::Perfil::



Nome:...Jessica Walter
Idade:...31...
Cidade:...Belo Horizonte...
Gosto:...Dar aula e dançar Flamenco...
Odeio:...Falta de solidariedade...
Filmes:...Volver...
Músicas:...Tanto mar...



Estamos pagando um preço muito alto pelo descaso com a educação e aprendendo da pior maneira possível a diferença entre criar e educar. Nossas crianças estão perdidas, sem parâmetros de certo e errado, sem consciência de sua missão na vida. É hora de abandonar a atitude de impotência e trilhar um novo/velho caminho - a educação pautada por valores universais!










MARIO SERGIO CORTELLA

NÓS,HUMANOS E HUMANAS,SOMOS PORTADORES DE UM "DEFEITO" NATURAL QUE ACABA POR SER TORNAR NOSSA MAIOR VANTAGEM:NÃO NASCEMOS SABENDO! POR ISSO,DO NASCIMENTO AO FINAL DA EXISTÊNCIA INDIVIDUAL,APRENDEMOS E (ENSINAMOS)SEM PARAR;O QUE CARACTERIZA UM SER HUMANO É A CAPACIDADE DE INVENTAR,CRIAR,INOVAR E ISSO É O RESULTADO DO FATO DE NÃO NASCERMOS JÁ PRONTOS E ACABADOS.APRENDER SEMPRE É O QUE MAIS IMPEDE QUE NOS TORNEMOS PRISIONEIROS DE SITUAÇÕES QUE,POR SEREM INÉDITAS NÃO SABERÍAMOS ENFRENTAR. AQUELES ENTRE NÓS QUE IMAGINAREM QUE NADA MAIS PRECISAM APRENDER OU,PIOR AINDA,NÃO TEM MAIS IDADE PARA APRENDER,ESTÃO-SE ENCLAUSURANDO DENTRO DE UM LIMITE QUE DESUMANIZA E,AO MESMO TEMPO,TORNA FRÁGIL A PRINCIPAL HABILIDADE HUMANA:A AUDÁCIA DE ESCAPAR DAQUILO QUE PARECE NÃO TER SAÍDA. A EDUCAÇÃO É VIGOROSA QUANDO DÁ SENTIDO GRUPAL ÀS AÇÕES INDIVIDUAIS,ISTO É, QUANDO SE COLOCA À SERVIÇO DAS FINALIDADES E INTENÇÕES DE UM GRUPO OU UMA SOCIEDADE;UMA EDUCAÇÃO QUE SIRVA APENAS AO ÂMBITO INDIVIDUAL PERDE IMPULSO NA ESTRUTURAÇÃO DA VIDA COLETIVA,POIS,AFINAL DE CONTAS,SER HUMANO É SER JUNTO,E , AQUILO QUE APRENDEMOS E ENSINAMOS TEM DE TER COMO META PRINCIAPAL TORNAR A COMUNIDADE NA QUAL VIVEMOS MAIS APTA E FORTALECIDA. COMPETÊNCIA É NOS TEMPOS ATUAIS,UMA CONDIÇÃO COLETIVA;ATÉ ALGUM TEMPO ATRÁS,A COMPETÊNCIA ERA ENTENDIDA COM ALGO INDIVIDUAL,A TAL PONTO QUE SE FALAVA QUE " A MINHA COMPETÊNCIA ACABA QUANDO COMEÇA A DO OUTRO";EM OUTRAS PALAVRAS,EM UM GRUPO,EQUIPE OU ORGANUZAÇÃO,SE ALGUÉM PERDE OU DIMINUI A SUA COMPETÊNCIA,TODOS NO GRUPO A PERDEM OU DIMINUEM.O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA COLETIVA É,HOJE,O FATOR DIFERENCIAL QUE EXPRESSA A INTELIGÊNCIA DAS PESSOAS E DOS GRUPOS. QUEM NÃO ESTIVER ABERTO A MUDANÇAS E COMPROMETIDO COM QUESTÕES DE NOVOS APRENDIZADOS ESTARA FADADO A O INSUCESSO PROFISSIONAL E PESSOAL.VALE SEMPRE LEMBRAR A FRASE DO FICTÍCIO DETETIVE CHINÊS CHARLIE CHAN"MENTE HUMANA É COMO PÁRA QUEDAS;FUNCIONA MELHOR ABERTA"...

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COMPORTAMENTOS INCLUSIVOS

DIANTE DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

 

Romeu Kazumi Sassaki

São Paulo, dezembro de 2005

 

 

Evidências no dia-a-dia nos mostram que existe um interesse, cada vez mais generalizado dentro da população, em conhecer e relacionar-se corretamente com as pessoas que têm uma deficiência.

 

Palestras, cursos, campanhas, livros, folhetos, revistas – em todas as partes da sociedade constatamos mensagens escritas, faladas, desenhadas e dramatizadas ensinando as formas corretas de se interagir com pessoas cuja deficiência é bastante variada e cuja presença é notada com mais freqüência a cada dia que passa.

 

Neste artigo, apresento uma síntese desses comportamentos inclusivos diante de pessoas com deficiência, parte deles transcrita e/ou adaptada de inúmeros textos publicados (ver Bibliografia consultada) e parte aprendida em minha experiência profissional dentro do campo da reabilitação profissional, bem como em minha atuação no movimento de direitos, nos últimos 45 anos.



Escrito por Jessica às 14h12
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Dicas gerais diante de uma pessoa com qualquer tipo de deficiência

 ü     Converse com ela respeitosamente, sabendo que ambos desejam ser respeitados como seres humanos.

ü     Comporte-se de igual para igual, ou seja, considerando que vocês dois possuem a mesma dignidade.

ü     Aceite a outra pessoa como ela é, assim como você espera ser aceito do jeito que você é.

ü     Ofereça ajuda sempre que notar que a pessoa parece necessitá-la. Pergunte antes de ajudar e jamais insista em ajudar. Se ela aceitar a ajuda, deixe que ela lhe diga como quer ser ajudada.

ü     Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos garantidos a todos os povos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição de cada país.

Diante de uma pessoa com deficiência física

 1.      Que usa cadeira de rodas

 ü     Não se apóie na cadeira de rodas, nem com as mãos nem com os pés. A cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa que a utiliza.

ü     Não receie em falar as palavras “ande”, “corra” e “caminhe”. As próprias pessoas com deficiência física também as utilizam.

ü     Se a conversa for demorar, sente-se num banco ou sofá de modo que seus olhos fiquem no mesmo nível do olhar da pessoa em cadeira de rodas. Para uma pessoa sentada, não é confortável ficar olhando para cima durante um período relativamente longo.

ü     Ao ajudar uma pessoa em cadeira de rodas a descer uma rampa ou degraus, use a marcha à ré, para evitar que, pela excessiva inclinação, a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente.

ü     Ande na mesma velocidade do movimento da cadeira de rodas.

ü     Ao planejar eventos, providencie acessibilidade arquitetônica em todos os recintos.



Escrito por Jessica às 14h12
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2.      Que usa muletas

 ü     Tome cuidado para não tropeçar nas muletas.

ü     Ao acomodar as muletas, após a pessoa sentar-se, deixe-as sempre ao alcance das mãos dela.

ü     Ande no mesmo ritmo da marcha da pessoa.

 3.      Que tenha necessidade especial no uso dos braços e mãos e do corpo em geral

 ü     Siga as cinco dicas gerais, acima indicadas.

ü     Esteja atento às particularidades de cada tipo de deficiência física.

 Diante de uma pessoa com deficiência visual

 1.      Pessoa cega

 ü     Se andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure seu braço. Não a empurre; pelo movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer.

ü     Em lugares estreitos para duas pessoas caminharem, ponha o seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa seguir você.

ü     Se estiver com ela durante a refeição, pergunte-lhe se quer auxílio para cortar a carne, o frango ou para adoçar o café, e explique-lhe a posição dos alimentos no prato.

ü     Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços, se a pessoa cega assim o desejar.

ü     Se for auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda e, em caso positivo, atravesse-a em linha reta, senão ela poderá perder a orientação.



Escrito por Jessica às 14h11
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ü     Se ela estiver sozinha, identifique-se sempre ao aproximar-se dela. Nunca empregue brincadeirinhas como: “Adivinha quem é?”.

ü     Se for orientá-la a sentar-se, coloque a mão da pessoa cega sobre o braço ou encosto da cadeira, e ela será capaz de sentar-se facilmente.

ü     Se observar aspectos inadequados quanto à aparência da pessoa cega (meias trocadas, roupas pelo avesso, zíper aberto etc.), não tenha receio de avisá-la discretamente a respeito de sua roupa.

ü     Se conviver com uma pessoa cega, nunca deixe uma porta entreaberta. As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Conserve os corredores livres de obstáculos. Avise-a se a mobília for mudada de lugar.

ü     Se você trabalha, estuda ou está em contato social com uma pessoa cega, não a exclua nem minimize a participação dela em eventos ou reuniões. Deixe que a pessoa cega decida sobre tal participação. Trate-a com o mesmo respeito que você demonstra ao tratar uma pessoa que enxerga.

ü     Se for orientá-la, dê direções do modo mais claro possível. Diga “direita”, “esquerda”, “acima”, “abaixo”, “para frente” ou “para trás”, de acordo com o caminho que ela necessite percorrer. Nunca use termos como “ali”, “lá”.

ü     Indique as distâncias em metros. Por exemplo: “Uns 10 metros para frente”.

ü     Se for a um lugar desconhecido para a pessoa cega, diga-lhe, muito discretamente, onde as coisas estão distribuídas no ambiente, os degraus, meios-fios etc.

ü     Se vocês estiverem numa festa, diga à pessoa cega quais as pessoas presentes e veja se ela encontra pessoas para conversar, de modo que se divirta tanto quanto você.

ü     Se for apresentá-la a alguém, faça com que ela fique de frente para a pessoa a quem você está apresentando, impedindo que a pessoa cega estenda a mão, por exemplo, para o lado contrário em que se encontra a outra pessoa.



Escrito por Jessica às 14h10
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ü     Se conversar com uma pessoa cega, fale sempre diretamente, e nunca por intermédio de seu companheiro. A pessoa cega pode ouvir tão bem ou melhor que você. Não evite as palavras “veja”, “olhe” e “cego”; use-as sem receio. As pessoas cegas também as usam.

ü     Quando se afastar da pessoa cega, avise-a, para que ela não fique falando sozinha.

ü     A pessoa cega não vive num mundo escuro e sombrio. Ela percebe coisas e ambientes e adquire informações através do tato, da audição e do olfato. Ela pode ler e escrever por meio do braile.

ü     O computador também é um bom aliado, possibilitando à pessoa cega escrever e conferir os textos, ler jornais e revistas, via internet ou livro digitalizado, usando programas específicos (DosVox, Virtual Vision, Jaws, por exemplo) nos quais se fala o que está escrito na tela.

ü     Com a bengala ou com o cão-guia, a pessoa cega pode caminhar com autonomia, identificando ou desviando-se de degraus, buracos, meio-fio, raízes de árvores, orelhão, postes, objetos protuberantes nos quais ela possa bater a cabeça etc. O cão-guia nunca deverá ser distraído do seu dever de guiar a pessoa cega.

ü     Ao planejar eventos, providencie material em braile.

 2.      Pessoa com baixa visão

 ü     Ao se tratar de pessoa com baixa visão, proceda quase das mesmas formas acima indicadas.

ü     Ao planejar eventos, providencie material impresso com letras ampliadas.

 3.      Pessoa surdocega

 ü     Em geral, a pessoa com surdocegueira está acompanhada de um guia-intérprete, que utiliza diversos recursos de comunicação como, por exemplo, a libras tátil (libras na palma das mãos) ou o tadoma (pessoa surdocega coloca a mão no rosto do guia-intérprete, com o polegar tocando suavemente o lábio inferior e os outros dedos pressionando levemente as dobras vocais). Assim, pela vibração das dobras vocais, ela consegue entender o que a outra pessoa está falando. Há pessoas surdocegas que apenas não ouvem, mas falam; portanto, ela pode “ouvir” pelo tadoma e falar com a própria voz. Quando entrar numa conversa com uma pessoa surdocega, que utiliza o tadoma, deixe que ela faça o mesmo com você.

 



Escrito por Jessica às 14h10
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Diante de uma pessoa com deficiência auditiva

 1.      Pessoa surda

 ü     Se quiser falar com uma pessoa surda, sinalize com a mão ou tocando no braço dela. Enquanto estiverem conversando, fique de frente para ela, mantenha contato visual e cuide para que ela possa ver a sua boca para ler os seus lábios. Se você olhar para o outro lado, ela pode pensar que a conversa terminou.

ü     Não grite. Ela não ouvirá o grito e verá em você uma fisionomia agressiva.

ü     Se tiver dificuldade para entender o que uma pessoa surda está dizendo, peça que ela repita ou escreva.

ü     Fale normalmente, a não ser que ela peça para você falar mais devagar.

ü     Seja expressivo. A pessoa surda não pode ouvir as mudanças de tom da sua voz, por exemplo, indicando gozação ou seriedade. É preciso que você lhe mostre isso através da sua expressão facial, gestos ou dos movimentos do corpo para ela entender o que você quer comunicar.

ü     Em geral, pessoas surdas preferem ser chamadas “surdos” e não “deficientes auditivos”.

ü     Se a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete da língua de sinais, fale olhando para ela e não para o intérprete.

ü     É muito grosseiro passar por entre duas pessoas que estão se comunicando através da língua de sinais, pois isto atrapalha ou impede a conversa.

ü     Se aprender a língua de sinais brasileira (libras), você estará facilitando a convivência com a pessoa surda.

ü     Ao planejar um evento, providencie avisos visuais, materiais impressos e intérpretes da língua de sinais.



Escrito por Jessica às 14h09
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2.      Pessoa com baixa audição

 ü     Ao se tratar de pessoa com baixa audição, proceda quase das mesmas formas indicadas para relacionar-se com pessoas surdas.

ü     Em geral, as pessoas com baixa audição não gostam de ser chamadas “surdos” e sim “deficientes auditivos”.

 Diante de uma pessoa com deficiência da fala

 ü     Existem diversas alterações de fala, variando desde as mais simples, como a dificuldade em pronunciar os sons de maneira correta, até as mais complexas, como a perda total da voz, as gagueiras mais graves e os transtornos causados por um problema neurológico, que podem prejudicar tanto a fala como a compreensão.

ü     Todas estas alterações podem trazer um prejuízo ou até mesmo um impedimento para a comunicação oral.

ü     Mantenha a calma quando falar com alguém que apresenta alguma dificuldade de comunicação oral. Não tente adivinhar o que ela quer dizer e não a deixe sem resposta.

ü     Procure olhar no rosto de quem fala; fale pausadamente; use poucas palavras de cada vez; espere a sua vez de falar e só comece quando tiver certeza de que o outro terminou o que tinha a dizer.

ü     Se não entendeu o que foi falado, não tenha receio de pedir que o outro repita ou escreva. A maior parte das pessoas com dificuldade na fala tem consciência disso e não se incomoda em repetir, desde que encontre alguém realmente interessado em ouvi-la.

ü     Preste mais atenção no conteúdo da fala do que em sua forma e, principalmente, não discrimine alguém pela maneira dele de falar.



Escrito por Jessica às 14h09
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Diante de uma pessoa com deficiência intelectual

 ü     Ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual, aja com naturalidade, como você faria com qualquer outra pessoa.

ü     Não confunda “deficiência intelectual” (deficiência mental) com “transtorno mental” (doença mental).

ü     A pessoa com deficiência intelectual é, em geral, muito carinhosa e disposta a conversar.

ü     Procure dar-lhe atenção e tratá-la de acordo com a faixa etária: criança, adolescente, adulta.

ü     Não a ignore durante conversação. Cumprimente-a e despeça-se dela, como você o faria com outras pessoas.

ü     Não a superproteja, nem use linguagem infantilizada.

ü     Deixe que ela tente fazer sozinha tudo o que ela puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.

ü     Entenda que a pessoa com deficiência intelectual aprende mais lentamente. Se você respeitar o ritmo dela e lhe oferecer oportunidade, ela pode desenvolver habilidades, tornar-se produtiva e participar do mundo com dignidade e competência.

 Diante de uma pessoa com outras deficiências

 ü     Existem pessoas que apresentam uma deficiência que não foi mencionada até aqui. Por exemplo, a deficiência múltipla, que se caracteriza pela presença simultânea de dois ou mais tipos de deficiência acima citados.

ü     Também existem pessoas com paralisia cerebral, com síndrome de Down, com hiperatividade, com ostomia, com dislexia e assim por diante. Mas, paralisia cerebral, síndromes diversas, hiperatividade, ostomia, dislexia etc. não são tipos de deficiência; são condições que acarretam alguma deficiência.

ü     Por outro lado, existem pessoas com epilepsia, com hanseníase, com transtorno mental, com autismo, com transtorno de déficit de atenção (TDA) etc. Porém, epilepsia, hanseníase, transtorno mental, autismo, TDA etc. também não constituem tipos de deficiência; são doenças que podem acarretar alguma deficiência.

ü     Há casos em que uma doença e uma condição estão presentes juntas. Por exemplo, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

ü     Podemos, então, comportar-nos diante de uma pessoa com deficiência resultante dessas condições ou doenças, seguindo todas as dicas gerais e algumas das dicas específicas, de acordo com cada caso.

ü     A questão das condições e doenças como causas de deficiências é polêmica e não encontra um consenso entre especialistas. Por exemplo, a ostomia e a paralisia cerebral foram colocadas como formas de deficiência física, e não como causas, no Decreto nº 5.296, de 2/12/04.



Escrito por Jessica às 14h08
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Se Todas as Coisas Fossem Mãe


Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas.
O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.

Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos.
O mar seria um jardim e os barcos seus carrinhos.

Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas.
Conversaria com a lua sobre as crianças estrelas
Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins.
Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins !!!!

Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes.
Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.

Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
Toda mãe é um pouco fada...
Nossa mãe fada seria.

Se a bruxa fosse mãe, seria uma mãe gozada;
Seria a mãe das vassouras, da família vassourada.

Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
Faria chá e remédio para as doenças da vida.

Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
Sentariam comportadas, teriam boas maneiras.

Cada mãe é diferente. Mãe verdadeira ou postiça,
Mãe vovó ou mãe titia, Maria, Filó, Francisca,
Gertrudes, Malvina, Alice.

Toda Mãe é como eu disse!

Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta,
arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora,
Ri, esquece, lembra e chora,

Traz remédio e sobremesa...

... Tem até pai que é "tipo mãe"...

Esse, então, é uma beleza !!!!!

Assim é a minha mãe !!!!!!!!!!!!!!!!!!



Escrito por Jessica às 10h49
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ENTREVISTA

Carmen Silvia Penha Galluzzi

 

Como tornar a reunião de pais um sucesso

 

Entrevista publicada na revista Direcional Escolas - edição 04 - maio/2005

Atenta à necessidade de tornar produtivas as reuniões de pais, a psicóloga educacional dedicou um livro ao assunto.

Aquelas reuniões de pais intermináveis, com hora para começar mas sem hora para acabar, cansativas e pouco produtivas podem dar lugar a encontros agradáveis. Em busca desse objetivo, a psicóloga educacional Carmen Silvia Penha Galluzzi escreveu o livro Propostas para Reunião de Pais – Estratégias e relatos de casos (Editora Edicon), rumo à terceira edição.

O livro nasceu da experiência de Carmen Silvia como palestrante do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP), ministrando o curso Reunião de Pais – como organizá-las. Já foram 60 cursos, totalizando 2500 educadores atentos ao assunto. Carmen percebeu, então, o quanto professores, coordenadores e diretores estão interessados em organizar melhor suas reuniões de pais e sistematizou as informações de que dispunha no livro.

Para a profissional, a escola deste milênio está aberta aos pais, mas é preciso que ambos – escola e pais – aprendam a utilizar esse espaço. Psicóloga educacional da Organização Educacional Margarida Maria (OEMAR), em São Paulo, Carmen parte do princípio de que as reuniões de pais servem para abordar assuntos relativos ao grupo de alunos e nunca pode ser ameaçadora. Nesta entrevista a Direcional Escolas, ela fala sobre a importância do objetivo da reunião, dos temas abordados, da forma como é feito o convite, entre outras dicas e detalhes que podem fazer a diferença.

DIRECIONAL ESCOLAS – Por onde o educador deve começar ao organizar a reunião de pais de sua escola?

CARMEN SILVIA PENHA GALLUZZI - O importante é ter bem claro qual o objetivo da reunião. Eu sugiro uma reunião anterior ao início do ano letivo para que os pais conheçam os professores antes dos próprios filhos. A adaptação diz respeito a todos os envolvidos no processo escolar, não só às crianças e adolescentes. Essa reunião tem como objetivo passar assuntos gerais. Funciona como um acolhimento das famílias, explicando quais são os objetivos da escola, como cada série trabalha e como os pais podem ajudar seus filhos. É como um contrato. Indico receber os pais com uma dinâmica ou com um texto. A acolhida, quanto mais preparada e sincera, será melhor para que os pais percebam o ambiente onde seus filhos irão estudar. Já uma reunião de primeiro bimestre ou primeiro trimestre é mais voltada para questões pedagógicas, porque os filhos já tiveram uma caminhada na escola e os pais anseiam por esse retorno de como eles estão pedagogicamente. Se é uma reunião do segundo trimestre, quando já não existe uma expectativa tão grande em relação às notas, porque isso foi tratado na primeira reunião, pode-se fazer um encontro voltado para algum tema específico. A escola pode decidir ou pedir que as famílias decidam o tema.



Escrito por Jessica às 14h26
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Dê alguns exemplos de como esses temas podem ser desenvolvidos.

São reuniões temáticas desvinculadas das reuniões pedagógicas. Essa proposta deve ser adaptada à filosofia da escola. Alguns temas que podem ser abordados são: limites, auto-estima, orientação sexual, orientação vocacional, stress infantil, até temas da atualidade, como dengue ou violência. Temas específicos para cada faixa etária são muito bem recebidos. Por exemplo, no primeiro trimestre, para o Ensino Fundamental I, pode-se tratar de orientação de estudos. Uma idéia é fazer um inventário de interesses com a criança na sala de aula. Quando os pais chegarem na reunião responderão a algumas questões e depois vão confrontar com o que o seu filho respondeu. Isso é uma motivação inicial para os pais, que perceberão o quanto estão acompanhando seu filho, o quanto conhecem a proposta pedagógica da escola.

Os pais têm receio de serem expostos no grupo?

É claro. O rendimento do seu filho não interessa para outra família. Por isso é preciso fazer um atendimento individual antes e convidar esses pais para uma reunião geral. Todos os casos que possam apresentar algum tipo de dificuldade na reunião geral, por exemplo, se a criança apresenta alguma queixa em relação à aprendizagem ou de relacionamento com os colegas, devem ser tratados individualmente com os pais. Nosso objetivo é chegar ao aluno. Quando falamos da reunião de pais, é porque eu quero ter essa família próxima da escola. Se família e escola estiverem juntas durante o processo os resultados serão mais satisfatórios em relação ao aluno. A escola deixa de ser ameaçadora para essa família. Cito o caso da OEMAR: na primeira reunião do ano, para Ensino Fundamental I, tivemos em média 77% de presença dos pais, em reuniões durante a semana, de manhã e à tarde.



Escrito por Jessica às 14h25
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O fato de marcar antecipadamente reuniões individuais pode acarretar um efeito inverso e fazer com que os pais não compareçam à reunião de grupo?

Não é o que eu tenho observado. A escola chama os pais individualmente desde fevereiro, enquanto a reunião de grupo é em maio, por exemplo. Aliás, para o atendimento individual os pais recebem uma convocação, enquanto para a reunião é um convite, o que é bem diferente. No convite da reunião geral deve ser deixado claro que serão tratados assuntos do grupo, diretamente com a professora. Os pais têm muita curiosidade em saber como o filho é em relação ao grupo e como o grupo é em relação ao filho. É importante saber que outros pais têm as mesmas preocupações e vivem as mesmas ansiedades, da mesma faixa etária. A realidade tem me mostrado que o fato de tratar individualmente questões da criança deixa os pais mais seguros e tranqüilos para estar na reunião geral. O pai sabe que lá isso não será abordado e a reunião deixa de ser ameaçadora.

Qual a freqüência ideal para as reuniões?

Atualmente, três reuniões gerais durante o ano são suficientes, deixando espaço aberto para atendimentos individuais e reuniões temáticas, desvinculadas do pedagógico. O ideal é que as reuniões sejam agendadas no início do ano e façam parte do calendário escolar. O interessante, sempre, é surpreender os pais, quebrando os paradigmas. Deve haver bom senso no uso de tecnologias. Pode-se aproveitar os recursos visuais que a escola possua. E, se não tiver, pode ser preparado um mural, um cartaz. Fazer uma lista de presença é importante para perceber qual a reunião de maior freqüência, enfim, qual a expectativa dos pais.

A escola também deve preparar reuniões para os pais do Ensino Fundamental II e Ensino Médio?

Sim. A freqüência dos pais diminui e a reunião tem um perfil diferente, até porque nessa faixa etária o objetivo dos pais é desenvolver a autonomia do filho. O mesmo tema pode ser abordado no Ensino Fundamental I, Fundamental II e Médio. Mas o principal é definir o objetivo da escola com a reunião e conhecer bem o grupo de pais que será atendido. Numa reunião de quinta a oitava séries, por exemplo, é muito desagradável expor os pais a uma longa espera para serem atendidos individualmente por cada professor. Sugiro em meu livro algumas estratégias, como a distribuição de senhas, que agilizam esse processo, evitando aquelas conversas paralelas entre os pais na fila. A escola pode até se antecipar à ansiedade dos pais, marcando reuniões preventivas, no ano anterior às séries consideradas como de transição, como primeira, quinta e sétima, do Fundamental II, e primeiro ano do Ensino Médio.



Escrito por Jessica às 14h25
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Em seu livro, a senhora sugere desvincular a reunião da entrega de notas. Como se dá esse processo?

Mais uma vez eu digo que é preciso amadurecer essa decisão com a equipe da escola. Não adianta só tirar a nota da reunião e não saber o que colocar no lugar. Se o pai vai para a escola só para receber nota, qualquer um pode estar no lugar dele. Ele vai para uma reunião de pais para receber muito mais do que nota. O boletim pode ir com antecedência para casa. Ele comparece à reunião ciente das notas, e sabendo com quais professores ele quer conversar, no caso do Fundamental II. Agora, é preciso adaptar isso a cada escola, avaliar se a freqüência vai cair. Algumas escolas ficam preocupadas se, desvinculando a nota da reunião, diminuirá a presença dos pais. Não é o que as estatísticas que tenho têm me mostrado. Uma reunião só com entrega de notas é que tem baixa freqüência de pais, porque a escola pensa nos pais que não vão e faz uma reunião trivial, e não um encontro para superar expectativas.

Como definir o perfil dos pais atendidos?

Deve-se pensar em absolutamente tudo em relação ao grupo de pais: se trabalham fora, em que horário trabalham, idade dos pais e dos filhos, formação, religião, expectativa deles em relação à escola. Com essas características a escola monta um perfil. É possível ter uma classe onde a maioria das crianças são filhos únicos. Essa característica gera uma diferença no perfil da classe. É importante definir o perfil dos pais para compreendê-los, e até para abordar um tema adequado. Se pretendo fazer a reunião de manhã, mas sei que os horários de trabalho desse grupo não são flexíveis, há o risco deles não comparecerem.

O tema da reunião deve estar de acordo com a proposta da escola?

Antes até do tema escolhido, a escola deve encontrar a forma de reunião em que ela acredita. Se a escola não estiver preparada para tirar a entrega de notas da reunião, então não deve se sentir obrigada a tirar. Eu devo amadurecer primeiro isso com a equipe. Adaptar a reunião ao jeito de ser da instituição. Dicas de aspectos gerais, porém, são importantes para os pais e independem da proposta da escola. Pensar no tema, em como abordá-lo, ter a pauta em mãos, conhecer o perfil de pais, marcar horário de início e término. Isso tudo vai trazer muita segurança ao encontro. Administrar o tempo é fundamental. Duas horas de duração e, dependendo da reunião, uma hora, já é suficiente. É inviável ir para uma reunião sem saber a que horas ela vai terminar. Por melhor que ela seja, se torna cansativa.



Escrito por Jessica às 14h24
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A senhora recomenda que a escola convide um especialista de fora para abordar um tema?

A escola pode trazer um convidado. Contratar algum especialista dá um retorno muito bom para a escola. Às vezes, a escola até já fala sobre a questão, mas é alguém que não está no dia-a-dia da escola que irá falar. Os pais se sentem agradecidos pela escola ter chamado uma pessoa para abordar certos assuntos. Tive preocupação, no livro, em mostrar que a própria escola pode fazer isso. Pode até haver no grupo de pais um profissional indicado para tratar de um tema. Por isso também é importante conhecer o grupo de pais.

A escola deve se organizar para receber as crianças no dia da reunião, caso os pais não tenham com quem deixá-las?

Eu não recomendo. Porque se a escola se organiza para receber as crianças, os pais vão continuar levando as crianças para as próximas reuniões. As professoras têm como foco, nesse dia, receber os pais, e não as crianças, o que dificulta todo o controle dessa situação. Se a reunião acontece num dia letivo, é indicado comunicar no convite que esse dia é destinado a receber os pais. Isso deve ser trabalhado com os alunos em sala de aula. A escola parou o seu dia com os alunos por ser tão importante receber os pais. Se a escola deixá-los jogar bola, passar um filme ou colocar uma auxiliar à disposição no dia da reunião, cria-se a cultura de que não é para levar a criança, mas se levar tem alguém para cuidar. A própria criança irá perceber que não é divertido vir para a escola nesse dia.

Contatos com Carmen Silvia Penha Galluzzi: c.galluzzi@uol.com.br

 


Revista Direcional Escolas



Escrito por Jessica às 14h24
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ENTREVISTA

 

JUSSARA HOFFMANN

Por uma mudança efetiva da avaliação

 

Crítica da avaliação classificatória, a autora propõe que a aprendizagem seja o objetivo da avaliação mediadora.

Por Luiza Oliva
Fotos Divulgação

Jussara Hoffmann é nome obrigatório quando se trata de discutir e repensar os rumos da avaliação. Mestre em Avaliação Educacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ex-professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), conferencista e consultora em educação, Jussara tem diversos livros publicados sobre o assunto. Dos livros surgiu inclusive, há 10 anos, sua editora de livros, a Mediação. “Virei editora na marra. Meus livros perderam a editora em que estavam, a Educação e Realidade, que passou a se dedicar só a revistas acadêmicas. Outros colegas meus, autores, ficaram na mesma situação. Fui pesquisar e resolvi ter minha própria editora, como um projeto paralelo a minha vida de educadora. Me aposentei da universidade e hoje temos 100 títulos, sempre procurando livros que de fato auxiliem o professor em sala de aula”, comenta Jussara.

Ela credita o sucesso de seu primeiro livro, Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtivista, justamente à linguagem simples e objetiva. “Na época a maioria dos livros eram inatingíveis, estratosféricos. Queria que meus livros fossem lidos por professores do Brasil todo”, diz. Em seus livros, palestras e cursos, Jussara não se cansa de falar sobre a avaliação. “Todo mundo dá palpite e diz como a avaliação deve ser feita. A escola fica apertada em meio a críticas. A avaliação é o que aparece, o que concretiza a educação. É como a ponta de um imenso iceberg. Como no Titanic, ninguém olha para a base, só para a superfície. Os pais vêem os resultados, mas se esquecem da aprendizagem, se seus filhos estão sendo formados para esta sociedade”, completa. Leia, a seguir, a entrevista que Jussara Hoffmann concedeu a Direcional Escolas.



Escrito por Jessica às 14h22
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DIRECIONAL ESCOLAS - Em primeiro lugar, gostaria de saber há quanto tempo a senhora se dedica ao estudo da avaliação educacional.

JUSSARA HOFFMANN - Sou educadora há 37 anos. Fui uma “entusiasmada” professora de séries iniciais por vários anos, e não menos envolvida professora de português de crianças e adolescentes do Ensino Fundamental e Médio. Passei por experiências de coordenação pedagógica e exerci funções em secretaria de educação antes de chegar à Faculdade de Educação. Em 1981, dez anos depois, procurei o Mestrado em Avaliação Educacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro, motivada e angustiada pelas experiências vividas em termos de avaliação da aprendizagem dos alunos nas funções exercidas em todas as escolas por onde passei.

Em 2005 completei 25 anos de pesquisas e estudos em avaliação educacional. Sou uma das educadoras e escritoras brasileiras mais “persistentes” nesse tema, com inúmeros artigos escritos, um sem número de participações em congressos de educação e tendo lançado meu décimo livro em abril desse ano. Fico orgulhosa de dizer que todos os livros são muito lidos pelos professores. Basta dizer que o meu primeiro livro, Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtivista, de 1991, já está na 35ª edição e os demais títulos também tiveram muito sucesso entre os leitores.

Pode-se dizer que, atualmente, a avaliação é a maior preocupação dos professores?

Posso dizer que acompanho essa preocupação das escolas e professores ao longo de toda a minha vida de educadora. Hoje, como editora e diretora da Editora Mediação, converso com educadores de várias áreas e leio em seus textos, sobre outros temas, questões críticas nas escolas - reflexos da avaliação classificatória - modelo que perdurou no último século. As dificuldades só aumentaram. O número de alunos aumentou, porque se resolveram em parte (e mal resolvidos, porque com aprendizagem mínima) os índices de reprovação. As escolas empobreceram em termos de recursos humanos e materiais para atender a demanda dos alunos. As famílias ficaram mais pobres, mais ocupadas, a vida em sociedade mais violenta e agitada. Os professores tiveram de ser em número muito maior para dar conta da população estudantil. Também os docentes ficaram mais pobres, com salários piores, piores leitores, oriundos de cursos de formação muito menos exigentes.

E o mais grave: os gestores não se prepararam para o maior acesso e permanência dos alunos nas escolas, embora todos os discursos políticos tenham sido nesse sentido - de uma escola inclusiva. Não sabiam que tudo isso iria acontecer?

O que vemos agora? Não sabem como lidar com as conseqüências dos seus próprios programas de governo. Diminuir os índices de reprovação resultou, como era de se esperar, em maior heterogeneidade nas salas de aula, em exigências de formação continuada dos professores nas escolas, na necessidade de amplo investimento de verbas públicas na educação. Todas essas questões têm a ver com melhoria da aprendizagem nas escolas e, portanto, o processo de avaliação no sentido mais pleno da palavra - de avaliar para promover melhores oportunidades de uma educação digna para todas as crianças e jovens desse país.

Por que, então, os professores se sentem angustiados? Porque, hoje, o problema parece ser apenas de sua “competência profissional”. Fala-se apenas que os professores não ensinam bem, por inúmeros fatores. Ninguém percebe toda a infra-estrutura necessária à escola de nosso tempo, a questão referente à vida e famílias de crianças e jovens de hoje, as questões sócio-econômicas e culturais que interferem violentamente na educação.



Escrito por Jessica às 14h22
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Os sistemas de avaliação acompanharam a evolução da educação nos últimos anos?

É preciso pensar na palavra “sistemas”. O que são “sistemas”? Nós podemos, de fato, falar em leis, resoluções, normas, regimentos, que, no que se refere à avaliação, recebem múltiplas interpretações pelos gestores educacionais e/ou mudam da noite para o dia como quem muda de camisa. Sistemas, não. Sistema envolveria um conjunto de princípios claros, que contribuiriam para orientar a ação avaliativa das escolas, apontariam para os rumos que deveriam ser tomados por diretores, coordenadores, professores, em caso de decisões sobre a avaliação dos alunos. No Brasil, não temos rumos claros nem princípios claros no que se refere à avaliação da aprendizagem, principalmente nas escolas públicas. Nem mesmo a LDB é conhecida ou devidamente interpretada por gestores e escolas no quesito avaliação da aprendizagem. As duas últimas LDB estabelecem claramente preceitos de avaliação contínua e formativa, e a maioria dos regimentos escolares estabelecem normas classificatórias que são aprovadas pelos Conselhos de Educação. Felizmente, muitos professores evoluíram em suas concepções e efetivam uma avaliação formativa/mediadora da aprendizagem dos alunos, fechando a porta de suas salas de aula, no sentido de não se importar com as determinações de regimentos das escolas onde atuam - que ainda defendem posturas classificatórias e excludentes. No que se refere aos governos, a técnicos de secretarias, a direções, ainda há muita preocupação em mudar a avaliação apenas burocraticamente, como uma bandeira política, sem se aprofundar no que tais mudanças representam realmente em termos de melhoria das escolas. Ou seja, tornando o “sistema” uma colcha de retalhos de muitas normas e resoluções para nada e os professores tremendamente ansiosos com tudo isso.



Escrito por Jessica às 14h22
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Qual deve ser o objetivo da avaliação hoje?

APRENDIZAGEM. APRENDIZAGEM. APRENDIZAGEM. A expressão MEDIADORA, que utilizo desde 1991, tem por objetivo salientar a importância do papel do professor no sentido de observar o aluno PARA MEDIAR, ou seja, para refletir sobre as melhores estratégias pedagógicas possíveis que visem promover sua aprendizagem. Avaliar não é observar se o aluno aprende. Esta resposta já se tem: todos aprendem sempre, senão não estariam sequer vivos, pois enquanto se respira, se aprende, se descobrem novas coisas sobre o mundo em que vivemos. Entretanto, ninguém aprende apenas sozinho, aprende muito melhor com o outro, em interação com seus pares e com desafios intelectuais significativos. O melhor ambiente de aprendizagem é rico em oportunidades de convivência, de diálogo, de desafios, de recursos de todas as ordens. Para cada aluno, entretanto, não podem ser oferecidos os mesmos desafios, em tempos programados ou do mesmo jeito. E aí entra o professor, o avaliador. Olhando cada um, investigando e refletindo sobre o seu jeito de aprender, conversando, convivendo, organizando o cenário dessa interação, fazendo a pergunta mais desafiadora possível, escutando o silêncio, se for o caso. O professor MEDIADOR é o avaliador essencial. Cuidar para que o aluno aprenda mais e melhor, todos os dias. Isso é avaliar.



Escrito por Jessica às 14h21
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Como é possível avaliar com base no pressuposto da diversidade, enfim, de que os alunos são diferentes?

Como é possível avaliar sem tal pressuposto? Nós somos diferentes, vivemos de jeitos diferentes, nos vestimos de formas diferentes, gostamos de pessoas e coisas diferentes, falamos, caminhamos, dormimos de jeitos diferentes. É o que nos torna únicos, singulares, homens. Diferentes dos animais e dos outros seres vivos. Além disso, somos especiais. Temos nossos sentimentos e jeitos especiais de ver a vida, momentos especiais, pessoas especiais para nós, necessidades de cuidados especiais em tantos detalhes... E a escola, via avaliação classificatória, quer uniformizar, padronizar, ritmar, programar, comparar, classificar. Deu certo até agora? Não deu. Essa escola excluiu e não formou jovens felizes, com iniciativa, corajosos. Vemos muitos adolescentes formados, mas acríticos, sem iniciativa, violentos, submissos, sem gostar de ler e de escrever, sem lembranças boas do tempo de escola. Vamos continuar assim? Temos de aprender a fazer diferente. E o aprendizado vai muito além de respeitar as diferenças. Significa muito mais: valorizá-las. Queremos ou não que as crianças e jovens sejam diferentes; que troquem idéias e experiências próprias sobre o que vivem e pensam; que escrevam com suas próprias palavras; que defendam seus pontos de vista a respeito de valores de vida; que criem coisas novas? Se pretendemos assim, não podemos “formatá-las” a partir de critérios de avaliação predeterminados e rígidos como sinônimos de qualidade de ensino. Temos de multidimensioná-los, flexibilizá-los, questionar sempre o que consideramos certo ou errado em suas respostas e manifestações. O que é certo hoje, ou para algum professor, pode não ser mais o certo para o jovem ou para o futuro daquela ciência, de uma determinada geração.

Dentro do sistema tradicional, crianças que não atingem notas altas se sentem diminuídas frente aos colegas. Esse dano à auto-estima das crianças pode ser irreversível?

A comparação é injusta quando as oportunidades e a ajuda são desiguais. A criança e o jovem costumam ser muito éticos. Eles sabem quando se comprometeram ou não em realizar um trabalho de aula, uma leitura ou em participar de uma atividade com todo o empenho que poderiam. Mas quando entra arbitrariedade nesse julgamento, eles não aceitam. Os alunos são diferentes. Portanto, é natural que alguns escrevam melhor, joguem melhor, desenhem melhor que os outros. Mas não é tarefa da escola fazer tal julgamento. O papel do professor é cuidar para que os que não escrevem tão bem sejam mais cuidados do que aqueles que já escrevem bem. O que se faz, entretanto? Apenas se enaltece a competição, divulgando notas e prêmios. Divulgam-se resultados (avaliação classificatória) e nada se faz para oportunizar aos que precisam ajuda para avançarem naquelas áreas. Com certeza, esses que não escrevem bem, por exemplo, também são melhores em outros aspectos da escola ou da vida. Muitas vezes são jovens que têm de trabalhar para sustentar a família, são ótimos músicos, são excelentes jogadores de futebol. E a escola tende a desconsiderar essas áreas como de menor valor. Não são! Trata-se de pessoas diferentes, só isso! Nem piores, nem melhores, diferentes, especiais, todos. A comparação é nociva em qualquer circunstância, porque sempre crianças e jovens sairão perdendo com isso. Por que se entende ainda que alguns devem perder? Esse é o preceito básico de uma sociedade excludente e elitista.



Escrito por Jessica às 14h21
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Como a senhora analisa o procedimento de escolas que colocam aulas de recuperação ou reforço durante o recreio ou no horário das aulas de Educação Física? É um desestímulo ao estudo?

A pergunta corrobora o que disse acima. No horário de Educação Física? Esta é a disciplina que comprovadamente recebe a melhor aceitação da maioria dos alunos hoje. Há excelentes depoimentos de diálogos entre professores dessa área e seus alunos que mostram que servem para aparar muitos problemas que vêm ocorrendo nas escolas – justamente por falta de conversa com crianças e jovens sobre suas vidas.

Em segundo lugar, preciso dizer que sou contra recuperação extraclasse, por princípio. O assunto é complexo. Defendo tal princípio no livro Avaliar para promover: as setas do caminho (2001). Vou tentar explicá-lo da seguinte forma: quando se tem três filhos e um deles está adoentado, amolado ou com problemas, costuma-se mandar os outros dois passear com a avó, com uma tia, para ficar mais pertinho e mais tempo com o que está precisando da mãe. Ou seja, quem gosta, cuida, não manda para outra pessoa cuidar. Ou melhor ainda, quando o filho é mais velho, a gente busca a ajuda e o consolo dos próprios irmãos para cuidar dele.

Traduzindo o exemplo, penso que se deve ajudar o aluno em suas dificuldades durante o próprio transcorrer das atividades escolares, seja por meio de breves intervenções do professor na própria sala de aula, por meio de colegas mais próximos que possam auxiliá-lo, seja utilizando o recurso de leituras para casa e tarefas individuais, acompanhadas dia-a-dia pelo professor, e de outras formas.

Essa é uma tarefa que não pode ser exclusiva de um professor, mas de vários, discutida em primeiro lugar com os próprios alunos – a quem se diz que se quer ajudar -, e muito bem planejada em termos do que se pretende fazer e do por que fazer (mediação). Esse é também o tema do meu livro mais recente, O jogo do contrário em avaliação (abril de 2005), onde relato e fundamento, justamente, estudos de casos de alunos com dificuldades de aprendizagem em escolas. Em suma, quem gosta, cuida da aprendizagem dos alunos no tempo certo e durante todo o tempo, não deixa para depois ou para a hora do recreio...

O que significa promover a avaliação contínua?

O termo continuidade significa seqüência, processo, gradação. O que vemos muitas vezes nas escolas e que se denomina de “processo avaliativo”? Uma soma de tarefas que resulta numa soma de notas ou conceitos. Ora, o conhecimento não é linear e muito menos calculável - uma etapa que se soma à outra e da qual se calcula um resultado.

Avaliar é interpretar um percurso de vida do aluno durante o qual ocorrem mudanças em múltiplas dimensões. Avaliar é acompanhar para promover o processo de construção do conhecimento do educando. Nessa frase, relativamente curta, encontram-se expressões altamente complexas. Analisemos algumas delas para entender avaliação contínua:



Escrito por Jessica às 14h21
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Acompanhar , segundo o dicionário Aurélio, quer dizer também vir-a-ser, não apenas estar junto a ou ao lado de. Tomemos, então, o primeiro sentido – acompanhar como favorecer o aluno em seu vir-a-ser– , de desenvolver-se. O que sugere ao professor observá-lo, compreendê-lo, admirá-lo em seu jeito de ser e de aprender.

Promover significa proporcionar, oferecer, propiciar diferentes oportunidades. Nesse sentido, expressão promover difere de dirigir, predeterminar, controlar. Significa organizar situações múltiplas de aprendizagem que contemplem a diversidade das crianças e jovens de uma sala de aula.

Processo envolve transformação, evolução, algo que muda de forma e de jeito. O termo subentende dois princípios essenciais em avaliação contínua: provisoriedade e complementaridade. O primeiro significa que toda a resposta ou manifestação do aluno é ponto de partida para novas perguntas ou desafios do professor. Uma só tarefa nunca deve ser tomada como definitiva para se dizer que ele aprendeu ou não algo, porque ele está em “processo de aprendizagem”. O segundo – complementaridade -, quer dizer que novas observações que se façam irão permitir compreender melhor o processo em andamento, servirão para complementar a observação do processo. Ou seja, é necessário que se ofereçam aos alunos muitas oportunidades de expressar suas idéias sobre um mesmo assunto ou não que está aprendendo, para observar as hipóteses em construção, e/ou construídas.

Construção do conhecimento envolve uma visão epistemológica muito diferente da visão bancária, de memorização de conteúdos e de treinamento que ainda perdura em muitas escolas. Tal concepção é pano de fundo para os preceitos aqui defendidos, tal como a visão que se tem sobre a construtividade do erro e das concepções prévias dos educandos. Sem tais fundamentos, não se concebe, de fato, um processo de avaliação contínua nas escolas.

Embora minha resposta tenha sido um pouco longa, pretendi dizer que há que se debruçar sobre uma série de preceitos que constituem a concepção de avaliação contínua. Não é tão simples essa resposta. Ela se baseia em teorias de conhecimento, em preceitos filosóficos, políticos, sociológicos mais profundos do que simplesmente metodológicos.



Escrito por Jessica às 14h21
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Qual a importância da auto-avaliação?

Se tomarmos o conceito acima de avaliação contínua poderemos responder também esta pergunta. Auto-avaliar-se significa o educando promover e acompanhar seu próprio processo de construção de conhecimento. Difícil? Não. Primeiro, não há criança ou jovem que já não faça isso, pois senão não aprenderia. Pois ninguém aprende caso não seja um aprendiz ativo, curioso, interessado pelo objeto de conhecimento. Segundo, o que a escola, hoje, chama de auto-avaliação, não é isso. É costumeiro, isto sim, o aluno ser levado a julgar-se, por meio de fichas ou descrições, em relação a atitudes e comportamentos em sala de aula e na escola. De fato, diria, “burrocratizou-se” a auto-avaliação. Para dar exemplos de processos significativos de auto-avaliação, citaria: alunos fazendo perguntas em sala de aula; chamando professores em suas classes; solicitando que leiam o que escreveram; recorrendo às salas dos professores quando têm dificuldades; pedindo sugestões de leituras; a orientação de estagiários-supervisores em encontros; a relação de mestrandos com orientadores; a consulta de alunos em laboratórios aos seus professores; e muitos outros...

Todos os exemplos acima revelam que os próprios alunos tomam a iniciativa, espontaneamente, de buscar ajuda dos professores para melhor progredir em seus estudos, a partir da tomada de consciência de que apresentam necessidade em uma ou outra área de estudo. Este é e deveria ser o ambiente natural de uma escola. E tal atitude dos alunos deveria ser gradativamente intensificada à medida de seu avanço na escolaridade. Alunos maiores solicitando mais a ajuda dos professores por estarem mais independentes e autônomos em termos de seus estudos e, portanto, mais capazes de se auto-regular em termos de suas necessidades de auxílio e/ou sugestões de leitura e outros.

Entretanto, é isto o que acontece de fato? Não! E o que é mais sério: algumas escolas do país chegam a controlar adolescentes com câmeras de vídeo nas salas de aula. É sinal de que não estão sendo favorecidos processos sadios de auto-avaliação – espaços de confiança, de diálogo e de oportunidade ao jovem de se comprometer com seus próprios rumos, de definir projetos de estudo, etapas de trabalho, individuais e em grupo. Controle em demasia, denúncias, fichas de atitudes e comportamento, estão na total contramão do desenvolvimento da autonomia – ensinam aos alunos que só devem se comportar quando estiverem sendo vigiados e em risco de serem punidos. É o berço de uma sociedade violenta

Escrito por Jessica às 14h20
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Os pais têm uma ansiedade natural por notas. Como uma escola que muda seus processos de avaliação tradicionais deve justificar essa medida aos pais?

Não basta uma escola trocar de notas para outra forma de apresentação de resultados quando pretende desenvolver um processo de avaliação mediadora. O conteúdo é muito mais importante do que o invólucro do qual ele se reveste. O perigo é revestir o pacote de um papel colorido e com laços de fita e a caixa estar vazia, sem sentido. E as famílias percebem claramente isso. Discursos vazios. Muitas vezes muda-se por mudar, porque outros mudaram, porque é moderno, porque a direção mudou. É preciso mudar por princípios e não por métodos. São as concepções e as crenças que determinam as metodologias e não o contrário.

Nem sempre a mudança no regimento garante que as mudanças de fato ocorram. Já vi escolas trabalhando com notas e seus professores desenvolvendo processos de avaliação mediadora de uma forma mais consistente do que outras que diziam trabalhar com avaliação mediadora, mas praticavam posturas classificatórias. Por onde vi que as escolas efetivavam processos de avaliação contínua/mediadora? Pelo trabalho desenvolvido com os alunos - que é o que conta -, pelo tempo que ofereciam aos professores para estudar e discutir, pelo respeito com que os pais eram recebidos na escola; pela luta que travavam para ajudar cada criança ou jovem que aparecia com alguma dificuldade. Principalmente, pela participação da direção e da coordenação em todas as reuniões de estudo, pelo clima de envolvimento e de satisfação entre os professores, pela continuidade em torno de um mesmo tema de estudo. Isso os pais vêem também. As escolas não precisam se esforçar em justificar. Basta ser!

 

Contatos com Jussara Hoffmann: www.editoramediacao.com.br e editora.mediacao@terra.com.br



Escrito por Jessica às 14h20
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Lição de casa... Uma tarefa...

Matéria publicada na revista Direcional Escolas - edição 18 - julho/2006

Por Isabel Cristina Hierro Parolin

Antes de tudo, um desabafo
Ao receber o convite para escrever sobre o tema tarefa de casa, ou lição de casa, ou ainda, dever de casa (a forma de chamar varia de região para região), pensei que teria um espaço para repensar a aprendizagem, os instrumentos e formas de encaminhar esse processo. Confesso que fiquei meio encabulada de pesquisar esse tema diante de outros tão chamativos e interessantes, como a biodiversidade na educação, as mudanças que os educadores precisam promover diante da visão de ser cósmico etc. Mas, após fazer uma revisão bibliográfica, decidi pesquisar o tema junto aos atores que compõem o processo de aprender e ensinar em busca de inspiração para dar início ao artigo.

Fiquei perplexa e muito intrigada diante da complexidade do assunto que encontrei junto aos profissionais comprometidos com educação e aprendizagem. Minha surpresa foi aumentando à medida que comecei a pesquisar junto às famílias. Tanto as crianças e os adolescentes quanto seus familiares e, ainda, os professores e profissionais da escola, vivem desencontros significativos diante da lição de casa. Ouvi depoimentos que me fizeram pensar e repensar sobre conceitos e concepções de mundo, homem e aprendizagem. Precisei recorrer aos especialistas da Educação para reorganizar aspectos teórico/práticos que envolvem o tema no cotidiano escolar e doméstico.

A diversidade e incompreensão que encontrei diante desse interessante e valioso instrumento de aprendizagem, que é a lição de casa, e que acaba causando tanta emoção e desencontros, mobilizou meu interesse para escrever pautada nesses depoimentos, por entender que eles poderiam estar mais próximos dos meus leitores. Deixei de lado as citações bibliográficas, apesar dos autores permanecerem bordejando minhas reflexões, e dei ênfase aos depoimentos por querer tratar o tema da forma mais simples e precisa possível. Entendo que toda prática tem uma teoria que a fomenta, apesar dela nem sempre ser clara e desejável. Gostaria muito que esse artigo provocasse reuniões para discussão e mudanças no comportamento e na forma de pensar dos educadores.



Escrito por Jessica às 14h18
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Para disparar uma reflexão
Envolvida pelo tema e já querendo começar a estudá-lo, encontrei um jovem no elevador e perguntei, casualmente, se estava tudo bem. Parecendo querer me provocar, ou sabendo o que estava me mobilizando, ele respondeu:

- Hoje tô louco! Tenho muita tarefa de casa. Só de Química tenho da página 47 até a 61.

- E a tarefa é sobre o quê?, perguntei já excitada.

- Nem sei, ainda não comecei a fazer.

- Mas a professora não disse? Vocês não discutiram sobre o conteúdo?

- É pra terminar a unidade... Estamos atrasados.

Escolhi cinco casos-situações, por mim vividos no desempenho do meu papel de psicopedagoga e que me provocaram reflexivamente. Divido essas pequenas histórias e as decorrentes aprendizagens que elas me provocaram como forma de ilustrar o tema.

1. Perguntei para um menino que acaba de entrar em meu consultório:

- Como foi sua semana?

- Ótima, aliás, melhor impossível. A professora ficou doente e a substituta dela não deu lição pra casa nenhum dia!

- E isso é bom?, perguntei.

- Excelente! Assim posso ficar sossegado em casa, sem me preocupar e sem preocupar meus pais, respondeu-me o garoto.

2. Ainda no consultório, porém em outra situação, uma mãe desabafou:

“Não agüento mais fazer as lições com minha filha. Brigamos, gritamos e não nos entendemos. Ela não quer fazer os exercícios, erra tudo e quando eu apago e mando-a fazer de novo ela fica histérica. Quando tem de escrever, então, Deus me livre de tamanho castigo! Preciso que você me indique uma professora particular para fazer as tarefas de casa com ela, antes que eu enlouqueça.”

3. Trabalhando com pais, em uma palestra, uma mãe pegou o microfone e perguntou: “O que se deve fazer quando um jovem não faz as tarefas de jeito nenhum? Veja, estou dizendo: “de jeito nenhum!”(leia-se com tom de voz alterado). E a escola tira dois pontos na média se o aluno não apresenta as tarefas feitas.”

4. Em outra situação, fazendo supervisão em uma escola, a professora segredou-me, com o claro intuito de sondar o meu posicionamento diante do pressuposto construído pela escola:



Escrito por Jessica às 14h17
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- Aqui na escola combinamos que, quando uma criança não faz suas tarefas, ela fica sem aula especial e faz as tarefas nesse horário. Ela não merece aula especial se não cumpriu com suas obrigações... É a forma que temos de castigá-los.

- E por que no horário da aula especial?, quis saber.

- Por que eles adoram essas aulas.

- Então a forma que vocês acharam de responsabilizá-la com as tarefas foi o castigo de perder uma aula ”boa”... É essa a intenção?

- Sim, respondeu-me vacilante a professora.

- E como você quer que seu aluno faça as tarefas de bom grado e com prazer se você mesma a considera um castigo?

5.Uma professora, em meio ao desenvolvimento de um trabalho com professores daquela rede de ensino, à queima- roupa, perguntou-me:

- E se a mãe, porque pai não tem mesmo, não souber ajudar o filho nas tarefas de casa? E se o filho, apesar de tudo, souber mais que a mãe? Quem vai ajudá-lo nas tarefas?

Curiosa, perguntei:

- E sempre eles precisam de ajuda?

- Claro, respondeu-me a professora. Eles raramente sabem fazer as tarefas.

- E por que você propõe essa atividade para casa, já que sabe de antemão que é difícil e que os pais não podem ajudar?

Vacilante a professora olhou para as colegas e disse:

- Sei lá. Combinamos as tarefas e damos... Achamos que será bom para eles... que vai ajudar na aprendizagem.

- E ajuda mesmo?

Meio sem graça, a professora concluiu:

- Na verdade, não! Aliás, nem sei por que a gente tem de dar lição pra casa!



Escrito por Jessica às 14h17
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Lição de casa – Para quê?
Diante dos relatos expostos, e reiterando que eles vêm da família, da escola e do aprendiz, analiso o conceito de aprendizagem que está demonstrado neles e o papel da tarefa de casa nesse contexto.

No relato número um, o menino demonstra, com clareza, o quanto são chatas suas tarefas. Ele sabe que essas tarefas incomodam seus pais e a ele próprio, além de passar o entendimento que aprender não deve causar nenhum tipo de incômodo, de trabalho ou de investimento. “Excelente! Assim posso ficar sossegado em casa, sem me preocupar e sem preocupar meus pais.” Ou seja, poderíamos deduzir que o “descuido” da professora substituta gerou sossego e paz no lar do aprendiz em questão. Poderíamos também entender que a professora responsável pela turma passa tarefas para casa por ser responsável pela turma, o que não aconteceu com a professora substituta, que ficou descompromissada com essas tarefas.

Respeitando a proposta de iniciar analisando o “para que da tarefa de casa”, vemos, no segundo relato, que se perguntássemos para essa mãe por que a professora propõe tarefa para casa, ela certamente responderia “para me enlouquecer!”. A dinâmica da mãe, diante das lições que a filha deve fazer e que não está habilitada para corresponder, acaba agravando a situação familiar, a relação entre ambas e, o que é pior, não desenvolve o processo de aprender dessa criança.



Escrito por Jessica às 14h17
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A tarefa de casa, nessa situação, torna-se um episódio desagregador, com alta temperatura emocional e que, com certeza, interfere promovendo um desempenho abaixo das possibilidades do aprendiz (no papel de aluno e sujeito que aprende), do filho (que está aprendendo muitas coisas indesejáveis com essa mãe) e da mãe que vive a frustração de perceber-se incapaz diante da dificuldade do filho. Aprender, nesse caso, poderia ser entendido como uma habilidade de passar conteúdos e da criança repetir, até aprender.

Quanta frustração e perda de energia!

No terceiro caso, além do desespero da mãe, igualmente impotente, vemos a inutilidade da lição de casa. O aluno, segundo o relato, não faz a tarefa. Possivelmente por não ver sentido nela, por não entendê-la como sua, ou ainda, talvez, para provocar emoções. Pelo jeito, ele “perde os pontos na nota” e não está ligando para isso. Será que essa “nota” não é algo que existe apenas para os professores e para a mãe? Parece que esse jovem não liga para esse número que lhe é atribuído. O sistema de avaliação para esse aprendiz está sem significado, sem função, assim como suas tarefas e as conseqüências dela. Quem liga para a nota e para a lição feita ou não? Pelo relato, somente a mãe e os professores, pois o jovem parece estar “numa outra....” Aprender, para esse grupo, parece que é tirar uma determinada média.

O quarto relato se explica sozinho. A tarefa de casa é para castigar o aluno. É uma coisa tão chata que os próprios professores não conseguem disfarçar. Parece que ela existe para promover um acerto de contas com o aluno: “já que eu tenho que te agüentar, vou dar uma lição de casa bem difícil ou trabalhosa, para você aprender...” Aprender o quê? Aprender a despotencializar a escola, a professora, o entorno do trabalho de construir conhecimento. A professora, dessa forma, ensina, não só por suas palavras, mas com sua forma de proceder, que debruçar-se sobre uma informação, que fazer um exercício, que ler um texto, é castigo e coisa ruim.

Diante do quinto relato e buscando o “para que” das lições de casa, percebemos dois movimentos claros. Um deles é a falta de objetivo educacional especificado para as tarefas de casa. Elas são dadas porque alguém, que nem se sabe quem, mandou dar. O professor não sabe por que, e o aluno, certamente, também não. Outro motivo deve ser para unir a família, fazer que a mãe participe e ajude seu filho. Ambos equivocados, se entendermos que a lição de casa faz parte do processo de aprender e do rol das tarefas escolares.



Escrito por Jessica às 14h17
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Lição de casa - Tarefa de quem?
Retomo o relato número um para refletir a partir da pergunta proposta para esse espaço.

No relato número um, a ausência de tarefa de casa tem três beneficiários e destinatários: o felizardo aluno, a professora substituta que não precisou ter o trabalho de corrigir as tarefas e os pais, que puderam sossegar. O aluno, inclusive, sente-se à vontade para dizer que a semana dele foi excelente, pois a professora regente, ao adoecer, viabilizou a maravilha de semana desses três protagonistas. Que semana boa essa! Uma semana de paz; contudo, ao restabelecer-se, a professora vai dar continuidade à perturbação de todos os dias.

No segundo relato, a tarefa de casa é da mãe e da filha, ou melhor dizendo, de ambas e com igual responsabilidade - tanto é verdade que a mãe apaga os erros. Mas, nesse trabalho das duas, a mãe é mais competente que a filha, então as duas brigam e não se entendem.

No terceiro relato, com clareza, a tarefa não é de ninguém. Pode-se até jogar dois pontos da média fora, não faz mal. Aliás, pontos e média para quê? Qual é o valor dessa média? O que esse aluno vai fazer com essa média?

No quarto relato, a tarefa é do culpado que merece um castigo. A professora não tem nada com isso. Perder o que a escola tem de bom e só ficar com o ruim é o que vai ganhar o aluno. Quem sabe assim o aluno aprenda a fazer suas obrigações, mesmo que seja muito chato. (Será que a professora vai conseguir?)

O quinto relato vem para nos mostrar que o inferno pode estar mais cheio do que podemos imaginar de pessoas bem intencionadas. A tarefa escolar é dada para a criança fazer com a ajuda da mãe, já que o pai não tem mesmo. Apesar da professora já saber, de antemão, que nem a criança e nem a mãe conseguirão fazer a tarefa, mesmo assim, ela ainda é proposta para as crianças e suas pobres mães.



Escrito por Jessica às 14h16
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Lição de casa
Escolhi discorrer sobre o tema a partir de depoimentos que fui colhendo ao longo de dois meses. Essas emoções e seus relatos foram surgindo no meu consultório, atendendo crianças e adolescentes e seus familiares; nas escolas públicas e privadas com as quais tenho contato e, até mesmo, via e-mail e em cursos e eventos. À medida que recebia os relatos fui observando que, apesar das teorias que embasam a nossa prática educativa, os testemunhos vinham inflamados de emoção e distantes das teorias preconizadas. Essa realidade vivida não corresponde ao que os educadores gostariam de viver. Encontrei no tema Lição de Casa uma realidade que é vivida/sofrida e distante da idealizada. E todos lamentam por esse desencontro. Poucas escolas, educadores ou crianças falaram bem e de forma construtiva dessa “tarefa”.

Poderíamos continuar analisando relatos e casos, e penso que se chegaria sempre à mesma conclusão: parece que a lição de casa está envolta em uma sombra que gera muita emoção e precisa ser clareada. Ela é, ou tem sido, em muitas escolas e famílias, uma tarefa que não tem servido para nada, e que não é responsabilidade de ninguém especificamente.

No bojo da discussão sobre os reais objetivos e função da tarefa de casa, ganha muita importância outra discussão, que acaba desviando o assunto: se lição de casa tem validade ou não. Ou, dizendo de outra forma, se os professores devem ou não dar tarefas para casa.

Nesse movimento, fica claro o desentendimento do objetivo e função da tarefa de casa e acaba ficando secundário saber em que consiste o processo de aprender de uma pessoa. Parece que muitos pais e educadores entendem que aprender é repetir, exercitar e fazer tantas vezes até memorizar. Nesse contexto, a tarefa de casa tem uma função e a forma como ela tem sido trabalhada justifica. Porém, se entendermos que aprender é um movimento em direção a um saber fazer, de forma reflexiva e consciente, ela torna-se uma tarefa em que o movimento é do aluno, como um descobridor e o ator principal dessa empreitada.

Em menor número, porém não menos importante, apareceram depoimentos em que os pais, ao serem inquiridos sobre o papel da tarefa de casa, revelam o desejo de que seus filhos tenham bastante tarefa, subtendendo que o fato de não terem trabalho para casa indica que a escola não está trabalhando o suficiente com seu filho. Na mesma linha de raciocínio, está a compreensão de que uma criança ou adolescente deve ser mantida ocupada para não incomodar e como se o volume das tarefas determinasse sua importância ou grau de aprendizagem.



Escrito por Jessica às 14h16
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Na tentativa de entender, consolar e direcionar
Na tentativa de entender melhor o tema e ao mesmo tempo elucidá-lo, e diante de tantos desencontros, resolvi consultar especialistas na área da aprendizagem e que têm, além de notório saber, uma prática sobre o assunto. Obtive as seguintes respostas à pergunta ”A lição de casa serve para quê? E deve ser de quem?”

Respostas:

Como professora de língua Portuguesa e trabalhando há muitos anos com a formação de professores, tenho defendido a idéia de que lição de casa só tem sentido se for para que o estudante possa estabelecer relação do que foi refletido em sala de aula e necessita ser comprovado no uso ou na sua função social daqueles conhecimentos, conteúdos ou saberes. Em outras palavras: não acredito que tarefa de casa ensine! Ela somente consolida o que foi ensinado ou sensibiliza para o que será ensinado. Dessa forma, passar muitos exercícios repetitivos (verbos ou operações matemáticas) sobre algo que foi ensinado, de pouco adiantará, pois quem aprendeu, com uma boa mediação EM SALA DE AULA, resolverá todos os exercícios propostos. Já aquele que não inferiu sentido aos ensinamentos DE SALA DE AULA, precisará do auxílio de familiares para a realização dos deveres, descaracterizando, desta maneira, a função real de tal tarefa, que a priori, é do estudante e não de sua família. A responsabilidade da família deveria ser a de garantir acesso, tempo e espaços adequados para a realização dos trabalhos escolares. A responsabilidade, a criatividade, o interesse, a amplitude e a organização do trabalho já são requisitos que deveriam ser suscitados na escola.
Sandra Bozza, 2006. (*1)



Escrito por Jessica às 14h16
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A lição de casa a meu ver deveria ser uma tarefa importante, pois a partir dela o sujeito pode pensar resolver desafios, colher dados para desenvolver pesquisas e sistematizá-las na escola, além de exercitar sua responsabilidade como estudante, que possui compromissos e necessita aprender a realizá-los. No entanto, o que vejo em muitos casos são tarefas óbvias que têm como função apenas a repetição de atividades já realizadas na escola, com a intenção de fixar conhecimento, ou desenvolver hábito de estudo, porém com temas desvinculados da vida. Tenho visto também tarefas de casa muito inteligentes, que fazem pensar, que fazem os alunos irem além do conhecimento visto na escola, que desafiam
os alunos e alunas e que fazem pontes entre a escola e os fenômenos naturais e sociais que ocorrem no cotidiano.
Na escola em que trabalho, por exemplo, estamos experimentando tarefas interdisciplinares que são interessantes e nós estamos construindo sua característica desde o ano passado; em outra escola, tenho presenciado um belo trabalho com consignas que fazem de fato o aluno desenvolver a autonomia de pensamento. Porém, em outras escolas, nas quais tenho clientes e posso acompanhar este item da aprendizagem, constato que uma grande maioria manda a lição de casa por terem herdado esta atividade de outros tempos, mas não fazem uma reflexão sobre isto.
Laura Monte Serrat Barbosa, 2006. (*2)

Outra especialista assim respondeu:

Muito se tem falado em mudança de paradigma, na necessidade de se pensar o processo de avaliação de uma forma processual e contínua, em coerência com as estratégias de aprendizagem utilizadas pelo aprendiz. Salienta-se a função do educador como mediador de uma aprendizagem metacognitiva, do “aprender como aprendo”. Porém, na efetivação deste processo, percebo que o discurso “politicamente correto” não é coerente com as cobranças avaliativas do dia a dia da escola, como as lições ou tarefas de casa. Ao pontuar e quantificar estas tarefas, a escola e o educador perdem-se em uma prática enraizada nos seus próprios processos de aprendizes. A tarefa de casa, ao invés de ser organizadora de um conhecimento, torna-se uma “tarefa” árdua e desprovida de significado. Acredito que, para que se possa falar em mudança paradigmática, se faz necessário, antes de mais nada, mudanças atitudinais, tanto de quem aprende, quanto de quem ensina.
Sonia Küster, 2006. (*3)



Escrito por Jessica às 14h16
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Finalizo com o depoimento:

Aprender significa estar vivo e sempre aberto a outras possibilidades. Quando ressignificamos as informações que constantemente recebemos em conhecimento, a este caminho denominamos aprendizagem.
Evelise Portilho, 2006 (*4)

 

Só me resta...
Acredito que a seqüência de depoimentos acabou problematizando, promovendo reflexões e, finalmente, propondo novos rumos. Sendo assim, só me resta encerrar desejando que pensemos com mais profundidade sobre a Lição de Casa, sob suas diferentes óticas, mas que, no entanto, compõe esse todo que é o universo do aprender e do ensinar.

No dia em que havia encaminhado esse texto para revisão, encontrei com uma jovem educadora e mãe de uma menina de 10 anos que, ao saber do tema do meu trabalho, assim profetizou: “Deus queira que você consiga iluminar esse item, a tal de tarefa de casa, tão árdua para a família e para a escola”.

Que o tema possa ser rediscutido nas escolas, entre os professores, aprendizes e familiares, como um instrumento de aprendizagem. E que as aprendizagens advindas dessa “tarefa” sejam todas benéficas, promotoras de autonomia, provocadoras de reflexões e conhecimento e, sobretudo, com temperatura emocional mais baixa e com mais luz para todos nós!



Escrito por Jessica às 14h16
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Isabel Cristina Hierro Parolin é Pedagoga, Psicopedagoga clínica e consultora de instituições públicas e privadas. Palestrante para pais e educadores. Autora dos livros Pais Educadores – É proibido Proibir? (Editora Mediação) e Professores Formadores: a relação entre a Família, a Escola e a Aprendizagem (Editora Positivo). Organizadora e co-autora de Aprendendo a Incluir e Incluindo para Aprender (Pulso Editorial).

*1 - Professora da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, autora de obras técnicas e didáticas na área de Língua Portuguesa e professora de Pós-graduação na disciplina de Metodologia de Alfabetização.

*2 - Pedagoga, Psicopedagoga e Mestre em Educação. Autora de diversos livros e artigos e Coordenadora de Projetos de Aprender na Escola Terra Firme, em Curitiba.

*3 - Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia, Presidente da ABPp Seção Paraná Sul e Mestranda em Educação da PUCPR .

*4 - Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Grupos Operativos. Mestre em Educação. Doutora em Educação. Professora Titular da Área de Educação da PUCPR. Professora do Mestrado e da Graduação na PUCPR. Pesquisadora e autora de artigos.



Escrito por Jessica às 14h15
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