::Perfil::



Nome:...Jessica Walter
Idade:...31...
Cidade:...Belo Horizonte...
Gosto:...Dar aula e dançar Flamenco...
Odeio:...Falta de solidariedade...
Filmes:...Volver...
Músicas:...Tanto mar...



Estamos pagando um preço muito alto pelo descaso com a educação e aprendendo da pior maneira possível a diferença entre criar e educar. Nossas crianças estão perdidas, sem parâmetros de certo e errado, sem consciência de sua missão na vida. É hora de abandonar a atitude de impotência e trilhar um novo/velho caminho - a educação pautada por valores universais!










MARIO SERGIO CORTELLA

NÓS,HUMANOS E HUMANAS,SOMOS PORTADORES DE UM "DEFEITO" NATURAL QUE ACABA POR SER TORNAR NOSSA MAIOR VANTAGEM:NÃO NASCEMOS SABENDO! POR ISSO,DO NASCIMENTO AO FINAL DA EXISTÊNCIA INDIVIDUAL,APRENDEMOS E (ENSINAMOS)SEM PARAR;O QUE CARACTERIZA UM SER HUMANO É A CAPACIDADE DE INVENTAR,CRIAR,INOVAR E ISSO É O RESULTADO DO FATO DE NÃO NASCERMOS JÁ PRONTOS E ACABADOS.APRENDER SEMPRE É O QUE MAIS IMPEDE QUE NOS TORNEMOS PRISIONEIROS DE SITUAÇÕES QUE,POR SEREM INÉDITAS NÃO SABERÍAMOS ENFRENTAR. AQUELES ENTRE NÓS QUE IMAGINAREM QUE NADA MAIS PRECISAM APRENDER OU,PIOR AINDA,NÃO TEM MAIS IDADE PARA APRENDER,ESTÃO-SE ENCLAUSURANDO DENTRO DE UM LIMITE QUE DESUMANIZA E,AO MESMO TEMPO,TORNA FRÁGIL A PRINCIPAL HABILIDADE HUMANA:A AUDÁCIA DE ESCAPAR DAQUILO QUE PARECE NÃO TER SAÍDA. A EDUCAÇÃO É VIGOROSA QUANDO DÁ SENTIDO GRUPAL ÀS AÇÕES INDIVIDUAIS,ISTO É, QUANDO SE COLOCA À SERVIÇO DAS FINALIDADES E INTENÇÕES DE UM GRUPO OU UMA SOCIEDADE;UMA EDUCAÇÃO QUE SIRVA APENAS AO ÂMBITO INDIVIDUAL PERDE IMPULSO NA ESTRUTURAÇÃO DA VIDA COLETIVA,POIS,AFINAL DE CONTAS,SER HUMANO É SER JUNTO,E , AQUILO QUE APRENDEMOS E ENSINAMOS TEM DE TER COMO META PRINCIAPAL TORNAR A COMUNIDADE NA QUAL VIVEMOS MAIS APTA E FORTALECIDA. COMPETÊNCIA É NOS TEMPOS ATUAIS,UMA CONDIÇÃO COLETIVA;ATÉ ALGUM TEMPO ATRÁS,A COMPETÊNCIA ERA ENTENDIDA COM ALGO INDIVIDUAL,A TAL PONTO QUE SE FALAVA QUE " A MINHA COMPETÊNCIA ACABA QUANDO COMEÇA A DO OUTRO";EM OUTRAS PALAVRAS,EM UM GRUPO,EQUIPE OU ORGANUZAÇÃO,SE ALGUÉM PERDE OU DIMINUI A SUA COMPETÊNCIA,TODOS NO GRUPO A PERDEM OU DIMINUEM.O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA COLETIVA É,HOJE,O FATOR DIFERENCIAL QUE EXPRESSA A INTELIGÊNCIA DAS PESSOAS E DOS GRUPOS. QUEM NÃO ESTIVER ABERTO A MUDANÇAS E COMPROMETIDO COM QUESTÕES DE NOVOS APRENDIZADOS ESTARA FADADO A O INSUCESSO PROFISSIONAL E PESSOAL.VALE SEMPRE LEMBRAR A FRASE DO FICTÍCIO DETETIVE CHINÊS CHARLIE CHAN"MENTE HUMANA É COMO PÁRA QUEDAS;FUNCIONA MELHOR ABERTA"...

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Educando crianças índigo, autor: Egidio Vecchio.

"Quem são as crianças índigo que estão nascendo por toda parte e que tratam os adultos de igual para igual? Por que são tão questionadoras e rebeldes? Como educa-las e desenvolver seu potencial? Como discipliná-las para que cresçam saudáveis e integradas à família e à sociedade? Este livro, único no seu gênero - além de responder a essas e muitas outras questões _ . propõe uma educação voltada para os índigos. Trata-se de uma inédita pedagogia de Valores, apropriada a essa geração, hoje considerada o embrião de uma nova humanidade. Pais, educadores e todos aqueles que convivem com esses jovens, precisam deste verdadeiro manual, não apenas para endende-los melhor, mas para encaminha-los na direção da felicidade."



Escrito por Jessica às 20h05
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Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia
Profª. do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasilia

 

O desenvolvimento de competências e habilidades

 
As diretrizes curriculares nacionais, os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos oficiais referentes à educação no Brasil têm colocado - em consonância com uma tendência mundial - a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma mudança não pequena por parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada para ela.

Um momento concreto (talvez um dos únicos) em que a escola se sente responsável por ensinar explicitamente competências e habilidades é quando a criança aprende a ler e a escrever. Talvez valha a pena debruçarmo-nos um pouco sobre esse momento, que traz vários aspectos esclarecedores.

Você se lembra qual foi o texto com o qual aprendeu a ler? Qual era, digamos, o "conteúdo" desse texto? Muitos talvez se lembrem de frases com tanto significado como, por exemplo, "vovó viu a uva". Não sei se alguém se preocupou com detalhes tais como: que tipo de uva vovó viu? Ela também comeu a uva depois de vê-la?. Ou talvez a vovó já nem fosse viva! O que era objetivo de ensino, no caso, evidentemente não era nem a vovó nem a uva, mas a letra V. Com essa ou com diferentes frases, todos nós aprendemos a reconhecer e a utilizar essa letra quando desejávamos o som correspondente. O mesmo foi feito com todas as letras. Hoje há diferentes métodos de alfabetização, uns melhores e outros piores, mas se você está lendo esse texto significa que de algum modo aprendeu...

Eis outro aspecto interessante: uma vez que se saiba ler, isso significa que se pode ler todo e qualquer texto; a habilidade não está vinculada a um assunto concreto. Eu posso ler em voz alta um texto que verse sobre física quântica mesmo que compreenda muito pouco do que estou lendo. Um físico, ao ouvir-me, compreenderá. As coisas acontecem assim porque ler e compreender são habilidades diferentes.

Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas necessitam ser vistas, em si, como objetivos de ensino. Ou seja, é preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos... Independentemente do que se esteja comparando, classificando ou assim por diante. Caso contrário, o foco tenderá a permanecer no conteúdo e as competências e habilidades serão vistas de modo minimalista.

O exemplo é verídico. Uma professora me perguntou: "O que é isso de habilidades que estão falando na minha escola?". Depois de explicar um pouco, ela me respondeu: "Ah, são aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões de início do ano na frente dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz tempo!". Acho que não me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos cheias de "verbinhos" costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no restante do ano, enquanto se ministra "o conteúdo".

Romper esse tipo de hábito não é simples. Daí a importância, a meu ver, de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa desvincular as habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes disciplinas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidades. O que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno.



Escrito por Jessica às 10h20
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Vejamos esse último ponto: um professor coloca nos objetivos de ensino que o aluno, após determinada aula, deve saber "comparar uma célula animal com uma célula vegetal". Que faz o professor nessa aula? Explica (descreve?) como é uma célula animal e como é uma célula vegetal. Talvez faça uma tabelinha em que coloca, lado a lado, como é uma e como é a outra. Talvez estabeleça comparações. Entretanto, não considera de sua responsabilidade ensinar a comparar, não se preocupa com o desenvolvimento dessa habilidade no aluno. Está centrado no conteúdo "célula vegetal e animal", saber comparar é algo que o aluno deve "trazer pronto" e se ele não souber o problema não é do professor de Ciências... Só que também não é de nenhum outro...

Mudar o foco para o desenvolvimento de competências e habilidades implica, além da mudança de postura da escola, um trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada professor nessa tarefa. Um grande obstáculo, aqui, é que nós mesmos, professores, podemos ter dúvidas sobre em que consiste, realmente, uma determinada habilidade, e mais ainda sobre como auxiliar o seu desenvolvimento. Afinal, possivelmente isso nunca foi feito conosco... Mas as dificuldades não nos devem desalentar. Pelo contrário, representam o desafio de contribuir para uma mudança significativa na prática didática da escola.

Naturalmente, essa mudança de foco atinge também a questão - sempre complexa - da avaliação. Se uma habilidade é vista como objetivo de ensino, a sua aquisição deve ser avaliada. Em tese, essa avaliação pode estar vinculada ao conteúdo de qualquer disciplina. Por exemplo, se o professor de ciências trabalhou com os alunos a comparação entre célula animal e vegetal, o de português entre orações coordenadas e subordinadas e o de geografia entre meio rural e urbano, nada impede que a habilidade de comparar seja avaliada na disciplina de história, por exemplo, comparando características do Brasil-colônia com o Brasil-império. Pelo contrário, este é um modo bastante interessante de se avaliar a aquisição da habilidade, evitando que o aluno apenas reproduza uma situação que foi memorizada.

No exemplo citado coloquei, propositadamente, uma mesma habilidade sendo trabalhada em diferentes disciplinas. A meu ver, é o modo mais adequado de favorecer o seu desenvolvimento. Para isso, entretanto, é necessário que todos os professores se sintam co-responsáveis na sua aquisição pelos alunos.

Uma professora de ciências faz, na 6a série, a seguinte dinâmica com os alunos antes de entrar no tema de sistemática animal e vegetal:

Distribuí os alunos em equipes de quatro componentes. Cada equipe recebe um pacote com botões dos mais variados tipos: diferentes cores, tamanhos, número e posição dos furos. Os alunos devem classificar os botões do modo que desejarem. Depois de algum tempo, ela passa pelas equipes discutindo os critérios que foram utilizados. Finalmente, há uma discussão geral na sala.

Essa técnica simples permite desenvolver a noção do que seja classificar, o estabelecimento de critérios e parâmetros de classificação que sejam melhores ou piores. Em uma das salas, um grupo fez apenas dois grandes montes de botões. Depois de analisá-los, nenhum outro grupo conseguiu descobrir qual fora o critério de classificação. Os alunos responsáveis por esta esclareceram: "feios e bonitos". Naturalmente, foi um bom ponto de partida para a discussão de objetividade de critérios.

Naturalmente, não é objetivo dessa professora ensinar a classificar botões. O "conteúdo" botões não faz parte do seu programa. O objetivo é trabalhar conceitos básicos de classificação, desenvolver a habilidade de classificar, necessária para que se compreendam e se possam utilizar as taxonomias animal e vegetal.

Mas o que são, afinal, competências e habilidades?

 
Como muito bem coloca Perrenoud (1999), não existe uma noção clara e partilhada das competências. Mais do que definir, convém conceituar por diferentes ângulos.

Poderíamos dizer que uma competência permite mobilizar conhecimentos a fim de se enfrentar uma determinada situação. Destacamos aqui o termo mobilizar. A competência não é o uso estático de regrinhas aprendidas, mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma criativa e inovadora, no momento e do modo necessário.

A competência abarca, portanto, um conjunto de coisas. Perrenoud fala de esquemas, em um sentido muito próprio. Seguindo a concepção piagetiana, o esquema é uma estrutura invariante de uma operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado a uma repetição idêntica, mas pode sofrer acomodações, dependendo da situação.



Escrito por Jessica às 10h20
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Vejamos um exemplo:

Quando uma pessoa começa a aprender a dirigir, parece-lhe quase impossível controlar tudo ao mesmo tempo: o acelerador, a direção, o câmbio e a embreagem, o carro da frente, a guia, os espelhos (meu Deus, 3 espelhos!! Mas eu não tenho que olhar para a frente??). Depois de algum tempo, tudo isso lhe sai tão naturalmente que ainda é capaz de falar com o passageiro ao lado, tomar conta do filho no banco traseiro e, infringindo as regras de trânsito, comer um sanduíche. Adquiriu esquemas que lhe permitiram, de certo modo, "automatizar" as suas atividades.

Por outro lado, as situações que se lhe apresentam no trânsito nunca são iguais. A cada momento terá que enfrentar situações novas e algumas delas podem ser extremamente complexas. Atuar adequadamente em algumas delas pode ser a diferença entre morrer ou continuar vivo.

A competência implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui para desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos.

Diz Perrenoud que "uma competência orquestra um conjunto de esquemas. Envolve diversos esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação".

Pensemos agora na nossa realidade como professores. O que torna um professor competente?

Ter conhecimentos teóricos sobre a disciplina que leciona? Sem dúvida, mas não é suficiente. Saber, diante de uma pergunta inesperada de um aluno, buscar nesses conhecimentos aqueles que possam fornecer-lhe uma resposta adequada? Também.

Conseguir na sala de aula um clima agradável, respeitoso, descontraído, amigável, de estudo sério? Bem, isso seria quase um milagre, uma vez que várias dessas características, todas desejáveis, parecem quase contraditórias. Conseguir isso em um dia no qual, por qualquer motivo, houve uma briga entre os alunos? Esse professor manifestaria uma enorme competência no relacionamento humano.

Poderíamos listar muitíssimas outras. Perrenoud, em outro livro (10 novas competências para ensinar), trata de algumas delas.

O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para competências diferentes.

Uma pessoa, por exemplo, que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma habilidade) pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou mesmo um demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências diferentes.

Competências e habilidades no currículo

 
Se o conceito de competências e habilidades não são unívocos, mais ainda varia o modo como estão sendo tratados na prática. Os PCNs, os currículos estaduais, outros documentos (como por exemplo os do ENEM e do SAEB) dão tratamentos diferenciados.

Um dos complicadores da situação, a meu ver, é que há uma mistura entre competências, habilidades e conteúdos conceituais. De fato a competência, para ter a mobilidade que a caracteriza, não pode estar associada a nenhum conteúdo específico. Entretanto, admito que é muito difícil organizar um programa ou currículo sem fazer essa associação.



Escrito por Jessica às 10h20
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Vejamos um exemplo:

Os PCNs do ensino médio apresentam competências e habilidades em conjunto, sem definir o que seria competência e o que seria habilidade. Dada a amplitude destes termos, considero o tratamento correto. São apresentadas de um modo bastante genérico, caracterizando a mobilidade. Algumas delas, do documento de Ciências Naturais e suas Tecnologias:

  • Desenvolver a capacidade de questionar processos naturais e tecnológicos, identificando regularidades, apresentando interpretações e prevendo evoluções.
  • Utilizar instrumentos de medição e de cálculo.Procurar e sistematizar informações relevantes para a compreensão da situação-problema.Formular hipóteses e prever resultados.
  • Reconhecer o sentido histórico da ciência e da tecnologia, percebendo seu papel na vida humana em diferentes épocas e na capacidade humana de transformar o meio.
  • Entender o impacto das tecnologias associadas às ciências naturais, na sua vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social

Entretanto, para desenvolver essas competências será necessário que elas sejam trabalhadas em conexão com algum(ns) conteúdo(s) conceitual(is). Os currículos estaduais estão em geral refletindo essa associação. Vejamos alguns tópicos (classificados como competências) do currículo do distrito federal:

  • Identificar a célula como unidade responsável pela formação de todos os seres vivos, não existindo vida fora dela.
  • Explicar os processos de transmissão das características hereditárias e compreender as manifestações físicas e socioculturais delas.
  • Compreender que as espécies sofrem transformações ao longo do tempo, gerando a diversidade, segundo seleções, adaptações e extinções.

Como podemos perceber, ao fazer-se a combinação competência / conteúdo conceitual perdeu-se a mobilidade. Entretanto, isso não quer dizer que não se possam desenvolver, por esse caminho, competências móveis. Por exemplo, aqui se fala das manifestações físicas e socioculturais ligadas à transmissão das características hereditárias. Se forem trabalhadas também manifestações socioculturais em outros aspectos da ciência, ao longo do currículo, a competência de detectá-las e compreendê-las em diferentes situações estará sendo construída.

Penso que ainda temos muito o que aprender quanto aos modos de expressar e principalmente de desenvolver competências e habilidades como objetivos de ensino e aprendizagem. Certamente, terá que ser uma construção coletiva.

É também Perrenoud quem diz que "construir uma competência significa aprender a identificar e a encontrar os conhecimentos pertinentes". Por isso, "se estiverem já presentes, organizados e designados pelo contexto, fica escamoteada essa parte essencial da transferência e da mobilização".

Do ponto de vista prático, isso significa que é necessário que os alunos descubram os seus próprios caminhos. Quanto mais "pronto" é o conhecimento que lhes chega, menos estarão desenvolvendo a própria capacidade de buscar esses conhecimentos, de "aprender a aprender", como tanto se preconiza hoje.

Levada ao extremo, essa concepção tornaria desnecessária - e mesmo prejudicial - a atuação do professor. Entretanto, não é essa a interpretação que damos. O professor tem que reconhecer, isso sim, que o ensino não pode mais centrar-se na transmissão de conteúdos conceituais. Ele passa a ser um facilitador do desenvolvimento, pelos alunos, de habilidades e competências.



Escrito por Jessica às 10h19
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Competências e habilidades na sala de aula

 
A pergunta surge espontânea: o que o professor precisa fazer, então, para assumir esse novo papel?

Eu diria que um dos aspectos básicos é saber dosar o preparo e a programação das aulas com a improvisação. Talvez alguns fiquem chocados com esta colocação. Afinal, insistiu-se tanto na importância das metodologias de ensino, em aulas muito bem planejadas e pré-programadas, lançando mão dos mais diversos recursos pedagógicos... Mas o fato é que uma aula muito bem programada não dá espaço ao aluno.

É importante que um professor saiba como vai iniciar a sua aula, que recursos deverá ter disponíveis, os objetivos que pretende atingir. Entretanto, se cada passo da aula estiver previamente delineado ele tenderá a "escapar" dos questionamentos dos alunos, a inibir a sua participação (uma vez que isso sempre atrapalha o caminho previamente traçado), a seguir linhas de raciocínio que talvez sejam as suas, mas não as dos seus alunos.

Temos que evitar, entretanto, cair no pólo oposto: que as aulas aconteçam sem um objetivo concreto, como um barco que ficasse ao sabor do vento que soprar mais forte, sem um porto de destino.

Um modo de chegar ao porto de destino, fazendo a rota que seja mais conveniente em cada situação (como faz um barco; existe um traçado original, do qual entretanto ele muitas vezes se desvia por circunstâncias do caminho), é trabalhar sobre projetos ou problemas concretos. As competências e habilidades, desenvolvidas nesse contexto, já devem ir surgindo ou se aperfeiçoando com a necessária mobilidade. Os conteúdos conceituais serão também aprofundados à medida em que se fazem úteis ou necessários.

Evidentemente, para que se trabalhe adequadamente desta forma o primeiro a necessitar de competências com grande mobilidade e capacidade da transferência de conhecimentos para atender a situações concretas é o professor.

Infelizmente, como é freqüente que um professor de biologia seja capaz de reconhecer as organelas celulares desenhadas em seu livro, mas não em uma microscopia eletrônica... Ou "dar" aos alunos toda uma tabela de classificação de insetos, inclusive com nome científico, e ser incapaz de classificar um que o seu aluno trouxe do jardim...

Há professores que temem (e evitam) as aulas de laboratório pelo receio de que os experimentos "dêem errado". Não têm consciência de que todos os experimentos dão certo, ou seja, o seu resultado reflete o que aconteceu nos diferentes passos experimentais. Um experimento que não dá o resultado previsto muitas vezes é didaticamente mais útil, uma vez que terão que ser formuladas e analisadas hipóteses que não haviam sido antecipadas. É a mobilidade da competência sendo acionada. Flemming não teria descoberto a penicilina se uma de suas placas não tivesse sido acidentalmente contaminada. Mas também não a teria descoberto se tivesse descartado essa placa "que deu errado".

Outro aspecto necessário para o desenvolvimento de competências - que são gerais, e não setorizadas - é a ruptura das barreiras que se criaram entre as diferentes disciplinas. É verdade que cada disciplina tem as suas particularidades, uma metodologia própria, uma abordagem epistemológica que lhe é característica. Entretanto, é também verdade que nenhum fenômeno complexo envolve uma única disciplina para a sua resolução.

É necessário que cada professor se sinta responsável pela formação global de seu aluno e não por um único aspecto, informativo e relacionado à sua área específica de atuação.



Escrito por Jessica às 10h19
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bebê
Momentos de Amor

Conheça algumas atividades realizadas no berçario Natura que podem ser feitas em casa, estreitando o laço entre mãe e bebê.

Em todo o mundo mães e educadoras tem se dedicado a desenvolver atividades para seus bebês, buscando com isso, não somente uma forma de relacionar e fortalecer o laço de amor, mas também ajudar a criança a desenvolver potenciais e a ter independência.
Em culturas ancestrais, como a Indiana, existem práticas como a massagem dos bebês, o hábito de cantigas e danças e outras atividades que se mostram muito gratificantes para mães e filhos. Recentemente, estudos científicos confirma criteriosamente o benefício neurológico e emocional que essas atitudes trazem para a criança. Este tipo de interação da mãe com seu bebê além de fortalecer o vínculo, acaba resultando em bebês mais calmos, seguros e inteligentes.
A soma de todas estas informações - tradição e ciência -, ampliam nossos horizontes na maravilhosa tarefa de sermos pais e estarmos através do amor, construindo um futuro e uma relação.

Na edição anterior da Revista BemEstarBem você pode ler mais sobre os benefícios de atividades praticados no berçário da Natura e na Escola AeD.

Esta matéria retoma o tema, falando em amor e desenvolvimento das crianças, agora enfocando nas atividades que são aplicadas no berçário da Natura e podem ser aplicadas em casa.

O exemplo do Berçario Natura: o fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê.

Toda hora é hora para uma visita da mãe no berçario da Natura. A empresa entende que, havendo a possibilidade, durante a jornada de trabalho, quanto mais contato, melhor para a relação. Então as mães vão chegando quando podem, as crianças ouvindo as suas vozes já de longe. É só correr para o abraço.

Dependendo do horário de sua chegada, a mãe poderá participar de uma das atividades do dia. Uma boa oportunidade para aprender o jeito de realizá-la e depois poder repetir em casa. Conheça algumas destas atividades.

Roda de leitura, a experiência da literatura.

Desde os 4 meses de idade, uma vez por dia as crianças se reúnem com as monitoras para ouvirem histórias lidas de livros infantis. Os bebês, mesmo os menores, sentados em roda, em bebês-conforto ficam atentos: o tom de voz de quem lê - que acaba sendo diferente do modo de falar cotidiano - indica que trata-se de um momento especial. E é.
A história é contada e uma certa quietude paira entre os pequenos. Uma vozinha ou outra parece até tecer comentários. Para crianças muito pequenas (até 12 meses) não é necessário mostrar as figuras do livro, mas a possibilidade de criar objetos que materializem a narrativa enriquece o processo. Por exemplo: para contar a história de uma minhoca vale encher uma meia e atuar com o "boneco" durante a leitura. E importante: ao final da história o livrinho deve ser passado de mãozinha em mãozinha. A magia do objeto-livro começa a ser cultivada assim.
Dica para quem vai fazer este exercício em casa: escolha um canto especial de algum recinto para as leituras. Esse será o canto das histórias, e cada vez que for utilizado pela mamãe - abracadabra ! - será como um lugar mágico onde acontecem as fantasias e onde a imaginação voa.
As monitoras lembram: é interessante que a cada dois ou três dias seja feita a repetição das histórias. Deparar-se com um enredo conhecido é altamente gratificante para a criança: dá a ela a segurança e sensação do que é conhecido, já que ela sabe o que vai acontecer na narrativa.

Roda de música e de canto, dando ritmo à vida.

A vida intra-uterina era cheia de sons: batuques, ecos, ressonâncias, ritmos. Relembrar esta música primeira é muito calmante para as crianças, diz Debora Checchinato, uma das Coordenadoras do berçário Natura. "Basta observar o que as mães fazem instintivamente quando seus bebês ficam nervosos: os abraçam de modo que eles ouçam seu batimento cardíaco. Produzem sons, cantam baixinho, embalando o bebê. E ele realmente se acalma", explica.
Cantar, é preciso, quanto mais melhor. Este ato de tornar a fala melódica, explica, acalma as crianças. "O trabalho com música toca as profundezas da criança, pois todo o corpo tem ritmo. Ao ouvir a música, a criança se reconecta com seu mundo interno".
As rodas de música no berçário da Natura acontecem todos os dias e envolvem instrumentos musicais, de percussão e muita cantoria. As crianças adoram.

Pintura e desenho: a arte entrando na vida.

Desde os 4 meses de idade, os bebês começam a viver momentos de expressão artística no berçário da Natura. Papel e guache atóxico para as crianças um pouco mais velhas e um caldo de maizena colorida com anilina para os pequenos (que podem vir a ingerir em maior quantidade): e pouco a pouco vão surgindo expressões borradas nos papéis e de imensa felicidade nos rostinhos (também lambuzados de cores) das crianças. Dali é direto para o banho. Banho feliz.
Outra técnica utilizada no berçário é fundir os giz de cera (geralmente finos e compridos), derretendo em banho-maria e utilizar como formas copinhos de café. Vira um gizão colorido que a criança até põe na boca mas não consegue engolir. Com este material a criança explora o papel, percebe as cores, se desenvolve em termos motores, ou seja, aprende com seu próprio corpo.

Além dessas atividades é muito importante a fala da mãe com o filho. São as narrativas-vivas do cotidiano. É importante nomear tudo o que acontece. "Crianças que tem mães que conversam com elas são mais inteligentes", afirma Debora. Mas o que seriam conversas com um bebê pequeno ainda não totalmente capaz de dialogar claramente? Ela explica: "as mães devem ir nomeando para os bebês o que elas estão fazendo e por que. Por exemplo: "Puxa, você fez cocô. Mas o gostoso é ficar limpinho, por isso agora a mamãe vai limpar você".

E assim, nos momentos de relação tudo pode ser narrado, envolvendo mãe e bebê em uma história. A história de suas vidas que é tecida, diariamente de amor, afeto e parceria.



Escrito por Jessica às 10h15
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Páscoa - uma época para usar e abusar da criatividade

Lá vai uma programação da semana da páscoa:

Segunda-feira: fazer para as crianças levarem: bexiga cheia embrulhada no papel celofane, para dar a impressão de um ovão de páscoa. É rápido e fácil. Não se esqueça de fazer a caça aos ovos, pode-se utilizar os próprios ovos de bexiga ou até mesmo ovinhos pequenos de chocolate, esconda os pela escola, marque pegadas de coelho pelo chão e deixe que as crianças se divirtam procurando os ovos.

Terça-feira: nada mais engraçadinho do que a velha e tradicional máscara de coelho feita com cartolina, inove e vá atrás de máscaras diferentes e encrementados, modelos é o que não faltam. Faça uma aula de culinária: derrata uma barra de chocolate e espalhe em forminhas de bombonzinhos, endurece rápido e as crianças podem comer à vontade e o que sobrar, levar para casa. Também pode ser feito um bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Eles adoram se lambuzar e ajudar!

Quarta-feria: cesta de coelhinho feita com cartolina com ovinhos de chocolate dentro, existem vários modelos e não exigem muito material. Mas não existe cesta de ovinhos sem coelhinho, por isso, esse é um dia ideal para fazer aquela fantástica pintura de coelho no rosto das crianças, elas adoram! (dica: use lápis próprio para pintura de rosto da faber-castell)

Quinta-feira: faça outro modelo de máscara de coelho, mas desta vez use E.V.A., fica super engraçadinho e as crianças adoram! E esse é o grande dia para levar para casa um ovão de chocolate de verdade. Leve para sua escola uma pessoa fantasiada de coelho da páscoa, peça para fazer brincadeiras e distribuir os ovos, as crianças ficam encantadas com o coelho. Uma brincadeira para ser feita nesse dia é: Toca do Coelho.

OBS: Não se esqueça de TODOS os dias cantar com as crianças músicas de páscoa:
"Coelhinho da páscoa o que trazes pra mim..."
"De olhos vermelhos, de pelos branquinhos..."



Escrito por Jessica às 09h53
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