                                              



Escrito por Jessica às 15h01
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SUGESTÃO DE ATIVIDADE: DINOSSAUROS

Disciplina: História

Objetivos

  • Identificar as diferentes espécies de dinossauros que viveram na Terra.
  • Relacionar alimentação à saúde.
  • Reconhecer os diferentes tipos de hábitat da era em que os dinossauros existiram e valorizar o processo evolutivo que levou aos nossos dias.
  • Reforçar o valor científico da evolução das diferentes espécies.
  • Aprofundar a linguagem de forma a conhecer o vocabulário científico.

Formulação dos problemas
Trabalhar com textos e questioná-los:

  • Como eram os dinossauros?
  • Em que época (era) eles viveram na Terra? Como era o mundo pré-histórico?
  • Como podemos comprovar a sua existência naquela época?
  • Vocês conhecem alguns nomes de dinossauros?
  • Quanto eles mediam?

Material a ser utilizado
Pesquisa em sites, enciclopédias e livros sobre os dinossauros e a pré-história.

  • Pesquisa sobre as descobertas de dinossauros no Brasil.
  • Livro: O mundo perdido, de Arthur Conan Doyle, Companhia Editora Nacional.

Temas transversais

Ética: respeito mútuo, justiça, diálogo, solidariedade.
Saúde: vida coletiva.
Meio ambiente: sociedade e meio ambiente da época. Os ciclos da natureza. Conservação do meio ambiente.
Pluralidade cultural: diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas nas diferentes culturas; o ser humano como produtor da cultura. Cidadania: direitos e deveres individuais e coletivos.

Execução
Sensibilização:
Em virtude da curiosidade despertada pela mídia, que vem encantando as crianças, abordaremos a pesquisa e a construção de tópicos relacionados aos dinossauros e como seria se as crianças vivessem naquele período.
Leitura prazerosa, recheada de peripécias e surpresas de uma equipe de aventureiros que vai à Amazônia e descobre um mundo pré-histórico.

Concretização:
1ª Aula:

  • O professor deverá fazer a leitura, em grupo ou individualmente, do livro O mundo perdido. Separe em partes. Cada grupo lê uma parte. O professor lê para eles em várias etapas.


2ª Aula:

  • Fazer uma pesquisa sobre os dinossauros, para servir de indicação para seus alunos. Inclusive sugestões de sites. Todos os sites indicados estarão escritos ou publicados no projeto.
  • Serão também elaboradas pelo professor algumas questões sobre o assunto, para que os alunos tentem solucioná-las por meio das pesquisas na Internet e das discussões em sala de aula.
  • O professor inicia o desenvolvimento do tema, com aula expositiva e discussões. Distribuir aos alunos as questões a serem solucionadas e indicar os links em que eles poderão buscar as respostas sobre dinossauros (nomes, ordens, características, época que viveram, alimentação, hábitat...)


Escrito por Jessica às 14h49
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SUGESTÃO DE ATIVIDADE: DINOSSAUROS

3ª Aula:

  • No Laboratório de Informática, os alunos vão iniciar as pesquisas na Internet buscando o aprofundamento no assunto.
  • Em seguida, cada dupla escolhe uma das mais variadas espécies existentes e fará com o professor a construção de uma ficha contendo as características do animal.
  • Cada dupla irá construir o desenho do hábitat do dinossauro e da dupla como se vivesse naquela época.

4ª Aula:

  • O professor retoma o tema com os alunos, em sala de aula, aprofunda as discussões e tira dúvidas. O professor marca uma data para a entrega dos textos a serem produzidos pelas duplas.

5ª Aula:

  • O professor deverá pedir aos alunos para confeccionarem um jornal “da época” sobre os temas discutidos. Elaborar notícias sobre o livro O mundo perdido.
  • Os alunos definirão as sessões do jornal, o layout, escreverão as matérias, enfim serão os responsáveis pela confecção do jornal, que deverá ser publicado logo após o término dos trabalhos.
  • Os professores de Informática deverão selecionar, também segundo seus critérios, alguns alunos, que transformarão o jornal confeccionado em um jornal virtual, a ser publicado no mural da classe, logo após o término das atividades do projeto.

Integração:

Artes: confecção dos animais pré-históricos em argila.
Ciências: estudo da fisiologia e anatomia dos dinossauros, comparando aos animais atuais. Evolução e extinção das espécies.
Geografia: estudo geográfico da Terra.
Matemática: trabalhar com gráficos e tabelas, comparando as idades e as épocas.
Português: leitura e produção de textos.
Informática: pesquisas na Internet e elaboração do jornal.


Exposição

  • Apresentação dos textos desenvolvidos pelas pesquisas.
  • Conclusões sobre as pesquisas, debate final, curiosidades e dinâmicas de grupo.
  • Exposição do jornal da época.

Conclusões e aplicações

  • Participação em todas as atividades, nas exposições, nos trabalhos, na leitura do livro e nas pesquisas.
  • Avaliação do conteúdo nas diversas áreas.

                                                                                 



Escrito por Jessica às 14h48
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SUGESTÃO DE PLANO DE AULA: MEDIDAS DE COMPRIMENTO

Disciplina: Matemática

Objetivos

  • Despertar o pensamento e propiciar a troca de experiências, de conhecimentos dos padrões universais de medidas, como o sistema métrico decimal.
  • Fazer com que o aluno saiba debater idéias, levantar hipóteses, elaborar estratégias e aplicá-las no seu cotidiano.
  • Identificar e relacionar as unidades de medidas de comprimento: metro, decímetro, centímetro, quilômetro e outras.
  • Interpretar e comparar distâncias, quantidades e aproximações de valores exatos.

Temas transversais

  • Ética: diálogo, respeito mútuo, cooperação e solidariedade.
  • Saúde: conscientização dos problemas da saúde nas principais cidades e comparar dados.
  • Meio ambiente: perímetro, área, demarcação de terras.
  • Pluralidade cultural: diferentes culturas utilizam os mesmos padrões de medidas. Cidadania: direitos e deveres individuais e coletivos.

Material a ser utilizado:

  • Cartolinas, canetas, papel, barbante, fita métrica, cola e tesoura para os cartazes.
  • Mapa de ruas e pontos de visita.

Etapas
Sensibilização:

  • Relate que a humanidade passou da pré-história à modernidade, das medidas por comparação arbitrária aos padrões universais de medida.
  • Proponha as seguintes situações para despertar a importância das unidades de medida em nossas vidas:
    • Vocês já viram uma fita métrica? Para que ela serve?
    • Como podemos comparar a altura de duas crianças?
    • Qual material vocês utilizam na sala de aula para medir?


Escrito por Jessica às 14h41
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SUGESTÃO DE PLANO DE AULA: MEDIDAS DE COMPRIMENTO

Concretização:

  • Em primeiro lugar, cada aluno corta um pedaço de barbante que tenha aproximadamente sua altura. Em seguida, o aluno procura medir objetos maiores, como o chão da sala, a porta, a lousa, e anota o nome do objeto numa tabela comum e quantas medidas, de seu barbante precisou utilizar aproximadamente.
  • A classe analisa a tabela comparando os diversos resultados anotados. Os alunos vão perceber que a quantidade de alturas dos objetos varia de acordo com o tamanho de cada aluno.
  • Registre todas as descobertas e as diferenças no caderno. Meça novamente com a fita métrica para comparar os resultados e dar os resultados exatos.
  • Faça um passeio por toda a escola. Divida a classe em grupos e cada grupo deve observar e registrar as modificações no espaço físico.
  • No retorno à sala, distribua para cada grupo uma folha de cartolina com um quadro no formato do terreno da escola e peça aos alunos que desenhem os elementos para compor uma planta baixa.
  • Faça uma pesquisa com os alunos sobre as tartarugas marinhas: tipos, tamanhos, quantos ovos desovam, peso. Faça uma lista de valores aproximados e valores exatos das pesquisas.
  • Apresente um mapa de ruas com os principais pontos para visita. Proponha que os alunos façam o trajeto de um lugar a outro, passando por esta ou aquela rua, ou não passando por aquela igreja ou outro ponto qualquer.
  • Faça com seus alunos a planta de uma região próxima à escola, marque alguns pontos de referência e nomes de ruas. Escreva a distância em metros entre algumas quadras. Peça para eles medirem a distância de um ponto a outro, em metros.
  • Proporcione uma Exposição das plantas.

Trabalho interdisciplinar

História: descreva com textos e fotos a evolução dos instrumentos de medida.

  • Português: interprete a leitura e a escrita das medidas de comprimento.
  • Ciências: represente a superfície da Terra.
  • Educação física: utilize as medidas de comprimento na quadra de esportes para medir o tamanho do gol, a altura da cesta e a distância do pênalti.
  • Artes: elaboração de maquetes, quadros comparativos e plantas.

                                                                                    



Escrito por Jessica às 14h40
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SUGESTÃO DE PLANO DE AULA: INSTRUMENTOS MUSICAIS

Disciplinas: Artes e Música

Objetivos

  • Valorizar os conhecimentos prévios do aluno, capacitando-o a expressar idéias, sentimentos e opiniões.
  • Estimular a criatividade, a percepção, a coordenação, a disciplina, o desempenho artístico e o convívio social do aluno.
  • Levar o aluno a refletir e a entender a música como fonte de prazer e conhecimento.
  • Desenvolver a discriminação auditiva, identificar como os sons se formam, aproveitar as variadas formas dos materiais, transformando-os em instrumentos musicais.
    Formulação dos problemas
  • Sugerir aos alunos que falem os tipos de música e as canções de que mais gostam, trazendo a música para a sala de aula e mostrando para os demais colegas.
  • Onde a música é encontrada?
  • Quais são os instrumentos musicais que vocês conhecem?
  • Que tipos de sons vocês conhecem?
    Material a ser utilizado
  • Materiais de sucata, como plásticos, latas, galhos, cocos, fios, cordas, barbante, papelão etc.
  • Tinta, cola, régua, tesoura, estilete, lápis de cor, caneta hidrográfica.
  • Lápis coloridos para desenhos e caderno para as anotações das descobertas.
  • Livro: Som, de Emmanuel Bernhard, Companhia Editora Nacional.
  • Livros de música para pesquisas, CDs e fitas de música.
  • Computador para digitar os textos e desenhos, papel para impressora.
  • Pesquisa na biblioteca ou na Internet: som, instrumentos musicais, música etc.
    Temas transversais

Ética: diálogo, respeito mútuo, responsabilidade, cooperação, organização, solidariedade; trabalho coletivo, compartilhar descobertas.
Pluralidade cultural: educação – diferentes formas de transmissão de conhecimento: práticas educativas e educadores nas diferentes culturas.
Cidadania: Direitos e deveres individuais e coletivos.
Literatura e tradição: línguas, dialetos, variantes e variação lingüística.
Música e folclore brasileiro.

         Execução 
         Sensibilização:

  • Qualquer trabalho motivado por música deve estar adequado ao desenvolvimento, à maturidade, ao interesse e à possibilidade da classe.
  • Peça aos alunos que tragam um tipo de música de que gostam: livros, textos de música, poesias, trava-línguas, CDs etc.
  • Depois solicite aos alunos que cantem e desenhem o que ouviram.


Escrito por Jessica às 14h31
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SUGESTÃO DE PLANO DE AULA: INSTRUMENTOS MUSICAIS

 

       Concretização:
        1ª Aula

  • Para incentivar a música e cativar os alunos, primeiramente o professor deve escolher uma canção de agrado de todos ou da maioria.
  • Desperte o sentido de atenção à melodia, ao tipo de letra, aos instrumentos musicais utilizados, à voz etc.
  • Pesquise vários tipos de instrumentos musicais que sejam do cotidiano dos alunos. Eles mesmos podem escolher quais querem pesquisar.
  • Em seguida, os alunos farão os desenhos e o texto da pesquisa no computador ou em folhas de sulfite. Isso levará algumas aulas.


2ª Aula

  • Leia o livro Som com os alunos.
  • Realize com os alunos as experiências propostas por Paula e André, personagens do livro.


3ª Aula

  • Faça da música uma diversão: peça para a criança expressar-se por meio de montagens.
  • O professor deverá fazer com que o aluno crie novos instrumentos, dos quais possa extrair diversos tipos de sons, utilizando materiais de sucata.
  • Os alunos deverão colecionar diversos materiais, que utilizarão para produzir instrumentos.
  • Por meio de recortes, montagem, colagem das peças durante as aulas, cada grupo poderá desenvolver os instrumentos, como, por exemplo, de percussão, de sopro, com cordas etc.
  • Dependendo da maturidade da classe, desenvolver a classificação dos tipos de instrumentos.



4ª Aula

  • Das músicas pesquisadas pelos alunos, peça-lhes que escolham uma, a que mais agrade a todos. Organize com as crianças uma bandinha, para que cada um toque o instrumento confeccionado.


Integração:

História: pesquisar músicas folclóricas que as crianças adoram e montar em quadrinhos.
Geografia: diferenças musicais de cada região do Brasil.
Português: escrita de músicas e interpretação.
Artes e teatro: fazer uma apresentação da bandinha.
Informática: reprodução da pesquisa sobre os instrumentos musicais e da ilustração.
Educação física: integrar a música com as danças típicas.

Exposição: Faça uma exposição na classe ou na escola com as pesquisas e os instrumentos criados pelos alunos.

Conclusões e aplicações

  • Observar se a experiência atingiu os objetivos propostos e se os alunos conseguiram desenvolver instrumentos e ritmos diferentes.
  • Avaliar o desempenho global do aluno continuamente, a partir de observações, das atividades nas aulas, da participação na construção de novos conceitos, levantamento de hipóteses e manipulação dos materiais.
  • Observação das atitudes de responsabilidade, cooperação e organização.

 



Escrito por Jessica às 14h29
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GOSTARIA DE AGRADECER À MARIA QUE ME AJUDOU MUITO A MUDAR A "CARA" DO MEU BLOG.

MARIA, NÃO TE CONHEÇO PESSOALMENTE, NA VERDADE, ACABAMOS DE NOS CONHECER PELO ORKUT. VOCÊ FOI DEMAIS!!!! MUITO OBRIGADA MINHA NOVA AMIGA!!! RSRSRSRSRSRSRSRS

BEIJOSSSSSSSSSS



Escrito por Jessica às 19h56
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A PEDAGOGIA WALDORF


O maior movimento educacional independente do mundo

  A Pedagogia Waldorf foi criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, e a 1ª escola a utilizá-la foi fundada em 1919 em Stuttgart, na Alemanha. A cada ano, torna-se mais difundida e já é adotada em mais de 80 países, em função de seu currículo vivo, dinâmico e integrado, assim como por sua preocupação com o desenvolvimento global dos alunos, suas diferenças individuais e a ênfase em ajudá-los a descobrir suas capacidades e realizar seu potencial. Esse currículo é desenvolvido em bases antropológico/antroposóficas, tendo em vista a evolução física, emocional e espiritual do ser humano.

Veja um resumo das principais características da Pedagogia Waldorf para o ensino infantil e fundamental:

1. A educação infantil

  A proposta da Pedagogia Waldorf para o primeiro setênio é criar um ambiente propício à formação e não uma pré-escola com informações ou ensino formal. O Jardim da Infância Waldorf é um prolongamento do lar e não uma ante-sala do ensino escolar. Na idade pré-escolar, a atuação da criança desenvolve-se em grande parte sob a simples forma do brincar. Brincando, a criança tem a oportunidade de satisfazer sua curiosidade, experimentando e descobrindo múltiplos materiais. O modo de brincar da criança é influenciado pela imitação e pela fantasia. Por isso, é dada muita importância aos contos de fadas e a outros recursos que estimulem sua fantasia: pedaços de madeira, sementes, panos, papel, tintas de aquarela, lápis de cera, massinha de modelar, conchas, pedras, toquinhos, etc. Também é importante haver ambiente arborizado, caixas de areia, água, balanças, escorregadores, pontes. Todo ambiente deve ser adequado à convivência e à fantasia. A euritmia e a música são introduzidas como atividades semanais.

2. A atuação continuada do professor
  Cada grupo de alunos que ingressa no primeiro ano terá um(a) professor(a) de classe, que acompanhará essa turma, sempre que possível, durante os 8 anos de Ensino Fundamental. Além de ministrar as matérias básicas para as quais estiver apto, o professor tem, devido à intensa convivência com os alunos, a possibilidade de conhecer em profundidade cada criança e realizar um acompanhamento mais individualizado, e focado nas necessidades de cada uma delas. Na escola Waldorf, o professor de classe tem a missão de ser o Educador de sua turma, e o cerne de sua relação como educador é com os alunos, e não com as matérias. Ele também acompanha o grupo em viagens, estabelece um elo com as famílias das crianças e busca criar um grupo social integrado entre elas e a escola.

3. O Ensino em Épocas
  A Pedagogia Waldorf utiliza o ensino em épocas para possibilitar aos alunos um maior aprofundamento nos grandes temas trazidos. Assim, por exemplo, é dada uma época de História por 3 ou 4 semanas, durante a qual o aluno vivencia uma integração de matérias em torno do tema abordado. Pode-se seguir uma época de Matemática ou de Português e assim, sucessivamente, as épocas se desenrolam ao longo do ano. O ensino em épocas possibilita aos alunos receberem os conteúdos de forma não fragmentada ou desconectada com o todo, ou ainda superficial. Através desse sistema, a criança pode efetivamente "mergulhar" em cada matéria e vivenciá-la profundamente.

4. Como educar o ser humano dos 7 aos 14 anos

  Nesse segundo setênio de vida, a criança desenvolve sua vida emocional e sua ligação com o mundo e com as pessoas. Em seu dia-a-dia, ela necessita fundamentalmente de ritmo e também precisa aprender os conteúdos através de uma ligação com seus sentimentos. Aquilo que uma criança não vivencia, aquilo com que ela não se envolve ou não pode estabelecer uma ligação afetiva, será algo meramente decorado ou mecânico e tenderá a ser esquecido com o tempo. Por este motivo, o currículo desenvolve suas matérias de forma que os alunos possam integrar em seu aprendizado: o desenvolvimento do querer (atividades do fazer), do sentir (poesia, arte e música relacionadas aos temas que tocam interiormente a criança e que estão de acordo com sua idade) e o desenvolvimento do pensar. Nesse último, o objetivo é criar condições para que a criança aprenda a pensar e não simplesmente decorar as respostas acertadas. Por fim, atividades práticas - como trabalhos, viagens - levarão os alunos à aplicação concreta dos conhecimentos.

5. A forma trimembrada de uma aula
  Para atingir o aprofundamento dos conteúdos básicos (matemática, português, história, geografia, mineralogia, química, etc.) a aula inicial, a qual é ministrada pelo professor de classe, tem a duração de duas horas, e segue-se uma composição que visa trabalhar harmoniosamente o desenvolvimento do querer, sentir e pensar da criança. A aula compreende atividades que visam desenvolver habilidades: físico/corpóreas, imaginativas, de memória, de raciocínio lógico, de reflexão, artística, de dicção e outras.

6. A integração da arte no conteúdo curricular

  O elemento artístico não é utilizado como uma faculdade em si, mas como veículo didático para todas as matérias. Desde o 1º ano Waldorf, as matérias complementares, tais como Música Instrumental, Canto, Trabalhos Manuais, Artes Aplicadas, Pintura, Desenho, Desenho de Formas, Euritmia, Educação Física, Declamação, Dramatização e Teatro, acompanham o conteúdo curricular e são desenvolvidas de acordo com a idade. Estas matérias representam não só um complemento curricular, mas fazem parte de um todo que propiciará à criança um desenvolvimento saudável e global. O conteúdo de cada matéria segue a linha mestra. Esta "linha" tece o cenário no qual terá lugar o desabrochar da criança e o desenvolvimento das capacidades necessárias à sua harmonia. Nesse cenário, ela também poderá exteriorizar suas habilidades individuais.

7. O envolvimento dos Pais
  É importante para a criança de 7 a 14 anos ter relações com a família, a escola e os amigos. Assim, é fundamental que se integre Família e Escola. Para tanto, são realizados encontros em que se conversa e se aprende sobre a criança. Cada professor de classe realiza reuniões bimestrais com os pais e dois encontros anuais de confraternização da classe, além de outros eventos, atividades e palestras na escola. Essas atividades objetivam os mesmos ideais: fazer da vida e do ensino que a criança recebe a melhor base para seu desenvolvimento harmonioso como ser humano. Toda Escola Waldorf tem como princípio a ativa participação dos pais na vida escolar de seu filho.

Referência – este texto foi baseado em textos disponíveis no site da Escola Waldorf Micael de São Paulo.

Para conhecer as escolas Waldorf do Brasil, acesse www.federacaoescolaswaldorf.org.br


"Nossa mais elevada tarefa deve
ser a de formar seres humanos livres,
que sejam capazes de, por si mesmos,
encontrar propósito e direção para suas vidas".
(Rudolf Steiner)
 
 


Escrito por Jessica às 18h20
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“SÓ É POSSÍVEL ENSINAR UMA CRIANÇA A AMAR, AMANDO-A.”

                                                           JOHANN GOETHE



Escrito por Jessica às 13h10
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A MAGIA DO RELACIONAMENTO PROFESSOR-ALUNO

 

 
Para que haja uma aula, o professor primeiramente necessita optar pela área que irá trabalhar e em seguida escolher o tema.

Até aqui nada de novo. Isto acontece com todos os professores não importando o nível em que vá atuar.

O que irá fazer a diferença será a forma como este profissional conduzirá a aula.
Não existe uma fórmula para se aplicar nem um roteiro a seguir em sala de aula. O que existe, na verdade, é a criatividade do professor e a sintonia que deverá existir entre ele e os alunos.

O professor, em primeiro lugar, tem de amar o que faz. Tem de entrar diariamente na sala de aula como se estivesse entrando num lugar mágico. Tem de estar sempre com a expressão tranqüila, serena. A fisionomia do professor é o termômetro do aluno.

Aquele que pensa que cara feia impõe respeito está muito enganado, o que realmente ocorre é um momento de alerta, por parte do aluno, para saber no que resultará essa “cara feia”.

O professor também não deve ser previsível, ele tem sempre de surpreender. O não-saber como será a aula hoje desperta um profundo interesse por parte do aluno.

A aula deverá ser conduzida de forma que todos interajam e, desta forma, cheguem ao resultado pretendido. A resposta nunca deve ser dada de imediato. O segredo do entendimento está justamente em percorrer todo o caminho até o resultado final.

O professor dará as coordenadas conduzindo assim a classe para que cheguem ao objetivo proposto. O raciocinar é a alma do entendimento.

Quando o professor sente que os alunos estão ficando entediados, que a participação está diminuindo, é chegado o momento de “surpreender” a classe. Faça com que todos levantem. Aplique uma dinâmica ou dê comandos para que exerçam uma seqüência lógica corporal.

Se por exemplo cada aluno deverá ficar de pé ao lado da sua cadeira e o professor dará dois comandos como bater palmas e em seguida estalar os dedos.

Conte, então, até três e peça para que todos façam nesta ordem. Em seguida aumente o comando: bater palmas, estalar os dedos e dar um pulo no lugar.

Peça então para que repitam. Pode então aumentar mais um comando ficando assim: bater palmas, estalar os dedos, dar um pulo e girar 360°.

Combinados todos os comandos é só dar início à seqüência sem interrompê-la.

Este tipo de “intervalo” trará novamente a atenção do aluno, fazendo com que se sintam motivados, revigorados e você conseguirá novamente o interesse e a participação de todos. O professor deverá ter sempre uma “carta na manga” para usar quando sentir que a atenção dos alunos está dispersando.

Evite falar sempre no mesmo tom, isto é um santo remédio para dar sono. Procure andar pela classe enquanto faz suas explanações, mas não de forma compassada, ritmada. Ande gesticulando, faça com que seus alunos se virem na carteira para ver o que você está fazendo naquele momento.

Não importa a idade do aluno, o ficar sentado por muito tempo deixa qualquer um entediado. É por esta razão, que o professor, tem de motivar ao máximo a atenção do aluno, para o assunto que está explicando. Esta motivação se dará pela forma como está sendo exposta, fazendo com que o aluno fique tão interessado que venha a esquecer todo o resto.

Numa aula interessante não há conversa paralela, não há aluno absorto e muito menos bagunceiro.

Todos estes comportamentos, do professor com o aluno, são demonstrações de respeito, de consideração, de carinho, assim sendo, o aluno sentirá prazer pelo aprender, pela matéria e conseqüentemente pelo professor. Com certeza, o índice de entendimento será muito elevado.

O professor sempre teve uma enorme vantagem sobre o aluno, mas poucos se lembram disso – o aluno nunca foi professor, mas todo professor já foi aluno. É só se lembrar daquele professor que foi muito especial, e se inspirar!

Sabemos que não há uma fórmula mágica para sermos bom professor, mas sabemos que há uma magia que vive dentro de cada um de nós.

É só abrirmos a porta e deixarmos ela fluir.

Boa aula!


>> Cybele Meyer, pedagoga

Escrito por Jessica às 13h00
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